Clara - Amor, a mamãe tem que ir trabalhar ou melhor, já passou da hora de ir. Lá em cima não tem com quê você se distrair então ficar aqui e de vez em quando venho te ver, pode ser?
Eduarda - Pode - respondeu de imediato - Eu vou ajudar ela - apontou para Gabriela - A cuidar do bebezinho - falou muito naturalmente e nós rimos -
Gabriela - Não vou sair daqui agora, pode deixar que fico de olho - saiu em meu auxílio mesmo sem eu precisar pedir e mesmo estando com outra criança, de colo, o que me levou a sorrir -
Clara - Obrigada - sorriu também - E você já sabe, não é mocinha? - olhei-a novamente - Pode brincar à vontade com tudo aqui, mas comporte-se... ah, e nada de sair daqui, muito menos pra ir lá pro campo, estamos entendidas?
Eduarda - Estamos
Clara - Já está com fome? - negou com a cabeça - Então eu vou subir, e daqui a pouco venho te ver. Beijo - apontei para minha bochecha direita onde ela depositou um beijo carinhoso, sorri e retribuí. Deixei nossas coisas em um armário com chave ali na sala mesmo, peguei só a minha bolsa, falei muito rapidamente com a Gabi e o Fábio, dei um cheirinho no Gabriel, agradeci-os mais uma vez por, de certa forma, ficar com a minha filha que já estava entretida nos brinquedos e subi - Bom dia, bom dia. Demorei mas cheguei
Caio - Quase boa tarde, né?
Pedro - Estava tão feliz só de olhar pra aquela mesa - apontou pra ela - E não ver ninguém
Clara - Sim, eu sei, também estava com saudades de vocês - rimos. Cumprimentei-os, fiz o mesmo com as meninas e sentei finalmente -
Luciana - Achei que ia tirar o dia de folga, a Jú disse que tu tinha ido pra Floripa
Clara - Ah é... ia voltar ontem mesmo mas como achei um voo para hoje bem cedinho... a única parte ruim foi a Duda ter perdido aula
Giovanna - Ela veio contigo?
Clara - Sim, está lá embaixo com a Família Maradei
Giovanna - O Fábio babando pouco no Gabriel - riu -
Clara - Nossa... quase nada - rimos. Liguei o notebook e abri algumas pastas para me atualizar - Novidades?
Giovanna - Muitas
Clara - Contem-me - rimos -
Luciana - Na sexta mesmo fechamos parceria com a Clio Style por um ano
Clara - Essa Clio não é uma linha de mochilas, pastas e essas coisas?
Luciana - É, e é parceira do GRAACC também, por isso nos propôs montar uma linha especial com a marca da instituição nos nossos produtos, feitos por eles
Clara - Ah, entendi. Espero que dê certo e renda bons frutos então
Giovanna - Vai ter até alguns showrooms
Clara - Onde? Aqui mesmo?
Giovanna - São Paulo e talvez no Rio de Janeiro também
Clara - Estamos bem de parceiros heim, que isso - rimos -
Caio - Isso porque tu ainda nem ouviu o melhor
Clara - O quê?
Luciana - Fomos chamados para fazer parte do time de Embaixadores do McDia Feliz
Clara - Eu já ouvi falar mas... o que é que esses Embaixadores fazem? - franzi a testa -
Luciana - A gente só tem que compartilhar o projeto ou mostrar pra todo mundo como é que é, como participar...
Clara - E como é que nós vamos fazer isso?
Pedro - Pra começar indo conhecer de perto a Casa Ronald McDonald aqui de São Paulo
Clara - Sério? Quando?
Giovanna - A Jú agendou pra hoje à tarde se não me engano
Clara - Não sei se vou poder ir então, por causa da Duda
Caio - E porque não a leva também?
Clara - Será que dá?
Pedro - Clara, por favor. Tudo bem que na teoria vamos à ''trabalho'' - gesticulou as aspas - Mas na prática a coisa é bem diferente, e é a Juliana que vai nos levar, acha mesmo que não dá? - rimos -
Clara - Ok, se der, nós vamos
Giovanna - Vocês vão também e ponto final
Clara - Acha que manda... - rimos - E a revista?
Luciana - Acho que dá pra gente terminar ainda hoje
Clara - Mãos a obra, então - riu -
Luciana - Que disposição
Clara - Tem que ter né? Pelo menos ajuda a esquecer os problemas... - não perguntaram nada, ainda bem, e nos reunimos em uma única mesa como sempre fazemos quando se trata de assuntos da Santástico.
clarabarcelar_: Let's go! #job @gioalencar @lucianabarth @caiocross @pberts
Terminamos uma matéria especial sobre o Pelé, mais algumas outras que estavam pendentes e ainda precisavam de edições mas conseguimos concluir como queríamos.
Clara - Vou lá embaixo ver minha pequena
Giovanna - Ela está no restaurante com o Neymar - ouvir o nome dele foi... estranho. Não sei... me fez lembrar que... enfim, me fez lembrar o que o trabalho felizmente me fez esquecer momentaneamente - Aconteceu alguma coisa?
Clara - Ah.. não. Claro que não. Eu apenas ia levá-la justamente ao restaurante pra comer alguma coisa porque tomou café muito cedo... mas se está com ele, fico mais tranquila - ela não insistiu e aproveitamos o tempinho que ainda tínhamos antes do almoço para deixar a Santástico disponível no site do Santos para quem prefere ler online. Só descemos quando terminamos mesmo, e o restaurante não estava cheio mas ainda tinha uma boa quantidade de jogadores. A Gio foi fazer o seu prato, sentou e eu fui até a mesa onde estavam apenas ele e a Dudoca, ambos ainda almoçando -
Eduarda - Mãe! - sorriu assim que me viu, despertando a atenção dele que até então estava totalmente centrada nela - Joguei bola com meu pai lá fora, e fiz um monte de gols, igualzinho no meu sonho - contou entusiasmada -
Clara - Que bom, meu amor - sorri imaginando tudo e ela voltou a focar no seu prato -
Neymar - Oi - levantou mas não nos cumprimentamos com nenhum tipo de contato físico -
Clara - E aí - não sei se foi apenas impressão minha ou realmente senti meu rosto ruborizar -
Neymar - Como foi o final de semana?
Clara - Foi bom, muito bom - tirando que não parei de pensar em você durante boa parte do tempo... e não sei se isso foi bom - E o seu?
Neymar - Poderia ter sido melhor... - baixei o olhar. Apesar de ter falo quase em um sussurro, foi pra eu ouvir, lógico - Vai pra SP também? - mudou (puxou) o assunto -
Clara - Acho que sim
Neymar - E ela? - olhou pra Duda -
Clara - Ainda não sei se ela pode ir mas estava pensando em levá-la
Neymar - Deixa ela comigo?! - pediu algo que eu não teria como dizer não - Tenho que dar uma coletiva daqui a pouco mas depois vou pra casa, e mais tarde passo lá no apê
Clara - Tudo bem, é melhor assim mesmo - sorriu discretamente, eu quis sorrir de volta mas não consegui - Vou deixar vocês terminarem de almoçar em paz
Eduarda - Senta aqui com a gente, mãe - ele olhou pra mim novamente -
Clara - Tenho que conversar com a madrinha filha, por isso vou sentar ali com ela, mas fica aí - pisquei e ela sorriu. Tentei dar as costas mas ele tocou no meu braço, e eu olhei-o novamente -
Neymar - A gente vai conversar, não vai?
Clara - Eu espero que sim - para o bem de todos, pensei. Consegui sorrir finalmente, ele retribuiu e eu tive que dar as costas novamente ou faria alguma loucura ali mesmo. Fui até a mesa que a Jú estava sozinha - Oi, oi - sentei de frente pra ela -
Juliana - Oi - sorriu - Como é que foi lá em Floripa?
