quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Capítulo 21 - “Eu te quero muito bem, independente de qualquer coisa”


    Neymar on 
 Saí daquele apartamento completamente desorientado, apesar de já fazer uma pequena ideia da resposta que ia ouvir, a confirmação me deixou... não dá pra explicar. Meio que, sem saber como agir, o que fazer, o que falar. Tenho uma filha que irá completar quatro anos e não sabia. Porque? Por amor (?) Não. Egoísmo. Perdi o seu desenvolvimento, o seu nascimento, e todo o seu crescimento até aqui. Onde que isso está certo? Não dá pra entender. Ela não podia, nem tinha o direito de fazer o que fez. É a... minha filha!
 Se contasse para alguém a reviravolta que a minha vida deu, seria totalmente compreensível, se não acreditassem. Cheguei em casa e minha mãe estava impaciente, andando de um lado para o outro, provavelmente sem saber mais o que fazer. Meu pai, a Rafa, e os meninos, inclusive, já estavam por dentro desse assunto mas por incrível que pareça, só com ela consigo falar mais abertamente, não sei o porquê... ou até sei. Dela só ouço a verdade, querendo ou não. E foi a própria quem me convenceu a tirar essa história a limpo, porque queria, mas confesso que o receio era bem grande.
Na - E, aí?
Neymar - Você é vovó, Dona Nadine - sentei, com os cotovelos apoiados nas pernas -
Na - Ai, meu Deus. Que felicidade! - não escondeu um sorriso enorme - E agora?
Neymar - Agora eu vou querer a minha filha comigo, lógico
Na - O que você está pensando em fazer? - semicerrou os olhos -
Neymar - Isso mesmo que está passando pela sua cabeça, mãe
Na - Meu filho - sentou ao meu lado - Pensa bem se é realmente o melhor a fazer. Esquece isso de se vingar, sim porque eu posso apostar que isso é apenas para atingir a Clara, mas pensa na Duda agora. Acha que vai ser bom ela no meio de uma briga judicial?
Neymar - Já perdi tempo demais mãe, o que é o melhor a se fazer então?
Na - Conhece direito a sua filha primeiro, conquista a amizade e a confiança dela, pra começar, depois vamos resolver isso amigavelmente
Neymar - A Ana Clara tirou a minha própria filha de mim, antes mesmo dela nascer e nós temos que resolver tudo amigavelmente? - ironizei - Mãe, por favor
Na - Vocês conversaram? Você deixou ela falar?
Neymar - Conversar o quê? O que eu ouvi foi o suficiente
Na - Você está de cabeça quente, tudo bem, mas eu não vou deixar que se precípite, faça as coisas por impulso, por vingança, e depois se arrependa
Neymar - Tá do lado dela, é isso? Mesmo depois de tudo?
Na - Não estou do lado de ninguém, só quero o melhor pra todo mundo
Neymar - Vocês e essa mania de achar que podem fazer o que acham certo, o que acham que é o melhor, sem me dar opção de escolha e não é assim. Não pode ser assim - terminei descontando nela toda a tensão que carregava desde que cheguei, e vê-la defendendo a Ana Clara, só piorou a situação - Desculpa
Na - Tudo bem, eu entendo o que você tá sentindo, não imagino mas entendo
Neymar - Ela disse que foi por amor. Por amor... dá pra acreditar?
Na - Porque não? - olhei-a embasbacado -
Neymar - Não tem lógica
Na - E o amor tem lógica? - fiquei mais uma vez, pasmado - Eu acho que se tivesse, você não sentiria mais nada por ela
Neymar - Quem disse que eu sinto alguma coisa? - retorqui na mesma hora -
Na - Não sente? - insistiu, me deixando sem saber o que responder - A única lógica do amor, é exatamente a falta dela, chega até a ser engraçado mas é por esse motivo que a razão é quase, para não dizer completamente, desnecessária. Não procura entender, meu filho, até porque você não vai conseguir. Só procura lembrar sempre, que qualquer erro por amor, como eu acredito que esse tenha sido, já nasce perdoado.
    Neymar off
                                      1 semana depois...
