quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Olá,

Eu sei que já não venho aqui a mais de uma semana... mas já tinha avisado pra vocês o quão difícil seria postar durante esses dias. Só hoje terminei/entreguei uma parte dos trabalhos pendentes, tenho que dizer que eles me trouxeram ótimos resultados e por isso não me arrependo da atenção e do tempo que dediquei totalmente à eles. (obrigada à todas que me desejaram boa sorte, lembrei de vocês na hora <3) 
Sou uma pessoa extremamente paciente, em todos os sentidos, espero o tempo que for pra ter (ler, no caso) o que eu gosto. Mas acima disso também sou leitora, sei como é angustiante esperar sem saber quando é que um novo capítulo vai surgir, porém, infelizmente, não posso dar um prazo de quando vou poder postar novamente. Acho que estou em uma fase de escolhas bem cruciais e não quero, nem posso vacilar, assim como não quero abandonar isso aqui, mas tudo que venho fazendo consegue absorver a minha criatividade também, o que é chato. Enfim, resumindo: não pretendo abandonar, quero terminar essa história sim, mas vou priorizar o que sempre deixei claro estar acima de tudo, os meus estudos. Sei que na posição de vocês é difícil de entender... até pra mim também é, estava/estou acostumada com tudo isso aqui, apesar de nesses últimos dias não ter tido tempo nem pra pensar na fic, a amo demais! 
É isso, já falei muito... beijocas, e se cuidem!!    

PS:. Músicas:  
 
• 1 - This game Is over - Alejandro Sanz ft. Jamie Foxx & Emeli Sandé
 
• 2 - Cause to love you - Fingertips 

 • 3 - O que cê vai fazer - Fernando & Sorocaba 
 • 4 - Begin again - Taylor Swift 
 • 5 - Mirror - Bruno Mars ft. Lil Wayne
 • 6 - Vambora - Adriana Calcanhoto 

domingo, 13 de outubro de 2013

Capítulo 42 - “Não é a distância que mede o afastamento”


 Acordei com o sol ainda tímido invadindo o quarto pelas persianas que esqueci de fechar. Mas não me importei, estava cedo sim, porém, a parte boa é que teria ainda mais tempo para aproveitar com meus coroas lindos. Mandei a preguiça ir embora, levantei com cuidado para não acordar minha princesinha, entrei no banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto, calcei minhas havaianas, peguei o celular e desci de pijama mesmo, como nos velhos tempos.
Clara - Bom dia, meus amores - beijei a bochecha de ambos - Querem ajuda? - perguntei ao vê-los arrumando a mesa -
Glória - Não precisa pequena, senta aí
Marcos - É, deixa a gente te mimar enquanto pode
Clara - Ai, que lindos - soltei um beijo e eles riram. Sentei e rapidinho a mesa ficou pronta. E que mesa.
 clarabarcelar_: Aqui é outro nível hahaha      #bomdia #casadoscoroas #quasenaogosto instagram.com/p/chVCnbGmPz/
Glória - Vai embora que horas, meu amor?
Clara - Estou pensando em ir só amanhã, vó
Marcos - Ué, mas vai faltar no trabalho?
Clara - Não. Posso ir bem cedinho e do aeroporto mesmo ir direto pro CT
Marcos - Com a Duda?
Clara - Sim. Não gosto que ela falte à escola mas um dia apenas não vai fazer mal nenhum
Marcos - Bom, você sabe que nós não queremos prejudicar nenhuma das duas mas quanto mais tempo aqui pertinho da gente, melhor - sorri -
Clara - Vou ligar pra Jú depois e se ela concordar, nós vamos amanhã - eles sorriram também - Mas agora me digam, o que é que vamos fazer hoje?
Glória - Com o dia lindo desse jeito achei que ia querer ir a praia com a Dudoca
Marcos - Eu também, principalmente porque estão muito amarelas
Clara - Que exagero - riram - O sol até está bem convidativo mesmo - olhei para a aréa externa pela porta da cozinha - Mas quero ficar com vocês, poxa. E tenho certeza que a Dudoca também
Glória - E vocês vão passar o dia todo na praia? - rimos - Estava até comentando aqui com o Marcos que no Floripa Shopping agora tem um tal de Cinema da Galinha Pintadinha
Clara - Sério? A Eduarda adora essa Galinha - rimos -
Glória - Eu sei, lembro como ficava dançando e cantando aí na sala - riu - Podemos ir lá pela tarde
Clara - Nós quatro no shopping? Tem tempo que isso não acontece, heim - riram - Mas vocês vão mesmo? Prometem?
Glória - Eu estou dando a minha palavra
Marcos - E eu sou minoria, portanto pra onde vocês forem, eu vou - rimos -
Clara - Ok, então quando a pipoquinha acordar nós vamos dar uma volta na praia e à tarde... partiu, shopping?
Marcos - Partiu - gargalhei e eles fizeram o mesmo. Já falei que sou apaixonada pelo sotaque e o jeito que meus avós falam? Acho engraçado o fato deles puxarem o ''x'', e sempre que podem trocam o você por tu/ti. Também cheguei a falar assim, afinal, quatro anos não são quatro dias... e de vez em quando ainda me pego relembrando. Tomamos café ainda conversando sobre a nossa suposta saída à tarde, depois insisti para lavar a louça, deixei separado apenas o que a Duda gosta, arrumei a mesa também, minha vó foi cuidar das suas plantinhas, meu avô foi ler o seu jornal, eu fui pra sala e na falta de algo melhor pra fazer, fiquei revendo e sorrindo com as fotos dos muitos porta-retratos espalhados por todos os cantos. Peguei um dos que nem me lembrava mais e ri notando o quanto a Duda é bem parecida comigo apenas quando eu era pequena, sim, apenas quando eu era pequena, por isso quem nunca viu fotos minhas mais antigas só sabe dizer que ela é a cara do pai, e é o que eu também acho. Aliás antes mesmo dela nascer, eu pedia que viesse com todos os tracinhos (pra mim, perfeitos) dele. 
 clarabarcelar_: Mini mim!   
 [@] gilcebola: Bem bonitinha... pena que cresceu 
 [@] paulaspadini: Linda desde sempre, Ana Banana hahaha
 [@] addictionnjr: Cópia fiel da Duda 
 [@] rafaellabeckran:    
 [@jeevelasco: Quem vê pensa até que era uma anjinha mesmo    
 [@] raphanjr: hahaha que fofinha 
Fiquei lendo e rindo com alguns comentários, liguei a TV, assisti alguns desenhos animados e já estava começando a ficar entediada quando vi minha pequena descendo a escada bem devagarzinho enquanto coçava os olhos.
Clara - Bom dia, meu amor - sorri, abri os braços e ela se jogou neles - Dormiu bem? - dei um cheirinho no seu pescoço e ela se encolheu levemente -
Eduarda - Dormi. E sonhei com o papai
Clara - Ah, foi? - sentei-a no meu colo - E eu posso saber como é que foi esse sonho, moça? - assentiu -
Eduarda - A gente tava jogando bola lá naquele lugar grandão que fica cheio de gente gritando o nome dele
Clara - No estádio?
Eduarda - Sim, mas não tava cheio. Só tinha eu e ele, e eu fiz um monte de gols - gargalhei -
Clara - Muito produtivo esse seu sonho, depois você conta pra ele. Tá bom?
Eduarda - Tá bom, mas vocês ainda estão tristes, mãe? - perguntou o que eu menos esperava, por isso fiquei sem resposta -
Clara - Não - não queria mentir, não mesmo mas também não queria afetá-la, de jeito nenhum. Prometi ao meu pai que não ia deixar que nada negativo entre mim e o Júnior iria afetá-la, e prometi isso a mim mesma também - Mas vamos escovar esses dentinhos pra tomar café? - perguntei antes que ela me deixasse sem saída de novo -
Eduarda - Vamos! - levantou do meu colo num pulo e começou a subir -
Clara - Sem correr porque o quarto não vai sair do lugar - segui-a, entramos no quarto, peguei suas coisinhas na mala, deixei-a escovando os dentes enquanto arrumava a cama e arejava o quarto, depois descemos novamente. Ela foi direto para área externa falar com o biso e a bisa e em seguida sentou finalmente para tomar café. Fiquei observando-a comer e não pude deixar de reparar no quanto seus trejeitos são idênticos aos do Júnior. Praticamente todos. Até como pega na colherzinha, na xícara... e eu fico fascinada com todas essas semelhanças. Ela terminou, lavei logo o que havia sujado e subimos para nos arrumar. Foi só falar em praia para deixá-la elétrica, saltitando de um lado para o outro no quarto. Separei um biquíni da Minnie que a Rafa lhe deu, junto com um vestidinho estampado de alcinha bem fresco, e pra mim um vestido de renda. Deixei tudo em cima da cama, assim como o meu biquíni também, entramos no banheiro e tomamos um banho rápido apenas para nos livrar das carinhas amassadas. Saímos, nos enxugamos, vesti-a, deixei seu cabelo soltinho mesmo, ela pegou seu óculos e foi procurar algum brinquedo na mala. Me vesti também, fiz um coque frouxo no cabelo, peguei a bolsinha de praia, coloquei uma toalha, filtro solar, minha câmera, o celular e dinheiro - Pronto, filha?
Eduarda - Pronto - colocou o que queria dentro da minha bolsa, calçamos nossas havaianas, peguei meu óculos também e descemos -
Marcos - Já vão? - assenti -
Glória - Toma. Preparei pra minha boneca - veio da cozinha com uma bolsinha na mão, que parecia ser térmica - Criança quando se distrai brincando na areia dificilmente se lembra de pedir algo, principalmente água, por isso cortei e coloquei algumas frutinhas que sei que ela gosta e possuem bastante líquido - piscou -
Clara - Você não existe, vó - dei um beijo no seu rosto - Obrigada - peguei a bolsa, que a Duda pediu pra ser ela a levar, entreguei-a e assim que colocou no ombro a bolsa ficou arrastando no chão. Foi impossível não rirmos - Deixa eu regular, Dudoca - me devolveu, deixei a alça em um tamanho razoável aliado a sua altura, nos despedimos deles e saímos. Fomos a pé mesmo até a Praia do Antenor, a mais próxima de nós, ali em Trindade mesmo. Quando chegamos, aluguei uma espreguiçadeira, um guarda-sol e nos ajeitamos no nosso cantinho já que estava bem movimentada. A Dudoca tirou logo o vestidinho, passei o filtro solar principalmente no seu rosto e ela sentou na areia, bem protegida do sol. Fiz o mesmo mas sentei na espreguiçadeira, ao seu lado. Aproveitei para ligar logo pra madrinha e como ela garantiu que não ia ter problemas deixar a Duda no CT durante o meu expediente, resolvi voltar pra Santos apenas na segunda mesmo. Em seguida liguei pra minha mãe e pra Tia Na, só para dar sinal de vida e deixar que elas falassem com a netinha. Depois comprei uma água de coco, tirei muitas fotos da minha mini top model, tanto com a câmera quanto com o celular, brincamos bastante na água e quando voltamos para areia, depois de comer as frutinhas, ela sentou novamente dizendo que ia construir o seu castelo. 
 clarabarcelar_: Here comes the sun   
Bloqueei a tela do celular mas na mesma hora ele começou a tocar. Vi quem era e quis sorrir mas me contive.