Clara - Foi legal. Deu pra aproveitar bastante meus coroas
Juliana - Eles estão bem?
Clara - Sim, graças a Deus
Juliana - Hum... - sim, eu já sabia o que ela ia falar a seguir - O que foi que aconteceu ali? Ou melhor, porque é que não aconteceu nada ali?
Clara - Não entendi
Juliana - Ah, entendeu sim - desviei meu olhar do seu - Vocês nem se cumprimentaram - falou indignada -
Clara - Quem disse que não?
Juliana - Eu não vi nenhum tipo de contato, aliás, vocês estavam a quase um metro de distância um do outro - segurei a vontade que tive de rir -
Clara - Que exagero. Estamos no nosso local de trabalho, é normal - gargalhou -
Juliana - Claro, é super normal. Até porque vocês nunca se ''cumprimentaram'' aqui, né? - gesticulou as aspas e falou com muitas segundas intenções -
Clara - Madrinha, pára - riu novamente -
Juliana - Não vai me falar o motivo mesmo?
Clara - Esquece. É um assunto meio chato... depois a gente se resolve
Juliana - Assim espero. Mas agora vai almoçar
Clara - Estou sem fome
Juliana - E...?? Eu não perguntei se está ou não com fome, vai comer de qualquer jeito - revirei os olhos - Anda, anda - sabia que não ia desistir, por isso e só por isso, fui montar um prato também mas com pouquíssimas coisas mesmo - Agora sim - dei um sorrisinho irônico e ela riu -
Clara - Que horas vamos sair? - sentei novamente -
Juliana - Daqui a mais ou menos uma hora. Depende do resto do pessoal também
Clara - E como que é a campanha especificamente?
Juliana - É bem simples, sempre no mês de agosto eles têm o objetivo de aumentar a venda de Big Mac no último sábado do mês, dia 31 no caso. Neste dia, todo o valor arrecadado em Big Mac é doado para o Instituto Ronald McDonald, que repassa o valor para a manutenção de projetos como o GRAAC e as outras Casas Ronald McDonald espalhadas por aí
Clara - Só? Tudo gira em torno de... Big Mac?
Juliana - Sim - riu -
Clara - E porque nos escolheram como Embaixadores?
Juliana - Não sei... quer dizer, acho que foi uma maneira de agradecer por aquela tarde com as crianças aqui
Clara - Ah sim... - almoçamos conversando sobre a campanha e até entendi melhor tudo que a engloba, assistimos ali no restaurante mesmo uma reportagem do Globo Esporte rasgando elogios ao CT, aplaudimos o nosso próprio trabalho e caímos na gargalhada logo em seguida Depois subimos apenas para pegarmos nossas coisas - Cadê o Júnior? - perguntei a madrinha, que estava à espera do resto do pessoal que ia conosco -
Juliana - Na sala de coletiva de imprensa
Clara - E a Duda?
Juliana - Foi junto, ué - riu, talvez da expressão de espanto que se formou no meu rosto -
Clara - Eu tenho que ver isso - gargalhou. Como já estávamos do lado de fora, só passei pelo campo 1 e fui até a sala de imprensa, parei na porta próximo ao Fábio que ficava comandando tudo, principalmente quem entrava e saía -
Fábio - Veio ver a miniaturinha?
Clara - Vim - rimos -
Fábio - Primeira vez que entra aí e mesmo assim ela parece mais à vontade que ele, impressionante - gargalhei -
Clara - Ela não é nada tímida mesmo, e não sei de quem puxou isso porque de mim também não foi - riu -
Fábio - Não quer entrar não?
Clara - Que nada, vou pra São Paulo com a Jú e o pessoal que também é ''Embaixador''
Fábio - Ah, é verdade
Clara - Vim só registrar o momento com meus próprios olhos - rimos. Ele deu passagem pra mim, apenas pra poder ver melhor a mesa e sorri ao ver a cena. Ela sentada em uma cadeira ao lado dele brincando com um microfone que provavelmente estava desligado e ele falando, gesticulando bastante, como quase sempre diante das câmeras. Depois de responder uma pergunta mais descontraída, ele riu e ao olhar rapidamente para porta, onde suponho que esperava encontrar apenas o Fábio, me viu também. Piscou, e por mais discreto que tenha sido, não passou despercebido pelos olhos de alguns repórteres, me deixando vermelha de vergonha, claro - Não ri não, Fábio - riu ainda mais -
Fábio - Realmente, à você a Duda não puxou em relação a timidez
Clara - Falei, não falei? - rimos - Mas deixa eu ir - nos despedimos, voltei pra perto da madrinha e ela estava apenas esperando por mim mesmo. Só íamos eu, ela e o resto do pessoal do marketing, então cabíamos todos no seu chevrolet captiva, branco e lindo. Entramos, ela deu partida e fui conversando com meu pai pelo whatsapp até chegarmos lá.
clarabarcelar_: Cá estamos nós... #mcdiafeliz
Fomos recepcionados pelo Francisco Neves, superintendente do Instituto, que parecia radiante por nos ter ali. Entramos para conhecer, passamos pelo refeitório, onde tinha um quadro Ronald de Romero Britto, a aérea de lazer, e o Francisco fez questão de deixar claro que a Casa não prega nenhum tipo de religião, justamente por que cada um tem a sua, mas possui um espaço próprio para as mães e visitantes que gostam de um cantinho mais silencioso para conversar com Ele. O espaço é lindo, super aconchegante, pronto para dar suporte às mães e às crianças, ajudar na recuperação e no enfrentamento do tratamento, que não é fácil, e evitar o isolamento delas. A ideia é que as crianças não percam a infância, mas cultivem novos hábitos, mantendo atividades educacionais e acesso à cultura mesmo longe da escola - e as mães estejam próximas umas das outras compartilhando suas experiências e motivações. Passamos a tarde todinha ali, foi... indescritível. Maravilhoso demais. Pintamos, brincamos, tiramos fotos, assistimos a uma pequena palestra no auditório perto da nossa hora de ir embora mas antes ainda deixamos nossa marca na parede das estrelas, onde cada mãozinha representava um visitante da Casa.
clarabarcelar_: Que honra poder fazer parte desse projeto!! Quem ficou curioso, pode conhecer de perto esse trabalho e até ser voluntário. São 6 unidades da Casa Ronald pelo Brasil, e você pode visitar e se informar a respeito. Fazer o bem é bom, gente. E se você não tem a menor ideia de por onde começar, aí vai a dica: vamos comer Big Mac dia 31? #mcdiafeliz
gioalencar: Quando você se der conta de como Ele foi generoso com você, vai descobrir a alegria de ser generoso com os outros.️ #mcdiafeliz #amomuitotudoisso instagram.com/p/fDkPhlmmNg/
A Jú nos deixou no CT novamente, só entrei pra pegar minhas coisas mesmo, e o Pedro me deu uma carona até o apê.
