sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Capítulo 39 - “Nós somos imperfeitos um para o outro”

Dedicado à Lala e Ana Laura
 Acordei por vontade própria. Ainda meio ensonada consegui pegar o celular, vi que ia dar 09h e só não pulei da cama porque os braços do Júnior estavam em cima de mim. Esqueci completamente da surpresinha que eu e a Dudoca combinamos de fazer para o papai. E tinha que adiantar porque ele não podia, em hipótese alguma, acordar antes que tudo estivesse pronto. Levantei com muito cuidado e corri pro banheiro, apesar de não estar totalmente despida, assim como ele, porque ontem tomamos outro banho antes de pegarmos no sono definitivamente. Tomei uma ducha super rápida só pra acordar e ficar ainda mais bem disposta, saí, me enxuguei, escovei os dentes, voltei pro quarto enrolada na toalha, peguei as primeiras pecinhas de roupa que vi, me vesti, consegui não me bater em nada e não fazer barulho, o que é raro, fiz um outro curativo no pulso com a pomadinha, peguei apenas o meu celular já que o dele estava desligado e saí do quarto deixando-o num sono pesadíssimo, provavelmente devido o cansaço do jogo aliado ao cansaço da noite. Fiz um coque apertado no cabelo, entrei no quarto da minha pequena e sentei na pontinha da sua cama.
Clara - Amor?! - pronunciei baixinho - Amorzinho... - passei a mão no seu rosto e ela foi se mexendo aos pouquinhos. Depois abriu os olhos lentamente e espreguiçou-se -
Eduarda - Oi, mamãe - sorriu -
Clara - Oi, preguicinha - sorri também -
Eduarda - É hoje que eu vou poder dar o presente pro papai?
Clara - Sim, é hoje - eu ri, porque ela estava bem ansiosa desde o dia em que eu fui pegar os presentinhos já prontos na escolinha, sim, foi tudo confeccionado com a ajuda dos próprios alunos, fato que eu adorei - Vamos preparar um café da manhã delicioso pra ele?
Eduarda - Eu vou te ajudar também? - seus olhinhos brilharam -
Clara - Claro que vai, foi o nosso combinado, lembra?
Eduarda - Sim
Clara - Então, vamos?
Eduarda - Vamos - levantou num ápice. Eu ri e levantei também. Entramos no banheiro, fiquei observando-a escovando os dentinhos, deixei-a de pijama mesmo e fomos para cozinha. A primeira coisa que fiz foi ligar para padaria com serviço de delivery. Fiz um pedido com algumas coisinhas já prontas e outras que sabia que ia precisar. Enquanto esperava, peguei umas frutas na geladeira, lavei todas, a Duda foi colocando-as onde eu pedia, depois fiz os sucos e uns minutos depois o interfone tocou, era o porteiro. Fui até o quarto na pontinha dos pés, peguei o dinheiro necessário, desci com minha tagarela, peguei minha encomenda, agradeci, paguei e subimos logo. Tirei tudo de dentro das sacolas: pães fresquinhos e de queijo, frios, torradinhas, waffles and berries, croissants, brioches... arrumei a mesa com a ajuda da minha pequena, que fazia tudo que eu pedia sem reclamar, apesar de não ter deixado ela pegar em nada pesado ou de vidro, estava satisfeita com suas tarefas. Enfim, a mesa ficou prontinha, depois de mais algumas delícias feitas por mim mesma, e aí veio a parte que ela mais queria: o bolo que eu prometi fazer. Mas como não tínhamos muito tempo e estávamos correndo contra o relógio, peguei dois pacotinhos de massa pronta sabor chocolate, despejei na batedeira, deixei que a minha ajudante quebrasse os ovos, o que gerou algumas gargalhadas em nós duas, coloquei o resto dos ingredientes, bati tudo enquanto ela untava a forma (se sujando mais do que outra coisa, mas ok) ajudei-a quando a massa já estava no ponto e coloquei na forno logo em seguida. Passei um pano molhado no rosto e nos outros lugares que estavam totalmente sujos de chocolate nela, limpamos a cozinha todinha, sempre com o Luck procurando brincadeira... mas não estava latindo, ainda bem. Fui dar uma espiadinha no meu quarto de novo mas ele continuava dormindo e na mesma posição que eu tinha deixado. Voltei pra cozinha, o cheirinho do bolo já exalava, por isso, depois de verificar quantos minutinhos tinha no forno, desliguei-o. Esperei esfriar um pouco e desenformei -
Clara - Vamos enfeitar??
Eduarda - Oba, vamos - eu ri. Fiz a calda também de chocolate, e joguei em cima do bolo enquanto ela olhava atentamente. Peguei um pacotinho de granulado e outro de M&M's -
Clara - Você coloca esse, e eu coloco o coloridinho, pode ser?
Eduarda - Pode - respondeu imediatamente e estendeu as mãozinhas, entreguei o granulado, deixei ela fazendo sua parte e aproveitei para lavar logo tudo que tinha sujado - Pronto, mãe - enxuguei as mãos, peguei os M&M's e com eles, terminei a decoração -
Clara - Ficou bonito?
Eduarda - Ficou lindo. Eu acho que eu o papai vai gostar
Clara - Será? - rimos - Vou terminar de por as coisinhas na mesa então, e nós vamos acordá-lo, tá certo?
Eduarda - Tá certo - podia sentir na sua voz o quanto estava ansiosa e confesso que eu não estava muito diferente. Natural, seria o primeiro dia dos pais que eles iam estar juntos... que nós íamos estar juntos... Pra quê felicidade maior? As únicas coisas que faltavam na mesa eram os sucos e o iogurte porque estavam na geladeira. Dei uma última olhada na cozinha e na mesa também, que modéstia à parte estava linda, peguei apenas a bandeja do bolo, passamos no quarto dela para pegarmos os presentinhos e fomos para o meu. Coloquei o bolo em cima da mesinha, pedi que fosse ela mesma a acordá-lo e não podia ser de forma mais carinhosa: passando aquelas mãozinhas tão pequenininhas pelo rosto dele enquanto chamava-o e resultou porque ele foi abrindo os olhos bem devagar - Bom dia, papai - ele sorriu amplamente -
Neymar - Bom dia, princesa - esfregou os olhos. Será que achou que era um sonho? Sentou, olhou pra mim e sorriu também -
Eduarda - Olha, é tudo pra você - pegou a caixa, que eu mesma embrulhei, do chão e entregou-o - Feliz dia dos pais - abraçou-o sem que ele estivesse esperando e se ele já estava sem reação, ficou ainda mais depois de ouvi-la - Te amo muitão, tá?
Neymar - Eu também te amo muitão - respondeu com a voz falhando pelas primeiras lágrimas que já segurava e sorriu - Minha filha - voltaram a se abraçar, dessa vez bem mais forte, deixando ainda mais evidente o amor puro que existia ali. Queria poder ter replay daquela cena linda - Vamos abrir? - perguntou depois que desfizeram aquela abraço demorado, sacudindo levemente a caixa e ela assentiu animada - Me ajuda?
Eduarda - Ajudo - riu. Ele desfez o laço, tirou-o, e abriram a caixa que continha uma camisa personalizada com a frase ''best daddy in the world'', uma xícara e um chaveirinho com a mesma frase (todas escritas pela Dudoca), além de uns desenhos lindos também. 
Neymar - Sou o melhor pai do mundo? - perguntou, novamente emocionado -
Eduarda - Sim, o melhor de todos - ele não aguentou, a abraçou novamente e ela deu um beijo no seu rosto - Falta o último presente - ela mesma pegou o que faltava: um cartãozinho que também foi feito na escolinha, onde tinha a seguinte frase: ''meu coração pertence ao papai'', também foi escrito por ela, (com a ajuda da sua professora, claro, mas tenho certeza que não faltou empenho e amor da parte dela, certeza), e dentro dele nós podíamos colocar o que quiséssemos - Esse é meu e da mamãe, porque foi ela que escreveu - ele olhou pra mim, que estava apenas assistindo tudo maravilhada e pediu com as mãos que me aproximasse -
Neymar - Leio eu ou ler você?
Clara - Você quer que eu leia?