 Durante os sete dias que passaram, vivi numa roda viva torturante. Tentava falar com o Júnior de todas as maneiras possíveis, mas ele sempre me ignorava, e da única vez que parou e me olhou, foi curto e decidido: ''Nos vemos no tribunal.'' Não precisa dizer o estado em que fiquei né? Meus pais e a Jú falaram com ele sim, mas parece que não obtiveram muito resultado, ainda ouvi dizer que o namoro dele chegou ao fim... ouvi dizer, portanto não sei até que ponto é verdade, mas se for, e dependendo do motivo do término, só consigo pensar que é mais um motivo para me odiar. Minha falta de apetite voltou, ando com os índices de irritabilidade altíssimos e desconto tudo no trabalho - onde todos já perceberam que não ando bem - não que isso seja ruim, mas chego no final do dia cansada demais. A única coisa boa foi saber que os resultados dos exames da minha pequena não deram em nada, tudo normal, graças a Deus.
 Acordei no mesmo horário de sempre para levar a Duda pra escola, e sentia meu corpo mole, como se um caminhão tivesse passado por cima. Estava me sentindo extremamente cansada e com uma pontinha de dor de cabeça. Se pudesse, ficava ali o resto do dia, mas... Desenrolei-me, e me arrepiei com a diferença acentuada de temperatura. Levantei, abri somente a cortina e o dia estava bonito, apesar do sol tímido. Deixei a cama do mesmo jeito, peguei uma roupa mais quentinha, e entrei no banheiro. Me despi, tomei um banho morno, escovei os dentes, saí, me enxuguei, passei meu hidratante, me vesti e penteei o cabelo, deixando-o solto. Calcei uma rasteirinha, peguei apenas o celular, saí do meu e entrei no quarto ao lado.
Dei um banho quentinho na Duda também, enxuguei-a direitinho, vesti-a, calcei seu tênis, penteei seu cabelo em um rabo de cavalo, deixando a franja presa, ela passou seu amado perfume, pegou a mochila e fomos para cozinha. Preparei seu cereal com leite, deixei-a comendo, tomei um copo de iogurte forçadamente e fui atrás de um comprimido. Achei, tomei, esperei ela terminar e saímos... Quando chegamos em frente a sua escola, nem saí do carro, ganhei um beijo barulhento e gostoso dos dois lados do meu rosto, e de uns tempos pra cá é uma das poucas coisas que me faz sorrir de verdade. Voltei pra casa, e me refugiei novamente no meu quarto, mais precisamente, na minha cama, debaixo das cobertas. Sim, estava sentindo um frio fora do normal, tanto que peguei no sono novamente. Acordei com alguém me chacoalhando, abri os olhos lentamente e foi o suficiente para perceber que a dor de cabeça continuava presente. 
Manu - Tá doida? Tudo fechado, ar desligado, essa blusa de frio e toda enrolada pra completar?
Clara - As pessoas costumam querer um ambiente mais quentinho quando estão com frio, Emanuelle - revirei os olhos -
Manu - Que frio o quê, tá um calor insuportável lá fora - puxou meu cobertor -
Clara - Pois é, lá fora. Eu estou com frio - puxei-o pra mim de novo -
Manu - Está doente?
Clara - Não, só quero um pouquinho de silêncio porque minha cabeça parece que vai explodir a qualquer momento
Manu - Já tomou um remédio?
Clara - Já
Manu - Tá, desculpa então. Estou lá na sala, qualquer coisa chama - assenti e ela saiu. Peguei o celular e eram 10h30. Estava muito pior do que nos dias anteriores, porque pelo menos conseguia cumprir com minhas obrigações, não tinha dor de cabeça, nem uma atração louca pela cama. Notei que meu corpo estava meio quente demais, peguei o termômetro, coloquei-o e ele marcou 37,9º. Acima de  37,8º já é considerado febre, mesmo assim, preferi não alarmar a Manu e passei o resto da manhã no meu quarto mesmo... mas a suposta febre não passou, pelo contrário, aumentou drasticamente, caí no erro de falar pra ela e pela mesma já estava em um hospital -
Clara - Não tem necessidade nenhuma de ir
Manu - Claro que tem, e essa febre do nada? A gente não sabe o motivo e quanto mais rápido descobrir melhor
Clara - Não dá, não precisa, e eu tenho que ir buscar a Duda
Manu - Isso não é problema e você sabe, eu vou buscá-la. Liga pra tia Débora