Clara - Valeu, Pedroca - me olhou com cara feia -
Pedro - Disponha sempre, senhorita - tentou falar sério e rimos em seguida. Nos despedimos, saí, peguei todas as minhas coisas, ele arrancou e eu entrei no prédio. Falei com o porteiro e subi. Abri a porta e na sala estavam a Manu, o Gil, o Júnior, a Rafa, a Dudoca e o Luck. Meu filhote assim que deu pela minha presença, começou a abanar o rabinho e se aproximou de mim. Fechei a porta, coloquei as malas e a minha bolsa no chão e me agachei -
Clara - Oi, garotão - fiz um carinho nele, que parecia bem feliz - Também estava com muitas saudades - sorri e levantei - O legal é que ninguém veio me ajudar né? - gargalharam mas nem levantaram mesmo. Belos amigos. Falei com quem ainda não tinha visto, ou seja, a Manuzoca, o Gil e a Rafa, eles quase me esmagaram de tanta saudade, sem modéstia, e depois dei um beijinho na testa da minha pequena que estava entretida com algo no celular de algum deles - Vou só tomar um banho rapidinho - falei olhando diretamente pro Júnior e acho que ele entendeu porque assentiu. Peguei as malas, passei no quarto da Dudoca pra deixar a dela, e fui pro meu. Como a vontade de conversar com ele era muito maior do que a de desarrumá-las, fui direto pro banho mesmo. Fiquei um bom tempo no chuveiro tentando imaginar como seria e terminaria uma simples conversa. Quando saí, me enxuguei, peguei uma roupinha qualquer, me vesti, fiz um coque desajeitado no cabelo, chamei-o no whatsapp e em menos de dois minutos ele já estava na porta - Vai ficar aí parado? - perguntei, já que não entrou -
Neymar - Posso? - tentei, mas não consegui evitar o riso. Ele não entendeu e na verdade, eu também não... mas aquilo era ridículo -
Clara - Se sentir mais confortável aí, tudo bem - sentei, ele entrou e fez o mesmo - Então... acho que já passou da hora de conversarmos porque como está não dá pra ficar
Neymar - É, eu sei... Pra começar tenho que te pedir desculpas e não é só pela merda que falei mas também pela demora em assumir o meu erro. Mas... estou aqui agora, e só quero que você me escute até o final, pode ser? Depois fala o que quiser, e toma a decisão que quiser também...
Clara - Ok, mas só pra deixar claro, eu não vou tomar nenhuma decisão sozinha. Parece que ainda somos um casal, então... - conteve um sorrisinho bem discreto - Pode falar
Neymar - Aquilo que eu disse, ou insinuei... foi totalmente da boca pra fora, além de desnecessário. Eu confio em você, e te conheço como a palma da minha mão. Mas você também me conhece e sabe que às vezes sou impulsivo demais e vou falando tudo sem pensar nas consequências que podem ter... - pausou e não sei se estava procurando as palavras mais adequadas mas prosseguiu - Naquele dia, antes de te ligar pela primeira vez, a Bruna me ligou - respirei profundamente, mesmo já sabendo disso - Me disse que tinha te visto no aeroporto com um cara, que vocês estavam trocando carinhos, muito cúmplices e blá, blá, blá... inventou tanta besteira que fiquei cansado de ouvir - fiquei horrorizada - Não acreditei em uma só palavra, lógico, tanto que nem te falei isso. Mas ela não seria burra ao ponto de inventar tudo aquilo pra criar intriga sem ao menos ter te visto mesmo, acompanhada ou até sozinha. E foi por isso que liguei, queria entender tudo...
Clara - E precisava me tratar daquela forma?
Neymar - Não suportava nem a ideia de imaginar as coisas ela tinha falo, não suportava a ideia de... sei lá... te perder - pela primeira senti-o vacilar, sua voz oscilou -
Clara - Isso não ia acontecer. E isso não vai acontecer - juntei e entrelacei as nossas mãos e ele apertou-as para depois prosseguir -
Neymar - Se já estava de cabeça quente ela explodiu quando ouvi o nome do Diego... quando fiquei sabendo que ele ia ficar aqui então... Mas eu confio cegamente em você e nem durante esses dias em que ficamos distantes duvidei da sua fidelidade, juro - falou com um certo receio mas olhando nos meus olhos - E... a Rafa me contou o que realmente aconteceu no aeroporto. Destruí qualquer tipo de laço que ainda existia entre mim e a Bruna porque queria e tentei manter uma amizade mas se ela não entendeu isso... paciência, né?
Clara - É...
Neymar - Me desculpa?
Clara - Desculpo! - suspirou -
Neymar - E acredita em mim também? - perguntou retoricamente - Eu nunca duvidei de você mesmo. Até porque o problema nunca foi essa intriga ridícula que a Bruna quis criar entre nós, o problema foi saber que aquele cara ia ficar aqui. Pra você e pra qualquer outra pessoa pode parecer estranho mas pra mim não é
Clara - Do que é que você está falando?
Neymar - Estou falando que não gosto dele mesmo mas não é porque já foi seu... namorado, tá bom que isso não me deixa nada confortável mas não é isso. Não consigo sequer olhar pra ele pelo simples fato dele ter tido privilégios que eu não tive. Ele esteve com você, seja como namorado, ficante, ou sei lá o quê mas esteve com você quando devia ser eu. É bem provável que ele tenha visto tudo que eu queria ver... você de barriguinha, a Duda recém-nascida... Ele esteve no meu lugar
Clara - Não! Ninguém nunca esteve no seu lugar, nunca. Mas se é isso, desculpa, porque a culpa é toda minha então - ia falar algo mas interrompi-o - Não adianta. Por mais voltas que a vida dê nós sempre vamos voltar à esse ponto. É doido mas parece que a gente não dá certo juntos
Neymar - Nem separados - retorquiu - A gente tem tudo pra dar certo, só fazemos umas burradas de vez em quando mas faz parte e é por isso que vamos ficar juntos sim, aconteça o que acontecer... isso se você con... - interrompi-o novamente -
Clara - Eu acredito em você. Confio em você. E amo você - sorriu fraco - O que foi?
Neymar - Não foi nada…
Clara - Vai mentir pra mim agora?
Neymar - Olha… Eu não aguento ficar assim
Clara - Assim como?
Neymar - Assim… Eu não suporto a ideia de perder você. Quando você se afasta, eu enlouqueço. Eu sempre acho que você pode cansar e ir embora. E você sabe que eu não suportaria ver você indo embora de novo - meu coração ficou em pedacinhos ao ouvi-lo - Você sabe que a ideia de não te ter mais aqui, me enlouquece. Me tira totalmente do sério. Porque… Eu quero estar com você mas parece que simplesmente não consigo te fazer ficar
Clara - Pára, por favor. Pára com isso - implorei ou quem iria enlouquecer ouvindo tudo aquilo seria eu e abracei-o bem forte. Meu Deus, foram dias mas parecia que nossos corpos não se encontravam a anos. Que saudades de sentir ele me apertando sem ter nenhuma pressa em me soltar. E o seu cheiro? Até disso senti falta - Eu estou aqui... e eu vou estar sempre aqui - sussurrei e ele intensificou a força do abraço, me dando ainda mais certezas que ali era o melhor lugar do mundo, sem sombra de dúvidas, e de onde nunca devia ter saído -
Neymar - Que saudade do seu cheiro... - sorri ao sentir um beijinho no meu pescoço também -
Clara - Só do cheiro? - riu, e quando enfim, desfizemos o abraço (depois de muito, muito tempo mesmo), ele olhou pra mim com o seu melhor sorriso estampado antes de aproximar seu rosto do meu para fazer com que as saudades que sentia do seu beijo fossem embora também. Inicialmente calmo, enquanto suas mãos acarinhavam o meu rosto de um jeito meigo que me deliciou. Sorri e elas desceram para minha nuca dando continuidade ao que só terminou quando ouvimos o toque insistente do meu celular. Se dependesse do Júnior ele ia continuar como e onde estava; tocando, e por isso mesmo dificultou ao máximo a minha tarefa em pegá-lo, principalmente porque estava atrás dele... mas consegui, e era a minha mãe. Já podia até prever o que ia ouvir. Virei de costas pra ele e atendi.
- início -
Clara - Oi, mãe
Débora - Muito obrigada por ter avisado que já está em Santos novamente
Clara - Ah... - fui obrigada a parar de falar porque o Júnior começou a fazer gracinhas do tipo: beijar minha nuca e fazer suas mãos deslizarem por baixo da minha blusa - Desculpa - repreendi-o com o olhar, ele riu e beijou minha bochecha -
Débora - Nem para seus avós ligou, Clara. Você sabe bem como eles são
Clara - É, eu sei... - o Júnior continuou com as brincadeirinhas, me causando até certas cócegas além de claros arrepios que com certeza deixava-o de sorriso no rosto - Pára - acho que terminei falando mais alto do que deveria -
Débora - Como é?