Neymar - Prefiro
Clara - Então eu leio
 ''Hoje amanhecemos com uma enorme vontade de abraçar o melhor pai desse mundo. Um pai que além de suas qualidades naturais consegue nos envolver com amor, carinho e proteção. Nós nos sentimos muito privilegiadas por isso, pode ter certeza. Estarmos ao seu lado é um presente em nossas vidas. Conviver com o homem e o pai que você sabe ser... é maravilhoso. E hoje, nós queríamos encontrar palavras que traduzissem toda alegria que temos ao falar o seu nome, e todo amor que sentimos por você. Este desejo invadiu nossos corações e somente através desse cartãozinho feito pelas mãozinhas da sua pequena princesa poderíamos tentar passar os sentimentos mais profundos que só você nos proporciona. 
 Você é tão maravilhoso e especial, que todos os nossos agradecimentos são pequenos diante de suas atitudes. Não seríamos as pessoas que somos sem a sua presença, seu amor, seu carinho, compreensão, apoio e confiança. Ter você em nossas vidas é como ter um grande farol a iluminar o nosso caminho e a nossa direção. Te amamos muito e queremos que se sinta a pessoa mais amada e mais importante em nosso mundo também. Seja sempre essa pessoa especial que o meu amor escolheu para seguir e ser feliz. Você é um pai maravilhoso, e eu me sinto realizada, observando que o seu proceder só reflete o seu caráter e os seus sentimentos.
 Que Deus lhe proteja, e lhe guarde sempre perto de nós, por muitos e muitos anos. Obrigada por tudo, por ser tão amigo e companheiro. Que possamos sempre lhe ver sorrindo, fazendo brilhar a nossa estrela e que a paz esteja sempre em nossas famílias. 
 Parabéns por este dia grande, papai. É apenas o primeiro de muitos. 
                                                                              Clara e Eduarda.''
Neymar - Vocês foram os melhores presentes que a vida podia ter me dado. Queria poder agradecer mas nem sei como - sim, nós conseguimos deixá-lo emocionado pela terceira vez seguida e o dia mal tinha começado pra ele. Olhei pra minha pequena, pisquei pra ela e como entendeu o recado, abraçamos o papai bobão ao mesmo tempo. Uma sensação tão boa, tão maravilhosa. Indescritível. O melhor abraço triplo da minha vida. Depois ela me pediu para ajudá-la a pegar o bolo em cima da mesa e mostrou pra ele, que mais uma vez ficou sem palavras mas nos brindou com seu melhor sorriso, aquele pelo qual me apaixono todos os dias. Após mais uns minutinhos de pura bagunça nossa (quase sujamos a minha cama de chocolate), deixamos ele babando seus presentes e saímos do quarto para por o bolo na mesa, junto com as outras coisas -
Eduarda - Mãe, eu tô com fome
Clara - Eu sei amor, já passou da hora de você comer mesmo. Senta - puxei a cadeira, ela sentou sozinha já que as cadeiras dali não eram tão altas quanto os bancos da cozinha, servi-a com o que queria e voltei pro quarto. Arrumei a cama, abri as cortinas e o Júnior saiu do banheiro, bem cheiroso, diga-se de passagem - Acho que está faltando um presente, né?
Neymar - Está? - me puxou pela cintura, e como ela estava descoberta, me arrepiei devido a sua mão fria - Qual?
Clara - O meu ué
Neymar - Mas... - nem deixei que terminasse porque já sabia o que ia ouvir e beijei-o. Inicialmente de forma calma e contida mas partiu dele a iniciativa de intensificá-lo, e como deixei, só colocamos um fim quando a falta de ar nos obrigou -
Clara - A única coisa que eu preciso que você fale, é se gostou ou não, entendeu?
Neymar - Sim, senhora - rimos -
Clara - Babaca - me deu um selinho rápido - Senta e fecha os olhos - fez o que eu pedi - Sério, é pra fechar mesmo. Não quero que veja onde o presente ficou escondido - gargalhou -
Neymar - Não vou olhar, juro - rodeei a cama, fui até o guarda-roupa, tirei umas peças de roupa, abri o fundo falso para colocar sapatos que pouco uso e tirei o que queria dali com muito cuidado. Guardei as roupas novamente, e fechei as portas -
Clara - Pronto, pode abrir e finge que você não sabe onde estava - rimos -
Neymar - Nossa, o que pode ser tão grande? - eu ri - Estava aqui no quarto mesmo? Sério? - assenti - E eu não vi?? - rimos -
Clara - Abre - pegou da minha mão -
Neymar - Pesado também
Clara - Eu sei - rimos. Tirou o papel de embrulho, e quando viu do que se tratava ficou boquiaberto -
Neymar - Como é que... - olhou pra mim, depois para o seu presente de novo - É lindo demais - sorriu, acabando com a minha aflição. Mandei fazer um painel de vidro para ser colocado na parede com uma foto que a Rafa tirou quando fomos todos ao Parque do Jardim Botânico Chico Mendes em um domingo de folga dele. Nos apaixonamos por ela assim que vimos, e não é a toa que é o papel de parede do celular de ambos. 
Clara - Eu não podia deixar de te presentear. Não hoje, não no seu dia. E se Deus quiser esse é apenas o primeiro dos muitos que ainda virão - ele colocou o painel em cima da cama, pegou na minha mão e me fez sentar em seu colo - Gostou?
Neymar - Preciso mesmo responder?
Clara - Precisa - rimos -
Neymar - É maravilhoso, e eu amei. Você é perfeita
Clara - Não. Sabe o que é realmente perfeito?
Neymar - O quê?
Clara - O nosso amor, que resistiu a tudo e está cada dia mais forte. Ele sim, é perfeito. Nós... - suspirei e sorri - Nós somos imperfeitos um para o outro - gargalhou - É sério
Neymar - Não importa, contanto que você seja minha...
Clara - ...E você, meu...
Neymar - Está tudo certo - rimos - Eu amo você - fez a distância que separava nossos rostos virar nada -
Clara - Eu amo você - beijei-o novamente, tão ou mais intensamente do que antes. O dia era dele e era só isso que merecia mesmo, muito beijo, muito abraço, muito carinho... muito amor. Encerramos com outros beijinhos rápidos e sorrimos - Vamos comer? Sua filhota me ajudou a preparar não só aquele bolo lindo mas um café da manhã delicioso especialmente pra você também
Neymar - Hoje eu estou podendo - riu -
Clara - Pois é, aproveita - pisquei. Levantei do seu colo, ele admirou mais um pouco todos os seus presentes, depois fomos pra sala -
Neymar - Que horas você acordou pra fazer tudo isso? - perguntou espantado ao olhar a mesa -
Clara - Nem tudo fui eu que fiz, acordei tarde, ia dar 09h
Neymar - Mesmo assim. Como é que eu agradeço?
Clara - Comendo, por favor - rimos - Aproveita que não engorda de ruim mesmo e come um pouquinho de tudo - riu novamente mas, ironicamente -
Neymar - Estava demorando, né? - soltei um beijo pra ele e sentei ao lado da minha pequena, que ainda se deliciava com o bolo. Ele sentou do outro e tomamos café em um clima maravilhoso que eu sabia que ia prevalecer até o final do dia. A Manu acordou, se juntou a nós pra tudo ficar ainda melhor, depois a Dudoca arrastou o pai pra bagunça no quarto dela, fiquei fazendo companhia pra Manuzita até ela terminar também e se disponibilizar para tirar a mesa e lavar a louça, alegando que eu já tinha feito demais. Como não ia adiantar discutir... peguei meu celular na mesinha de centro, entrei no instagram e curti as duas fotos que o Júnior tinha postado a uns segundos atrás. 
 njunior11: Um pai presente é como a luz que guia o peregrino durante sua longa jornada, ajuda a escolher o melhor caminho, oferece o conforto e calor, dá abrigo e segurança nos momentos mais difíceis da vida. Reconhecer essa luz é a recompensa maior que um pai e um filho podem receber em suas vidas. Obrigado Pai por ser a luz presente em minha vida e por me fazer compreender a importância de eu ser a luz na vida de minha filha.  instagram.com/p/cPRh9XGmIS/
 njunior11: Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado você de presente. A maior benção da minha vida!  
Foi impossível não sorrir ao ler as legendas. Aproveitei que já estava com o celular na mão, e marquei o número dos meus coroas.
 - início -
Glória - Alô?!
Clara - Minha deusa, bom dia
Glória - Oi minha princesa, bom dia. Como você está?
Clara - Bem, muito bem
Glória - E as meninas?
