Dedicado à @njrmydiamond
Clara - Só vou te perdoar porque não está tão cedo - ele sentou também, de frente pra mim -
clarabarcelar_: "Tá mãe, chega. Já dormiu demais!" #bomdia
Ou ele não tinha realmente o que fazer e por isso foi me acordar ou estava carente de mimos, dediquei uns minutinhos à ele, e quando levantei acho que conseguia me sentir até um pouco mais revigorada por ter dormido umas horinhas à mais. O Luck também desceu da cama, aproveitei para arrumá-la logo, separei uma roupa e entrei no banheiro. Tomei banho, escovei os dentes, me vesti, não passei nada no rosto, fiz um rabo de cavalo folgado, voltei pro quarto e abri as cortinas assim como as janelas. Peguei o celular, saí do quarto, arejei a casa toda, fui pra cozinha, preparei e tomei meu café, depois fui por ração pro meu filhote e percebi que já estava no final, então decidi ir comprar logo, assim passeávamos um pouco. Peguei uma boa quantia em dinheiro, calcei minhas havaianas mesmo, coloquei a coleira nele, tranquei tudo e descemos. Dei bom dia ao porteiro, saímos do prédio e a pé mesmo fomos até o Pet mais próximo. Entramos, e como é obvio eu não saí de lá apenas com a ração. Comprei também ossinhos, alguns brinquedos, produtos de higiene e limpeza, um outra coleira e uma outra guia, e até um conjuntinho de roupa e acessórios, porque fiquei deslumbrada quando vi. Depois de tudo pago, voltamos pra casa, guardei as coisas, deixei-o com um dos brinquedos na sala e fui pro meu quarto porque tinha que fazer algo que já queria a muito tempo. Separei tudo que ia precisar, depois peguei uma caixa que continha apenas fotos de momentos especiais que foram registrados, algumas inclusive serviram de amuleto pra mim enquanto estive em Florianópolis. Escolhi algumas - foi difícil mas todos aqueles que amo iriam estar presentes, independentemente da foto ser antiga ou atual - todas na horizontal, deixei-as separadas também, liguei o mac, abri o programa de músicas pra quebrar um pouco o silêncio e montei o meu mural.
****
Fui preparar o almoço, fiz um nhoque de batata que ficou com um aspecto delicioso, depois lavei a louça todinha e no horário certinho a Manu chegou com a Dudoca.
Manu - Boa tarde - passou por mim e deu um beijo no meu rosto - Hum, que cheirinho maravilhoso
Clara - Receita da dona Débora, nhoque de batata
Manu - Nossa, a boca encheu d'água - rimos - Vou tomar um banho rapidinho - foi pro quarto e eu pra sala -
Clara - Boa tarde, princesinha
Eduarda - Boa tarde, mãe - terminou de tirar o tênis e levantou para me abraçar -
Clara - Vamos pro banho? Quando tem balé nosso horário fica apertadinho
Eduarda - Vamos - peguei sua mochila, ela pegou o tênis, e fomos para o seu quarto - Mãe, quem é Maria-chuteira? - perguntou assim que entramos, como se fosse uma coisa natural. Estagnei por completo -
Clara - Que pergunta sem pé nem cabeça é essa, Duda?
Eduarda - É porque a moça falou que eu sou filha da Maria-chuteira. Quem é essa, mãe? - respirei fundo seguidas vezes. Não esperava ouvir isso nunca e o impacto que essas palavras tiveram em mim foi tão grande que a vontade de chorar quase falou mais alto, principalmente por causa da sua ingenuidade -
Clara - Que moça disse isso?
Eduarda - A mãe da minha coleguinha
Clara - Não acredito nisso - olhei pro teto tentando - e consegui - conter as lágrimas -
Eduarda - Que foi, mãe?
Clara - Filha, senta aqui - ela sentou e eu agachei na sua frente - Eu sou a sua mãe
Eduarda - Eu sei - riu -
Clara - Então esquece o que aquela... - pensei muito bem pra não falar merda - moça falou porque não é verdade
Eduarda - Tá bom
Clara - E agora presta bastante atenção no que eu vou te dizer - continuou me olhando atentamente - Você sabe que o seu pai é jogador de futebol, não sabe? - assentiu positivamente - Por causa dessa profissão, ele é muito conhecido. Mas certas pessoas que o ''conhecem'' se acham no direito de falar, criticar, e até opinar na vida dele, isso porque elas acham que o conhecem. Acham. Pra essas pessoas também, nós duas só entramos na vida dele agora, o que é mais um motivo para falarem muita besteira mas a gente não tem que ligar
Eduarda - Eu não ligo, mãe - respondeu espontaneamente -
Clara - Que bom, meu amor - passei a mão no seu rosto e sorri fraco - Olha, se isso acontecer de novo ou até mesmo algo parecido, fala com a sua professora ou com a diretora ou sei lá com quem, mas fala porque a gente não liga, ok, mas isso não é certo e quando chegar em casa você me conta, estamos combinadas?
Eduarda - Estamos - respondeu com uma sinceridade enorme e eu abracei-a fortemente -
Clara - Esquece tá? Esquece tudo o que aquela... moça falou porque você só tem pessoas que te amam e te querem muito bem ao seu lado - sorriu - Mas vamos tomar banho agora? Nem te falei quem vai com a gente pro balé hoje
Eduarda - Quem?