Clara - Não, pra quê? Pra dizer que estou com febre? - usei um tom irônico -
Manu - Deixa de ironias, estou falando pro seu bem. Liga pra Jú então
Clara - Não, eu não vou interromper o trabalho de ninguém por besteira
Manu - Nós ainda não sabemos se é realmente besteira e eu não quero que você vá sozinha
Clara - Manu, eu tenho 20 anos, não 10
Manu - Sinceramente? Não está parecendo - falou e eu nem respondi - Eu estou preocupada, é difícil entender isso? - respirei profundamente - Vou lá pegar a Duda e quando chegarmos, se a febre continuar, vamos sim ao médico - não disse mais nada, ela saiu do quarto novamente, me deixando apenas com o Luck e pouquíssimo tempo depois, ouvi a porta da rua sendo fechada, tal era o silêncio. Continuei deitada, até sentir uma ânsia enorme de vomitar, levantei, corri pro banheiro e coloquei não sei o quê pra fora, já que só estava com um copo de iogurte no estômago. Lavei o rosto, escovei os dentes, e tinha que admitir que a Manu estava com um pouco de razão. Qual poderia ser o motivo disso tudo? Sentei na pontinha da cama, peguei o celular e fiquei olhando para lista de contatos... será? Ela continuava me tratando bem nos últimos dias, quer dizer, bem não, continuava me tratando carinhosamente, como sempre mas... não, não. Seria muito abuso. Ok, mas quem poderia me fazer companhia? Pois é, ninguém. Tomei coragem e marquei o número dela
 - início -
Rafa - Oi, Ana Chata - riu -
Clara - E aí Rafinha, bem?
Rafa - Sim, comigo tudo bem, e contigo?
Clara - Mais ou menos
Rafa - Porque? Aconteceu alguma coisa? - perguntou de imediato - Além do que já vem acontecendo... - completou -
Clara - Está ocupada?
Rafa - Não, pode falar
Clara - Queria saber se você pode me acompanhar até uma clínica de emergência... - me interrompeu -
Rafa - Quem está lá??
Clara - Ninguém. Eu que não estou me sentindo muito bem, não quero atrapalhar meus pais, nem minha madrinha e a Manu foi pegar a Duda mas não quero que minha princesinha fique preocupada à toa
Rafa - Claro que te acompanho
Clara - Não quero te atrapalhar também
Rafa - Não atrapalha nada, vou dar um jeito aqui e já chego aí
Clara - Tá certo, obrigada
Rafa - Me agradece quando já tiver bem - riu - Até já
Clara - Até
 - término -
Deixei o celular em cima da cama, peguei uma outra roupa, entrei no banheiro, tomei um banho frio e nem assim a temperatura do meu corpo diminuiu um pouco. Começava a me assustar e não tinha nenhum remédio indicado pra mim, se bem que mesmo que tivesse, acho que não seria bom tomá-lo, levando em conta o fato de não saber o motivo de tudo. Me vesti, calcei uma sapatilha, prendi o cabelo, me perfumei, coloquei meus documentos no bolso de trás da calça, peguei meu celular e fui pra sala.
Liguei a TV, e percebi o motivo da demora da Manu no jornal local. Congestionamento por causa de um transporte público quebrado. Mandei uma mensagem pra ela, avisando que ia e com quem ia, logo depois recebi uma da Rafa. Desliguei tudo, dei um beijinho no Luck, tranquei a porta e desci. Ela ainda estava dentro de um carro.
Rafa - Vem, entra - nem discuti, não estava em condições. Dei a volta, entrei atrás também, onde ela estava e o motorista era um homem que eu não conhecia, pelo menos pessoalmente, porque a cara dele não me era estranha - Big, essa é a Clara e Chatinha, esse é o Big Black
Clara - Prazer - ele me olhou pelo retrovisor e sorriu simpático -
Rafa - Tá mal mesmo heim, que roupa é essa? Quem vê só pode pensar que você é louca ou está doente mesmo
Clara - Pois é - não estava querendo, nem conseguindo falar muito. Informei o nome da clínica, deitei a cabeça no colo dela e assim permaneci o caminho inteiro. Quando chegamos, saí primeiro, recebi uma mensagem da Manu pedindo para ligar quando soubesse o motivo dessa mudança repentina, respondi-a enquanto a Rafa falava com o Big, depois ele me deu um tchauzinho, retribuí, lógico, e nós duas finalmente entramos... Quando fui chamada, contei tudo ao Dr., inclusive sobre o vômito. Depois de me ouvir atentamente, anotar bastante, ele mediu a minha febre novamente e me mandou para um quarto. Me apavorei e a princípio não entendi, mas não demorou nada para uma enfermeira entrar com um tabuleiro cheio, do que parecia ser o meu almoço, atrasado, diga-se de passagem - Estou dividindo, não quer?