 - início -
Neymar - Oi, bom dia
Clara - Bom dia
Neymar - Como você tá?
Clara - Indo... como Deus quer, e você?
Neymar - Também. E a Duda?
Clara - Melhor do que eu e você juntos, com certeza - me arrependi amargamente depois que falei - Desculpa... Ela está bem sim, construindo seu castelinho de areia aqui na minha frente - sorri olhando pra ela -
Neymar - E vocês voltam hoje mesmo?
Clara - Não
Neymar - Não??
Clara - Não. Vou sair daqui cedinho amanhã e do aeroporto vou direto pro CT
Neymar - Ah... ok. Só liguei pra saber se estava tudo bem mesmo
Clara - Não precisava... se preocupar, mas de qualquer forma obrigada
Neymar - Avisa aos seus avós que eu não esqueci que estou devendo uma visita - sorri -
Clara - Ah... claro, aviso
Neymar - Tem foto da Duda aí na praia?
Clara - Tem, vou mandar pra você
Neymar - Valeu. Mais tarde ligo pra falar com ela. Beijo
Clara - Beijo - eu sei que nos despedimos mas nenhum dos dois tomou a iniciativa de desligar a chamada...a verdade é que até de ouvir a sua respiração eu estava com saudades...mesmo assim tomei coragem e desliguei -
 - término -
Porque que não puxei mais assunto? Porque não fiz de tudo pra prolongar a conversa? Porque?? Não sei. Tudo que queria era falar com ele, por mais que fosse à distância e por mais que o assunto não fosse nós. Queria ouvir a sua voz, só isso. 
Eduarda - Mãe?  - me tirou do meu transe - Olha o que eu achei - mostrou uma conchinha - O que é isso? - sorri -
Clara - Uma concha, amor
Eduarda - Concha? - fez uma carinha confusa -
Clara - Sim, onde encontrou ela?
Eduarda - Ali - apontou para um cantinho perto de algumas pedras grandes ao nosso lado, onde tinha várias outras - O que ela faz? - perguntou examinando-a -
Clara - Produz o barulhinho do mar
Eduarda - Como assim??
Clara - Põe pertinho do seu ouvido - fez o que pedi -
Eduarda - Tem água aqui dentro - arregalou os olhinhos e olhou pra concha novamente. Depois tentou fazer com que a suposta água saísse -
Clara - Não tem, filha
Eduarda - Mas eu ouvi
Clara - Não tem. É a própria conchinha que produz esse barulho da água do mar
Eduarda - É?
Clara - Sim, dá aqui - me entregou. Fiz ela perceber que não tinha uma gotinha de água ali dentro e coloquei próximo ao seu ouvido novamente - Está ouvindo?
Eduarda - Sim - respondeu deslumbrada, sorriu e eu ri. Depois disso as conchinhas viraram sua distração predileta. Pegou várias, deu até nomes para algumas e só deixou-as um pouco de lado pra tomar sorvete. Mandei uma foto pro Júnior pelo whatsapp, fomos embora perto da hora do almoço e quando chegamos já podíamos sentir o cheirinho maravilhoso da comida da minha avó.
Marcos - Meu Deus, cadê as minhas meninas branquelas que saíram daqui? - falou assim que entramos e eu ri -
Clara - Nem ficamos muito no sol
Marcos - Se ficassem eu nem ia reconhecer então - gargalhei -
Clara - Está muito exagerado hoje - riu -
Eduarda - Olha o que eu trouxe, biso - pegou a única conchinha que guardou e mostrou pra ele - O nome dela é Nina
Marcos - O nome dela? Mas desde quando isso tem nome?
Clara - Desde hoje - me olhou - Por favor, né vôzinho? Tu vai mesmo querer entender o porquê? - gargalhou -
Marcos - Ah sim... que linda a Nina - rimos -
Clara - Tudo certo pro shopping?
Marcos - Sim, depois do almoço nós vamos. Podem ir tomar banho e se arrumar logo
Clara - Opa, pode deixar. Vamos, filhota - deixei só a bolsa térmica ali embaixo mesmo e subimos. Mandei a Duda direto pro chuveiro, lavei seu cabelo e quando saiu do banheiro, enquanto ia se enxugando fui separar sua roupa. Peguei um vestidinho fresco de algodão que ela adora por ter uma estampa da Turma Monster High. Passei um pouco de hidratante na sua pele pra não ressecar ou arder depois, vesti-a, penteei seu cabelo, ela calçou uma rasteirinha, se perfumou e foi descendo. Entrei logo no banheiro, me despi, tomei um banho delicioso e lavei meu cabelo também. Saí, me enxuguei, me enrolei na toalha e fui até a mala pegar uma roupinha. Escolhi uma saia jeans de lavagem clara não muito curta e meio desfiadinha, e uma blusa preta simples. Hidratei minha pele, me vesti, sequei e prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto, fiz uma maquiagem resumida em lápis de olho, rímel e uma sombra clarinha. Me perfumei, coloquei o celular pra carregar um pouquinho, calcei uma rasteirinha e desci -
Glória - Estava indo te chamar
Clara - Desculpa, é que resolvi secar logo o cabelo
Glória - Tudo bem, vamos - sorriu. Fomos pra mesa, onde o meu avô e a Dudoca já estavam, ajudei-a com as travessas que faltavam, nos sentamos, almoçamos o melhor risoto de frango do mundo, e pra completar mousse de morango de sobremesa. Dei o recado do Júnior pra eles e minha vó sorriu, o que fez com que eu automaticamente recordasse de suas palavras no dia anterior. ''Vocês vão se acertar, tenho certeza.'' Acho que ela só me olhou e sorriu pra me fazer lembrar mesmo... Enfim, quando terminamos, ainda ficamos um tempinho conversando, lembrei de avisá-los que só ia embora na segunda mesmo e deixei-os radiantes. É bom vê-los felizes... bom demais. Depois eles subiram para se arrumar, limpei tudo ali, lavei a louça, fui pra sala com a Dudoca, ela ficou assistindo e eu subi. Peguei o celular, e tive um pouco mais de trabalho mas consegui comprar a passagem para um voo às 07h, contanto que fizesse aquele mesmo processo de emiti-lá na hora do check-in com um código que recebi por e-mail, como sempre. Desci novamente, fiquei na sala com minha pequena até os coroas descerem também, prontinhos. Saímos, trancamos tudo, meu véio tirou o carro da garagem, entramos e ele deu partida. Tentei ir dirigindo mas ele fez questão, e como conhece tudo muito melhor do que eu mesmo... Fui curtindo algumas fotos no instagram e foi impossível segurar o riso ao ver a última que a Manu tinha postado do meu filhote. Realmente... Emanuelle e o Luck na cozinha não deve ter resultado em coisa boa. Chegamos no Floripa Shopping, meu avô estacionou, saímos, o alarme foi acionado, entramos e subimos logo para o andar do Cineminha da Galinha Pintadinha, que a Duda ficou louca quando viu. Era até inútil perguntar se ela queria ir porque seus olhinhos brilhavam só de olhar pra lá. Meus coroas sentaram um pouco, eu fui me informar de tudo direitinho, inclusive sobre o horário que a pegaria já que os pais não podem ficar e ela entrou feliz da vida - E aí?
Clara - Tudo certo. Daqui a uma horinha a gente vem pegá-la
Glória - Vamos descer então que nós queremos comprar umas coisinhas - sorriu cúmplice com meu avô -
Clara - Algumas coisinhas? - semicerrei os olhos -
Marcos - Sim, e como somos nós que vamos comprar, trate de não reclamar - fez de tudo para falar sério -
Clara - Tentando parecer sério você fica ainda mais cômico, vô - rimos - Mas ok, agora fiquei curiosa, apesar de saber que essas coisinhas já tem dona - se entreolharam e sorriram - Vamos - descemos, e eles entraram diretamente na Ri Happy (como se eu já não soubesse), aproveitaram que me distraí completamente com uns ursos lindos, foram falar com uma das atendentes e quando voltei a vê-los já estavam finalizando a compra: uma pelúcia musical, um livro de desenhos/atividades e 3 quebra-cabeças em um só, tudo da galinha pintadinha. Tive que gargalhar mesmo - Vocês gostam, né? - saímos da loja -
Marcos - Olha quem fala - rimos - São só presentinhos adiantados
Clara - Ah tá e eu acredito em fadas também - gargalharam - Capaz da galinha pintadinha e a sua turma todinha bater lá porta no dia do aniversário dela, à mando de vocês
Glória - Olha que ideia boa - segurou o riso -
Clara - Não basta as musiquinhas que não saem da minha cabeça? - rimos -
Marcos - O nosso papel é mimar mesmo, a parte ruim fica pra tu
Clara - Que consideração, nossa
Marcos - Olha o drama, ciumentinha - ri ironicamente, eles riram também e eu não resisti -
Clara - Onde fica a livraria aqui? Não lembro
Glória - Nesse mesmo piso, vamos - segui-os, e conforme andávamos ia me lembrando a direção certa. Fomos até a Livraria Nobel, que sempre foi o meu cantinho predileto ali, e se estivesse sozinha certamente ia fazer questão de me perder no meio de tantos livros bons, mas sabia que não podia demorar, portanto fui direto ao que queria. ''Uma longa jornada''. Comprei apenas um mesmo, e quando saímos de lá voltamos para o piso do cineminha onde ficamos até a Dudoca sair, depois de tirar foto com a galinha mais famosa do Brasil.
 clarabarcelar_: Quem é que tem a pena azulzinha? ahahaha  instagram.com/p/cxO4VnmmCt/
Convenci-os a ir ao Playland, e foi lá que passamos as horas seguintes, perdemos totalmente a noção do tempo. Deixamos a Dudoca nos kiddie rides porque eram os mais adequados pra ela, joguei Air-Hockey com o vovô, perdi, lógico, porque se já sou ruim na sinuca imagina ali... e tentei a sorte com a vovó nas gruas mas também não conseguimos um único ursinho, aliás as únicas coisas que conseguimos foram boas gargalhadas. Quando saímos de lá, passamos no McDonald's, lanchamos e só depois decidimos ir embora.
 clarabarcelar_: "O click de uma fotografia é como alguém dizendo: Você salvou algo que jamais poderá ser o mesmo."   