Clara - A Rafinha
Eduarda - Oba!! - levantou e começou a saltitar -
Clara - Mas a gente tem que adiantar porque ainda vou passar na casa dela pra poder pegá-la e não podemos nos atrasar
Eduarda - Tá certo - se despiu e foi direto pro banheiro. Enquanto ela tomava banho, sentei na sua cama, e afoguei o rosto nas mãos, sufocando a minha vontade de gritar, tal era a raiva. Não queria que ela percebesse, por isso assim que saiu montei o melhor sorriso, enxuguei-a, vesti-a e penteei seu cabelo num coque não muito apertado. Ela se perfumou, calçou uma sapatilha cor de rosa, coloquei a de ponta dentro da bolsa, e fomos para cozinha. Servi-a, e a deixei comendo porque meu apetite foi para o ralo. Fui pro meu quarto, mandei uma mensagem pra Rafa pedindo pra ela já ficar pronta e quando voltei a sair, a Manu também estava saindo do dela -
Manu - Que cara é essa?
Clara - Estou a ponto de explodir de tanta raiva - fui pra sala e ela me acompanhou -
Manu - O quê que aconteceu?
Clara - Acredita que a mãe de uma coleguinha da Duda disse que ela é filha de uma maria-chuteira?
Manu - O quê?
Clara - É isso mesmo que você ouviu, e a minha filha ingenuamente veio me perguntar quem é maria-chuteira, provavelmente achando que aquela mulher a confundiu ou sei lá
Manu - Meu Deus!!
Clara - Você não tem ideia do que eu estou sentindo, Manu, não tem
Manu - Essa mulher só pode ser um monstro
Clara - Monstro é pouco. Ela quer falar de mim? Que fale, estou pouco me lixando pra isso mas na frente de uma criança? E pior, muito pior, na frente da minha filha, que provavelmente tem a mesma idade que a filha dela? É muita crueldade. Uma criança, Manu... - levantei - Uma criança... - comecei a andar de um lado para o outro - A minha vontade agora é de ver essa mulher e arrancar os cabelos dela, fio a fio - gargalhou - Pára, não tem graça
Manu - Desculpa, mas é difícil te ver assim
Clara - Eu sei, mas ela mexeu com a pessoa errada e se eu fosse impulsiva iria naquela escola agora e cancelava aquela matrícula
Manu - Isso seria muita ousadia e tem mais, pessoas como essa mulher aí tem em todo lugar
Clara - Eu sei - respirei fundo -
Manu - Se acalma e senta, pelo amor
Clara - Estou calma - forcei um sorriso - Agora vai comer antes que esfrie - ela foi em direção a cozinha e eu sentei. Porque minha filha tem que passar por mais isso? Porque, meu Deus? Já não basta tudo que ela foi obrigada a passar? Essa mulher não deve ter coração porque pra falar uma besteira, ou melhor dizendo, uma merda dessas a uma criança que não sabe de nada, tendo uma filha da mesma idade só pode ser uma maluca sem coração. Tentei não pensar muito nisso - impossível porque sabia que isso ia me persegui, pelo menos, até o final do dia - mas não podia deixar transparecer isso, não mesmo. A Duda terminou, foi escovar os dentinhos, depois se despedir do Luck e da Manu, que ia ficar pra terminar uns esboços e saímos. Chamei o elevador, entramos e descemos na garagem. Destravei as portas do carro, ela entrou, coloquei o cinto, entrei também, fiz o mesmo e dei partida. Cheguei em frente ao prédio da Rafa, chamei-a no whats e ela desceu logo em seguida -
Rafa - Oi, oi chatinha - me deu dois beijinhos e eu sorri - Mas que bailarina mais linda - a Duda riu e se aproximou para lhe dar um beijo também - Deixa eu dar mais dois, que são pelo vovô e pela vovó - rimos e ela fez isso mesmo - Olha, trouxe algo que me disseram que você adora
Eduarda - O quê? - perguntou de imediato e a Rafa riu -
Rafa - Toma - tirou algo enrolado em um papel de presente de dentro da bolsa e entregou-a - Abre
Eduarda - Que lindo - foi a sua primeira reação ao ver um potinho de massa de modelar - Olha mãe, vem com a Magali - falou entusiasmada e nós duas gargalhamos -
Clara - Estou vendo, é lindo mesmo
Eduarda - Obrigada tia - a Rafa sorriu como eu nunca tinha visto antes -
Rafa - Por nada, meu amor. Quando eu for na sua casa vou querer brincar heim, ah e de casinha também porque fiquei sabendo que já brincaram - gargalhei -
Clara - Nem queira saber o desempenho do seu irmão nessa brincadeira
Rafa - Ele disse que pra primeira vez, até que foi bom
Clara - Olhando por esse lado, até que foi mesmo. Tirando a parte que confundiu uma presilha de cabelo com um doce, tudo ok - gargalhou.
rafaella: Desde sempre, para sempre!️
Liguei o som, dei partida e seguimos para o Natura Essência em uma animação que me fez bem. Esqueci por momentos o episódio de anteriormente. Chegamos na hora certinha, a Rafa deixou a bolsa dentro do carro mesmo, a Duda também deixou seu presentinho ali, saímos, acionei o alarme e entramos.
Clara - Esqueci de te falar que aqui está igual ou pior que o CT em véspera de jogo importante
Rafa - Como assim? - riu -
Clara - Por causa da apresentação no sábado a gente não pode ver nada
Rafa - Nossa, sério?