Clara - Graças a Deus, estão ótimas também, e tu diva?
Glória - Bem, morrendo de saudades de vocês aí, mas bem
Clara - Ai, não fala assim que meu coração não aguenta - riu -
Glória - Brincadeira. Estamos com saudades sim mas dá pra levar. Ainda mais sabendo que vocês estão bem e felizes. Só isso importa pra gente agora
Clara - Ah vó, porque tão linda? - rimos - Nós vamos visitar vocês de novo assim que der, de surpresinha porque já vi que vocês gostaram - riu - E o Júnior também quer ir, está louco pra conhecer vocês pessoalmente
Glória - Nós também estamos. Se brincar, até mais que ele - rimos -
Clara - E cadê meio véio? Está perto?
Glória - Sim, aqui na minha frente. Vou passar pra ele
Clara - Obrigada vó, te amamos muito e se cuidem, por favor
Glória - Não precisa se preocupar, também amo muito vocês. Beijo
Clara - Beijos - esperei que ela passasse pra ele -
Marcos - Oi, pequena
Clara - Parabéns pelo seu dia, meu véio. Parabéns, parabéns, parabéns. Pelo pai maravilhoso que você já foi e ainda é. Eu e a Dudoca te amamos demais, e somos suas fãs assumidas - riu, mas notei que provavelmente ficou emocionado - Queríamos poder estar aí também, pra te abraçar muito
Marcos - Obrigado minha Clarinha, muito obrigado. Vocês são sempre lembradas aqui, aliás, acho que pra lembrar tem que ter esquecido e como isso nunca aconteceu nem vai acontecer... - eu ri - Vocês estão presentes em nossos pensamentos e nos nossos corações sempre
Clara - Que lindo coroa, quer me fazer chorar?
Marcos - Nada mais justo, já que a senhorita fez o mesmo né? - rimos -
Clara - Já abriu seu presente?
Marcos - Sim, amei. Obrigado
Clara - Nada. É meu e da sua bisneta - ri -
Marcos - Cadê ela?
Clara - Bagunçando no quarto com o pai, vou chamar
Marcos - Não, não precisa. É o primeiro dia dos pais que eles estão juntos, têm mais é que aproveitar muito mesmo. Deixa eles
Clara - Depois ela fala com vocês então. Vão sair?
Marcos - Sim, vamos ao Centro Histórico. Sua avó está querendo ir ao Mercado Público comprar alguns artesanatos desde a semana passada, aproveitamos e vamos logo hoje também
Clara - Ótimo. Melhor do que ficar em casa. Divirtam-se e qualquer coisa já sabe
Marcos - Pode deixar, divirtam-se aí também. Beijo, pequena
Clara - Beijão
 - término -
Sorri ao desligar. Amo muito esses dois. Eles me abrigaram quando mais precisei, não perguntaram nada, não me julgaram... apenas me deram o que eu mais precisava naquele que era o momento mais difícil da minha vida: amor.
Clara - Oi filhote - o Luck subiu no meu colo pra pedir carinho.
 clarabarcelar_: Oi, estou feliz e ansioso porque hoje vou ver minha amiguinha de novo. Beijinhos pessoas  instagram.com/p/c11NaAGmMj/
 [@] rafaellabeckran: chanelzinha já está esperando hahaha lindo  
Procurei logo uma fotinha com meu pai também, e postei-a.
 clarabarcelar_: Você sempre foi meu companheiro e meu herói. Você sabe que eu sempre estarei com você em todos os momentos, porque só nós sabemos o quão maravilhosa é nossa amizade. E eu quero te dizer que você é o alicerce da minha vida, a minha direção e meu guia. Você é a luz do meu caminho, pai! Que Deus possa te abençoar em todos os dias, não só no dia dos pais. Você merece tudo isso e muito mais. Te amo!       instagram.com/p/c4SdShmmAX/
Manu - Estava tudo uma delícia, quero datas comemorativas assim, sempre - gargalhei -
Clara - Besta, até parece - ela abriu as portas da varanda e deitou no sofá com um livro na mão - Está lendo o quê?
Manu - O Teorema Katherine
Clara - De quem é?
Manu - John Green
Clara - Ah, já ouvi falar. Mas não troco o Nicholas por ninguém
Manu - Eu prefiro o John
Clara - Isso porque você é sempre do contra - gargalhou - Mas esse aí, é bom?
Manu - Sim. Tornar possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam, não é maravilhoso?
Clara - Ah, claro. Percebe-se logo o porquê da sua preferência, nem li mas já deu pra reparar que a história é a sua cara
Manu - Palhaça - fez bico -
Clara - Não amua não, amorzinho - levantei, dei um beijinho no seu rosto e ela riu - Vou ver o que aqueles dois estão aprontando - deixei-a lendo, fui até o quarto da minha pequena, parei na porta e eles estavam trocando a roupinha de uma das bonecas. Fiquei tão boba que nem percebi que já tinham notado a minha presença -
Neymar - Vem pra cá, amor - entrei, sentei entre os dois e dei um beijo no rosto de cada um -
Eduarda - Pai, hoje eu posso dormir no meu outro quarto? - nós dois rimos, porque é só assim que ela chama o seu outro quarto mesmo -
Neymar - Não sei, pode mamãe? - rimos -
Clara - Lógico. Que horas é o treino amanhã?
Neymar - É só à tarde, antes de ir passo aqui e deixo ela com a Manu
Clara - Ou leva ela lá pro CT mesmo, você que sabe
Eduarda - Eu gosto de lá
Clara - Claro, espaço não falta pra tu correr - apertei levemente seu narizinho e ela riu - Vou arrumar logo suas coisas - levantei e enquanto eles continuavam brincando, separei logo umas roupas (apesar de já ter algumas na casa dele) coloquei na bolsinha dela, juntamente com o uniforme, a roupinha do balé, se caso desse pra ela ir e as coisinhas da escola deixei na mochila mesmo. Aproveitamos bastante o resto da nossa manhã (assistindo Deu a louca na Chapeuzinho 2, é verdade, mas aproveitamos). O almoço seria na casa dos tios, com a presença dos meus pais também, claro. O Júnior foi se arrumar, e eu fui cuidar da minha princesa. Lhe dei um banho caprichado, lavei seu cabelo (coisa que ela adora), tirei o excesso da água dele com a toalha mesmo, voltamos pro quarto, enxuguei-a, ela escolheu o vestidinho que queria usar, vesti-a, desembaracei e penteei seu cabelo para secar naturalmente. Ela se perfumou, calçou sua sandalinha e eu deixei-a na sala assistindo, já com suas coisinhas para levar. Fui pro meu quarto e o Júnior ainda estava apenas de bermuda, se olhando no espelho. Balancei a cabeça e ri sozinha. Peguei a roupa que já tinha escolhido, entrei no banheiro, tomei um banho rapidinho, saí, me enxuguei, passei hidratante no corpo, me vesti, fiz um outro curativo no pulso, soltei e penteei o cabelo e saí do banheiro -
Neymar - Gostei dessa sua roupa - ele já estava pronto (finalmente), sentado na cama -
Clara - Gostou?
Neymar - É
Clara - Hum, vou fingir que não sei o porquê - riu e levantou -
Neymar - Fica linda de qualquer jeito amor, você sabe disso - me puxou para mais perto de si -
Clara - Não, eu não sei de nada - rimos - Ou melhor, sei que tenho que terminar de me arrumar ou vamos nos atrasar para o almoço - beijei a pontinha do seu nariz, gesto que ele repetiu e nos levou a rir. Terminei de me arrumar, calcei uma rasteirinha fechada, coloquei meu relógio no braço esquerdo, peguei os dois presentes que faltava entregar, e uma bolsinha lateral para por apenas o necessário, me perfumei, ele pegou suas coisas e saímos do quarto. A Manu também já estava pronta, somente nos esperando com a Dudoca e o Luck, por isso trancamos tudo e descemos logo. A ideia era irmos em dois carros mas o Júnior disse que fazia questão de nos trazer pra casa depois... então decidimos ir no dele mesmo. Fui o caminho inteirinho vasculhando a galeria do celular, apagando algumas fotos antigas, e sorrindo com outras mais recentes... lembrando de quando elas foram tiradas. Editei e postei uma que passou a ser o plano de fundo do meu mac. Duas das minhas paixões comigo, na mesma foto.
 clarabarcelar_: Fotografia vai além de congelar imagens, ela precisa ter história, ela precisa fazer parte de um momento, ela tem que retratar um sentimento.  