    **** 
A noite caiu e o tempo esfriou um pouco. Chegamos em casa perto das 19h porque ainda passamos no Morro da Cruz só para apreciarmos o pôr do sol maravilhoso. Tive que fotografar. A fotografia é o meu modo de ver a vida. Estávamos exaustos, assumo, mas apesar dos pesares consegui me divertir de verdade com eles. Subi com a minha filhota apenas para tomarmos um banho bem morninho, e quando descemos novamente ficamos só nós duas (e a pelúcia da galinha pintadinha cantando sem parar) na sala, porque meu avô também foi tomar banho e minha avó foi cuidar do jantar. O Júnior ligou pra falar com a Dudoca, como tinha prometido, eles conversaram durante uns 35 minutos e nós não nos falamos mas pouco tempo depois que a chamada foi encerrada, recebi uma mensagem. Sim, dele. De quem mais poderia ser? Não sei dizer quantas vezes li e reli, mas foram várias e em todas elas meu coração gritava querendo tê-lo por perto mesmo sabendo que não era possível no momento. Fiquei em um impasse terrível: respondo ou não respondo? Ainda estava decidindo o que fazer quando a Rafa me chamou no whats e vi ali o escape perfeito porque precisava falar com outra pessoa. E coincidência ou não, conversa vai e conversa vem, o assunto começou a girar entre mim e o Júnior... sabia que muito provavelmente ela ia falar pra ele mas não me importei e contei tudo, inclusive sobre o ocorrido no aeroporto. Ela até me fez rir da situação falando as besteiras de sempre para tentar me colocar pra cima, e como eu já esperava afirmou que ia conversar sim com ele. Nem questionei, até porque não valeria a pena. Depois o papo ficou um pouco mais descontraído, ela falou com a Dudoca também pelo gravador de áudio do whatsapp e só nos despedimos quando minha avó nos chamou para jantar. Comemos conversando bastante mas confesso que ás vezes ficava meio perdida, áerea... a mensagem dele não saía da minha cabeça por nada. Quando terminamos ainda assistimos a um filme na sala bem coladinhos no sofá para aproveitarmos as últimas horinhas juntos, e quando eles subiram, eu e a Dudoca fizemos o mesmo já que teríamos que acordar cedo. Ela só escovou os dentinhos, deitou abraçada com a galinha pintadinha e pegou no sono. A ideia era seguir o seu exemplo mas sabe quando a sua insônia tem nome, sobrenome e um lindo sorriso? Então... conectei o fone de ouvido no celular, dei play em uma lista de reprodução do Sorriso Maroto, me deixei levar pelas músicas mas segurei todas as lágrimas. Desbloqueei a tela do celular pra tentar me distrair com algo ali e a primeira coisa que fiz foi entrar no instagram do Júnior. Porque? Não sei. Aliás, não sei mais responder nenhuma das minhas perguntas, parece que quando estamos longe nada faz sentido. Vi que pela manhã ele havia postado a foto que mandei da Dudoca, mas foram outras duas que me chamaram atenção. Uma era dele mesmo, que tinha como legenda um trecho de uma das músicas do... Sorriso Maroto. ''Você não me procurou e eu não me desculpei. Sem razão, meu amor, brigados outra vez...'' E a outra... bom, a outra era apenas um conselho de um aplicativo do próprio celular mas que dizia absolutamente tudo que provavelmente ele queria me dizer e não disse. Estava me sentindo entalada, com milhões de coisas pra falar dentro de mim. Orgulho, sai de mim! Estou cansada de resisti a tanta vontade de ligar, de dizer que o amo e que preciso dele aqui. Seria tudo mais fácil. Ele estaria aqui comigo e toda essa dor iria embora, nem que fosse por alguns minutos, eu seria feliz. 
 clarabarcelar_: ''E quando a saudade aumentar a dor, vai perceber que não reparou. Que sou eu amor, era eu e mais ninguém...''  
Voltei a lembrar da mensagem, e como ele mandou (in)diretas (boas) pra mim, por meio de fotos, decidi respondê-lo da mesma maneira.
 @clarabarcelar_: Insônia rs  pic.twitter.com/6izvMdO1Kq
Essa nossa falta de contato me fez recordar uma loucura que fiz e nunca contei pra ninguém, justamente por querer muito algum tipo de contato, por menor que fosse.
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» Tinha acabado de pisar em solo catarinense. Deixei toda a minha vida pra trás. Deixei toda a minha vida em Santos. Quer dizer... minha mãe disse que a minha vida tinha que passar a ser em prol ao bebê que estava carregando dentro de mim... e confesso que estava começando a me acostumar com isso. Apesar de tudo ele ou ela era resultado de um amor puro, de um amor lindo... de um amor que eu não ia mais ver, porém sabia que continuaria sentindo o mesmo sempre... 
 Eu e meus pais pegamos um táxi e seguimos para casa dos meus avós, que ainda não sabiam o verdadeiro significado dessa nossa mudança repentina, por isso mesmo, quando chegamos à casa deles, não tive coragem nem de olhá-los. Não sabia o que ia ouvir (ou até sabia), não sabia se ia novamente ser julgada e não estava preparada para ouvir tudo de novo. Subi o mais rápido que consegui com vergonha de mim mesma e me refugiei em um quarto em reforma. Provavelmente seria o meu mesmo. E foi ali que passei os dias seguintes. Se pudesse não saía pra nada. Meus avós ficaram sabendo de tudo por meus pais, não participei da conversa mas ouvi e surpreendentemente em momento nenhum eles me julgaram. Quando me senti minimamente preparada para ouvir tudo que eles tinham o direito de me dizer, fui mais uma vez surpreendida por um abraço caloroso dos dois. Apertado. Reconfortante. Queria ficar dentro daquele abraço pra sempre, parecia que nada me abalaria ali. Podia ouvir o choro de ambos, da minha vó principalmente, o que só fazia o meu aumentar de intensidade. ''A gente nunca vai te deixar, pequena'', meu avô falou e tive certeza de que realmente nunca estaria sozinha. 
    ****
Duas semanas depois tive a primeira consulta do pré natal. Foi diferente, estranho... novo. Tudo muito novo pra mim. Não sei explicar as várias sensações que se afloraram em mim no momento em que a Dra. disse que uma simples machinha, - que a propósito já estava com 0,7 cm de comprimento - era o meu bebê. Chorei. Chorei muito. Principalmente tentando imaginar qual seria a reação do Júnior se estivesse ao meu lado. Provavelmente ficaria muito bobo, emocionado, apertaria a minha mão e me presentearia com o sorriso mais lindo do mundo. Eu retribuiria e, mentalmente pediria pra Deus para que o nosso filho ou filha viesse com o seu sorriso. Acordei do meu transe, ou melhor dizendo, da minha ilusão quando a Dra. pediu que eu me trocasse, e ''Está tudo bem com meu bebê?" foi a única coisa que soube perguntar assim que sentei de frente pra ela novamente. E a resposta aqueceu meu coração. Consegui sorrir. Aos poucos começava a perceber que não me importava mais comigo.. só com ele ou ela. Recebi algumas recomendações que já tinha ouvido quando descobri a gravidez em Santos, e resumindo o objetivo da primeira consulta era para realização da história clínica, exame físico e solicitação de exames complementares. Minha mãe me acompanhou, como tinha prometido mas... assim que chegamos na nossa nova casa e pude me esconder no meu quarto de novo, senti uma necessidade enorme de ter o Júnior perto de mim. As duas últimas semanas tinham sido as mais difíceis da minha vida, os dias passavam cada vez mais rápido mas a saudade continuava se arrastando pelos minutos e acho que por isso, peguei o celular e pensei em ligar, mas não saberia o que dizer... o que eu diria? Que não estava conseguindo dormir e precisava ouvir sua voz? Pensei… Pensei e quando caí em mim já tinha ocultado o ID (ou seja, ia ligar como número desconhecido, claro) e discado aquele número que tão bem conhecia. Quando coloquei para chamar ainda tentei desistir mas... ele atendeu. Meu Deus, ele atendeu!! A sua voz soou ainda mais linda aos meus ouvidos. Mordi fortemente os lábios para segurar a vontade de chorar, fechei os olhos, ele voltou a falar mas como nada ouviu, desligou. «
    Flashback off
Desligou sem saber o bem que fez a mim e a sua filha. 
Clara - Eu já liguei no seu número só pra escutar sua voz e você nunca desconfiou que aquele alô não sairia tão cedo da minha mente. Você desligou e reclamou por não terem dito nada, mas aquilo significou mais do que uma longa conversa. Eu precisava de um pouco de você, mesmo que fosse de forma tão inútil - falei olhando para sua foto no meu celular. Nunca contei e nem pretendo contar pra ninguém. É um segredo meu... meu e da Eduarda.
    ****
Acordei às cinco da manhã, desativei o despertador e antes que o sono falasse mais alto do que a responsabilidade, levantei. Ainda cambaleando fui até as malas, separei uma roupa pra mim, outra pra Dudoca, coloquei logo tudo que tinha que colocar dentro dela para não esquecer de nada e entrei no banheiro. Tomei um banho frio para acordar mesmo, escovei os dentes, me enrolei em uma das toalhas e voltei pro quarto. Estava com dó de chamar minha princesa... mas não tinha outro jeito.