Clara - É - rimos. A Duda trocou a sapatilha, me entregou a bolsa, deu um beijo no rosto de nós duas e foi pra sua sala -
Rafa - Está tão caladinha assim porque? - ''acordei''... sim, porque já estava bem longe, pensando no que não devia -
Clara - Nada - me olhou nada convencida - Estava só pensando, quer dizer...
Rafa - É alguma coisa séria?
Clara - Ao meu ver, sim. Ainda estou um pouco desconfortável e não paro de pensar em algo que aconteceu mais cedo
Rafa - O quê?
Clara - Uma sem noção falou pra Duda que ela é filha de uma maria-chuteira
Rafa - Oi?
Clara - Pois é, quase não acreditei também
Rafa - Quem foi essa?
Clara - A mãe de uma coleguinha dela
Rafa - Não perde tempo pensando nisso não, a Duda é uma criança maravilhosa e eu tenho certeza que ela não ligou
Clara - Ela falou pra mim, toda meiguinha: ''Eu não ligo, mãe'' - sorri -
Rafa - Tá vendo? Não liga também porque ficar pensando nisso não vai te fazer bem
Clara - Tudo bem... - sorriu - Mas não fala nada pro seu irmão
Rafa - Você mesma vai contar, não vai?
Clara - É... pode ser - riu. Colocamos o papo em dia até a aula terminar, a professora entregou um aviso explicando o horário direitinho da apresentação e nós saímos. Passamos na sorveteria ao lado, lanchamos, depois voltamos para o local onde estacionei o meu carro. Entramos, e como fomos conversando, rapidinho chegamos em frente ao prédio da Rafa. Nos despedimos com direito a beijinhos para a vovó e o vovô, ela saiu e nós duas seguimos para o nosso apê. Quando chegamos não encontramos a Manu na sala, como quase sempre, mas se ela disse que ia trabalhar, provavelmente preferiu ficar no quarto. O Luck fez a sua pequena festa com a gente, depois coloquei a Duda pra tomar banho, deixei a sua roupa separadinha e fui tomar o meu também, bem rapidinho. Me vesti, fiz um coque no cabelo, peguei o celular, saí do meu e bati na porta do quarto da Manu. Ela deu permissão, entrei e encontrei-a deitada - Que foi amor?
Manu - Estou com uma dor de cabeça insuportável, não me deixou fazer quase nada
Clara - Mas é só isso mesmo? Já tomou remédio?
Manu - Já, e é só, não tem motivos pra preocupação não
Clara - Então tá, mas qualquer coisa já sabe
Manu - Pode deixar - riu e eu saí -
Clara - Teve lição de casa não, moça? - parei na porta do quarto dela -
Eduarda - Teve, duas
Clara - Vamos fazer logo então pra não ficar muito tarde e o sono falar mais alto - riu -
Eduarda - Vou pegar
Clara - Estou te esperando lá na sala
Eduarda - Tá - fui pra sala e em menos de dois minutos ela apareceu com a mochila. Sentamos entre a mesinha de centro, apenas observei tudo que ia fazendo e só falava quando tinha que corrigir algo. Quando terminou, ficou desenhando, pediu que eu fizesse o mesmo, depois escrevi ''I love you'' na mãozinha dela, e ''I love you most'' em um papel para que ela pudesse escrever na minha, e fiquei boba com o resultado, lógico.
clarabarcelar_: Entre um rabisco e outro...
Ela sorriu quando eu disse o que significava, depois foi guardar as suas coisas e meu celular tocou. Vi o nome do Diego no visor e atendi.
- início -
Clara - Oi, meu DJ
Diego - E aí, Clarinha
Clara - Que saudades
Diego - Nem fala. Como é que vocês estão?
Clara - Estamos todas bem, e você?
Diego - Também
Clara - Tudo certo com o emprego também?
Diego - Graças a Deus, sim
Clara - Teu aniversário está logo aí né? Não esqueci não, só pra constar - gargalhou -
Diego - Ótimo saber disso - rimos... acho que já dava pra perceber que voltamos a ser a Ana Clara e o Diego de antes - Uma pena não poder comemorar com vocês também
Clara - Pois é, mas tem que prometer que vai festejar como se estivéssemos aí
Diego - Pode deixar. E depois que passar a agitação do meu aniversário, vou ver se consigo ir visitar vocês
Clara - Sério? Ah, por favor, ver isso com muito carinho - riu -
Diego - Vou ver, fica tranquila. Cadê a Manu? Tentei ligar pra ela também mas o celular só dava desligado
Clara - Está deitada com uma dor de cabeça chatinha
Diego - Ah, e a Dudoca?
Clara - Entrou aqui na sala agora
Diego - Saudade dessa tagarela, pergunta se ela quer falar comigo - afastei o celular -
Clara - Amor, quer falar com o Diego?
Eduarda - Siiiim
Clara - Vou passar pra ela. Se cuida, beijos
Diego - Você também, beijo - entreguei o celular pra ela, que sentou de perninhas cruzadas e eu deitei no sofá. Fiquei apenas ouvindo-a conversando com ele, como uma mocinha, o que gerou até umas gargalhadas em mim. E só faltava babar falando do pai, um amor que só. Eu acho que ele disse que ia sair, e só por isso ela me devolveu o celular para encerrar a chamada -
- término -
Clara - O quê que a gente vai jantar, amor? - ela sentou nas minhas pernas e encolheu os ombros - Estou com preguiça de cozinhar - fiz bico -
Eduarda - Faz salada de fruta mãe, eu te ajudo - ri -
Clara - Ajuda mesmo?