Clara - O quê?
Débora - Você falou ''pára''. Paro com o quê?
Clara - Eu falei ''pára''? - ele gargalhou e eu tentei calá-lo com a outra mão livre -
Débora - Falou
Clara - Não... eu quis dizer... pára de se preocupar, mãe - riu novamente e eu tive que me segurar pra não fazer o mesmo - Eu e a Dudoca chegamos bem, graças a Deus. Não liguei logo porque tinha muita coisa pra fazer no CT, depois tive que sair... mesmo assim desculpa, ok? Vou ligar para meus coroas e me desculpar também
Débora - Hum, ok. Por falar em CT, já resolveu o que te fez ir passar o final de semana em Florianópolis?
Clara - Já - olhei-o sorrindo, o que foi suficiente para ele perceber do que estava falando, penso eu, já que sorriu de volta - Já está tudo resolvido
Débora - É, suspeitei mesmo. Põe no viva voz
Clara - Pra que?
Débora - Põe - ativei-o -
Clara - Pronto
Débora - Mas vocês não têm jeito mesmo, não é? - rimos -
Neymar - Relaxa, sogrinha. A gente briga feito criança, mas se ama feito adulto - ela riu -
Clara - Cadê os créditos? Essa frase não é sua
Neymar - Vi no instagram - confessou e eu gargalhei -
Débora - Bem, já vi que vocês estão muito bem, portanto não atrapalho mais
Clara - Que isso mãe, não está atrapalhando nada
Débora - Percebi - rimos - Talvez passe aí amanhã pra ver vocês, um beijo
Clara - Beijo
Débora - Se cuidem, e juízo
Neymar - Pode deixar - riu, e ela desligou -
- término -
Clara - Quais são os planos pra hoje? - deixei o celular de lado e voltei minhas atenções apenas pra ele, ficando de frente novamente -
Neymar - Ficar assim o resto da noite pra recompensar o tempo que perdemos - falou ao mesmo tempo que me abraçava -
Clara - A ideia me agrada... - sorrimos, para depois nos beijarmos de novo, de novo e de novo... -
Rafa - Ok, parem ou a minha ingenuidade vai embora de vez - olhamos para porta em simultâneo e gargalhamos - Sabia que essa demora toda era sinal de coisa boa, mas... - entrou e sentou entre nós dois. Pouco folgada - O Gil quer saber se tu ainda vai - falou pra ele - Ou se vocês vão
Clara - Vamos pra onde?
Neymar - Pra ser sincero já tinha esquecido
Clara - De que?
Neymar - Tinha dito pra eles que hoje sem falta ia conhecer pessoalmente os mais novos empreendimentos da cidade - rimos - Vamos?
Clara - E a Dudoca?
Rafa - Fico aqui com ela
Neymar - É sério?
Rafa - Tem comida, não tem? - olhou pra mim - Então é sério
Clara - Mais palhaça impossível - gargalhou -
Rafa - Mas é sério. Podem ir de boa que eu fico aqui com a minha pãozinha matando as saudades. Aproveitem
Neymar - E aí?
Clara - Vamos então
Neymar - Se arruma que passo aqui pra te pegar - assenti, ele levantou e a Rafa começou a alternar os olhares entre nós dois -
Rafa - Vocês têm cinco segundos
Neymar - Cinco? Tá de sacanagem?
Rafa - Tá, dez e nada mais que isso - assumo que não estava entendo muita coisa ali, mas ele rapidamente pegou a minha mão, me fazendo levantar também, me puxou pra mais perto e me deu um beijo delicioso, apesar de contido, encerramos rindo e ele saiu do quarto correndo. Eu voltei a sentar ao lado dela que terminava sua contagem regressiva (sem nenhuma pressa ) de olhos fechados - Uau!
Clara - Que foi?
Rafa - Tão obedientes
Clara - Está bem engraçadinha hoje, já falei isso?
Rafa - Já. Mas a verdade é que estava é com saudades de zoar vocês - me abraçou - Sabe que eu te amo, não sabe?
Clara - Sei, sei - rimos. A Manu, a Dudoca e o Luck entraram no quarto logo depois, e a minha pequena contou nos mínimos detalhes como foi o nosso final de semana, arrancando algumas gargalhadas de nós, claro. Elas ainda quiseram saber detalhes da minha conversa com o Júnior mas como é obvio não contei nadinha. Depois fomos pra cozinha, lanchar (sim, quase 19h e nós estávamos ''lanchando''), quando terminamos, liguei para meus avós porque minha mãe tinha razão: conheço bem os dois e eles com certeza devem ter ficado esperando a minha ligação mais cedo só pra dizer ''cheguei, beijos'', e como não fiz isso, ligaram pra ela. Mas me desculpei e eles não levaram a mal, principalmente a Dona Glória que percebeu que o meu tom de voz estava mais alegre (palavras dela) e eu nem precisei falar pra ela o motivo. A Manu foi se arrumar porque o Gil ia passar para pegá-la mais cedo e ficamos eu, a Rafa, Dudoca e o Luck na sala - De quem são aquelas sacolas? - apontei levemente com a cabeça para um cantinho da sala -
Rafa - Ahhhhh - deu um pulo do sofá, até assustei - Eu e o Juninho que trouxemos - gargalhei -
Clara - Quando vai deixar de ser escandalosa?
Rafa - Shiu - pegou-as - É tudo seu, pãozinha - entregou pra Duda - Duas fãs dele deixaram lá no CT. Era pra ele ter trazido no sábado mas com tudo que vinha acontecendo...
Clara - Abre então, amor - ela não esperou mais nada, deixou o Luck de lado e abriu as sacolas. Depois foi rasgando os embrulhos com suas mãozinhas delicadinhas e a curiosidade estampada no rosto. Quando viu o que tinha dentro de todas as caixinhas ficou numa felicidade sem tamanho. Mais pelúcias pra sua coleção, que já deve estar maior que a minha - Gostou, filha?
Eduarda - Gostei. São tão lindas - sorriu amplamente. Depois saiu da sala correndo e quando voltou foi com a Galinha Pintadinha. Pra quê? Simples, para apresentá-la as novas amiguinhas, como sempre faz, e a Rafa riu. Peguei uma das sacolas e dentro dela tinha um pequeno envelope com o meu nome e o da Duda. Abri e comecei a ler:
"Sabemos que é você quem vai ler, Ana Clara, portanto isso é teu.
Para mulher que o nosso ídolo ama e que nós aprendemos a... gostar.
Não é bajulação, não é ''puxa saco'', é acima de tudo, respeito.
Primeiro porque é bom e todo mundo gosta ou quer. Segundo porque o respeito é a melhor forma de conviver em sociedade. Terceiro (e o mais importante) é que chegamos a conclusão que te odiar não mudava absolutamente nada e só fazia mal a nós mesmas. O Neymar aparecia nas fotos com seu sorriso cada vez mais largo, cada vez mais lindo... Como nunca tínhamos visto antes. E foi aí que caímos na real. Porque tínhamos que odiar um dos motivos da felicidade dele? Porque? Porque não éramos nós um desses motivos? Ué, mas a felicidade dele devia ser a nossa... certo? E é. Hoje nós encaramos a sua chegada como uma espécie de... prova de fogo. Uma prova onde só passaríamos se cumpríssemos o nosso lema que diz que a felicidade dele estará sempre acima da nossa... Onde só passaríamos quando lembrássemos que não somos donas, somos fãs e não o amamos como uma mulher ama outro homem... não o amamos como você ama. Não nos peça para explicar porque nem a gente conseguiria mas não o amamos esperando que algum dia ele se apaixone, namore, case e tenha mais filhos lindos com alguma de nós. O que sentimos é diferente. É puro o suficiente para desejarmos que ele seja feliz com outra pessoa. É amor. Aparentemente do mais estranho que existe, mas é amor.