Rafa - Não, obrigada. Já almocei - riu brevemente. Tive que fazer um esforço enorme e comer pelo menos metade, para depois tomar um antitérmico adequado e o Dr. voltar a aparecer para verificar a temperatura novamente - Então doutor?
Dr. Luciano - Fiquem calmas, está tudo bem
Clara - Não tenho nada de grave, então?
Dr. Luciano - Não, nada que precise de muito alarme, apenas atenção
Clara - O que?
Dr. Luciano - Febre emocional
Rafa - Achei que isso fosse apenas mito, ou psicológico
Dr. Luciano - Alguns médicos dizem que existem outros falam que realmente é psicológico - esclareceu-a e continuou - O fato é que a febre emocional é um desses problemas que acontecem apenas na mente mas o corpo procura reagir da sua forma.
Clara - Confesso que não estou conseguindo entender
Dr. Luciano - Na maioria das vezes é causada por estresse, raiva intensa, carga horária de trabalho exaustiva ou até mesmo algum problema familiar, deixando o corpo tenso e as taxas de glóbulos alteradas, trazendo assim a febre, porque o aumento de temperatura do corpo, tem uma forte ligação com o humor. Por isso o sistema imunológico se altera, a envia para se proteger e avisar que seu corpo precisa de ajuda e cuidado
Clara - Eu estou precisando de ajuda??
Dr. Luciano - Não, calma. Por hora, a sua febre está baixando mas ela pode voltar, tudo depende dos itens que já citei. E foi ótimo não ter tomado nenhum remédio sem uma orientação, porque a febre também é um sinal de alerta que nos indica que algo de errado está acontecendo
Clara - É, eu sei...  E que horas vou poder ir embora?
Dr. Luciano - Descanse, esse é um dos melhores remédios, em breve voltarei e te libertarei - riu levemente - O susto já passou
Clara - Ok - respondi nada contente por ter que permanecer ali e ele saiu - Rafa? - olhou-me - Obrigada
Rafa - Eu te quero muito bem, independente de qualquer coisa - enfatizou e eu entendi na hora o que quis dizer - Você sabe disso
Clara - Eu sei, mas agora que só vou precisar ficar de ''molho'' - revirei os olhos e ela riu - Não precisa ficar, se não quiser
Rafa - Relaxa - seu celular começou a tocar, e ela olhou-o discretamente - Já volto - assenti. Saiu da sala, levantei um pouco só para regularizar a temperatura do ar condicionado, deitei novamente, e não sei se já era efeito do remédio mas não sentia meu corpo tão mole como antes, porém, minhas pálpebras estavam pesadas e foram fechando aos pouquinhos, por vontade própria. Despertei com o pequeno ranger que faz ao abrir a porta do quarto, por causa do soninho leve que me encontrava, mas ainda estava meio - muito - ensonada, por isso, permaneci de olhos fechados, inerte, e comecei a ouvir uma voz estranhamente familiar, mas bem distante, como se a pessoa estivesse apenas sussurrando, então não dava para entender muita coisa -
XxX - ...Precisei ouvir que estava aqui pra perceber o quão idiota estou sendo e a burrada que estava prestes a fazer... Eu sei que só estar aqui por minha culpa, eu sei que é... Desculpa - falava com alguns intervalos, com um certo... medo, talvez, não sei - ...Mas isso só veio reforçar... o quanto você é importante pra mim, mesmo depois de tudo... então... se cuida, já que não posso mais fazer isso por você - não sabia mais se estava ficando louca, ou sonhando. Seriam os efeitos colaterais do remédio? Um simples antitérmico? Pára, Ana Clara. Ok, mas o fato é que também senti um afago deliciosamente bom - e reconhecível - no meu cabelo, para logo em seguida receber um beijo na minha testa. Meu coração estava quase, mesmo quase, prestes a sair. Seu ritmo atordoado chegava me assustar. Queria abrir os olhos mas... e se não passasse de um sonho? Preferi permanecer quieta, até perceber que já estava sozinha de novo, pelo bater da porta. Abri os olhos e... Meu Deus. N-ã-o f-o-i u-m s-o-n-h-o. Não foi um sonho? É isso mesmo? Passei a mão levemente na minha testa, suspirei e um certo perfume ainda pairava no ar -