Chegamos no prédio, ele estacionou na sua vaga, pegamos tudo, saímos do carro, a Manu carregou o Luck, o alarme foi acionado e subimos. Ele abriu a porta e como na sala não tinha ninguém, seguimos a música e as vozes e fomos para a área externa, onde encontramos meus pais, os meninos, as meninas, e os anfitriões da casa também, lógico. Cumprimentamos todo mundo, meu amor ganhou mais presentinhos e pode parecer doido mas acho que eu estava mais feliz do que o próprio, mesmo sabendo que isso era impossível. Subimos juntos apenas para guardar as coisas dele e da tagarela, e descemos novamente. A Duda me pediu pra ser ela a entregar os presentes que comprei para o meu pai e pro tio Neymar e eu deixei mas abracei-os com bastante força e disse tudo que eles mereciam ouvir pelos pais maravilhosos que são. Depois que entregou os presentes, ela não parou quieta, à cada minuto estava em um canto. O Luck e a Chanel ficaram matando as saudades um do outro, eu e a Manu sentamos com as meninas (depois dela ter cumprimentado devidamente o seu love), aproveitamos para colocar o papo em dia com a Marcela e a Laila, e o Júnior ficou com os meninos, pelo menos até a hora que o almoço foi servido, ali fora mesmo. Comemos naquela baguncinha que a Eduarda e o seu pai sempre protagonizam, a tia Na fez pudim de leite condensado só por causa da netinha e nós nos deliciamos. 
Depois do almoço continuamos ali na área externa, conversando, rindo, cantando, dançando... muita gente ligou pro Júnior apenas para desejar feliz dia dos pais, e ele falou com todo mundo com um sorriso enorme. Estávamos rindo das palhaçadas dos meninos com a Dudoca quando o celular dele tocou novamente mas diferente de todas as outras vezes, ele entrou para atender. Não demorou muito e quando voltou, sentou ao meu lado novamente. 
Clara - Quem quer que tenha sido, deve ser importante, né?
Neymar - Não, porque?
Clara - Pra ter saído daqui pra atender...
Neymar - Sai porque você não ia gostar que falasse aqui ao seu lado
Clara - Não entendi
Neymar - Foi a Bruna
Clara - Ah... O que es... O que ela queria?
Neymar - Me desejar feliz dia dos pais
Clara - Essa sim é amiga de verdade, né? Igual a ela não deve ter mais nenhuma - eu sei que não devia mas não consegui conter a ironia -
Neymar - Clara, pára. Vai começar?
Clara - É impressionante... - murmurei e ri - Não, eu não vou começar nada - levantei e peguei a minha bolsinha. Consegui sair dali despercebida pois todo mundo estava conversando entre si e minha pequena principalmente -
Neymar - Vai pra onde? - já estava na sala quando ouvi a sua voz novamente -
Clara - Pra casa, eu acho
Neymar - Oi? Já vai porque?
Clara - Porque sim
Neymar - Assim? Sem falar com ninguém? E a Manu?
Clara - A Manu está com o Gil, não vai ter problemas em voltar com ele
Neymar - Pára com isso, é sério - respirei fundo e ele se aproximou - Olha pra mim - pegou no meu rosto com algum receio que eu fosse não deixar - É você que eu amo. Você - não desviou seu olhar do meu nem durante um milésimo de segundo, e falou com uma intensidade tremenda - Quantas vezes vou precisar falar que ela é só minha amiga? - deixou a sinceridade transpor na sua voz, e eu sabia que estava sendo sincero sim... eu sabia -
Clara - Eu não gosto dela. Não gosto, desculpa mas não consigo. É isso - deixei que as lágrimas rolassem porque motivo mais tosco para estarmos discutindo, não existia e a culpa era minha -
Neymar - Não chora - passou as mãos no meu rosto, enxugando-o, me abraçou forte e eu não neguei, precisava daquilo - Fica aqui? - pediu olhando nos meus olhos novamente -
Clara - Eu fico - passei a mão no rosto também - Me deixa passar?!
Neymar - A gente vai ficar assim?
Clara - Assim como? - desviei meu olhar do seu, e tentei passar pelo pequeno espaço entre ele e o sofá mas não deu muito certo e só facilitou a sua tarefa em colar nossos corpos. Não tive tempo de falar nada porque na mesma hora tinha seus lábios também colados aos meus. Não resisti em momento nenhum, muito pelo contrário, correspondi inteiramente e cedi a passagem da sua língua que rapidamente procurou pela minha. E sabe aquele beijo que afasta até pensamento ruim? Então... -
Neymar - Eu te amo, cabeça dura - segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou duas vezes seguidas, bem rapidinho -
Clara - Eu também te amo. Me abraça? - ele sorriu, e não me abraçou... me apertou, o que foi ainda melhor - Desculpa
Neymar - Shiu, esquece. Você foi sincera... Se bem que isso nem era necessário pra perceber que não gosta dela.. mas eu e você somos muito mais importantes que isso, muito mais - sorri - Vamos voltar pra lá?
Clara - Vamos - ele entrelaçou nossas mãos, beijou minha bochecha direita e voltamos para área externa. Sentamos no mesmo lugar que estávamos, só que de outro jeito, eu na frente e ele atrás, envolvendo a minha cintura. Como é possível isso? A gente sempre está bem, todos os dias... Mas tem aquele dia que supera todos os outros, que você fica feliz até por olhar uma folha. Só que, parece programado acontecer alguma coisa que vai destruir a sua felicidade. Se você parar pra pensar, o dia que você acordar bem, sorrir o dia inteiro, ou estiver de bem com tudo. Alguma coisa vai te deixar triste. Isso sempre acontece, não sei se é só comigo. O mais engraçado é que isso sempre acontece e eu nunca estou preparada. Sempre deixo a raiva do momento acabar com meu dia. Eu preciso aprender a deixar as coisas desimportantes pra lá, apenas sorrir, e não deixar aquele momento acabar com a alegria que eu tive o dia todo. É isso. Tenho que aprender a não deixar coisas pequenas estragarem meu dia. E comecei a por logo isso em prática, por isso o restante da nossa tarde foi igualmente maravilhosa como queríamos e merecíamos. Deu pra nos divertir bastante. Depois do jantar a Manu disse que o Gil ia embora com a gente e fomos nos despedindo do pessoal aos poucos - Não precisa mais nos levar
Neymar - Porque?
Clara - O Gil vai pra lá
Neymar - Ah, então tá tranquilo mas vocês já vão?
Clara - Sim, pode não parecer mas estou cansada. Quero a minha caminha - ri -
Neymar - Está cedo - rodeou a minha cintura e nos deixou coladinhos -
Clara - Eu sei, amor, mas vou ter que ir de qualquer jeito, então... - fez bico e eu beijei-o rapidamente - Aproveita o resto do teu dia porque ele ainda não acabou, ok?
Neymar - Pode deixar - sorriu amplamente e me fez sorrir também. Infelizmente tivemos que nos despedir mesmo, deixei a minha princesa por último, ela me deu um beijo gostoso, e desci com meu casalzinho e meu filhote. Fomos conversando o caminho inteirinho e como realmente estava cansada (mais com sono do que propriamente cansada), assim que chegamos, desejei boa noite aos dois e fui pro meu quarto. O Luck foi comigo, deitou no tapete e dormiu na mesma hora, resultado de muita brincadeira com a amiguinha. Ri sozinha, tranquei a porta, tirei a rasteirinha, peguei o celular dentro da bolsa, mandei uma mensagem pra ele só pra dizer ''cheguei'', peguei meu pijaminha e entrei no banheiro. Me despi, tomei um banho morninho que me fez um bem enorme, saí, me enxuguei, me vesti, escovei os dentes e passei a pomadinha na tattoo. Voltei pro quarto fazendo um coque no cabelo e meu celular apitou: 
 ''Tudo bem, dorme bem amor, te amo! ''
Sorri. Liguei o mac, terminei alguns relatórios e planilhas para não ficar muito sobrecarregada no dia seguinte, depois finalmente me joguei na minha caminha, que estava parecendo enorme pelo simples fato de estar sozinha nela. Peguei o celular novamente, ainda revi algumas das muitas fotos que tiramos, depois entrei no instagram e inevitavelmente sorri.
 njunior11: E o meu dia termina assim...  #boanoite #fui 
Ativei o meu despertador, deixei o celular de lado e me entreguei ao sono.