Eduarda - Claro - ri novamente -
Clara - Vamos então - fomos pra cozinha, ela me ajudou a separar e lavar as frutas, cortei-as e coloquei todas em um recipiente à parte -
Eduarda - Quero leite, pode?
Clara - Esse é melhor, olha - coloquei um pouquinho de leite condensado na sua mão e ela provou - Ainda quer o outro ou esse?
Eduarda - Esse - rimos. Nos servir, fomos comer na sala, quando terminei, voltei pra cozinha, montei uma bandeja e fui até o quarto da Manu. Bati e ela novamente me deu permissão. Entrei e ela já estava desenhando -
Clara - Estava com preguiça de cozinhar mas a Dudoca salvou a pátria e me ajudou a fazer isso - rimos -
Manu - Obrigada amiga, põe ali em cima, depois eu levo de volta pra cozinha
Clara - Está melhor?
Manu - Deu uma aliviada sim, pelo menos não está me atrapalhando aqui - olhou para os papéis -
Clara - O Diego ligou, tentou falar com você também mas não conseguiu
Manu - Meu celular está desligado desde que cheguei. Segunda é aniversário dele, não é?
Clara - É, ele vai ver se consegue vim nos ver depois disso
Manu - Espero que consiga
Clara - Vou te deixar trabalhar - soltei um beijo, ela retribuiu, e eu saí. Voltei pra sala, a Duda pediu pra colocar no discovery kids, deitei e fiquei mexendo no celular enquanto ela assistia. Fuçando uma coisa e outra, encontrei uma foto dela novinha e sorri. Nem lembrava. Postei, como tinha ''prometido''.
@clarabarcelar_: A pedidos... #mybaby pic.twitter.com/sDnDS0yaE5
@youlivenjr: Ela sempre teve o cabelo clarinho assim? @clarabarcelar_
@clarabarcelar_: Não. É curioso porque nasceu bem escuro mas com o tempo foi caindo e quando começou a nascer de novo, já veio mais clarinho @youlivenjr
@clarabarcelar_: ️ pic.twitter.com/T8p13ERbOq
Continuei respondendo alguns fã clubes mas o Júnior retwittou o meu último tweet, o que originou outros tipos de perguntas...
@clarabarcelar_: Vamos lá terminar a noite assistindo backyardigans!
Saí logo do twitter, dei mais atenção ao Luck do que a televisão, e meu celular começou a tocar novamente. Sorri e atendi.
- início -
Clara - Oi amor
Neymar - Oi, tá tudo bem?
Clara - Está... está tudo ótimo e com você?
Neymar - Tá, agora fala a verdade
Clara - Que verdade?
Neymar - Não sei porque esse ''está tudo ótimo'' me pareceu forçado demais... não me convenceu
Clara - Impressão sua
Neymar - Ok, se não quer falar não fala mas que você está me escondendo algo, está - seu tom de voz soou quase que com uma pontinha de desilusão, tudo que menos queria era ficar chateada com ele ou vice-versa, por isso fui até a varanda e contei logo o episódio da ''mãe da coleguinha da Duda''. Falei detalhadamente, inclusive da minha conversa com ela. Ele estranhou a calma com que falei mas não ia adiantar o estresse, muito menos descontar em quem não tem culpa - Também não concordo em tirá-la de lá, não tem lógica. E mais essa mudança pra Duda não ia ser bom
Clara - É, eu não vou tirar mas não vou mentir, isso passou pela minha cabeça sim, acho que na hora da raiva
Neymar - Eu já estou mais acostumado com essas criticas destrutivas que só servem para nos afetar psicologicamente, você não, eu sei. Mas tudo ainda é muito recente, daqui a pouco vão esquecer de nós amor, você vai ver
Clara - Eu espero sinceramente que isso aconteça logo, mas não vamos mais falar sobre isso, por favor
Neymar - Ok, vai ao Pacaembu no sábado?
Clara - Achei que ia ser na Vila
Neymar - O mando de campo é do Corinthians
Clara - Ah... ainda não sei, porque?
Neymar - Queria que a Duda entrasse comigo
Clara - Se é por isso eu a levo então. Vai estar no CT amanhã?
Neymar - Pela manhã só pra dar uma entrevista e à tarde, no finalzinho, volto pra lá e partiu São Paulo
Clara - Existe a possibilidade de nos encontrarmos então, longe do depósito, claro - gargalhou -
Neymar - Mas a graça está lá
Clara - Eu bem vi a graça nas piadinhas dos meninos quando voltei pra sala ontem, porque demorei e blá blá blá - riu novamente -
Neymar - E você não falou nada?
Clara - O quê que eu ia falar? Dava nem pra desmenti-los - rimos - Longe do depósito
Neymar - Claro, claro - riu - Cadê minha filha? Não quer falar comigo hoje? - riu -
Clara - Está entretida, assistindo desenho
Neymar - Deixa então, amanhã eu falo com ela
Clara - Eu a chamo, espera. Ela vai gostar
Neymar - Tá certo - voltei pra sala -
Clara - Duda - olhou-me - Teu pai - mostrei o celular e ela levantou num pulo. Não sei exatamente quanto mas ficaram conversando por bastante tempo, e depois só falei com ele novamente pra me despedir.
- término -
Clara - Hora de dormir agora, não é mocinha?