Clara - Não foi um sonho... - repetia pra mim mesma, quase não acreditando - Mas não faz sentido... faz?? Não, não faz. Quem vai acreditar se eu contar? Vou ter sido vítima, no mínimo, de um efeito colateral (inexistente), mas eu sei que foi real. Eu sei! - falava pra mim, ainda meio atarantada. Peguei o celular em uma escrivania ao meu lado, e já estava perto das 17h, ou seja, tinha perdido as contas das horas que estava trancafiada dentro daquele quarto. Febre emocional... faltava mais nada para completar essa minha maré desastrosa. É nessas horas que me pergunto sempre: Onde eu vim me meter? A porta abriu-se novamente, e em milésimos de segundos já tinha a minha boneca ao meu lado, ajudei-a a subir na cama, a coloquei sentadinha no lugar vago, bem pertinho de mim e dei um beijo no seu rosto -
Eduarda - Mãe? - olhei-a - O que você tem?
Clara - Nada amor, a mamãe já está boa - tentei sorrir -
Manu - A Rafa disse que estava dormindo
Clara - Acordei a pouquíssimo tempo
Manu - Desculpa ter vindo, mas não consegui ficar em casa
Clara - Tudo bem, mas como descobriu que era aqui que eu estava?
Manu - Liguei pra Rafa, já que a senhorita fez o favor não ligar, e seu celular estava fora de área
Clara - Desculpa, mas está tudo bem agora
Manu - Eu sei, graças a Deus
Clara - Cadê a Rafa?
Manu - Teve que ir embora, mas te deixou um beijo
Clara - E... - não queria perguntar... mentira, queria muito perguntar - Ela foi só?
Manu - Não, disse que o segurança do Neymar estava esperando por ela no estacionamento da área fechada. Eu fui chegando, e ela saindo
Clara - Segurança?
Manu - É, algum problema?
Clara - Não, claro que não
Eduarda - A gente vai ficar aqui, mãe? - ia respondê-la mas bateram na porta, dei permissão e era o Dr., repetiu tudo que eu já tinha ouvido, me entregou uma receita, caso precisasse comprar algum outro antitérmico, e o próprio para tomar no horário marcado e fui liberada. Parecia ter ficado ali durante séculos, e eu odeio essa sensação. Fomos pra casa, e assim que cheguei, fui direto pro banheiro, tomar um bom banho pra tirar o cheiro de hospital que estava entranhado em mim. Quando terminei, vesti uma roupinha qualquer porque não pretendia sair mais, e meu celular começou a tocar. Vi o nome da minha mãe e atendi.
 - começo -
Clara - Oi mãe
Débora - Clara, minha filha. Como você está? Melhor não é?
Clara - Calma, pelo amor. Estou sim, muito melhor mas como a senhora ficou sabendo que eu estava mal?
Débora - A Nadine me contou, disse que a Rafa foi contigo e tudo. Porque não me ligou?
Clara - Porque não vi necessidade
Débora - Mas eu fiquei aflita quando soube que você tinha ido parar na emergência
Clara - Desculpa, foi por isso mesmo que não liguei
Débora - Tudo bem, o que importa é que agora você está bem
Clara - É...
Débora - Mas tenho uma coisa pra te dizer, porque a Na não me ligou apenas para me falar que você estava mal, até porque ela nem sabia que eu estava por fora disso
Clara - Que foi?
Débora - O Juninho
Clara - O que tem ele? - perguntei assustada e com um receio enorme -
Débora - Quer falar contigo - paralisei por completo - Com todos nós, mais especificamente. Ele já tomou uma decisão em relação a guarda e quer nos comunicar - engoli a seco -
Clara - Ok...
Débora - Você vai estar presente, não vai?
Clara - Nem sei onde ele mora
Débora - Vai ser aqui em casa. Vamos evitar atritos, minha filha. Vem, por favor
Clara - Eu vou - suspirei - É hoje?
Débora - Sim. Mas está em condições mesmo? Eu posso falar com... - a interrompi -