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Vocês são maravilhosas!! 
 E a música se chama She will be loved - Maroon 5

sábado, 21 de setembro de 2013

Capítulo 38 - “Engraçado... porque eu te odeio mais”


 Os dias foram passando na sua normalidade. Ligar pra ele quase todos os dias (principalmente quando está em concentração) antes de dormir, virou praticamente uma rotina. E agora as ligações são bem mais demoradas porque ela além de desejar boa noite, quer contar tudo que fez durante o dia. Agora também já é normal, ela dormir no seu outro quarto, e ele ir levá-la ou buscá-la, tanto na escola quanto no balé. Acho que as pessoas de ambos os lugares já se acostumaram com a presença dele de vez em quando. Sempre que dá fazemos programinhas mais nossos, ou quando não posso ir, eles vão e fazem algo mais ''pai & filha''... e vice-versa porque a agenda dele é complicada. Durante esses trinta dias muita coisa mudou em relação à ''minha relação'' com as fãs do Júnior também... os xingamentos ainda não acabaram mas diminuiriam, pelo menos. Mesmo assim achei melhor trancar o instagram. Ah, e a Eduarda agora tem fã clubes, pois é, acho muito fofo o jeito que algumas fãs dele a tratam, apesar da minha pessoa continuar sendo a má da fita para outras... Enfim, aproveitei um fim de semana livre para ir visitar finalmente meus coroas com a Dudoca, a Rafa foi junto mas só ficamos dois dias mesmo, não deu para aproveitar e matar todas as saudades, infelizmente. Em compensação, eles ficaram tão felizes, que valeu a pena.
 Na sexta (9) teve festinha na escola em homenagem ao dia dos Pais... e a festinha virou bagunça quando o papai da Eduarda chegou  mas segundo eles, foi tudo maravilhoso e é isso que importa.
    Sábado, 10 de agosto, tem apresentação de balé, também em homenagem aos pais. O Santos joga à noite mas ele pediu pra dar uma fugidinha da concentração só pra assistir e a comissão técnica permitiu. Além de nós dois, a Tia Na, o Tio Neymar, a Rafa, a Manu e o Gil também se comprometeram a ir. Meus pais infelizmente disseram que não iam poder por causa do horário.
 Acordei às 07h, como de todas as vezes que têm apresentação. E como de todas as outras vezes, levantei, fui ao banheiro, joguei apenas uma água no rosto e saí do meu quarto. Entrei no da minha pequena, e antes de acordá-la, arrumei logo suas coisas em sua bolsinha: uma roupinha leve e fresca para ir, a sua sapatilha de ponta, e uma outra roupinha porque de lá do Natura Essência mesmo vai sair com a Rafa, que se disponibilizou a ficar com ela porque preciso ir ao shopping comprar alguns presentes. Fiquei a semana toda centrada em apenas um que tive que deixar os outros pra cima da hora mesmo (com a exceção do meu vovô, claro, porque o dele tive que comprar e mandar com antecedência pra não correr o risco de não chegar no dia, mas ele prometeu abrir só no domingo). 
Clara - Amorzinho?! - passei a mão em seu rosto -
Eduarda - Hum?! - abriu os olhos lentamente mas a claridade fez ela voltar a fechá-los e eu ri -
Clara - Está na hora de levantar, preguicinha
Eduarda - Tá?
Clara - Sim, vem - ajudei-a a levantar, ela espreguiçou-se, ficou naquela manha de sempre mas depois do banho ''acordou'' mesmo. Vesti-a, penteei seu cabelo em um coque, ela calçou uma sapatilha, se perfumou e pegou sua bolsa. Fomos para cozinha, ela deu logo um beijinho no Luck, coloquei-a sentadinha, preparei seu café e deixei-a comendo. Voltei pro meu quarto, separei uma roupa rapidinho, arrumei a cama, estirei-a ali. Entrei no banheiro, me despi, tomei um banho frio, saí, me enxuguei, escovei os dentes, passei hidratante no corpo, me vesti, fiz uma maquiagem leve e rápida, penteei o cabelo, calcei uma sapatilha também, praticamente da mesma estampa que da Duda, me perfumei, peguei meu óculos, coloquei no topo da cabeça, e uma bolsinha apenas pra por o celular, dinheiro e meus documentos. 
Saí do meu quarto e a Manu estava saindo do dela também.
Clara - Bom dia
Manu - Bom dia
Clara - Ainda está tudo certo pro shopping depois, né?
Manu - Tudo mais do que certo
Clara - E vamos no seu carro ou no meu?
Manu - Em nenhum dos dois
Clara - Como assim? Não entendi
Manu - Meu amorzinho vem pegar a gente - ''amorzinho'', vulgo, Gilmar. Resolveram finalmente assumir que estão sim apaixonados um pelo outro e depois do pedido... sim, só depois, ele falou com os pais dela pelo skype mas os tios adoraram ele -
Clara - E depois vamos pro shopping de táxi? Vai ficar ruim por causa das sacolas
Manu - Ele também vai
Clara - Ahhh, vai??
Manu - Sim
Clara - Isso significa que vou virar um castiçal? Não né? - gargalhou -
Manu - Não, idiota - rimos. Fomos pra cozinha, comemos uma coisinha rápida também, a Duda terminou, o Gil avisou que já estava nos esperando, escovamos os dentes, nos despedimos do Luck e saímos. Chamei o elevador, entramos, descemos na portaria, demos bom dia ao porteiro, saímos do prédio e atravessamos a rua. Entrei atrás com a Duda -
Clara - Bom dia, Cebola - demos um beijinho no seu rosto, depois dele ter cumprimentado a Manu, claro -
Gil - Bom dia, baixinha - deu partida -
Clara - Acordando cedo em pleno sábado sem reclamar e não é pra trabalhar heim - gargalhou -
Gil - Mas é por uma boa causa - piscou pra Duda e ela sorriu. Fiquei mexendo no celular com ela, até chegarmos ao Natura Essência.
 clarabarcelar_:  instagram.com/p/dCx70qGmLM/
Entramos no enorme estacionamento da Academia de Ballet, saímos do carro pro Gil poder colocá-lo em uma das poucas vagas disponíveis, peguei o celular e chamei a Rafa no whats.
Já chegaram, Lela?
    Sim, e vocês?
Uhum, estão onde?
    No auditório já
    Na última fileira da parte de cima
Ah, ok
E o Júnior?
    Ainda não chegou
Vou esperar por ele
Daqui a pouco a gente chega ai
Clara - A Rafa e os tios já estão no auditório mas o Júnior não. Vou levar a Duda e vocês ficam aqui, caso ele chegue, pode ser? - eles concordaram. Soltaram beijos pra Duda, e eu levei-a para sua sala logo - Amor - me olhou - Nós não vamos estar na frente hoje, mas estaremos assistindo tudinho do mesmo jeito, tá certo? - assentiu - Boa sorte - beijei sua bochecha e ela sorriu -
Eduarda - O meu pai vem, né mãe? - sorri -
Clara - Vem, claro que vem. Daqui a pouco ele está ai pra ver você e suas amiguinhas arrasarem - pisquei e ela riu. A professora chamou todas as meninas para se trocarem, ela mandou um beijo pra mim, retribuí, e voltei para o estacionamento - Nada ainda?
Gil - Nada
Clara - Vou ligar pra ele - peguei o celular no bolso, e marquei o seu número.
 - início -
Clara - Amor?
Neymar - Oi
Clara - Cadê você? Ainda vai demorar?
Neymar - Não - sua voz ficou com um ego estranho -
Clara - Onde você está?
Neymar - Aqui atrás - falou um pouco mais alto, olhei pra trás, assim como o Gil e a Manu e ele gargalhou -
 - término -
Aproximou-se enquanto guardava o celular, falou com eles e me deu um beijo gostoso e demorado, sem se importar com quem pudesse estar passando por ali 
Clara - Muito besta - lhe dei um selinho -
Manu - E nós é que íamos fazê-la de castiçal, né?