Clara - Filhota, acorda - chamei-a com o coração apertadinho, e creio que por esse motivo minha voz quase não saiu. Fui passando a mão no seu rosto e ela foi despertando -
Eduarda - Já tá na hora de ir pra escola, mãe? - perguntou ainda de olhos fechados, enquanto espreguiçava-se aos pouquinhos -
Clara - Está na hora de levantar sim mas hoje não vai dar pra você ir pra escola, boneca
Eduarda - Porque?
Clara - Porque não vai dar tempo
Eduarda - Mas amanhã eu vou?
Clara - Claro, amanhã volta tudo ao normal. Hoje você vai passar o dia no trabalho da mamãe
Eduarda - Sério? - sentou de perninhas cruzadas -
Clara - Muito sério - riu -
Eduarda - E o papai também vai estar lá?
Clara - É bem provável que sim
Eduarda - Tô com saudades dele - sorri -
Clara - Tenho certeza que ele também deve estar com muitas saudades - sorriu - Mas vamos tomar um banho bem gostoso pra mandar essa preguiça ir embora?
Eduarda - Posso tomar sozinha? - saiu da cama e começou a se despir -
Clara - Bem rapidinho? - assentiu sorrindo. A verdade é que tenho receio de deixar que tome banho sozinha em algum banheiro que não seja o seu... tenho medo que aconteça algo já que fica sempre cantando e dançando. Coisa de mãe. Ela entrou no banheiro, entrei também só para regular a temperatura da água, vesti minhas peças íntimas, supervisionei o seu banho, depois ela escovou os dentes, enxuguei-a direitinho, vesti-a, penteei seu cabelo e enquanto se calçava, fui me vestindo também. Deixei o cabelo solto mesmo, no rosto usei apenas um pouco de base, arrumei a cama, me perfumei, coloquei o faltava nas malas e descemos - Não acredito - ela nos olhou - Vó, não precisava se dar ao trabalho de acordar tão cedo
Glória - Não podia deixar vocês saírem sem comer nada
Clara - Ah... eu dava um jeito
Glória - Acordar cedo pra mim não é trabalho nenhum - sorriu e em seguida abriu os braços para que a Duda a abraçasse e foi o que ela fez - Daqui a pouco seu avô desce também porque vamos levar vocês até o aeroporto
Clara - Adianta dizer que não precisa?
Glória - Você sabe que não - rimos - Vem, senta aqui - realmente, não adiantaria falar nada e confesso que em Santos, às vezes, sinto falta desse mimo todo. Coloquei as malas no chão, sentei com elas e comi bem pouco porque o horário não ajudava muito... apetite zero, diferente da minha filhota... essa não precisa ter hora pra comer. Principalmente se for a comida da bisa. Meu avô desceu, deu um beijo no rosto de nós duas, sentou também pra tomar seu tradicional café forte e sem açúcar de toda manhã. Aproveitei que eles se distraíram com a bisneta, e como já estava satisfeita, fui pra sala com as malas. Encostei na janela e automaticamente me recordei de algo... doido, algo que preferia não lembrar mas foi inevitável.
    Flashback on
 » Glória - Ah, já ia mesmo te chamar, o jantar está pronto
Clara - Estou sem fome vó
Glória - É só falta de apetite mesmo?
Clara - Como assim? - tentei desconversar -
Glória - Não aconteceu mais nada?
Clara - Não, é só uma dorzinha de cabeça mas já já ela passa
Glória - Hum, tá bom então, depois te preparo um chá - foi pra mesa e eu fiquei na sala mesmo, deitei no sofá e meus olhos encontraram de novo aquela mesma revista. Tentei fingir que ela não estava ali, mas missão impossível. Levantei, peguei-a e num ato nada impulsivo, a joguei pela janela. ''Faz isso achando que teus problemas vão se resolver, faz...'' - foi como se pudesse ouvir meu próprio coração me condenando. «
    Flashback off
A revista... aquela revista. No fundo foi o que abriu de vez uma ferida que mesmo sabendo que nunca ia sarar, tentava fazer, pelo menos, cicatrizar... E se eu não tivesse voltado, ele ainda estaria com ela? Devo gostar de sofrer... porque penso em cada coisa.
Glória - Lembrando da revista que jogou por aí? - dei um pulo tal foi o susto que levei -
Clara - Ai, vó - só depois que falei me toquei no que ela tinha falo também... como assim?? -
Glória - Desculpa, não queria te assustar
Clara - Tudo bem...
Glória - Não vai me responder?
Clara - Responder o quê?
Glória - Está lembrando da revista que jogou por aí?
Clara - Como é que... como é que a senhora sabe disso?
Glória - Tem tempo, né? - riu levemente - Achei uma revista no meio das minhas plantinhas lá fora - fiquei sem saber o que falar - Poderia ter sido qualquer pessoa se eu não tivesse visto uma certa reportagem nela... Agora te vi aí... e lembrei disso
Clara - Porque nunca me contou?
Glória - Não sei - encolheu os ombros - Preferia que tivesse contado?
Clara - Não... acho que não - sorriu -
Glória - Mas estava aí lembrando, não estava? Sua carinha não nega
Clara - Estava... e pensando em outras coisinhas também
Glória - Ou seja, pensando em besteiras. Esquece que te conheço como ninguém? - não cheguei a respondê-la e ela se aproximou ainda mais de mim - Eu sei que na verdade você só veio pra cá pra poder se afastar um pouco, fugir dos probleminhas mas... não é a distância que mede o afastamento, meu amor... é o esquecimento, e você por algum acaso, esqueceu o que deixou lá em Santos?
Clara - Não...
Glória - Eu sei que não mas tem um lado bom nessa sua vinda pra cá, além do nosso final de semana maravilhoso - sorriu - E sabe porque? - perguntou retoricamente e pegou nas minhas mãos - Porque a distância não é essa vilã malvada que todo mundo fala não, ela apenas nos mostra o quanto amamos quem está longe - piscou, e eu sorri com os olhos rasos. Porque ela está sempre certa? Abracei-a e ela beijou carinhosamente a minha testa -
Marcos - Desculpem atrapalhar senhoritas mas acho que já podemos ir - riu -
Glória - Senhoritas? Uau, ganhei o meu dia já - rimos. Mas meu avô tinha razão, já estava na hora de irmos. Peguei uma das malas, ele pegou a outra, saímos, minha vó trancou tudo e entramos no carro. As ruas ainda estavam vazias, aliás até o sol ainda estava nascendo.
 clarabarcelar_: Bom dia!!! Vamos voltar pra realidade...    
 @clarabarcelar_: Alguém aí? 
 @brightduda: @clarabarcelar_sim, sempre aslakfj. Bom dia pra você e pra princesinha
 @clarabarcelar_: @brightduda não dorme não? ahahaha bom dia 
 @clarabarcelar_: E se a distância falasse só ela saberia dizer o quanto dói uma saudade... 
Chegamos ao aeroporto, tentei fazer com que eles fossem logo embora para evitar aquele momento despedida de sempre mas acho que comecei a perceber de onde tirei tanta teimosia. Fiz o check in e ficamos sentadinhos esperando o voo ser anunciado.
 clarabarcelar_: Back home!!  instagram.com/p/cunxA6mmEi/


Oi  
Vocês são surpreendentes... uau! Obrigada!! 
Não sei se posto na próxima semana, porque 
já comecei a fazer testes e assim que acabar 
começarão as provas unificadas, que odeio mas
não tenho escolha e preciso estudar, lógico.
Em relação à Carol, pra mim é a mesma coisa.
Não a idolatro, nem a odeio porque não tenho 
motivos pra tal. É isso, obrigada mais uma vez e besos!  

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Capítulo 41 - “Vai ver o destino nos separou no passado e a gente não tinha que ter remexido nele”


    Neymar on
Segunda-feira, (19 de agosto)
- Pai? - podia ouvir uma vozinha bem longe, porém, estava em um sono tão bom... - Pai?? - a voz ficou mais clara aos meus ouvidos e não tive como ignorar. Abri os olhos lentamente e vi quem já esperava
Neymar - Que foi, amor? - levantei, e olhei para o relógio da parede achando que talvez pudesse ter perdido a hora mas ainda não passava das 03h, motivo mais do que suficiente para preocupação exalar logo, claro
Eduarda - Não tô conseguindo dormir mais 
Neymar - Porque?
Eduarda - Não sei - fez beicinho
Neymar - O sono resolveu ir embora? - brinquei e ela assentiu - Fica aqui até ele voltar, então - sentei e abri o cobertor
Eduarda - O Amarelinho também pode? 
Neymar - Ele vai cantar?
Eduarda - Não pai, ele já dormiu - falou as últimas palavras quase em um sussurro... talvez para não acordar o pintinho amarelinho
Neymar - Então pode - ri e ela subiu na cama com ele que é um dos seus pelúcias prediletos, se é que tem algum predileto no meio de tantos - Vamos fazer o que? - sim, o meu sono também já tinha evaporado
Eduarda - Contar histórias!! - respondeu quase que automaticamente
Neymar - Conheço uma bem legal - me olhou na expectativa - Era uma vez...um lobo que estava sendo caçado pela chapeuzinho vermelho, no quintal da casa da vovozinha. Fim.
Eduarda - Ué - gargalhei da carinha que ela fez
Neymar - Que foi?
Eduarda - É assim?
Neymar - Não sei... é? 
Eduarda - Não - começou a rir - Siriri pra lá, siriri pra cá, o papai não sabe contar - cantava ou tentava, porque não conseguia para de rir e depois dessa, eu muito menos
Neymar - Muito engraçada - comecei a lhe fazer cócegas, o que despertou aquela sua gargalhada gostosa e contagiante
Eduarda - Mas eu sei contar - falou assim que parei, com o nariz arrebitadinho... que nem o da mãe
Neymar - E vai contar pra mim?
Eduarda - Vou, porque sou boazinha - gargalhei e ela realmente contou a história (verdadeira) todinha, do seu jeito
Neymar - Essa é a versão da chapeuzinho, a que eu contei é uma versão minha - rimos e logo em seguida ela bocejou - E aí, senhor sono, está voltando? - assentiu - Vem pra cá - deitei novamente, ela fez o mesmo e colocou a cabeça no meu peito
Eduarda - Vou cantar pra você, pai
Neymar - Cantar pra mim?
Eduarda - É, pra você dormir - sorri - Tá bom?