Já te dissemos uma vez, pessoalmente, mas nunca é demais lembrar: cuida do nosso bem mais precioso. Você foi a sortuda que o coração dele escolheu...e já deu pra perceber que mereceu a sorte que teve. Você o merece. Assim como ele também merece ser feliz ao seu lado. Não sabemos a quanto tempo vocês se conhecem, quanto tempo ficaram separados e nem o porquê, mas quando brigarem ou discutirem, lembrem do que uniu vocês novamente depois de tanto tempo e quando estiverem juntos agora, e o fizer sorrir (principalmente em fotos, porque podemos ver) lembra sempre que você fez outras pessoas sorrirem também, ok?
E a Eduarda? O que falar dela? Um bonequinha que veio para trazer (além de muita alegria) o lado ainda mais moleque do Neymar à tona. Pelo pouco que vimos pessoalmente, quando eles estão juntos deve ficar difícil distinguir quem é a criança, não é? Os traços físicos são incontestáveis mas foi muito bom poder ver os modos, os jeitinhos deles que também são tão parecidos... Babamos muito em todas as fotos deles, sempre imaginando a bagunça que deve ter sido antes dela ser tirada. Coisa de fã!
A nossa estádia terminou se prolongando um pouco mais, e por isso decidimos juntas fazer isso. Esperamos que ela tenha gostado dos presentinhos, apesar de merecer muito mais, mas no fundo é uma forma de mais uma vez te agradecer pelo que fez por nós no CT. Nossa vida parece que não é mais a mesma depois daquele dia... é como se tivéssemos cumprido a nossa meta, ou pelo menos a primeira delas.
Enfim, continuem fazendo-o feliz, nós agradecemos e ficamos também!
Beijos, @youlivenjr (Marcelle) e @truelove_ney (Ariane)''
Sorri emocionada ao terminar de ler.
Rafa - Que foi?
Clara - Nada - sorri novamente e notei que ficou intrigada mas a entrada da Manu não deixou que perguntasse mais nada.
clarabarcelar_: Acho que chegou a minha vez de agradecer, não é? Primeiro, pelo sorriso lindo que vocês fizeram nascer no rostinho da minha pequena. Ela adorou tudo! E segundo, pelas palavras lindas mas acima de qualquer coisa, sinceras. Saber que ele tem fãs como vocês também me deixa feliz, de verdade. Podem deixar que já entendi o ''recado'' e não vai ser nenhum sacrifício cumprir aquilo que ''devo''. Beijo grande no coração de vocês! @youlivenjr @truelove_ney
Fiquei lendo os comentários, a Manu se despediu de nós, saiu e um tempinho depois fui me arrumar também antes que o cansaço e a preguiça se apoderassem de mim. Não sabia se tinha tempo, já que o Júnior não marcou horário nenhum, mesmo assim ainda pranchei rapidamente o meu cabelo, optei por uma roupa simples mas bonita e um saltinho. Fiz uma maquiagem não muito forte, me perfumei, coloquei os meus pertences na bolsinha e voltei pra sala.
clarabarcelar_: Já dizia um velho sábio: Se benze porque a sua felicidade vai ofender muita gente!
Ele chegou cerca de dez minutos depois, subiu apenas para dar um beijo de boa noite na Dudoca (e para deixar suas coisas no meu quarto), me despedi delas também e descemos.
Neymar - O que aconteceu com o resto da blusa? - se dirigiu a mim pela primeira vez desde que chegou -
Clara - O modelo dela é assim... não tem nenhum pedaço faltando aqui não - ele assentiu. Saímos do prédio, entramos no seu carro e ele deu partida. Poderia até ter puxado assunto mas seria muita ousadia, não vi motivo nenhum para o seu estresse repentino, então fomos em silêncio mesmo. Chegamos ao estacionamento do Esquenta Santos, ele destravou as portas e quando me preparava para sair, fui impedida por um puxão (não, não foi agressivo) que deixou nossos rostos bem próximos -
Neymar - Você tá linda - sussurrou -
Clara - E quantas vezes pensou isso consigo mesmo antes de finalmente falar?
Neymar - Não foram poucas... - não me contive e sorri -
Clara - Ai, esse orgulho...Sabe qual é a sua sorte?
Neymar - Qual? - fez nossas bocas ficarem ainda mais próximas -
Clara - É que eu te amo assim mesmo
Neymar - Sabe que essa é a sua sorte também, não sabe? Olha que coincidência - rimos. Segurei o seu rosto entre as minhas mãos e beijei-o repetidas vezes, finalizando a sequência com um selinho demorado, que ele aproveitou para morder meu lábio inferior. Sorrimos, saímos do carro e assim que entramos, notei de imediato que a decoração tinha o dedinho da Manu. Já estava relativamente cheio mas por incrível que pareça o Júnior conseguiu entrar sem causar tumulto, ele inclusive conhecia muitas pessoas ali e fez questão de cumprimentá-las e me apresentar. Conheci o André Luís, sócio e administrador do bar com o Gil, e depois dele nos ''apresentar'' as instalações do local, tudo muito bem decorado, diga-se de passagem, ele nos levou até uma mesa no andar de cima, onde estavam Gustavo, Guilherme, Gil, Jota, Victor, Cris, Manu, e algumas mocinhas, Bia, Andreia, Julia (não aquela que não foi com a minha cara, nem eu com a dela), Ana Flavia e Amanda, que acho eu, ser a namorada ou mulher do André. As outras todas ''acompanhantes'' dos solteiros... pelo menos fomos apresentadas assim. -
Clara - Trabalhar pra que, né? - eles gargalharam - Confessem que o verdadeiro negócio de vocês é ter bebida de graça
Guilherme - Talvez sim, talvez não
Cris - Não necessariamente com essas palavras - rimos -
Clara - Vocês já são uns casos perdidos
Jota - Vocês que não devem ser normais - falou pra mim e pro Júnior -
Neymar - Porque?
Jota - Conviver com a gente e não por uma gotinha de álcool na boca... foram realmente feitos um para o outro - falou em claro tom de gozação -
Amanda - Você também não bebe?
Clara - Não
Gustavo - Ainda não - rimos -
Clara - Sai pra lá. Não estou perdendo nada
Gustavo - Você que pensa - deu um gole na sua bebida, como se estivesse tentando me mostrar que ela era a melhor do mundo -
Clara - Bleh - fiz cara de nojo e rimos novamente -
Victor - O Juninho a gente até entende o fato de nem fazer questão de experimentar...
Clara - Acho que comigo nem foi uma questão de escolha ou influência. É gosto
Gil - Gosto muito duvidoso, vamos combinar - olhei-o - Te amo, cunhadinha - fez um coração com as mãos, levando todo mundo a rir de novo. Continuamos conversando animadamente, o show ao vivo ficou por conta do Grupo Nuwance e apesar de nem o Gil nem o André terem ficado o tempo todo sentado com a gente, volta e meia eles apareciam.
gilcebola: Porque toda festa começa com o esquenta@mannubarros @neymarjr @clarabarcelar_ @andresteam @mandu_ @guustavo92 @victorgodoy11 @crisguedes91 @guipitta_ @deiasaraiva29 @bianahime @anaflavinha25 @jumaahs instagram.com/p/f5--7EmmHa/
Jantamos, depois seguimos para a Dom Room, ou seja, atravessamos a rua. Sim, uma casa é praticamente em frente a outra. Como o Gil continuou no bar, a Manuzita grudou em mim, no bom sentido, mas não chegou a segurar vela... acho eu. Adoramos o ambiente e a decoração também, e do jeito que estava lotada, com certeza não fomos as únicas que achamos isso. A atração da noite foi a banda Melanina Carioca. Perto de uma da manhã os meninos do bar chegaram e apesar de estar cansada (mais do que já estava), deu para nos divertimos muito (mesmo achando que só continuava de pé por conta dos energéticos).
mannubarros: Dê dê dê deixa se envolver @clarabarcelar_ instagram.com/p/gLoQ_KmmKA/
Neymar - Vamos? - perguntou bem pertinho do meu ouvido, porque de outro jeito eu nem ouviria -
Clara - Certeza de que não quer ficar mais?