Eduarda - Ah...
Clara - Nem A nem B, amanhã ainda tem aula - fez cara feia - Ânimo porque é sexta - ri e ela não resistiu - Vamos - desliguei a tv, fomos para o seu quarto e o Luck foi junto. Ela escovou os dentes, vestiu o pijaminha, deitou e eu sentei ao seu lado. Li uma boa parte do livro, até o sono dela chegar. Depois guardei-o, ajustei o despertador, liguei o abajur, dei um beijinho na sua testa, apaguei as luzes, procurei pelo Luck mas como ele estava deitadinho ao lado da cama, deixei-o lá mesmo. Encostei a porta, fui pro meu quarto e ainda era estranho entrar e ver o mural, mas estava lindo. Fechei as janelas e as cortinas, troquei de roupa, escovei os dentes, e deitei. Conversei um pouco com meu pai pelo whats, depois ativei o despertador e apaguei.
Read: http://moleketoiss.blogspot.com.br/ - http://sonharcomvoc.blogspot.com.br/ -
http://beginning-middleend.blogspot.com.br/
http://estousemcriatividadebjs.blogspot.com.br/
Manu - Boa tarde - passou por mim e deu um beijo no meu rosto - Hum, que cheirinho maravilhoso
Clara - Receita da dona Débora, nhoque de batata
Manu - Nossa, a boca encheu d'água - rimos - Vou tomar um banho rapidinho - foi pro quarto e eu pra sala -
Clara - Boa tarde, princesinha
Eduarda - Boa tarde, mãe - terminou de tirar o tênis e levantou para me abraçar -
Clara - Vamos pro banho? Quando tem balé nosso horário fica apertadinho
Eduarda - Vamos - peguei sua mochila, ela pegou o tênis, e fomos para o seu quarto - Mãe, quem é Maria-chuteira? - perguntou assim que entramos, como se fosse uma coisa natural. Estagnei por completo -
Clara - Que pergunta sem pé nem cabeça é essa, Duda?
Eduarda - É porque a moça falou que eu sou filha da Maria-chuteira. Quem é essa, mãe? - respirei fundo seguidas vezes. Não esperava ouvir isso nunca e o impacto que essas palavras tiveram em mim foi tão grande que a vontade de chorar quase falou mais alto, principalmente por causa da sua ingenuidade -
Clara - Que moça disse isso?
Eduarda - A mãe da minha coleguinha
Clara - Não acredito nisso - olhei pro teto tentando - e consegui - conter as lágrimas -
Eduarda - Que foi, mãe?
Clara - Filha, senta aqui - ela sentou e eu agachei na sua frente - Eu sou a sua mãe
Eduarda - Eu sei - riu -
Clara - Então esquece o que aquela... - pensei muito bem pra não falar merda - moça falou porque não é verdade
Eduarda - Tá bom
Clara - E agora presta bastante atenção no que eu vou te dizer - continuou me olhando atentamente - Você sabe que o seu pai é jogador de futebol, não sabe? - assentiu positivamente - Por causa dessa profissão, ele é muito conhecido. Mas certas pessoas que o ''conhecem'' se acham no direito de falar, criticar, e até opinar na vida dele, isso porque elas acham que o conhecem. Acham. Pra essas pessoas também, nós duas só entramos na vida dele agora, o que é mais um motivo para falarem muita besteira mas a gente não tem que ligar
Eduarda - Eu não ligo, mãe - respondeu espontaneamente -
Clara - Que bom, meu amor - passei a mão no seu rosto e sorri fraco - Olha, se isso acontecer de novo ou até mesmo algo parecido, fala com a sua professora ou com a diretora ou sei lá com quem, mas fala porque a gente não liga, ok, mas isso não é certo e quando chegar em casa você me conta, estamos combinadas?
Eduarda - Estamos - respondeu com uma sinceridade enorme e eu abracei-a fortemente -
Clara - Esquece tá? Esquece tudo o que aquela... moça falou porque você só tem pessoas que te amam e te querem muito bem ao seu lado - sorriu - Mas vamos tomar banho agora? Nem te falei quem vai com a gente pro balé hoje
Eduarda - Quem?
Clara - A Rafinha
Eduarda - Oba!! - levantou e começou a saltitar -
Clara - Mas a gente tem que adiantar porque ainda vou passar na casa dela pra poder pegá-la e não podemos nos atrasar
Eduarda - Tá certo - se despiu e foi direto pro banheiro. Enquanto ela tomava banho, sentei na sua cama, e afoguei o rosto nas mãos, sufocando a minha vontade de gritar, tal era a raiva. Não queria que ela percebesse, por isso assim que saiu montei o melhor sorriso, enxuguei-a, vesti-a e penteei seu cabelo num coque não muito apertado. Ela se perfumou, calçou uma sapatilha cor de rosa, coloquei a de ponta dentro da bolsa, e fomos para cozinha. Servi-a, e a deixei comendo porque meu apetite foi para o ralo. Fui pro meu quarto, mandei uma mensagem pra Rafa pedindo pra ela já ficar pronta e quando voltei a sair, a Manu também estava saindo do dela -
Manu - Que cara é essa?
Clara - Estou a ponto de explodir de tanta raiva - fui pra sala e ela me acompanhou -
Manu - O quê que aconteceu?
Clara - Acredita que a mãe de uma coleguinha da Duda disse que ela é filha de uma maria-chuteira?