Clara - Adiar mais pra quê, mãe? Não aguento mais essa angustia também, e sim estou bem, pelo menos por enquanto
Débora - Não pensa negativo
Clara - Pode acreditar que já pensei mais, agora está nas mãos de Deus
Débora - Assim é que se fala. Eles vão estar chegando aqui por volta das 19h, 19h30
Clara - Tá certo, beijo
Débora - Beijos
 - término -
Desliguei, coloquei o celular pra carregar um pouco, medi minha temperatura apenas por precaução, graças a Deus não estava mais com febre mesmo, e aproveitei a horinha que ainda tinha antes de sair para ajudar minha Dudoca com a lição de casa. Quando terminamos, ela pegou no sono, cansadinha, e eu fui atrás da Manu, encontrei-a na sala, trabalhando, apesar de estar de folga, depois de umas decorações maravilhosas em um escritório de advocacia.
Clara - Vai sair?
Manu - Não, porquê?
Clara - Parece que o Júnior se decidiu em relação a guarda e quer nos informar qual é pessoalmente, então vou ter que ir lá na casa dos meus pais mas a Duda pegou no sono
Manu - Vai na fé, porque eu não vou sair e o que tinha programado era no andar de cima, logo, pode descer - piscou. Voltei pro meu quarto, peguei uma roupa mais apropriada, me troquei, fiz um rabo de cavalo apertado no cabelo, calcei uma rasteirinha, peguei o celular e saí -
Clara - Não devo demorar - dei um beijo no seu rosto - Torce para que ele tenha tomado a melhor decisão pra todo mundo
Manu - Vou estar na torcida - sorriu. Tentei retribui mas estava tão tensa que nem isso consegui, peguei meu chaveiro e desci. Não queria dirigir mas como também não queria ficar esperando por um táxi, não tive outra opção... Cheguei em frente ao prédio, estacionei, saí do carro, ativei o alarme, entrei, cumprimentei o porteiro e como minha entrada já é liberada, subi. Respirei fundo antes de tocar a campainha e quem atendeu foi meu pai -
Murilo - Ê pequena, que susto heim. Tá boa mesmo? - me deu um abraço apertado -
Clara - Estou. Foi só isso mesmo, um sustinho - me deu passagem para entrar mas permaneci no hall de entrada -
Murilo - Mas não faz mais isso não. Liga sempre, sim. Você é prioridade, e sabe disso
Clara - Não vou mais fazer - sorriu -
Murilo - Que ótimo, agora vem - entramos na sala, e lógico, passei a ser o centro das atenções -
Clara - Boa noite - cumprimentei a minha mãe, que fez questão de repetir quase as mesmas palavras do meu pai, o tio Neymar, a tia Na e... bom, com ele troquei apenas um olhar, no mínimo, estranho. Aliás, a situação já era estranha. Não dá pra ser explicado, claro que foi intenso, mas o ocorrido na clínica não saía da minha cabeça - nem nunca vai sair - e me fazia querer ler o que tinha por trás do seu olhar que naquele momento estava, indecifrável. Mas procurei parecer normal, porque para todos os efeitos, eu estava dormindo quando recebi uma certa visita inesperada -
Tia Na - Porque a bonequinha não veio? - sorriu -
Clara - Pensei até em trazê-la mas ela pegou no sono, e a Rafa?
Tia Na - E aquela ali, pára? - riu -
Murilo - Bom, está tudo muito legal, mas... só eu estou curioso? - riu ligeiramente, e eu sentei em um dos lugares vagos -
Tio Neymar - Fala Juninho - ele respirou fundo, olhou para todos e parou em mim. Já não conseguia parar de mexer os pés de tanto nervosismo -
Neymar - Não vou mais entrar na justiça pela guarda da Duda
Clara - Não... não vai? - perguntei de forma automática, achando que tinha ouvido mal -
Neymar -  Não, não vou - respondeu calmamente e eu não estava conseguindo acreditar. Queria chorar... queria chorar tanto, de alegria - Mas como é lógico, quero poder conviver com a minha filha, e reconhecê-la oficialmente. Ninguém fez isso no meu lugar, certo?
Clara - Claro que não. E eu vou falar com ela, não sei como mas vou... e suponho que vá gostar de saber que vai te conhecer - deixou escapar um sorriso muito discreto -