Clara - E vão fazer que eu sei - ambos riram - Tenho que aproveitar agora - mostrei a língua e entrelacei minha mão com a dele, que beijou minha bochecha, me levando a sorrir - Vamos? - eles passaram na nossa frente, fato que o Júnior aproveitou pra me dar mais um beijo rápido, rimos entre ele, encerramos com dois selinhos e seguimos para o auditório também porque o estacionamento já estava completamente vazio. Cumprimentamos a Tia Na, o Tio Neymar, e a Rafa, sentamos e como as luzes estavam apagadas e nossos lugares eram quase os últimos, o Júnior não chamou muita atenção, o que nos permitiu ficar conversando tranquilamente, até a diretora subir ao palco com um papel nas mãos, nos deu bom dia e começou a ler o que provavelmente continha no seu papel -
Marisa - Existem muitas maneiras para se chamar um pai que está recebendo esse título pela primeira vez: pai de primeira viagem, pai fresco, entre outras - rimos - As brincadeiras são muitas mas a verdadeira emoção de ser pai pela primeira vez é algo indescritível, somente aqueles que passaram por essa experiência é que podem descrever o que sentem - ele olhou pra mim e sorriu - A vida é uma imensa viagem que tem seu início no nascimento, neste momento todos somos iguais e ao decorrer dos anos formamos nossa personalidade, aquilo que nos diferencia dos demais. Esta viagem, para todos os homens, tem um limiar que é alcançado quando se recebe o título de Pai e a missão de ser protagonista numa nova vida que será moldada pelo exemplo, amor e carinho. Felicidades Papais! - ela foi aplaudida, saiu do palco e a professora da minha pequena subiu -
Anna - Bom dia. Dando continuação ao que a nossa diretora falou, nós sabemos que são inevitáveis as comparações entre pais e filhos, tal pai, tal filho, filho de peixe peixinho é, e mais uma dúzia delas com pensamentos sobre essa data tão especial. E sabemos também que aprendemos a contar, e a mensurar baseado em padrões matemáticos, mas como expressar o valor de um pai? Como medir seu amor, seu carinho, sua dedicação? Qualquer valor entre zero e o infinito seria uma ofensa - ela ia alternando os olhares entre o papel que também estava lendo e todo o auditório - Um filho é razão de orgulho para seu pai, mas esse orgulho é amplificado quando suas virtudes são transmitidas para seus filhos, então, apresento a vocês, nosso ballet, especial dia dos pais - as meninas foram entrando, e para nossa surpresa as turmas estavam misturadas, todas juntas. O figurino muito lindo, o tutu clássico de sempre (roupa tradicional da bailarina) deu lugar a um imitando um terno, acho que pra homenagem ficar ainda mais nítida aos papais. E realmente, só isso já deixou o Júnior sorrindo feito bobo. A música começou, assim como a apresentação e nossos olhos estavam centrados em uma bailarina em especial naquele palco, mas todas foram maravilhosas. Tiramos muitas fotos. No final, e quando achávamos que já tinha terminado, o fundo musical mudou, elas ficaram enfileiradinhas lado à lado, uma professora entrou, distribuiu algumas plaquinhas pra elas e saiu novamente. Só quando todas penduraram as plaquinhas no pescoço descobrimos que eram os nomes dos pais que estava escrito ali, e de longe parecia que as próprias crianças tinham feito. Uma outra música começou a tocar, e para nos surpreender ainda mais, todas cantaram -
Coral - Meu pai, é o meu super herói. Ele é meu campeão e me protege do mal. Meu pai é forte, ele é muito legal. Quando ele chega, eu pulo no pescoço dele, dou abraço, dou beijinho, encho ele de carinho. Ele é valente. Ele é muito corajoso. Ele é maravilhoso. Eu adoro meu paizinho. Quando eu crescer, eu quero parecer com ele, quando estou do lado dele eu sou feliz. Meu pai é grande e gosta de brincar comigo, é o meu melhor amigo. Faço tudo o que ele diz!! - depois de repetida, a música terminou e elas gritaram - Pai, você é meu campeão! Sabia? - alguém conseguiu segurar a emoção? Não, ninguém. Olhei pro Júnior ao meu lado, seu sorriso nem cabia no rosto e seus olhos continuavam rasos... bem rasos. Abracei-o, depois levantamos e aplaudimos muito aqueles pedacinhos do céu que foram deixando o palco logo em seguida. As pessoas começaram a sair do auditório também mas preferimos esperar pra não criar tumulto, aproveitei pra ir pegar a Duda logo pra dar tempo do Júnior dá pelo menos um beijinho nela. Fui até a sala onde provavelmente todas estariam se trocando com algum familiar ou com a professora mesmo, a vi de longe e como sempre, estava tagarelando. Ajudei-a a se trocar, e calçar a sapatilha que estava antes, guardei a de ponta, peguei sua bolsa, ela pegou a plaquinha que usou na apresentação porque era para entregar aos pais, se despediu das coleguinhas e voltamos para o auditório -
Eduarda - Pai! - correu em direção à ele assim que o viu, ele levantou e abraçou-a - Viu a gente dançando e cantando? - perguntou eufórica, ele riu e assentiu - Gostou?
Neymar - Adorei, princesa
Eduarda - Mesmo??
Neymar - Mesmo - rimos. Ele deu um beijo no rosto dela, depois ela saiu distribuindo beijinhos nos tios e na Rafa, que a apertaram bastante e logo em seguida fomos para o estacionamento. O Júnior foi o primeiro a se despedir de nós por motivos óbvios até porque não queria (nem precisava) ouvir reclamações depois por ter abusado do horário (e levou a plaquinha com ele, que além do seu nome, tinha também ''feliz dia dos pais'', escrito do jeito e na língua da Duda mas lindo de qualquer forma) -
Clara - Vê lá o que vocês duas vão aprontar - os tios riram e a Rafa gargalhou -
Rafa - Relaxa, vamos só visitar a Tayná
Eduarda - Oba!!
Clara - Ah, a Tayná tem juízo
Rafa - Vai achando... - rimos -
Clara - Se comporta heim, pequena
Eduarda - Eu sei, mãe - respondeu toda dona de si e foi impossível não rirmos novamente. Enfim, nos despedimos de todos e como os dois carros estavam bem distantes um do outro, fomos para cantos diferentes. Entrei atrás novamente, a Manuzinha colocou um cd e seguimos para o Praiamar mesmo -
Clara - Gilzinho, vai gastar também ou só carregar nossas sacolas? - tentei falar sério e a Manu gargalhou -
Gil - Engraçadinha - riu também, ironicamente -
Clara - Credo, fiz só uma pergunta - me fiz de amuada e eles riram - Estou querendo fazer outra tatuagem
Manu - Sério? - olhou pra trás -
Clara - Sim. Conhece alguém, Cebola?
Gil - Conheço quem tatuou o Juninho de todas as vezes. O cara é bom
Clara - Onde que é o estúdio dele? Aqui em Santos mesmo?
Gil - Coincidência ou não, um dos é lá no Praiamar
Clara - Opa, será que faço hoje mesmo?
Manu - Queria ter coragem também, porque vontade não falta - riu -
Gil - Dói nada não, amor - sorri pela forma carinhosa como a tratou -
Manu - Claro, falou quem já fez várias - ironizou e nós rimos. Fomos conversando sobre esse mesmo assunto até chegarmos ao shopping. Ele estacionou, saímos do carro, o alarme foi acionado e entramos - Não sei por onde começar
Clara - Então somos duas - riu - Vamos lá ver minha mãe primeiro, depois decidimos por onde começamos
Manu - Pode ser - fomos para Vivara, ali no térreo mesmo, minha mãe ficou super contente por nos ver, mais ainda depois que viu algumas fotos da apresentação da Dudoca. Mas não demoramos muito ali, primeiro porque ela estava em horário de trabalho e segundo porque tínhamos o que fazer também. Começamos a bater perna, em menos de trinta minutos o Gil achou o que queria e eu e a Manu ainda não tínhamos gostado nem comprado nada, mas fizemos ele nos acompanhar, lógico. Depois de rodarmos muito, enfim compramos tudo que queríamos. E se o Gil ficou alegre quando percebeu isso, voltou a reclamar quando dissemos que íamos dar uma passadinha rápida no salão, ou seja, rimos bastante as custas dele, que ficou na praça de alimentação com nossas sacolas e fomos ao salão de sempre mesmo. Aproveitamos o pouco movimento por causa do (quase) horário de almoço, mas fizemos apenas as unhas. Uma francesinha bem básica. Pagamos, voltamos pra praça, almoçamos, e depois que pedimos a conta, fiquei mexendo no celular, já que o meu casalzinho sim, meu, estava um pouco entretido mas nem atrapalhei até porque não estavam fazendo nada demais. Entrei no instagram, e a primeira foto que apareceu foi da Tayná com a minha princesa. 
 patricktayna: Visitinha mais do que especial !!   