Manu - O quê?
Clara - É isso mesmo que você ouviu, e a minha filha ingenuamente veio me perguntar quem é maria-chuteira, provavelmente achando que aquela mulher a confundiu ou sei lá
Manu - Meu Deus!!
Clara - Você não tem ideia do que eu estou sentindo, Manu, não tem
Manu - Essa mulher só pode ser um monstro
Clara - Monstro é pouco. Ela quer falar de mim? Que fale, estou pouco me lixando pra isso mas na frente de uma criança? E pior, muito pior, na frente da minha filha, que provavelmente tem a mesma idade que a filha dela? É muita crueldade. Uma criança, Manu... - levantei - Uma criança... - comecei a andar de um lado para o outro - A minha vontade agora é de ver essa mulher e arrancar os cabelos dela, fio a fio - gargalhou - Pára, não tem graça
Manu - Desculpa, mas é difícil te ver assim
Clara - Eu sei, mas ela mexeu com a pessoa errada e se eu fosse impulsiva iria naquela escola agora e cancelava aquela matrícula
Manu - Isso seria muita ousadia e tem mais, pessoas como essa mulher aí tem em todo lugar
Clara - Eu sei - respirei fundo -
Manu - Se acalma e senta, pelo amor
Clara - Estou calma - forcei um sorriso - Agora vai comer antes que esfrie - ela foi em direção a cozinha e eu sentei. Porque minha filha tem que passar por mais isso? Porque, meu Deus? Já não basta tudo que ela foi obrigada a passar? Essa mulher não deve ter coração porque pra falar uma besteira, ou melhor dizendo, uma merda dessas a uma criança que não sabe de nada, tendo uma filha da mesma idade só pode ser uma maluca sem coração. Tentei não pensar muito nisso - impossível porque sabia que isso ia me persegui, pelo menos, até o final do dia - mas não podia deixar transparecer isso, não mesmo. A Duda terminou, foi escovar os dentinhos, depois se despedir do Luck e da Manu, que ia ficar pra terminar uns esboços e saímos. Chamei o elevador, entramos e descemos na garagem. Destravei as portas do carro, ela entrou, coloquei o cinto, entrei também, fiz o mesmo e dei partida. Cheguei em frente ao prédio da Rafa, chamei-a no whats e ela desceu logo em seguida -
Rafa - Oi, oi chatinha - me deu dois beijinhos e eu sorri - Mas que bailarina mais linda - a Duda riu e se aproximou para lhe dar um beijo também - Deixa eu dar mais dois, que são pelo vovô e pela vovó - rimos e ela fez isso mesmo - Olha, trouxe algo que me disseram que você adora
Eduarda - O quê? - perguntou de imediato e a Rafa riu -
Rafa - Toma - tirou algo enrolado em um papel de presente de dentro da bolsa e entregou-a - Abre
Eduarda - Que lindo - foi a sua primeira reação ao ver um potinho de massa de modelar - Olha mãe, vem com a Magali - falou entusiasmada e nós duas gargalhamos -
Clara - Estou vendo, é lindo mesmo
Eduarda - Obrigada tia - a Rafa sorriu como eu nunca tinha visto antes -
Rafa - Por nada, meu amor. Quando eu for na sua casa vou querer brincar heim, ah e de casinha também porque fiquei sabendo que já brincaram - gargalhei -
Clara - Nem queira saber o desempenho do seu irmão nessa brincadeira
Rafa - Ele disse que pra primeira vez, até que foi bom
Clara - Olhando por esse lado, até que foi mesmo. Tirando a parte que confundiu uma presilha de cabelo com um doce, tudo ok - gargalhou.
rafaella: Desde sempre, para sempre!️
Liguei o som, dei partida e seguimos para o Natura Essência em uma animação que me fez bem. Esqueci por momentos o episódio de anteriormente. Chegamos na hora certinha, a Rafa deixou a bolsa dentro do carro mesmo, a Duda também deixou seu presentinho ali, saímos, acionei o alarme e entramos.
Clara - Esqueci de te falar que aqui está igual ou pior que o CT em véspera de jogo importante
Rafa - Como assim? - riu -
Clara - Por causa da apresentação no sábado a gente não pode ver nada
Rafa - Nossa, sério?
Clara - É - rimos. A Duda trocou a sapatilha, me entregou a bolsa, deu um beijo no rosto de nós duas e foi pra sua sala -
Rafa - Está tão caladinha assim porque? - ''acordei''... sim, porque já estava bem longe, pensando no que não devia -
Clara - Nada - me olhou nada convencida - Estava só pensando, quer dizer...
Rafa - É alguma coisa séria?
Clara - Ao meu ver, sim. Ainda estou um pouco desconfortável e não paro de pensar em algo que aconteceu mais cedo
Rafa - O quê?
Clara - Uma sem noção falou pra Duda que ela é filha de uma maria-chuteira
Rafa - Oi?
Clara - Pois é, quase não acreditei também
Rafa - Quem foi essa?
Clara - A mãe de uma coleguinha dela
Rafa - Não perde tempo pensando nisso não, a Duda é uma criança maravilhosa e eu tenho certeza que ela não ligou
Clara - Ela falou pra mim, toda meiguinha: ''Eu não ligo, mãe'' - sorri -
Rafa - Tá vendo? Não liga também porque ficar pensando nisso não vai te fazer bem
Clara - Tudo bem... - sorriu - Mas não fala nada pro seu irmão
Rafa - Você mesma vai contar, não vai?