Neymar - Outro ponto importante, pelo menos eu acho, é a nossa relação - nossa relação? Existe uma relação entre nós agora? Eu estava ouvindo bem? - Nós não somos mais crianças, nem cão e gato para brigar e discutir sempre que nos encontramos. Temos um vínculo eterno, e tem que haver ao menos um pouco de respeito entre nós, pela nossa filha, que seja - não posso dizer que não estava surpresa, porque estava. Não posso dizer que esperava tudo isso, porque não esperava, e não posso dizer que não tive vontade de sorrir quando ouvir ''nossa filha'', porque tive -
Clara - Concordo com você. Nós precisamos e temos totais condições de ter uma relação, no mínimo, agradável, até porque não existe mais motivos para brigas e discussões... existe?
Neymar - Não. Não existe mais motivos para brigas e discussões - confirmou com uma intensidade enorme, não só na forma como falou, como também na forma como me olhou. Parecia que não existia mais ninguém naquela sala, e pra falar a verdade, acho que nossos pais eram meros telespectadores mesmo, até nossa conversa ser dada como terminada -
Tia Na - Que felicidade! - olhamos pra ela em simultâneo - Vocês não fazem ideia do quanto eu estou feliz com isso - sorriu - Pra ficar ainda melhor, só falta...
Neymar - Mãe! - interrompeu-a -
Tia Na - Que foi? Ia dizer que só falta ser chamada de vovó - eles riram, mas o clima entre nós continuava o mesmo. O que será que ele achou que faltava pra tia? Para ter a interrompido, é porque não queria que ela falasse... Ok, isso não te interessa, Ana Clara. Minha mãe ainda tentou me fazer ficar para o jantar mas não conseguiu. Queria o quanto antes, o meu cantinho, e ficar sozinha pra ter certeza de que tudo que ouvi não foi mentira. Me despedi de todos sem nenhum tipo de contato para não passar por constrangimentos desnecessários -
Neymar - Clara? - chamou-me quando eu já esperava pelo elevador -
Clara - Estamos evoluindo... - me olhou sem entender nada - Já me chama apenas de Clara
Neymar - Não percebi - ficou... envergonhado? -
Clara - Não tem problema... mas fala
Neymar - Nunca pensei que fosse dizer isso mas é que realmente a vida é curta demais para perder tempo alimentando mágoas, amarguras e ressentimentos. Não esqueci, provavelmente nunca esqueça, mas quero passar por cima disso e recuperar tudo que perdi, por ela... pela nossa filha
Clara - Sem ressentimentos e mágoas, então?
Neymar - É difícil, mas é assim que eu quero que seja. Amigos? - estendeu a mão -
Clara - Você está falando sério? Não é nenhum tipo de brincadeira para... - me interrompeu -
Neymar - Se eu fizer algo contra você, vou estar afetando a Duda também e tudo que menos quero é me distanciar dela antes mesmo de começar a me aproximar
Clara - Ok, desculpa. Amigos então - não pude evitar sentir uma carga elétrica dentro de mim quando nossas mãos se encontraram e creio que ele percebeu, por isso mesmo não prolonguei muito o aperto - Bom, tenho que ir, mas acho que ainda não lhe agradeci pela decisão que tomou
Neymar - Não foi por mim
Clara - Não importa, obrigada do mesmo jeito
Neymar - Por nada, então - trocamos mais um curto olhar, voltei a chamar o elevador e ele deu as costas. Sem um ''tchau'', ''até logo'' ou um aceno que fosse. Tudo ainda parecia muito novo... era como se não nos conhecêssemos, apesar de sabermos que isso não é verdade, independente do tempo que passou. O elevador chegou, entrei, não o vi mais no corredor e desci. Voltei pra casa com tudo que me disse, martelando na minha cabeça. ''Amigos.'' Tudo já fazia sentindo... as palavras que consegui ouvir na clínica, e a atitude que tomou em não querer mais brigas. Mas porque não dizia tudo aquilo ''diretamente'' pra mim? Tá certo que eu ouvi sim, mas esse detalhe ele desconhece. Será assim tão difícil? Cheguei em casa, resumi brevemente tudo que tinha acontecido pra Manu, comi uma coisinha leve, esperei dar o horário do remédio, tomei-o e fui dormir com muitas perguntas sem respostas na minha cabeça.