Neymar - Eu sei que você está cansada
Clara - É, estou... mas amanhã não trabalho, esqueceu?
Neymar - Não, não esqueci. Vida muito boa, essa sua... - aproveitou para se aproximar ainda mais de mim - Mas eu tenho treino, e umas coisas pra resolver antes
Clara - Ah, se é assim, sim - riu e me beijou demoradamente, sorrindo no final só pra me deixar maravilhada. Tudo era motivo para um beijo. O fato de não termos ficado em casa não alterou em nada os nossos planos de aproveitar o tempo perdido. Depois fomos nos despedindo de quem ainda pretendia ficar - Manu, a gente está indo. Você não está bebendo mesmo né?
Manu - Não, relaxa. Alguém ter que dirigir e eu sou maluca mas tenho juízo
Clara - Que você tem eu sei. O que eu nunca sei é quando você quer usá-lo - tentou parecer escandalizada -
Manu - Vou fingir que nem ouvi, ok? Ok - rimos. Nos despedimos de todos, voltamos para o estacionamento do Esquenta, ele acionou o alarme, as portas foram destravadas e entramos. Liguei o rádio enquanto ele iniciava a partida, não precisei de muito tempo para distinguir a música linda (e antiga, o que faz ela ser ainda mais linda) que estava começando a tocar e não resisti em cantá-la baixinho -
Clara - Eu já te conheço, é fácil de notar, fica transparente ver no seu olhar o que está passando na sua cabeça... Estão fazendo intrigas pra nos separar, quem não me conhece não pode falar. Isso é inveja, tente reparar, nunca dei motivos pra desconfiar... Se eu não estivesse com você, estaria sem ninguém e faço promessas pra te provar... Prometo ser fiel a você, te amar com o fogo da paixão, não quero mais ninguém, pode crer e deixo tudo em suas mãos. Avise a quem queira saber que esse amor é pra durar pra sempre... - a música realmente parecia casar com o momento. Quando me dei conta os olhos dele estavam cravados em mim, aproveitando o sinal fechado, ele beijou minha bochecha e eu sorri. O caminho não foi muito longo mas aproveitei para lhe contar uma boa parte do que tinha na cartinha que as meninas me deram, já que também tinha visto ela dentro da sacola e estava curioso. Quando chegamos, entramos na garagem, saímos do carro, o alarme foi acionado, chamei o elevador e entramos. Subimos fazendo caretas para as câmeras, sim, isso mesmo. Chegamos ao nosso andar, abri a porta e já fui logo tirando os saltos. Só fiz um carinho no meu filhote que dormia no sofá e fomos direto pro quarto. Em cima da cama tinha um pedacinho de papel, peguei e li pra mim:
''Podem deixar que amanhã eu levo minha pãozinha pra escola. Aproveitem e recuperem o tempo desperdiçado.
PS:. Não façam barulho!''
Gargalhei.
Neymar - Que foi?
Clara - Sua irmã, sempre muito engraçada - entreguei o papel pra ele - E isso porque ela é muito ingênua - entrei no banheiro prendendo o cabelo e pude ouvir o seu riso também. Me despi (parcialmente, ficando de lingerie) e quando terminei de remover a maquiagem ele entrou no banheiro, também parcialmente despido - Amor, eu não sei se você lembra e tal... mas eu falei que estava cansada
Neymar - Estava? Não está mais? - segurou o riso me olhando dos pés a cabeça -
Clara - Estou... mas é que fica difícil pensar em ir apenas dormir com você aqui assim
Neymar - Estou dificultando as coisas, é isso? - se aproximou perigosamente de mim -
Clara - Um pouco...
Neymar - Não era a minha intenção, desculpa - sorriu, me derreti completamente -
Clara - Você está, por acaso, tentando me provocar ou algo do tipo?
Neymar - Pode ser que sim. Estou conseguindo? - pousou suas mãos quentes na minha cintura, nos deixando colados e eu já podia adivinhar o que vinha a seguir -
Clara - Ai, que droga - riu prazerosamente antes de eu mesma ter tomado a iniciativa de beijá-lo. Um beijo nada calmo, muito pelo contrário, foi só o primeiro... o que acendeu o rastilho do desejo que nos consumia e precisava ser saciado. Por isso mesmo quando me pegou no colo, me sentou na bancada fria da pia e continuou apenas com os beijos (uns mais atrevidos que os outros, mas nada mais que isso, talvez achando que eu não fosse querer ir adiante), fui obrigada a descer, e arrastá-lo comigo para o box; onde as peças que ainda cobriam nossos corpos foram sendo retiradas a medida que a intensidade do momento aumentava, ou seja, naturalmente. Fiquei totalmente imprensada entre o seu corpo e a parede também gelada, o que me causou um pequeno choque térmico, levando em conta a elevada diferença de temperaturas. Voltou a me beijar enquanto suas mãos começaram a deslizar de maneira impetuosa pelo meu corpo, parou no meu bumbum, apertou-o ligeiramente, gemi, ele sorriu entre o beijo e não achando que era o suficiente, pressionou ainda mais seu corpo contra o meu. Mordi o seu ombro ao sentir sua ereção e ele respondeu com beijos, começando pelo meu pescoço, onde penso que não tenha deixando nenhuma marca, passou pelos meus ombros que também mordeu, me causando uma dorzinha prazerosa, desceu para os meus seios, se deliciou com eles de todas as formas possíveis me obrigando a morder fortemente os lábios para conter alguns gemidos mais altos, e só parou quando muito discretamente fiz uma das minhas mãos descerem e com a pontinha das minhas unhas, toquei-o. Ele se arrepiou da cabeça aos pés, me olhou na mesma hora e eu sorri. Continuei acariciando-o, por mais que fosse uma tortura pra mim também, já que estávamos muito colados mesmo e ele mergulhou o rosto no meu pescoço. Sua respiração quente e ofegante próximo ao meu ouvido conseguia me excitar ainda mais e por consequência a intensidade das carícias aumentavam, deixando-o em um completo êxtase também. Quando nenhum de nós dois queria esperar mais e quando já estava com o preservativo em mãos, ele fez as minhas subirem, ligou o chuveiro, suspendeu uma das minhas pernas, que enlacei na sua cintura e entrou em mim com uma investida profunda. A água quente escorrendo por nossos corpos, aliado ao fato dos movimentos lentos, quase tortuosos, eram enlouquecedor. Mas é lógico que me ver daquele jeito era muito mais prazeroso do que qualquer coisa pra ele. Já começava a pensar nas hipóteses de como poderia fazê-lo sofrer também, quando ele surpreendeu-me, me carregando, e continuando com o vai e vem gostoso, porém, mais rápido. Os choques entre as minhas costas e a parede eram constantes, por isso os gemidos de dor (suportável) e prazer, se misturavam mas eram abafados pelo som da água e por seus beijos. Quando chegamos ao clímax e ficamos minimamente satisfeitos, tomamos banho apenas trocando carinhos. Nos enxugamos, nos vestimos, escovamos os dentes e deitamos mas ambos sem mais um pingo de sono. Ficamos mexendo nos nossos celulares (eu no dele, e ele no meu).
neymarjr: Que venham mais pessoas tentando nos separar, bobas, mal sabem elas que só nos unem.