Clara - É... pode ser - riu. Colocamos o papo em dia até a aula terminar, a professora entregou um aviso explicando o horário direitinho da apresentação e nós saímos. Passamos na sorveteria ao lado, lanchamos, depois voltamos para o local onde estacionei o meu carro. Entramos, e como fomos conversando, rapidinho chegamos em frente ao prédio da Rafa. Nos despedimos com direito a beijinhos para a vovó e o vovô, ela saiu e nós duas seguimos para o nosso apê. Quando chegamos não encontramos a Manu na sala, como quase sempre, mas se ela disse que ia trabalhar, provavelmente preferiu ficar no quarto. O Luck fez a sua pequena festa com a gente, depois coloquei a Duda pra tomar banho, deixei a sua roupa separadinha e fui tomar o meu também, bem rapidinho. Me vesti, fiz um coque no cabelo, peguei o celular, saí do meu e bati na porta do quarto da Manu. Ela deu permissão, entrei e encontrei-a deitada - Que foi amor?
Manu - Estou com uma dor de cabeça insuportável, não me deixou fazer quase nada
Clara - Mas é só isso mesmo? Já tomou remédio?
Manu - Já, e é só, não tem motivos pra preocupação não
Clara - Então tá, mas qualquer coisa já sabe
Manu - Pode deixar - riu e eu saí -
Clara - Teve lição de casa não, moça? - parei na porta do quarto dela -
Eduarda - Teve, duas
Clara - Vamos fazer logo então pra não ficar muito tarde e o sono falar mais alto - riu -
Eduarda - Vou pegar
Clara - Estou te esperando lá na sala
Eduarda - Tá - fui pra sala e em menos de dois minutos ela apareceu com a mochila. Sentamos entre a mesinha de centro, apenas observei tudo que ia fazendo e só falava quando tinha que corrigir algo. Quando terminou, ficou desenhando, pediu que eu fizesse o mesmo, depois escrevi ''I love you'' na mãozinha dela, e ''I love you most'' em um papel para que ela pudesse escrever na minha, e fiquei boba com o resultado, lógico.
clarabarcelar_: Entre um rabisco e outro...
Ela sorriu quando eu disse o que significava, depois foi guardar as suas coisas e meu celular tocou. Vi o nome do Diego no visor e atendi.
- início -
Clara - Oi, meu DJ
Diego - E aí, Clarinha
Clara - Que saudades
Diego - Nem fala. Como é que vocês estão?
Clara - Estamos todas bem, e você?
Diego - Também
Clara - Tudo certo com o emprego também?
Diego - Graças a Deus, sim
Clara - Teu aniversário está logo aí né? Não esqueci não, só pra constar - gargalhou -
Diego - Ótimo saber disso - rimos... acho que já dava pra perceber que voltamos a ser a Ana Clara e o Diego de antes - Uma pena não poder comemorar com vocês também
Clara - Pois é, mas tem que prometer que vai festejar como se estivéssemos aí
Diego - Pode deixar. E depois que passar a agitação do meu aniversário, vou ver se consigo ir visitar vocês
Clara - Sério? Ah, por favor, ver isso com muito carinho - riu -
Diego - Vou ver, fica tranquila. Cadê a Manu? Tentei ligar pra ela também mas o celular só dava desligado
Clara - Está deitada com uma dor de cabeça chatinha
Diego - Ah, e a Dudoca?
Clara - Entrou aqui na sala agora
Diego - Saudade dessa tagarela, pergunta se ela quer falar comigo - afastei o celular -
Clara - Amor, quer falar com o Diego?
Eduarda - Siiiim
Clara - Vou passar pra ela. Se cuida, beijos
Diego - Você também, beijo - entreguei o celular pra ela, que sentou de perninhas cruzadas e eu deitei no sofá. Fiquei apenas ouvindo-a conversando com ele, como uma mocinha, o que gerou até umas gargalhadas em mim. E só faltava babar falando do pai, um amor que só. Eu acho que ele disse que ia sair, e só por isso ela me devolveu o celular para encerrar a chamada -
- término -
Clara - O quê que a gente vai jantar, amor? - ela sentou nas minhas pernas e encolheu os ombros - Estou com preguiça de cozinhar - fiz bico -
Eduarda - Faz salada de fruta mãe, eu te ajudo - ri -
Clara - Ajuda mesmo?
Eduarda - Claro - ri novamente -
Clara - Vamos então - fomos pra cozinha, ela me ajudou a separar e lavar as frutas, cortei-as e coloquei todas em um recipiente à parte -
Eduarda - Quero leite, pode?
Clara - Esse é melhor, olha - coloquei um pouquinho de leite condensado na sua mão e ela provou - Ainda quer o outro ou esse?
Eduarda - Esse - rimos. Nos servir, fomos comer na sala, quando terminei, voltei pra cozinha, montei uma bandeja e fui até o quarto da Manu. Bati e ela novamente me deu permissão. Entrei e ela já estava desenhando -
Clara - Estava com preguiça de cozinhar mas a Dudoca salvou a pátria e me ajudou a fazer isso - rimos -
Manu - Obrigada amiga, põe ali em cima, depois eu levo de volta pra cozinha
Clara - Está melhor?
Manu - Deu uma aliviada sim, pelo menos não está me atrapalhando aqui - olhou para os papéis -
Clara - O Diego ligou, tentou falar com você também mas não conseguiu
Manu - Meu celular está desligado desde que cheguei. Segunda é aniversário dele, não é?