Neymar - Tá bom 
Eduarda - Um, dois, três indiozinhos. Quatro, cinco, seis indiozinhos. Sete, oito, nove indiozinhos. Dez no pequeno bote. Iam navegando rio abaixo, quando o jacaré se aproximou e o indiozinho olhou pra baixo, e o bote quase virou... - começou a cantar enquanto eu mexia no seu cabelo, por isso nem chegou a repetir a música e pegou no sono. Sorri enquanto a admirava. Ela não é só linda, é perfeita sim, aos meus olhos e aos olhos dele lá em cima também. Nem sei se merecia um presente tão bom como a Duda porque ela conseguiu mudar, literalmente, a minha vida. Mas se Deus me concedeu essa benção, a única coisa que preciso fazer, além de amá-la com todas as minhas forças, é agradecer todos os dias. Demorei um pouco pra voltar a dormir e quando consegui foi por pouco tempo, já que o despertador tocou. Levantei com cuidado mesmo que, ainda meio ensonado, mas tinha que preparar o banho dela. Depois fui pegar suas coisas no seu quarto, e em seguida acordei-a. Odeio ter que fazer isso, mas... e ela também já acorda com uma disposição, uma alegria tão contagiante que não tem como começar o dia de um jeito ruim. Lhe dei um banho caprichado, sempre entre muitas brincadeiras, o que já se tornou a nossa marca registrada. Estranho é estarmos no mesmo lugar e não ter bagunça. Enxuguei-a direitinho, ela escovou os dentes, vesti seu uniforme, calcei seu tênis e no cabelo... bom, acho que nunca vou ser bom na arte de penteá-lo mas ela pediu para deixá-lo soltinho, o que facilitou mais a minha tarefa. Perfumei-a, ela pegou a mochila, saiu arrastando-a e disse que ia acordar a titia Rafa. Ri imaginando a cena. Tomei um banho rápido também, enxuguei-me, me vesti, me perfumei, peguei o boné, a chave do carro, saí do meu quarto e sim, a Duda conseguiu acordar a tia, aliás, as duas já estavam tirando fotos
Rafa - Siriri pra lá, siriri pra cá, o papai não sabe contar - ''cantou'' também, assim que me viu, e riu, juntamente com a Duda
Neymar - Ha ha ha ha - ri também, primeiro ironicamente, depois não resisti e ri junto com elas - Palhaça, volta a dormir que seu mal é sono - mostrou a língua - Vamos, pequena?
Eduarda - Sim - devolveu o iphone pra Rafa - Tchau, tia - beijou o rosto dela
Rafa - Tchau, meu amor. Boa aula - piscou e sorriu. Descemos, esperei que ela tomasse seu iogurte com granola, nos despedimos da Joana e saímos. Fomos para o estacionamento cantando, quer dizer, ela cantava e eu só tentava acompanhar porque né... apesar de já ter uma lista de reprodução chamada ''Duda'' no meu celular. Pois é... já devo saber cantar algumas por causa disso. Destravei as portas do meu carro, coloquei-a atrás bem segura, entrei também, dei partida e seguimos para sua escola, onde suponho que todo mundo já tenha se acostumado com a minha presença (quase) constante, assim como no balé também. Deixei minha princesa na entrada, como sempre, e voltei pra casa. A manhã teria sido super tranquila... se não tivesse recebido uma ligação nada agradável. A Clara no aeroporto acompanhada por um homem? Trocando carinhos? Mas quem? Como assim?? É claro que tinha um porquê também... claro. Não acreditei, mas a Bruna não seria tão burra ao ponto de inventar tudo porque sabia que não ia conseguir nada. Alguma parte da história realmente existiu, e todo o resto era invenção. Disso eu tinha certeza. Liguei pra Clara e juro que não pretendia ser grosso mas apesar de confiar cegamente na mulher que amo, só de imaginar tudo que ouvi da Bruna, as palavras foram saindo sem eu nem perceber, quando ouvi o nome daquele Diego então... Ou seja, fiz asneira e magoei-a mesmo sem querer. Tenho raiva de mim quando faço isso mas a impulsividade é, infelizmente, um dos meus piores defeitos... mesmo assim tentei (e sei que não consegui) parecer estar bem, até porque minha filhota chegou, com a vovó e a titia que foram buscá-la na escola, e ela não tinha culpa de nada. Ganhei logo um abraço e um beijo carinhoso, e em seguida a Rafa subiu com ela para lhe dar banho -
Na - Que bicho te mordeu, meu filho? - sentou ao meu lado e perguntou o que mais queria desde que percebeu que fiquei ''estranho'' -
Neymar - Nenhum, porque?
Na - Porque de uma hora pra outra você ficou distante
Neymar - É besteira 
Na - Hum... - sabe quando a pessoa consegue te ler só com o olhar? Pois é, minha mãe faz isso como ninguém - Não quer compartilhar essa besteira? - respirei fundo e contei resumidamente o que tinha acontecido - Não acha que está dando muita atenção ao que a Bruna disse? Isso está muito mal contado, vindo dela então... é bem suspeito
Neymar - Eu sei que é, e também não acreditei em nada do que ela disse a respeito da Clara trocando carinhos com um outro homem, sei que isso é mentira. Mas é claro que ela tinha um propósito e não ia inventar isso do nada. Ela criou um história sim, mas porque realmente viu a Clara acompanhada no aeroporto
Na - Acompanhada por quem?
Neymar - Pelo ex namorado - sorri ironicamente
Na - Ex namorado?
Neymar - É, um cara com quem ficou lá em Florianópolis. Parece que veio passar uns dias aqui em Santos, não sei direito 
Na - Ahh sim. Mas agora são amigos, certo? Então ela estava no aeroporto acompanhada por um amigo - revirei os olhos
Neymar - É mãe, é isso
Na - O problema não é porque ela estava acompanhada, e sim porque estava com ele - sempre falando as coisas certas, nas horas certas -
Neymar - Também 
Na - Meu Deus, porque é que complicam tudo? - não respondi-a, ela balançou a cabeça negativamente e levantou. Ia sair da sala mas voltou - Acho que está na hora de você rever quem são seus amigos de verdade - foi pra cozinha e como sempre suas palavras ficaram ecoando na minha cabeça. Está na hora de rever as minhas amizades? Não, não foi bem isso que ela quis dizer. Está na hora rever e prestar atenção se uma em especial é uma amizade correspondida. Felizmente a Duda desceu, já de banho tomado e arrumada pro balé mas com um dos meus bonés, que ficava indiscutivelmente enorme nela. Quando percebi já estava sorrindo. É nessas horas que vejo ainda mais a diferença maravilhosa que ela faz na minha vida.
Meu pai chegou, almoçamos e como ainda estava um pouco cedo, fiquei na sala com a pequena assistindo... Phineas e Ferb. As vezes me pego querendo assistir desenho também, de tão acostumado que já estou. Depois de alguns episódios, ela se despediu de todo mundo porque do balé a levaria pro apê, peguei suas coisas e descemos. Chegamos lá no horário certinho e assisti sua aula sempre com um sorriso enorme no rosto. Vejo muito de mim nela e me orgulho disso. A vontade de querer aprender logo, o espírito coletivo e a alegria que exala quando dança... é lindo de ver. Sou irremediavelmente um pai babão, assumo. Na saída do Natura Essência, compramos sorvete aí chegou a hora de ir pro apê. Muito provavelmente a Clara ainda estaria chateada mas... estava disposto a falar com ela. A verdade é que eu tinha errado, e estava disposto mesmo... Estava, porque foi só entrar naquela sala e ver aquele cara com a minha filha no colo, ainda por cima, pra disposição ir embora rapidinho. A Clara ainda se deu ao trabalho de nos apresentar (como se eu quisesse). E o que menos queria era o que realmente ia acontecer. Ele tinha mesmo que ficar no apê? Mais uma vez nem quis saber de medir as palavras, e depois de um tempo que nos remetemos a falar apenas com o olhos, o desfecho mais bonito seria encerrar aquele silêncio com um simples “Desculpa, eu te amo”, e nada mais. Seria... mas a única coisa que consegui fazer foi deixá-la sozinha, por mais difícil que fosse. Só quis mesmo me despedi da minha filha e sair daquele apartamento. Não acho que seria muito aconselhável ficar no mesmo ambiente que ele por muito mais tempo. E não, não o odeio por ser ex namorado dela, apesar desse fato não me agradar também. Odeio-o porque provavelmente ele esteve ao lado dela... quando era eu quem deveria estar. Ele pode ter visto fases da minha filha que eu não vi. E tudo porque ele estava por perto... eu não. 
    Neymar off

 Terça, quarta, quinta e sexta... em nenhum desses dias meu celular tocou pra eu ouvir o que tanto queria: ''desculpa, não queria ter falo nada daquilo''. Mal o vi, aliás, só nos falamos quando o assunto envolvia a Duda (que não imagina que nós estamos tão... distantes, pra ela ainda somos o casal perfeito que nem aqueles que vê nos desenhos animados), fora isso nossa relação está do jeito que ele deixou quando saiu do meu quarto na segunda-feira. ''Tá certo''. Foi o que disse antes de me deixar sozinha mas acontece que não, não está nada certo. Vou dormir pensando nele, acordo pensando nele, tenho saudades da sua voz calminha (já que desde aquele dia só nos falamos de um jeito muito ''formal''), saudades do seu abraço, do seu cheiro em mim... do seu sorriso. É tanta saudade que não sei como cabe tudo em mim. E são só quatro dias longe, é acho que posso dizer assim. Longe. Estamos bem longe um do outro... e isso dói. 
 A única coisa que realmente me distraiu durante esses dias além da minha filhota foi a presença do Diego, sempre disposto a me ouvir. Conversamos muito, muito mesmo, e fiquei sabendo até que ele está em um relacionamento enrolado. Aproveitamos cada segundinho que tínhamos, e apesar de tudo, deu pra matar as saudades.