Curti, a conta chegou, pagamos, e depois ele nos levou até a Nautica Tattoo, que nós já 'conhecíamos de vista', claro. Entramos, ele cumprimentou um dos tatuadores, apresentou-o pra gente e... decidi fazer mesmo. Já estava ali. O Gil e a Manu disseram que iam ''passear'' e que quando terminasse era só ligar para um dos dois. Falei pro Adão o que queria, e onde queria, escolhi uma fonte linda, troquei a minha pulseira de braço (temporariamente) e depois de uma conversa rápida, comecei a sentir aquela dorzinha gostosa de novo. Foi algo bem simples e rápido. Doeu muito menos do que a primeira. No final ele me deu todas as recomendações que eu já conhecia e mais algumas: só retirar a primeira bandagem depois de 2 horas, lavar com sabonete neutro (sem esfregar), secar com muito cuidado e fazer um novo curativo com a pomada cicatrizante recomendada e plástico filme. Eu particularmente amei o seu trabalho. Paguei, agradeci e saí. Passei na farmácia logo, também ali no térreo, comprei a pomada, depois liguei pra Manu.
 - início -
Manu - Tudo certo?
Clara - Tudo. Atrapalho alguma coisa?
Manu - Babaca - rimos - Claro que não, estávamos apenas namorando um pouquinho na praça central
Clara - Nossa, que romântico - rimos - Mas me diz, estão onde agora?
Manu - Em frente a Design Gallery. Vem logo
Clara - Acalme-se, beijos
 - término -
Guardei o celular na minha bolsa que era a única coisa que estava comigo já que as sacolas ficaram todas com eles, e a loja que ela me disse era bem próxima da farmácia, por isso encontrei-os rapidinho. 
Manu - Fez o quê? - abri rapidamente a bandagem, só pra eles verem e fechei novamente -
Gil - Foda!!
Manu - Linda demais. Bem simples mas linda
Clara - Quem tem bom gosto é outra coisa, né meu amor?
Manu - Não pode dar o dedinho que quer o braço todo. O mal é esse - rimos -
Clara - Vamos? Ou ainda temos mais alguma coisa pra fazer aqui?
Manu - Vamos, né? - olhou pra ele -
Gil - Agora - nós duas rimos porque se dependesse só dele já estávamos em casa a muito tempo. 
 clarabarcelar_: Prazer, castiçal hahahaha, eu amo vocês!!  @mannubarros @gilcebola instagram.com/p/c9583dGmAR/
Fomos para o estacionamento, o Gil destravou as portas do seu carro, entrei, eles colocaram as sacolas ao meu lado, entraram também e ele deu partida. Estava conversando com meu pai, quando outro papai babão me chamou também.
    Já tá na hora de voltar pra casa
    Muito rueira   
Ha ha ha ha ha 
Estou voltando pra casa papai
E com novidade
    Que novidade?
Tattoo novinha   
    Sério?
    Fez lá no Adão?
Sim, amei o resultado
    Quê que é?
''Love'' no pulso direito
Só não te mostro agora porque já tirei a bandagem antes da hora e não quero tirar de novo
    De boa
    Vou dormir lá hoje
Quem convidou?
    Já disse que não preciso de convite
Metido
    Também te amo
    Vou pra ducha
    Depois tem preleção
Vai lá.
Boa sorte. Que Deus abençoe você e todos os meus outros guerreiros.
Arrebenta. Te amo!!  
Chegamos no prédio, o Gil estacionou em uma das poucas vagas para visitantes que estava disponivel, subimos, a Manu abriu a porta e assim que o Luck nos viu começou  a abanar o rabinho, numa felicidade enorme.
Gil - Já estão entregues, né? Muito bem entregues - olhou pro Luck e rimos -
Manu - Já vai, amor? Tá cedo
Clara - É, Cebola. Fica aí, assiste o jogo com a gente
Gil - Já que vocês insistem tanto... - sentou no sofá e colocou as sacolas em uma das poltronas -
Clara - Cara de pau, estava doido pra ficar. Só queria que a gente pedisse mesmo - gargalhou -
Gil - Era o mínimo, depois de me fazer rodar o Praiamar inteirinho pela primeira vez
Clara - A convivência com a sua namorada está te deixando muito dramático, Gilmar
Manu - Oi? - ele riu -
Clara - Estou indo tomar banho, beijos - peguei minhas coisas logo, mesmo assim ela ainda acertou uma almofada em mim - Comportem-se. Não quero ver nada explícito quando voltar pra cá - gritei do corredor -
Manu - Cala a boca, Ana Clara - respondeu no mesmo tom, gargalhei e entrei no meu quarto. Guardei os presentinhos, e as coisinhas à mais que comprei pra mim mesma, tirei a sapatilha, prendi o cabelo, separei uma roupinha e entrei no banheiro. Me despi, tirei a bandagem do meu pulso, lavei o local apenas com água e sabonete neutro, depois tomei um banho frio e rapidinho. Saí, me enxuguei, passei hidratante no corpo, me vesti e voltei pro quarto. Coloquei a minha pulseira linda no seu lugar certo e antes  de fazer o curativo, tirei uma foto, passei a pomadinha indicada, e saí do quarto para pegar o papel filme. 
 clarabarcelar_: E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 1 Coríntios 13:2   #newtattoo #inlove 
 [@] gioalencar: Show!!!    
 [@] feelingsfornjr: Que linda. Quantas você tem? 
 [@] rafaellabeckran:   
 [@] jeevelasco: Amei. E estou com saudades!   
 [@] dilopes:  
 [@] patricktayna: Toppp, amei   
 [@] vickyycoco: Muito bem feita. 
 [@] clarabarcelar_: Duas, apenas rss @feelingsfornjr
 [@] clarabarcelar_: Some mais então  @jeevelasco
Passei pela sala, só o Gil estava, brincando com o Luck. Fui à cozinha, peguei o papel filme, e coloquei-o. A campainha tocou, voltei pra sala e a Rafa e a Duda tinham acabado de chegar. 
Clara - Apareceram as margaridas!
Rafa - As margaridas mais lindas de Santos - o Gil gargalhou e eu também não me contive -
Eduarda - Mãe! - me abraçou (bem suada) - Na casa da Tay tem parquinho
Clara - É mesmo?
Eduarda - É. Ela e a tia brincaram um montão comigo
Clara - Percebe-se - passei a mão no seu cabelo meio desalinhado e nós rimos - E foi bom? Se divertiu bastante? - assentiu com um sorrisão - Precisa de um bom banho agora, né? - riu - Ajuda ela lá, titia? - olhei pra Rafa e ela sorriu -
Eduarda - Tá dodói, mamãe? - perguntou imediatamente, assim que percebeu o papel filme em meu pulso -
Clara - Não amor, é só um desenho parecido com aquele que tenho aqui atrás - mostrei a primeira tatuagem, que pra ela é um ''desenho'' -
Eduarda - Ahh... então tá - encolheu os ombros -
Rafa - Vamos pro banho? Eu ajudo
Eduarda - Eba. Vamos!! - correu pro quarto -
Gil - Tenta voltar pra cá do mesmo jeito que está indo heim, seca, de preferência - nós dois rimos e nem ela conseguiu segurar. Conhecendo a sobrinha do jeito que conhece, ela sabia que ele não estava falando nenhuma mentira. Sentei na poltrona de pernas cruzadas, liguei a TV e fiquei assistindo o pré jogo com o Gilzinho até elas voltarem. A Duda já tomada banho, bem cheirosinha, e a Manu também de banho tomado. A Rafa foi fazer pipoca enquanto os jogadores ainda aqueciam (a Duda tentava fazer tudo que o pai fazia), às 18h30 em ponto a partida começou (todos os jogadores que já eram pais tinham o(s) nome(s) do(a/s) filho(a/s) acima do número da sua camisa e embaixo o nome dos pais), assistimos tudo e terminou 3 a 1 pro Santos, contra a Portuguesa. Como o Gil continuava sendo minoria nas escolhas, nós, meninas, decidimos ficar assistindo as novelas até o Júnior chegar para pedirmos pizza. O que não demorou para acontecer e esse foi o nosso jantar, quer dizer, o deles porque eu preferi não comer pelo simples fato de ter tido uma pequena reação/inflamação quando fiz a primeira tatuagem e quase estraguei-a porque no mesmo dia que fiz, comi alimentos muito gordurosos e condimentados. Preferi não arriscar, eles me provocaram muito mas eu resisti e fiz algo mais levinho pra mim. Ainda ficamos jogando conversa fora por um bom tempo, quando começou a entardecer o Gil resolveu ir embora e se comprometeu em deixar a Rafa em casa também, porque nenhum dos dois tinham se preparado pra dormir no apê então não tinha como mas pedimos que eles avisassem quando já estivessem em suas casinhas. O Júnior foi por a Duda pra dormir depois de muita bagunça com o Luck no meio dos brinquedos dela, fiquei na sala com a Manuzita até a Rafa avisar que já estava em seu lar doce lar, e como o Gil iria ligar pra Manu mesmo, desejei boa noite pra ela, dei um beijinho no meu filhote e fui pro meu quarto. Troquei de roupa, escovei os dentes, e assim que deitei ele entrou -
Clara - Cadê a plaquinha que ganhou lá no balé?