Clara - É, ele vai ver se consegue vim nos ver depois disso
Manu - Espero que consiga
Clara - Vou te deixar trabalhar - soltei um beijo, ela retribuiu, e eu saí. Voltei pra sala, a Duda pediu pra colocar no discovery kids, deitei e fiquei mexendo no celular enquanto ela assistia. Fuçando uma coisa e outra, encontrei uma foto dela novinha e sorri. Nem lembrava. Postei, como tinha ''prometido''.
@clarabarcelar_: A pedidos... #mybaby pic.twitter.com/sDnDS0yaE5
@youlivenjr: Ela sempre teve o cabelo clarinho assim? @clarabarcelar_
@clarabarcelar_: Não. É curioso porque nasceu bem escuro mas com o tempo foi caindo e quando começou a nascer de novo, já veio mais clarinho @youlivenjr
@clarabarcelar_: ️ pic.twitter.com/T8p13ERbOq
Continuei respondendo alguns fã clubes mas o Júnior retwittou o meu último tweet, o que originou outros tipos de perguntas...
@clarabarcelar_: Vamos lá terminar a noite assistindo backyardigans!
Saí logo do twitter, dei mais atenção ao Luck do que a televisão, e meu celular começou a tocar novamente. Sorri e atendi.
- início -
Clara - Oi amor
Neymar - Oi, tá tudo bem?
Clara - Está... está tudo ótimo e com você?
Neymar - Tá, agora fala a verdade
Clara - Que verdade?
Neymar - Não sei porque esse ''está tudo ótimo'' me pareceu forçado demais... não me convenceu
Clara - Impressão sua
Neymar - Ok, se não quer falar não fala mas que você está me escondendo algo, está - seu tom de voz soou quase que com uma pontinha de desilusão, tudo que menos queria era ficar chateada com ele ou vice-versa, por isso fui até a varanda e contei logo o episódio da ''mãe da coleguinha da Duda''. Falei detalhadamente, inclusive da minha conversa com ela. Ele estranhou a calma com que falei mas não ia adiantar o estresse, muito menos descontar em quem não tem culpa - Também não concordo em tirá-la de lá, não tem lógica. E mais essa mudança pra Duda não ia ser bom
Clara - É, eu não vou tirar mas não vou mentir, isso passou pela minha cabeça sim, acho que na hora da raiva
Neymar - Eu já estou mais acostumado com essas criticas destrutivas que só servem para nos afetar psicologicamente, você não, eu sei. Mas tudo ainda é muito recente, daqui a pouco vão esquecer de nós amor, você vai ver
Clara - Eu espero sinceramente que isso aconteça logo, mas não vamos mais falar sobre isso, por favor
Neymar - Ok, vai ao Pacaembu no sábado?
Clara - Achei que ia ser na Vila
Neymar - O mando de campo é do Corinthians
Clara - Ah... ainda não sei, porque?
Neymar - Queria que a Duda entrasse comigo
Clara - Se é por isso eu a levo então. Vai estar no CT amanhã?
Neymar - Pela manhã só pra dar uma entrevista e à tarde, no finalzinho, volto pra lá e partiu São Paulo
Clara - Existe a possibilidade de nos encontrarmos então, longe do depósito, claro - gargalhou -
Neymar - Mas a graça está lá
Clara - Eu bem vi a graça nas piadinhas dos meninos quando voltei pra sala ontem, porque demorei e blá blá blá - riu novamente -
Neymar - E você não falou nada?
Clara - O quê que eu ia falar? Dava nem pra desmenti-los - rimos - Longe do depósito
Neymar - Claro, claro - riu - Cadê minha filha? Não quer falar comigo hoje? - riu -
Clara - Está entretida, assistindo desenho
Neymar - Deixa então, amanhã eu falo com ela
Clara - Eu a chamo, espera. Ela vai gostar
Neymar - Tá certo - voltei pra sala -
Clara - Duda - olhou-me - Teu pai - mostrei o celular e ela levantou num pulo. Não sei exatamente quanto mas ficaram conversando por bastante tempo, e depois só falei com ele novamente pra me despedir.
- término -
Clara - Hora de dormir agora, não é mocinha?
Eduarda - Ah...
Clara - Nem A nem B, amanhã ainda tem aula - fez cara feia - Ânimo porque é sexta - ri e ela não resistiu - Vamos - desliguei a tv, fomos para o seu quarto e o Luck foi junto. Ela escovou os dentes, vestiu o pijaminha, deitou e eu sentei ao seu lado. Li uma boa parte do livro, até o sono dela chegar. Depois guardei-o, ajustei o despertador, liguei o abajur, dei um beijinho na sua testa, apaguei as luzes, procurei pelo Luck mas como ele estava deitadinho ao lado da cama, deixei-o lá mesmo. Encostei a porta, fui pro meu quarto e ainda era estranho entrar e ver o mural, mas estava lindo. Fechei as janelas e as cortinas, troquei de roupa, escovei os dentes, e deitei. Conversei um pouco com meu pai pelo whats, depois ativei o despertador e apaguei.
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Não, eu não excluir nenhum capítulo
E o ''dia em família'' já está agendado, juro
Quanto às brigas, apesar de amar escrevê-las,
acho que depois de tudo que eles passaram,
merecem um pouco de paz.