    ****
 Acordei cedo no sábado, bem cedo. Tentei a todo custo voltar a dormir, virando e revirando na cama mas não consegui e terminei levantando irritada. Os últimos acontecimentos aliados a minha querida tpm estavam conseguindo me deixar extremamente chata (mais do que já sou, segundo a Manu). Deixei a cama do jeito que estava mesmo, peguei uma roupinha simples, e entrei no banheiro. Me despi, tomei um banho frio, lavei o cabelo, saí, me enxuguei, tirei o excesso da água dele com uma toalha menor, escovei os dentes, me vesti, voltei pro quarto, calcei minhas havaianas, desembaracei o cabelo mas deixei-o solto mesmo, saí do meu e entrei no quarto da minha princesa. Olhei pra ela e sorri. Dei um beijinho na sua testa, ajeitei seu cobertor e saí do quarto. Fui pra sala, peguei apenas meu chaveiro e saí de casa também. Chamei o elevador, desci no térreo, dei bom dia ao porteiro, saí do prédio e fui caminhando mesmo até o meu refúgio: Aparecida. Devido o horário encontrei-a como queria, vazia. Desci para areia, tirei as havaianas, sentei encostada em uma pedra enorme e fria porque o sol ainda estava bem fraquinho e fitei o mar pela primeira vez. Estava agitado, as ondas pareciam revoltadas, assim como eu. Não revoltada com a vida mas sim com as voltas que ela dá pra depois me deixar sempre do mesmo jeito: triste. Mas afinal, o amor é como o mar, certo? Você nunca sabe se vai conseguir nadar o suficiente pra chegar em terra firme. Não sabe o que a profundeza esconde, mas mesmo assim você quer mergulhar e muitas vezes, esquece de colocar a ponta do pé para ver se está apropriada pra entrar. Podia até estar sendo injusta, ou egoísta mas querer ser apenas feliz é pedir demais? Fechei os olhos, encolhi minhas pernas, apoiei meu rosto nelas e não sei por qual motivo comecei a... cantar, em sussurros quase inaudíveis. Como se o turbilhão de coisas que estava sentindo fosse embora de vez junto com a brisa gostosa que batia no meu rosto e bagunçava meu cabelo. 
Clara - Eu admiro o que me faz voltar a ver a vida como eu sempre quis. Minhas verdades ninguém vai mudar nem apagar o que foi feito aqui. Hoje eu sou o que restou da dor. Da minha dor. Não posso me esconder mas que a verdade seja dita agora... Eu mudei por você mas não quis sofrer por ser tão real pra mim. Vou... aprendo a viver e num segundo perder o medo de ser quem eu sou... Ser quem eu sou. Que a vida me leve afinal, não tenho mais medo de errar e aprender com meus passos escuros... - apesar de sentir uma sensação de alívio no coração, chorei, e as lembranças que estavam começando a surgir na minha mente só me fizeram querer chorar ainda mais. 
    Flashback on
» Neymar - Fala
Clara - Falar o quê?
Neymar - O que você quer falar mas ainda não conseguiu - meu coração não pôde deixar de saltar de felicidade por saber que ele ainda conhecia os motivos das minhas inquietações -
Clara - Tenho medo... - virei para olhá-lo, sem querer, uma lágrima teimou em descer mas ele limpou-a rapidamente -
Neymar - Medo de que?
Clara - Não sei... disso não dá certo e a gente se machucar no final e...
Neymar - Shiu... - colocou o indicador nos meus lábios e não me deixou terminar - Não fica desenterrando o que já está mais do que enterrado. Não te faz bem, tá vendo? Não nos faz bem
Clara - Eu não...
Neymar - Você sim. É o passado que fica te trazendo essas inseguranças bobas, se assim posso chamar
Clara - Desculpa - sorriu, passou a mão no meu rosto e me deu dois beijinhos repinicados, rápidos mas que me fizeram sorri também -
Neymar - Vai dar certo, porque eu amo você - falou pausadamente, ainda com o rosto muito próximo ao meu, enquanto o seu nariz brincava com o meu também, num perfeito beijinho de esquimó -
Clara - Só tenho muito medo de te perder de novo, muito
Neymar - Mas não vai. E se isso acontecer, o destino faz o favor de nos juntar mais uma vez. Só espero que não seja depois de quatro anos de novo - riu levemente. Não tive outra reação, sem ser a de abraçá-lo com muita força, e ser correspondida me fez sentir tão... protegida, que todos os pensamentos negativos sumiram -
Clara - Eu te amo muito, muito mesmo - me contentei apenas em ficar ali, aconchegadinha nos seus braços.
    Flashback off
Destino... será mesmo que ele queria e quer nos ver juntos de novo? Começo a achar que ele simplesmente gosta de brincar com a gente. Levantei, fui até o mar apenas molhar os pés, depois tirei a areia do short e subi pra calçada. Enquanto caminhava de volta pra casa, em meio a tantos pensamentos decidi ir passar o final de semana com meus avós. Além das saudades deles seria a oportunidade perfeita para fugir um pouco dos problemas. Cheguei no prédio, subi, abri a porta e o Di já estava na sala, assistindo um programa qualquer sobre automóveis.
Clara - Bom dia - dei um beijo no seu rosto -
Diego - Bom dia, caiu da cama?
Clara - Insônias da TPM
Diego - Nunca ouvi falar
Clara - Coisas que só acontecem comigo mesmo - riu -
Diego - Sei muito bem o motivo da sua insônia e ela não tem nada a ver com a TPM
Clara - Que horas é o teu voo mesmo? - senti a necessidade de mudar logo de assunto -
Diego - 11h30, porque?
Clara - Vou fazer uma visitinha surpresa para meus coroas, e tentar ir no mesmo voo que o seu
Diego - Sério?
Clara - Sim, vou até ver se consigo logo - fui pro meu quarto, liguei o mac e como sabia em qual companhia aérea ele comprou suas passagens, tanto de ida quanto de volta, entrei no site e depois de uma rápida procura conclui a minha compra, com aquele mesmo processo de sempre que preciso fazer na hora do check in por ter comprado pelo site. Ainda tinha algumas poltronas sobrando, para grande sorte minha. Voltei pra sala e a Manu também já estava acordada mas ainda de pijama - Consegui, Dieguito - ele riu - Bom dia, Cebolete - soltei um beijo pra ela, que também riu - Estou indo visitar meus avós hoje, mas amanhã à noite já devo estar aqui
Manu - Assim? De última hora?
Clara - Sim
Manu - Você nem vai aproveitar nada, Clara, só vai se cansar
Clara - Não me importo. Quero ir, quero respirar outro ar, se é que me entende
Manu - Ou seja, quer fugir?
Clara - Pode ser
Manu - Não vale a pena - encolhi os ombros -
Clara - Estou com saudades dos meus avós e a Duda também
Manu - Você que sabe
Clara - É... - fui em direção a cozinha - Vamos comer - preparei uns mistos, peguei a jarra do suco de maracujá na geladeira, eles entraram na cozinha também e tomamos café. Quando terminei, lembrei de fazer algo, fui até meu quarto, peguei o celular e disquei o número do Júnior. Depois do segundo toque ouvi a sua voz.
 - início -
Neymar - Alô?! - desde segunda que ele atende as minhas ligações como se não tivesse visto que sou eu... o que vem me irritando profundamente -
Clara - Oi, Júnior. Bom dia
Neymar - Ah... bom dia
Clara - Atrapalho?
Neymar - Nun... não - ficou um pouco atrapalhado - Não, pode falar
Clara - Vou pra Floripa com a Duda
Neymar - O que? Porque? Como assim? - perguntou imediatamente em um tom de voz desesperador - Tá brincando né?
Clara - Não. Mas não precisa se preocupar também porque estou indo apenas visitar meus avós
Neymar - Ah... - ouvi-o respirar de alívio - Vão quando?
Clara - Hoje
Neymar - Hoje??
Clara - Isso, antes do almoço. O voo é às 11h30
Neymar - Porque você está fazendo isso? - sua voz diminuiu de intensidade -
Clara - Isso... o que? - suspirou -
Neymar - Nada, esquece. Posso ir aí dar um beijo na Duda antes?
Clara - Claro, só não demora pra vim
Neymar - Vou sair de casa já mas... Clara?
Clara - Diz
Neymar - Voltam quando?
Clara - Acho que amanhã à noite mesmo
Neymar - Tudo bem, tô passando aí
Clara - Ok... tchau
Neymar - Tchau
 - término -
Fiquei com aquela vontadezinha de jogar o celular na parede de novo... mas não ia valer a pena. Aproveitei para arrumar logo uma pequena mala pra mim, separei uma roupa pra ir, ajeitei a cama e deixei estirada ali. Fui pro quarto da minha princesa e ela estava acordando.
Clara - Bom dia, minha bela adormecida - riu enquanto coçava os olhinhos - Vamos levantar porque daqui a pouquinho a gente vai sair
Eduarda - Pra onde, mãe?
Clara - Vamos ver o biso e a bisa
Eduarda - É? - sorriu -
Clara - Sim, você quer ir?
Eduarda - Quero - levantou rapidamente -
Clara - Então vamos arrumar logo suas coisinhas pra depois começar a se arrumar - desceu da cama. Arrumamos suas coisas na sua malinha também, depois ela mesmo escolheu um vestidinho Monster High, lhe dei um banho morninho, enxuguei-a, vesti-a, penteei seu cabelo, ela calçou sua sapatilha da mesma estampa que o vestido, preta e rosa, se perfumou e fomos para cozinha. Falou com a titia Manu e o titio Di, preparei um outro misto quente, coloquei seu suco também, ela comeu, ficou na cozinha com o Luck, o Diego foi começar a se arrumar, a Manu foi (finalmente) trocar de roupa e eu fui pra sala. Mudei a TV de canal, sentei e a campainha tocou - Ah, que ótimo - ironizei e levantei novamente. Abri a porta e claro, era quem eu já esperava - Oi
Neymar - E aí - nos aproximamos, mas ficamos sem saber como nos cumprimentar, por isso desistimos desse pequeno detalhe... que vergonha -
Clara - Entra - falei só pra quebrar o gelo -
Neymar - Cadê ela? - entrou e eu fechei a porta -
Clara - Na cozinha com o Luck - o assunto acabou, assim, do nada, ficamos olhando para tudo menos para os olhos um do outro. Na verdade, achei que ele fosse atrás dela. Porque não foi? - Dudoca? - chamei-a um pouco mais alto. Ou falava alguma coisa ou teria que fazer um buraco ali no meio da sala mesmo para me enfiar porque a situação já estava insuportável e constrangedora... muito constrangedora. Passei por ele (porque a intenção era ir chamar a Duda de novo) mas senti a sua mão no meu braço me impedindo de continuar. Ok, só tínhamos nós dois ali e mesmo assim ainda olhei para o meu braço pra ter certeza de que era ele mesmo, não esbocei nenhuma reação (externa) e quando ergui a cabeça, consequentemente ficamos muito próximos. Proximidade essa que nós já não conhecíamos a dias, por isso mesmo a saudade era enorme e as nossas bocas pareciam imãs... queriam e precisavam estar juntas o mais rápido possível e era o que ia acontecer se não fôssemos interrompidos -
Eduarda - Oi, mãe - nos separamos rapidamente - Pai!! - foi em direção à ele e o abraçou -
Neymar - Está linda
Eduarda - Obrigada - ele sorriu - Eu que escolhi o meu vestido - deu uma voltinha, ele riu e eu sorri - Vou ver o biso e a bisa, sabia?