Neymar - Pendurei no meu armário, lá no vestiário - sorri. Ele fez as mesmas coisas que eu, deitou ao meu lado, e ficamos falando besteira, por incrível que pareça, sem um pingo de sono. 
 clarabarcelar_: E não existe melhor sentimento de prazer e felicidade do que te fazer dormir na certeza que amanhã vai estar aqui pra me dizer: “Bom dia, meu anjo”.  
Sem nenhuma pretensão, olhei para o relógio da parede e percebi que já tinha passado de 23h59. Ou seja, já era domingo. 
Clara - Parabéns, papai - olhou para o relógio também, pra mim e deu o seu melhor sorriso -
Neymar - Obrigado por ter me dado o privilégio de comemorar esse dia
Clara - Não tem que me agradecer por nada. Tem que comemorar sim, mas é porque você merece e os méritos são todos seus. Por todo empenho e esforço que aos poucos foram te transformando no pai maravilhoso que você é - fui sincera. Vi que ele ficou sem saber o que falar, um tanto quanto sem jeito e eu sorri. Mas se as palavras não saiam, ele resolveu me responder por meio de atos, me beijando calmamente. Um beijo bom mas tão bom que emendou vários outros. Nenhum queria conhecer o seu fim mas todos tinham uma pontinha de quero mais, e como não sabia como aquilo terminaria (ou sabia)... - Amor - consegui falar porque a falta de ar fez seus beijos descerem para o meu pescoço - A porta...
Neymar - O quê que tem a porta? - me olhou por alguns segundos com uma expressão confusa -
Clara - Trancou?
Neymar - Tranquei, relaxa - sorriu e eu me tranquilizei. Ficou por cima de mim, me olhou com uma intensidade enorme, enquanto seus dedos trilhavam os caminhos dos traços imperfeitos do meu rosto, rocei levemente os nossos lábios, sorrimos em simultâneo mas não beijei-o. Ele mordeu meu lábio inferior, colocou as minhas mãos pra cima, prendeu-a com uma das suas e depois de tirar meu pijama pecinha por pecinha, (de um jeito bem doido e atrapalhado, já que não quis a minha ajuda e permaneceu segurando as minhas mãos) me deixando apenas de calcinha, começou a beijar do meu rosto pra baixo, sempre intercalando com algumas mordidinhas que tinham um efeito louco em mim. Até tentei fazer com que me soltasse mas foi totalmente em vão - Nem tenta porque hoje você não vai fazer nada - sussurrou quando voltou a focar no meu rosto e olhando exclusivamente para minha boca, que foi tomada pela sua no segundo seguinte em um beijo que tinha muito amor e muito desejo. Quando elas conseguiram se separar, seu rosto mergulhou nos meus seios, beijava e mordiscava um e acariciava outro com a mão que tinha livre, causando em mim sensações maravilhosas e que não queria que acabasse nunca. Depois que deu sua brincadeira ali como terminada, enterrou a cabeça no meu pescoço novamente e sua mão começou a descer bem devagar, parando onde automaticamente me fez suspirar. Queria tocá-lo também, queria muito e o fato de não poder já estava me deixando desesperada. Aproveitei a sua proximidade do meu rosto, mordi o seu pescoço e como ele não estava esperando, se arrepiou claramente - Sem gracinhas, também - me olhou e eu gargalhei -
Clara - Então me solta - implorei -
Neymar - Já disse que não. Mas pensa pelo lado bom: assim não corre o risco de magoar seu pulso - contive um sorriso, era esse o motivo? -
Clara - Solta a esquerda então - pisquei e fiquei na expectativa dele aceitar minha proposta -
Neymar - Poderia soltá-la, né? - mordeu a pontinha da minha orelha - Só que não - riu prazerosamente -
Clara - Insuportável - falei entre os dentes -
Neymar - Como é?
Clara - Odeio você - riu novamente -
Neymar - Sério? Repete - mordeu as minhas bochechas, o meu queixo e ficou a centímetros da minha boca -
Clara - Eu te odeio - falei pausadamente para aproveitar cada toque involuntário dos nossos lábios porque estavam bem juntinhos -
Neymar - Muito?
Clara - Muito. Você nem imagina o quanto
Neymar - Engraçado... - começou a falar passando o indicador por todo contorno da minha boca - Porque eu te odeio mais - tentei não rir mas não consegui segurar e gargalhei mesmo. E como estava distraída, digamos assim, ele achou que era a hora perfeita para começar a pagar por tudo que tinha dito. Fez sua mão deslizar pelo meu corpo novamente, parou e passou a mão vagarosamente por cima da minha calcinha, deixei escapulir um gemido quase inaudível e ele sorriu. Soltou as minhas mãos por alguns segundos para se ver livre da peça que ainda cobria uma pequena parte do meu corpo e só quando ele voltou a segurá-las (rindo da minha cara) é que me dei conta que não prestei atenção nesse pequeno detalhe. Ele me soltou e eu não percebi? Sim. Mas estava tão mais interessada em outras coisas que, contanto que parasse de me torturar, nem me importava mais com as minhas mãos. Pois é, mas não foi isso que aconteceu, muito diferente do que pensei, ele começou a me estimular e no estado que já me encontrava só os seus beijos abafavam meus gemidos. Tentava segurar mas era impossível. Minha vontade era de gritar mesmo sabendo que não podia. Suponho que ele tenha tirado a noite apenas para me satisfazer, de todas as formas possíveis, porque depois de acariciar cada recanto que só ele conhece no meu corpo, se despiu completamente, preveniu-se também e me penetrou. Retiro o que disse sobre minhas mãos porque naquele momento queria mais do que tudo, tocá-lo, sentir a temperatura alta do seu corpo na palma da minha mão e apertá-lo contra mim até não poder mais. E com certeza ele queria o mesmo, porque à medida que ia intensificando o movimento dos nossos corpos, sua mão ia soltando as minhas... e quando soltou-as totalmente, deixou que ela decaísse para minha nuca, onde só tocou e eu me arrepiei novamente. Aproximou nossos rostos, me beijou uma, duas, três, quatro... não sei ao certo quantas vezes mas foram várias e antes de todas elas dizia um 'eu te amo', ofegante mas verdadeiro. Não sei porque mas as minhas mãos estavam frias contrastando com o calor do seu corpo e do meu, por isso assim que toquei nas suas costas pela primeira vez, senti-o tremer, sussurrei um desculpa e ele sorriu, até porque ninguém mandou segurar as minhas mãos mesmo. Depois fiz o que tanto queria, abracei-o, apertei-o contra mim o quanto pude e gememos juntos entre mais um beijo, ditando assim, não o fim porque chegamos ao clímax e eu particularmente estava satisfeitíssima, mas sim o começo da nossa noite.



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Mil desculpas pela demora, mas toda vez que 
tentava postar surgia um imprevisto. Desculpem mesmo. 
Quanto às sugestões, anotei todas, e podem ficar à vontade  
Agora respondendo a minha querida anônima, não sei quantos capítulos 
terá essa fic... à princípio, sempre disse que seria 
menor que a outra, mas...enfim, é isso.
Espero que tenham gostado, beijinhos!