****
Acordei sozinha, passei a mão do meu lado direito e só encontrei o travesseiro. Peguei o celular e já passava das 09h30. Sentei, prendi o cabelo de qualquer jeito, respondi algumas pessoas no whatsapp, depois levantei e entrei no banheiro. Tomei um banho rapidinho, enxuguei-me, me enrolei na toalha, escovei os dentes, voltei pro quarto, peguei uma roupinha básica, e me vesti. Penteei o cabelo, abri a cortina e as persianas, arrumei a cama, guardei as roupas que ainda não tinha tirado da mala, peguei o celular, passei no quarto da Manu e a cama estava feitinha, sinal de que com certeza dormiu na casa do Gil e de lá mesmo foi trabalhar, fui pra sala e tomei um belo susto. Flores e mais flores. Por todos os lados; em cada cantinho da sala havia um buquê. Das minhas preferidas até aquelas que nem lembrava o nome. Mas por qual motivo tinha tantas flores na minha sala? A Rafa estava no sofá com o Luck, como se nada de ''estranho'' estivesse acontecendo.
Clara - Decidiram montar uma floricultura e eu estou sendo a última a saber? - notou a minha presença -
Rafa - Bom dia, Ana Chata - revirei os olhos - E eu não sei, me diz você já que as encomendas estão com seu nome
Clara - O quê? - levantou e pegou em cima da mesinha de centro dois envelopes, um médio e outro menorzinho -
Rafa - São seus - mostrou-os pra mim -
Clara - Tem certeza?
Rafa - Se você for Ana Clara, sim - riu -
Clara - Tu está por trás disso, não está?
Rafa - Sou inocente, juro - gargalhei - Mas estou curiosa, vem logo abrir esses envelopes, please - caminhei com todo cuidado do mundo da entrada do corredor até próximo a mesinha para não pisar em uma pétala sequer, sentei em um espacinho vago no tapete e peguei os envelopes. Comecei a rir quando vi a caligrafia de quem tinha escrito o meu nome. Reconheceria aquela letra em qualquer lugar. Abri primeiro o menor, tirei o cartãozinho e o perfume do Júnior já o denunciava mais uma vez. Olhei pra Rafa e ela também olhava pra mim expectante, por isso percebi que não sabia de nada mesmo. Voltei a focar no cartãozinho e comecei a ler o que também tinha sido escrito por ele.
“Que nossa vontade de pertencer um ao outro seja maior do que qualquer dificuldade que teremos que passar. Que nossa caminhada dê belos frutos no futuro. Que nosso jeito de tratar um ao outro nunca mude. Que o nosso amor dure até a eternidade. Que um cuide sempre do outro. Que nada nem ninguém atrapalhe nossa vida. Que nossa felicidade de viver juntos cresça cada dia mais. Que o nosso amor supere tudo. Que nosso amor não acabe. Que nosso amor não esfrie. Que nosso amor não morra. Que meu corpo não tenha que ficar longe do teu. Que meus olhos não tenham que chorar de saudades suas. Que o destino não nos separe. Que meus olhos não tenham que ficar sem ver teu sorriso lindo. Que nada separe. Que nada destrua. Que nada atrapalhe nosso amor. Só peço a Deus que ele não te deixe partir de novo. Só peço a Deus que isso tudo que nós estamos vivendo não seja coisa de momento. Só peço a Deus, que ele não deixe que nada de mal aconteça com o nosso amor. Só peço a Deus, do fundo do meu coração que ele eternize esse amor. Que sejamos felizes para sempre. E que assim seja.”
Mas quem ele pensa que é pra me fazer chorar tão cedo e nem estar ao meu lado pra eu poder abracá-lo? Não sei se foi o fato de não estar esperando nada, a sinceridade imposta em cada letra ou por saber que ele não é muito fã de se expressar por meio de palavras mas me emocionei mesmo. Abri logo o outro envelope também e quase não acreditei no que via, uma avalanche de nostalgia me invadiu e não tive como não me emocionar de novo. Um presente que lhe dei alguns dias antes de descobrir a minha gravidez e nem tivemos tempo de curtir juntos. Li o que vinha escrito junto com ele também.
“Para nós ouvirmos (agora juntos, por favor) e lembrarmos como conseguimos chegar até onde estamos. Porque toda vez que o ouvia, mesmo não querendo, lembrava sempre de todos os motivos que me fizeram te amar desde o princípio. E é por isso que eu também prometo te lembrar todos os dias o quanto eu te amo ;)”
Ri do jeitinho desengonçado/esforçado que ele fez o smile piscando. Pra mim não podia estar mais lindo.
Rafa - É o que eu estou pensando?
Clara - Sim - rimos -
Rafa - Não acredito! - saiu do sofá e deu um jeitinho de sentar ao meu lado - Se todo CD não tivesse esse furo no centro, o Juninho com certeza furaria esse de tanto que ouvia - gargalhamos -
Clara - Eu ainda lembro de cada música que coloquei aqui, e toda vez que escutava alguma delas por acaso, batia uma vontade louca de correr pra cá... - suspirei -
Rafa - E se ao invés de ficarmos relembrando o que não nos faz bem, ouvíssemos o CD?
Clara - Agora - rimos. Coloquei-o e no instante seguinte parecíamos duas malucas cantando. Todas as músicas tinham uma história, uma importância única... todas tinha um pouco de nós dois. E todas eram e sempre vão ser minha e dele. Tentei ligar pra ele mas a chamada foi para caixa de mensagem. Treino. Tinha esquecido do treino, mas sabia que ele retornaria depois. A Rafa me passou uma foto que tinha tirado em um momento meu de distração, e postei, completando a legenda com um trecho de uma das músicas do CD.
clarabarcelar_: Em você eu encontrei tudo aquilo que eu precisava para ser feliz. Você me mostrou o lado bom dessa vida que eu não conhecia. Foi você quem me ensinou a amar de verdade. E com você eu aprendi a ser uma pessoa melhor, aprendi a cuidar, a proteger, a confiar, a sentir, a pensar antes de agir… Você foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida e eu sempre agradeço a Deus por ter me dado esse presente maravilhoso. Obrigada por me fazer a mulher mais feliz desse mundo, meu amor… ''Tirei a sorte grande quando te conheci...'' @neymarjr
Não pude nem ficar lendo os comentários porque eu e a Rafa tínhamos trabalho: espalharmos as flores pela casa toda. Depois tomamos café, e aproveitei a minha manhã totalmente livre para ler o livro que comprei em Floripa. Parei apenas quando recebi uma mensagem da minha mãe.
From: Diva
''Filha... preciso falar com você. Posso passar no apê mesmo?''
For: Diva
''Claro que pode, estou em casa o dia todo hoje. Mas é algo sério?''
From: Diva
''A gente conversa pessoalmente!''
Não respondi mais e fiquei intrigada, com um certo medo até, mas meus presságios ruins dissiparam-se ao ouvir meu celular tocar.
- início -
Clara - Amor da minha vida... - atendi como se estivesse cantando mesmo e ele me surpreendeu (mais uma vez no dia) continuando a música -
Neymar - Daqui até a eternidade...
Clara - Nossos destinos foram traçados na maternidade
Neymar - Opa - rimos -
Clara - Está bem animado, heim
Neymar - Pois, estou. Você não?
Clara - Estou. Animadíssima, por sinal
Neymar - Posso saber porque?
Clara - Meu namorado me fez uma surpresa linda hoje. Transformou a minha casa em uma floricultura, acredita? - gargalhou -
Neymar - Sério?
Clara - Seríssimo
Neymar - Não é por nada não, mas acho que ele te ama pra caramba
Clara - Eu sei e é totalmente recíproco mas agora não sei como agradecê-lo
Neymar - Eu no lugar dele só aceitaria certos agradecimentos pessoalmente...