Neymar - Sabia, espertinha - fez algumas cócegas nela, que não aguentou e gargalhou -
Eduarda - Você também vai?
Neymar - Não
Eduarda - Porque??? - fez beicinho - Mãe, o papai pode ir? - olhou pra mim assim como ele e me deixou sem saber o que falar -
Clara - Ah filha... é... ele que sabe
Eduarda - Vamos pai!
Neymar - Hoje eu não posso, amor, mas aproveita lá e diz pra eles que de outra vez eu vou
Eduarda - Tá bom
Clara - Acho melhor ir me arrumar logo também para não nos atrasarmos - ele olhou pra mim mas não disse mais nada. Fui pro meu quarto, fechei a porta, e encostei a cabeça nela, lamentando mentalmente a oportunidade que foi praticamente jogada fora de poder matar um pouquinho das saudades do seu beijo. Não era pra acontecer. Peguei a roupa em cima da cama, entrei no banheiro, me despi, prendi o cabelo, tomei um banho rapidinho, saí, me enxuguei, passei hidratante no corpo, me vesti, fiz uma maquiagem bem simples, penteei o cabelo em um rabo de cavalo apertado, prendi a franja, e voltei pro quarto. Calcei meu salto, coloquei o que faltava na bolsinha menor (apenas os documentos), me perfumei, peguei minha malinha, passei no quarto da Duda, peguei a dela também e voltei pra sala - Ué, cadê o Júnior?
Manu - Acabou de sair
Clara - Ah... - sem um... tchau? é... -
Diego - Foi só me ver para surgir mil motivos pra ir logo embora
Clara - Bom, mas vamos?
Diego - É, acho que já peguei tudo. Vamos
Manu - Vão me deixar passar o final de semana sozinha mesmo, nossa
Diego - Até parece que vai ficar sozinha
Clara - Pois é, quem ouve, pensa - gargalhou -
Manu - Dois chatos, vão. Vão mesmo - riram e eu sorri - Só a Dudoca me ama aqui, não ama princesa?
Diego - Não força, Emanuelle - riu -
Eduarda - Eu amo - respondeu inocentemente e eu sorri novamente. Enfim, nos despedimos dela, do meu filhote e descemos. Saímos do prédio, e já tinha um táxi estacionado em frente -
Clara - Foi você quem chamou?
Diego - Sim, o aeroporto deve estar um caos então quanto mais rápido chegarmos melhor
Clara - Verdade - colocamos nossas coisas no porta-malas, entrei atrás com a Duda, ele na frente e o motorista deu partida. No caminho, peguei o celular e mandei uma mensagem para minha mãe.
    For: Diva       
''Mãezoca, estou indo pra Floripa com a Duda pra ver os coroas''
    From: Diva   
''Hoje? Porque? Já está de férias?''
    For: Diva 
''Não, volto amanhã mesmo''
    From: Diva 
''Hum... Qual o verdadeiro motivo dessa sua ida repentina, Ana Clara?''
    For: Diva 
''Estamos com saudades deles ué, só isso. Se for esperar entrar de férias...''
    From: Diva 
''Sei...depois a gente conversa melhor. Boa viagem, Deus acompanhe vocês e liga quando chegar''
Eduarda - Mãe?
Clara - Oi - olhei-a -
Eduarda - Por quê o papai não pôde vim?
Clara - Porque... acho que ele tem outros compromissos, amor
Eduarda - Vocês estão tristes, né? Eu sei - falou tão convicta que me deixou uns dez segundos sem saber o que falar -
Clara - Por quê?
Eduarda - Porque não dão mais beijinhos - usou a sua lógica e me deixou contra a parede. Nem passou pela minha cabeça que ela pudesse perceber isso. O Diego olhou pra trás e sorriu, talvez por ver que a perspicácia da minha filha me deixou sem resposta -
Diego - É que os adultos são muito complicados, Dudoca - ela encolheu os ombros e encostou a cabeça no meu braço. Agradeci ao Di, e ele piscou discretamente. O trânsito começou a ficar lento, o motorista ligou a rádio para nos tirar do tédio e eu entrei no twitter.
 @clarabarcelar_: As razões que me impedem de estar com você vai além de te amar, vai além do querer... ♪
 @rafaellabeckran: @clarabarcelar_ Vai ver a vó Glória e nem me chama... consideração modo off
 @clarabarcelar_: @rafaellabeckran Foi de última hora preta, resolvi hoje de manhã mesmo, desculpa 
 @rafaellabeckran: @clarabarcelar_ Eu sei hahaha, manda beijos pra eles e dá um cheiro na minha gatinha 
Olhei pra nossa gatinha, dei um cheirinho no seu pescoço e ela riu.
 @clarabarcelar_: @rafaellabeckran O cheiro já foi dado, e os beijos também serão, não se preocupe rss :*
O trânsito foi melhorando, mas começou a chuviscar, chegamos no Aeroporto de Congonhas, o Di pagou o táxi, e nem adiantou sair mais cedo de casa porque só tivemos tempo de fazer o check in e nosso voo foi anunciado.
 clarabarcelar_: Get on   
Ia desligar o celular quando ele notificou o recebimento de uma mensagem.
    From: Amor  
''Queria ter dito pessoalmente mas não consegui porque simplesmente não queria que vocês fossem... Enfim... vão com Deus, e eu já estou com saudades então por favor, não demorem mesmo!''
Sorri, e respirei fundo pra não deixar que nenhuma lágrima rolasse. 
Clara - Não conseguiu porque simplesmente o orgulho não deixou também... - falei comigo mesma. Sempre ouvi dizer que sou muito orgulhosa (e sou mesmo) mas ele não fica nada atrás e é por isso que ás vezes brigamos por besteira, nenhum dos dois quer dar o braço à torcer. Ficamos nesse jogo de quem vai procurar o outro primeiro e sempre acabamos empatados. Porque eu espero ele vir me procurar e ele espera que eu faça o mesmo. Ainda assim, fiquei com vontade de sair do avião e correr para os braços dele e se fosse impulsiva (como ele é) não pensaria nem duas vezes. Mas seria bom ver meus coroas, tanto pra mim quanto pra minha pequena. Desliguei o celular e a decolagem começou. A Duda ficou desenhado e rindo das palhaçadas do Diego que estava na poltrona ao lado da nossa até chegarmos ao nosso destino, sim, não dormiu. Quando saímos da sala de desembarque e pegamos nossas coisas, fomos pro ponto de táxi, pegamos um e pedi pra ele parar primeiro em frente a casa dos meus avós -
Diego - Nem pense - falou ao me ver pegando a carteira, assim que o taxista estacionou -
Clara - Deixa eu pagar minha parte
Diego - Não precisa, sério - saiu do táxi, e eu e a Dudoca fizemos o mesmo -
Clara - Obrigada por ter ficado com a gente durante esses dias, foi maravilhoso
Diego - Eu que agradeço - sorriu. Nos abraçamos, minha pequena também se despediu dele, peguei nossas coisas e ele entrou novamente - Aproveita aí - piscou. Sorri, soltei um beijo e o carro arrancou. Olhei pra casa que tinha à minha frente e ri imaginando qual seria a reação deles com a surpresa. A Duda me deu a mão, empurrei o portãozinho branco da entrada que fica sempre aberto durante o dia, entramos e toquei a campainha -
Clara - Será que a gente pode passar o final de semana aqui? - perguntei assim que a minha avó abriu a porta. Ela ficou sem reação (que nem da última vez que chegamos de surpresa também) mas a Duda abraçou-a e ela sorriu emocionada -
Glória - Vocês... vocês vieram passar o final de semana aqui?
Clara - Se pudermos, claro - ri da carinha de espanto dela -
Glória - Marcos! - gritou-o - Marcos, vem aqui - continuava abraçada a bisneta e com um sorriso enorme -
Marcos - O que foi que... - interrompeu seu discurso quando nos viu -
Glória - Essas duas estão querendo passar o final de semana aqui, tu acha que pode? - piscou pra ele -
Marcos - É... acho que dá pra gente fazer esse sacrifício e deixar elas ficarem - gargalhei -
Clara - Vocês não existem - larguei as malas no chão e abracei-os, apertei-os, beijei-os... tudo que por telefone não dá pra fazer e recebi tudo em troca, assim como a Duda. Depois entramos e claro, nada de diferente na casa
Marcos - Porque não avisaram que iam vim?
Clara - Eu avisei que ia aparecer de surpresa
Glória - Olha meu coração, Ana Clara, ele não aguenta mais muita coisa não - rimos -
Clara - Claro que aguenta. Se brincar está melhor do que o meu - riu -
Marcos - Mas porque dessa vez só vieram vocês?
Glória - É. Tu tinha dito que quando viesse novamente o Neymar vinha junto
Clara - Ah... é que não deu e resolvi vim de última hora, hoje mesmo - ela arqueou uma das sobrancelhas, bem desconfiada - E a Rafa mandou beijos
Eduarda - Bisa, tô com fome
Clara - Eu também - aproveitei para mudar de assunto -
Glória - Depois nós vamos conversar, senhorita - meu avô gargalhou pela forma como ela falou - Vem, boneca - elas levantaram - O almoço está pronto, e sabe o que a bisa fez de sobremesa?
Eduarda - O quê?
Glória - Musse de leite condensado
Eduarda - Oba!!
Glória - Mas já sabe né? Só vai ganhar se comer tudinho primeiro - elas entraram na cozinha e eu sorri. Minha vó não muda -
Marcos - Então, baixinha. Aconteceu alguma coisa?
Clara - Nada demais vôzinho, coisa boba
Marcos - As vezes são as coisas bobas que mais nos deixa pra baixo
Clara - O pior é que eu bem sei disso... mas pretendo resolver tudo logo
Marcos - Ok, não vou perguntar mais nada até porque só a Glória sabe dar aqueles conselhos bons e sei que depois vocês vão conversar mesmo - riu e eu sorri - Vem - levantou e esticou as mãos pra mim - A gente faz companhia pra vocês porque já almoçamos - levantei também. Fomos pra cozinha abraçadinhos, minha vó tinha feito bobó de frango com batatas, uma de suas especialidades, até a Duda quis repetir mas ela estava realmente com fome, comemos a sobremesa também, claro, depois fomos nos trocar, vestir roupinhas mais frescas porque ao contrário de SP onde o tempo fechou, Florianópolis estava um forno. Em seguida veio a hora deles paparicarem a bisneta. Liguei pra minha mãe, pedi desculpas pela demora, ela reclamou um pouquinho mas como tinha errado ao esquecer de ligar mesmo, ouvi tudo sem falar nada. Liguei pra Manu também, depois entrei no whats e aproveitei para chamar a Paulinha - trabalhava comigo na agência - falei pra ela que estava em Floripa, marcamos de nos encontrar, e ela disse que levaria uma surpresa pra mim. Vi que o Júnior também estava online, preferi não chamá-lo (apesar da vontade enorme) mas me surpreendi porque ele me chamou.
    Já chegaram??
Sim
    Aproveitem!!
Obrigada   
Não falou mais nada. Eu também não. Peguei apenas o meu óculos, uma quantia em dinheiro, coloquei no bolso e desci. Minha filhota estava contando uma montanha de coisas aos meus avós que ouviam tudo atentamente. Falei pra eles onde ia, e que não ia demorar também, a Duda preferiu ficar e no fundo queria que ela ficasse mesmo. Saí de casa e fui a pé até o barzinho próximo onde tinha marcado com a Paulinha mas quando cheguei ela não estava sozinha. O João, meu ex patrão estava junto. Essa era a surpresa? Não consegui evitar um sorriso enorme. Devo tanta coisa a ele. 
Paula - Ana Banana! - sorriu ao me ver - Como está diferente, lindona
Clara - Ai, pelo amor de Deus, não esqueceu esse apelido? - rimos - Você que continua linda - nos abraçamos -
João - É amor, olha lá como a chama porque agora ela trabalha no Santos Futebol Clube, heim
Clara - Chato - riu e nos abraçamos também - Você sabe que tem uma boa parcela de culpa nisso
João - Eu? - nos sentamos em uma mesa ao ar livre -
Clara - Sim, claro. Foi o primeiro a abrir as portas pra mim
João - Eu só reconheci um talento que é seu, só seu - sorri -
Paula - Concordo. Se você não tivesse talento de nada adiantaria
Clara - Mesmo assim, foi aqui que tudo começou e eu nunca vou cansar de agradecer ou esquecer - sorriram - Mas...
Paula - Ih, lá bem bomba - rimos -
Clara - Se é bomba ou não vocês que vão me dizer, ou melhor vão confirmar as minhas suspeitas - entreolharam-se - Eu acho que ouvi o Joãozinho chamando alguém de amor...
João - Chamei? Quem? Quando? Que horas?
Clara - Chamou sim, nem tentem me enrolar - gargalharam -
Paula - Estamos juntos sim, Clarinha
Clara - Finalmente, né? Andavam naquele pega ou não pega - rimos - Fico feliz por vocês, quando sai o casório?
Paula - Estamos morando juntos, se der certo quem sabe, não é amor?
João - Oi? - gargalhei e ela deu um leve tapa no braço dele -
Clara - Não tem mais como fugir, queridinho - rimos - Mas me falem da agência, por favor - pedimos sucos e a tarde passou numa rapidez incrível. A conversa entre nós fluía naturalmente. Fiquei sabendo que a sede da agência mudou de lugar e agora vai indo muito bem. Falamos sobre eles também, e sobre mim, lógico. Ainda virei alvo de piada deles por aparecer em alguns sites de vez em quando. Mas foi divertido, foi bom estar com eles. Por whatsapp não é a mesma coisa, não mesmo. 
 clarabarcelar_: E existem aquelas pessoas que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas que, passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, pelo que nos fizeram sentir. É isso… As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós… E quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa @paulaspadini   Fotos by: @joaobalsano hahaha. Amo vocês  
Quando cheguei em casa minha filhota já estava de banho tomado, cheirosinha e brincando de jogo da memória com meu avô na mesa da cozinha. Sim, isso mesmo. Ri, dei um beijinho neles e subi para aquele que foi o meu quarto durante muito tempo. Continuava intacto, e apesar de tudo tinha boas recordações dali. Peguei uma roupinha mais simples na mala, entrei no banheiro, me despi, tomei um banho frio, saí, me enxuguei, me vesti, fiz um coque no cabelo, me perfumei e desci, encontrando minha avó na sala.
Glória - Vem cá, moça - bateu no sofá ao seu lado. Deitei e pousei a cabeça no seu colo - A mim você sabe que não engana, não sabe? - assenti - Então... fala o que aconteceu - contei tudo pra ela de uma vez, sem tirar nem por nada - Mas vocês, heim?!!
Clara - Vocês?? Vocês, vó? Quer dizer que agora eu também tenho culpa?
Glória - Sinceramente? Vocês só estão do jeito que estão por culpas dos dois sim
Clara - Não consigo entender o porquê
Glória - Eu explico. Pra começar, porque é que você não contou pra ele o que aconteceu no aeroporto?
Clara - Porque... porque não
Glória - Porque não pra mim, não é resposta
Clara - Ah vó... ele também não fez questão nenhuma de me dizer que foi aquela lá que lhe contou que eu estava no aeroporto acompanhada
Glória - Tá mas e daí? Você sabe que foi ela quem contou. Só pode ter sido ela. Você sabe e é isso que importa. Ele é que não sabe o que a suposta amiga falou pra namorada dele
Clara - É verdade...
Glória - O problema é que são dois orgulhosos que provavelmente estão morrendo de saudades um do outro mas não sabem reconhecer que precisam dar o braço à torcer - não respondi-a - Um dos dois vai ter que ceder, amor - passou a mão no meu rosto -
Clara - Eu sei...
Glória - Promete que vão conversar? - assenti - Eu não ouvi - apertou meu nariz e riu -
Clara - Prometo
Glória - Vocês vão se acertar, tenho certeza. Já passaram por coisas muito piores
Clara - Coisas muito piores... - suspirei - Pois é... de segunda pra cá me perguntei várias vezes se fomos feitos para estar juntos mesmo
Glória - Ih, a abstinência dele está afetando essa cabecinha, é? - riu e conseguiu me arrancar um sorriso também - É sério, ficou doida? É que para estar pensando essas coisas, só pode
Clara - Sei lá, vó... vai ver o destino nos separou no passado e a gente não tinha que ter remexido nele
Glória - Claro, e vocês se reencontraram por me mero acaso, ou melhor, o destino queria que vocês se tornassem amigos... não, melhor, irmãos - ironizou e eu ri - Pára de pensar besteira, doida. Se vocês não fossem feitos para ficar velhinhos juntos talvez não tivessem nem se conhecido - sorri -
Clara - É. Eu amo aquele irritante, e sim estou com saudades deles mesmo. Muitas saudades
Glória - É sério? Nem percebi - rimos - Não me pergunte o porque mas eu sei que vocês vão se acertar
Clara - Deus queira!
Glória - Ele quer, mas façam a parte de vocês, poxa
Clara - Pode deixar, a minha pelo menos, é garantida - rimos. Continuamos conversando sobre a minha vida em Santos, depois meu avô e a Dudoca resolveram brincar na sala, bom pra mim e minha vó, que demos boas gargalhadas.
 clarabarcelar_: É muito chamego, é muito mimo... Amo demais!! #ciumesexalando #soquenao #muitomeus haha    
Glória - Larga esse celular, Clara. Vem me ajudar no jantar
Clara - A senhora que manda - rimos. Fomos para cozinha, antes de começarmos a preparar o jantar, ela me deu umas dicas de receitas maravilhosas, depois ajudei-a, fizemos empadão, arrumei a mesa, chamamos ''as crianças'', e jantamos conversando bastante como sempre. Em seguida eles foram dormir, porque já se acostumaram com a rotina e os horários deles. Depois de limpar a cozinha, fiquei na sala mesmo com a Dudoca assistindo Bananas de Pijamas e Peixonauta no Discovery Kids até começar a ficar com sono, e ela ainda continuava acesa. Mesmo assim a convenci a subir comigo, trocamos de roupa, e achei que fosse deitar mas ela inventou de brincar de salão de beleza, ou seja, eu seria a sua cliente. Concordei com uma única condição: não íamos dormir muito tarde. Ela ficou eufórica, pegou todos os seus acessórios de cabelo (e os meus também), pediu que eu sentasse no chão, sentou na cama e começou a fazer vários penteados, segundo ela. Depois trocamos de lugar, penteei o seu também, com isso tudo terminamos rindo muito e por incrível que pareça, meu sono evaporou. É mágico o jeito que ela consegue me fazer rir ou até mesmo apenas sorrir, sem fazer muito esforço, é por isso que brinco mesmo e nunca nego. No final, acaba me fazendo um bem enorme também. 
 clarabarcelar_: AMOR, AMOR, AMOR e mais nada!    
Tiramos muitas fotos, acho que fizemos quase um book juntas, e depois de olharmos todas, ela ainda pegou no sono primeiro que eu.

 Read: • http://endlesslovewiththem.blogspot.com.br/
• http://neymarmeuprinceso.blogspot.com.br/
Olá!!
Não, eu não esqueci daqui, claro que não.
   
Mas o tempo que tenho para escrever não é mais o mesmo
e isso eu já tinha falo. Quando quiser ''esquecer'', 
vou ter pelo menos um pouco de consideração e vou avisar,
não se preocupem!  Ao Anônimo que perguntou 
sobre a Bruna, pra mim, ela ''nem cheira, nem fede''. É indiferente.
Não perco meu tempo odiando-a, nem gosto. Está fazendo o Neymar
feliz? Ótimo. É só o que importa pra mim: a felicidade dele.