Clara - Certos agradecimentos? Pessoalmente?
Neymar - Sim, acho que você me entendeu
Clara - Ah, valeu pela dica. Vou usá-la - rimos - Mas falando sério agora: você é louco?
Neymar - Não que eu saiba - riu -
Clara - E porque fez isso tudo? O CD, cara...
Neymar - Você gostou?
Clara - Eu... eu acho que vou ficar até sem jeito quando nos vermos porque realmente não sei como te agradecer. Tudo tão lindo... dizer que gostei é pouco
Neymar - É só isso que importa. Você é quem merecia mais do que um pedido de desculpas depois de tudo que aconteceu, e tem mais: não preciso de uma data comemorativa pra te surpreender, a graça é essa. Até porque é o amor que faz as datas, não são as datas que fazem o amor
Clara - Como lidar com a vontade louca que estou de ta abraçar agora?
Neymar - Fecha os olhos
Clara - De verdade? - riu -
Neymar - De verdade - fiz o que pediu -
Clara - Tá bom, fechei
Neymar - Pensa em mim. E eu estou te abraçando agora, bem forte - fiquei com um sorriso estupidamente grande no rosto - Me abraça de volta?!
Clara - Sim - ri - Eca, mas ainda está suado, já pro banho - gargalhou -
Neymar - Eu amo você
Clara - Eu também amo você
Neymar - Beijo, até mais tarde
Clara - Beijos
- término -
Quando desliguei ainda estava de olhos fechados e rindo sozinha. Tive que deixar o livro de lado para ir fazer o almoço, a Rafa me ajudou e preparamos uma lasanha de frango com molho branco. A Manu e a minha boneca chegaram, almoçamos tranquilamente, depois fui arrumar a Dudoca, ela fez as tarefas escolares e foi ver os avós com a titia. A Manu iniciou uma chamada com os pais no skype, falei com eles também, ainda ficamos um tempinho assistindo a reprise de um episódio de Vampire Diaries com o Luck sempre entre nós, num chamego enorme, mas como eu já esperava, ela pegou no sono. Sabia que queria dormir porque imaginei a hora que devem ter saído da balada e mesmo assim ela teve responsabilidade suficiente para cumprir suas obrigações. Continuei no seu quarto e fiquei matando as saudades do meu filhote.
clarabarcelar_: Meu amor, pequeno grande amor...
Já estava cochilando também, assim como o Luck, quando a campainha tocou, levantei, olhei pro relógio e pensei que pudesse ser minha mãe. Saí do quarto, fui ligeiro atender e sim, era ela.
Débora - Oi, meu amor
Clara - E aí, mãezoca - riu levemente e me abraçou forte -
Débora - O que aconteceu aqui? - perguntou olhando ao redor e vendo tantas flores -
Clara - Isso aqui não é nada - ri e fechei a porta - Tem um buquêzinho até no banheiro - arregalou os olhos - É sério - ri -
Débora - Foi o Júnior? - perguntou ainda sem entender nada -
Clara - Sim, e olha - peguei o CD e entreguei pra ela -
Débora - Meu Deus, mas eu lembro de quando você fez esse CD... Quer dizer, é ele mesmo?
Clara - É ele - sorri -
Débora - Mas porque tudo isso? Me conta do início fazendo o favor
Clara - Senta - ri. Nos sentamos lado a lado e mesmo contra a minha vontade porque o assunto desde o início não me agradava nada, contei... tudo -
Débora - Ainda bem que tudo terminou da melhor maneira possível. E ainda bem que vocês estão felizes - pegou nas minhas mãos -
Clara - Mãe, você está bem?
Débora - Lógico - clareou a voz -
Clara - Hum, então me diz o que tem pra falar comigo
Débora - Esqueci - falou rapidamente -
Clara - Como assim, esqueceu, mãe? Parecia ser sério
Débora - A verdade é que estava com saudades de vocês e... fiz isso pra ter certeza de que te encontraria em casa
Clara - Mãe!
Débora - É sério. Cadê a Dudoca? - percebi claramente que ela mudou de assunto mas preferi não insistir porque se fosse sério mesmo ela falaria -
Clara - Foi pra casa da Rafa, deve voltar antes de anoitecer
Débora - Acho que não vou poder esperar... tenho uns assuntos do trabalho para resolver
Clara - Se precisar de alguma coisa...
Débora - Não precisa se preocupar, filha
Clara - Então tá - fomos até a porta - Não esquece que somos uma pela outra sempre
Débora - Eu sei - sorriu e me abraçou novamente, depois deixou um beijo pra Manu, outro pra Dudoca e saiu. Fiquei com a ligeira impressão de que ela não estava me contando algo... sua expressão quando chegou parecia séria demais pra ter ''esquecido'' o que queria me falar...mas o que quer que fosse, cedo ou tarde, eu iria descobrir.
Oláaaaaa!!
Ainda tem alguém aí? Espero que vocês tenham tido um Natal maravilhoso...eu infelizmente perdi uma pessoa muito especial, mas estou levando.
Bom, demorou (muito, eu sei) mas chegou. Tinha dito que só voltaria a postar quando entrasse de férias, mas não, ainda não estou de férias, minhas últimas provas acontecem em janeiro mas consegui tirar um tempinho desses meus dias de festas. Achei que vocês mereciam! Já tinha começado a escrever esse capítulo a algum tempo, mas tive que estacioná-lo pelos motivos que vocês já estão cansadas de saber, por isso assim que me vi livre, terminei-o e aqui está. Fui escrevendo sem nem me dar conta do tamanho, por isso ficou tão grande (sorry :c), espero que tenha recompensado. Apesar de não estar totalmente satisfeita com ele. Vou aproveitar todos os momentos livres que tiver e fazer de tudo pra não demorar mais tanto assim, mas não posso prometer quando postarei novamente, infelizmente... não posso, desculpem e como deixei claro no comentário do post anterior, entendo totalmente quem não queira ficar esperando por algo que não tem data pra chegar. Obrigada a todas que entenderam os meus motivos, cada palavrinha que li aqui me deu mais vontade de continuar.
Bom, demorou (muito, eu sei) mas chegou. Tinha dito que só voltaria a postar quando entrasse de férias, mas não, ainda não estou de férias, minhas últimas provas acontecem em janeiro mas consegui tirar um tempinho desses meus dias de festas. Achei que vocês mereciam! Já tinha começado a escrever esse capítulo a algum tempo, mas tive que estacioná-lo pelos motivos que vocês já estão cansadas de saber, por isso assim que me vi livre, terminei-o e aqui está. Fui escrevendo sem nem me dar conta do tamanho, por isso ficou tão grande (sorry :c), espero que tenha recompensado. Apesar de não estar totalmente satisfeita com ele. Vou aproveitar todos os momentos livres que tiver e fazer de tudo pra não demorar mais tanto assim, mas não posso prometer quando postarei novamente, infelizmente... não posso, desculpem e como deixei claro no comentário do post anterior, entendo totalmente quem não queira ficar esperando por algo que não tem data pra chegar. Obrigada a todas que entenderam os meus motivos, cada palavrinha que li aqui me deu mais vontade de continuar.
Aproveito pra dizer que esse capítulo é dedicado as duas pessoas que mais me ajudaram durante o tempo em que estive parada. Não me deixando desistir em nenhum momento (e foram vários)! Marcelle, sem palavras pra ti, acho que obrigada nem é suficiente mas... thank you, sis!
E Luana, apesar dos pesares, tu também me incentivou pra caramba, muito obrigada!
É isso, uma ótima virada de ano para todas nós e que 2014 nos traga tudo aquilo que esse ano não trouxe, beijos!
PS:. Desculpem pelos erros, confesso que não reli porque estou praticamente caindo de sono.
PS:. Desculpem pelos erros, confesso que não reli porque estou praticamente caindo de sono.