Read: http://neymarvidalaviva.blogspot.com.br/
Lindonas, i love youuuu  
Thabata Fidelis, meu amorrr hahaha, eu te respondi
da última vez mas foi abaixo do seu próprio 
comentário, então tu não deve ter visto, mas ok. 
Teu instagram é trancado mesmo?
Beijo, beijo :*

39 comentários:

  1. AI JESUS APAGA A LUZ TA COMECANDO A DESENROLAR ISSO TUDO! EU ADORO, EU ME AMARRO!

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  2. Meu Deus que cap , foi esse muito emocionante , quero encontro dele com a Duda logoo !

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  3. PERFEITO, nem tem mais o que falar além disso *-* /blogdneymarzete

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  4. MAIS PERFEITO IMPOSSÍVEL
    AMOO MUITO !

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  5. perfeito demais... agora só falta o encontro dos dois <3

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  6. Ameeeei, perfeito demais! Beijos, @maarinatoledo_

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  7. Que divo muito lindo a atitude do Junior, foi muito amocionando esse cap. espero que ele se acertem logo não vejo a hora do encontro dele com a Duda. Amando d+..

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  8. ah meu sem palavras, to amando demais

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  9. Perfeitooo! Que linda a atitude do Neymar, hein? To encantada.. com tudo! Agora, imagine só, Jr. e a Dudoca brincando no chão do quarto da princesinha, rindo, um divertindo o outro? E a Clara os observando de longe, sorrindo? Fico maravilhada só de pensar :') Lindo demais Gabi, você arrasou, como sempre faz! Continua <3

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    1. Por que eu e essa chata sempre pensamos e temos as mesmas reações? u_u Concordo com tudo o que a Carolzinha disse e até eu acabei viajando nos meus pensamentos imaginando a mesma cena... ❤❤❤ ''...Mas isso só veio reforçar... o quanto você é importante pra mim, mesmo depois de tudo... então... se cuida, já que não posso mais fazer isso por você'', o que foi isso? acho que eu não me aguentaria e teria sorrido espontaneamente com essa frase. Que fofo <3 e como te disse, gosto desse Juninho, esse sim é o menino em que a Clara se apaixonou e que está voltando aos poucos ou que nunca deixou de ser, mas que o rancor, a mágoa e a vingança, acabou o-escondendo dentro desse muleke marrento, que só vê o próprio umbigo e que não enxerga o que mais o seu coração grita... e isso não serve apenas para ele hein, dona Clara tem que escutar seu coração chamando pelo do Júnior o mais rápido possível. Ficou muito perfeito e agora o que eu mais necessito é ver Júnior e Duda, brincando, conversando, etc., juntos. Continua maluquinha!!!!!!

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    2. ia ser maravilhoso mesmo

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  10. Mais que perfeito amor, voce escreve MUITO bem amor *-* to amando muuuito seu blog, continua logo

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  11. Até que fim esses dois estão se acertando, kkkkkkk, quero ver a Duda chamando o Ju de "papai" Como será que ela vai reagir em? rs.

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  12. AAAAAAIIIINNNNNN MEUUUUUUUU DEUSSSSS! QUE P-E-R-F-E-I-T-O... CAP.22 LOOOOOOGOOOOOOOO. LIGEIRO KKKKKKKKK, QUERO VER LOGO O ENCONTRO DO JR. COM A DUDOCA *-* AINNNN VAI SER EMOCIONANTE, TENHO CERTEZA. PQ VC SEMPRE NOS SURPREENDE RSRSRSRS!!! BEIJOOOOOOOS LINDONAAA

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  13. Perfeito como sempre !!

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  14. Quando eu penso "esse capitulo foi o melhor com certeza" você vem e me surpreende menina, não canso de repetir ESSE É O MELHOR BLOG DE TODOS sem nenhuma duvida, você sempre nos surpreende é incrivel

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  15. oooin que PERFEITO <333 CONTINUA!

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  16. Aaah graças a deus que ele tirou essa idéia de justiça, nao tem palavras! MARAVILHOSO!
    Continuaaaa *--*
    Máh

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  17. Fico aqui imaginando o Junior brincando com a Duda ❤ . Ta muiiiiiiito perfeito.
    Me fez chorar mas uma vez :') ..

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  18. Awwwwwww, tá tudo tão lindo, pra ficar perfeito só falta a Dudinha chamando o Jú de pai, dizendo "eu te amo papai", fico boba só de pensar *-* Continuuuuuua *-*

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  19. Que tudo esse capitulo, fod* demais, já estou aqui imaginando a relação de pai e filha sendo criada, dudinha esperta do jeito que , e o júnior todo babão na princesa

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  20. que perfeição, socorro!
    Não vejo a hora de ver a relação do Juninho com a Duda, continuaaaaaaaaaa!

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  21. amei esse capitulo!
    então... se cuida, já que não posso mais fazer isso por você.
    é pra chorar né Gabi ?
    não vejo a hora dela falando pra duda que o Júnior é o pai dela e do encontro deles ♥

    Continua Gabi
    @Neymar_MyPride

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  22. Continua, continua, continua, continua, continuaaaa!!!!!

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  23. Que capítulo grandeee, goxxtei!! kkkkk posta logo!

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  24. Cara que lindos eles, maravilhosos! neyca <3333

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  25. Ainda Bem que eles se entenderam :))

    (Amando cada vez +) sz Continua...


    Bjoo

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  26. Meu ISTAGRAM nao esta trancado talvez vc escreveu errado liiinda é tata oliveira se n conseguir me de o seu que te acharei.
    Bom sobre o bloog MT FODAAAAA continua pq ja estou chorando mt.
    Qra te agradesser por tudo por ter lido o q escrevi , talvez se eu disser q chorei n acredita pos pode ter certesa q n foi so pq leo o q escrevi e sim pq vi q n estou sozinha que alguem sabe e sente a msm coisa q eu ou parecida nao importa o q importa e saber q esse amor imenso q sentimos pelo junior nos uni de uma forma q nem um amigo de longa data possa intender e um amor edtranho gostoso mas mt doloroso mas fazer o q nao pedimos apenas sentimos... te gosto mt msm sem te conhecer continua pq escrevendo assim vc vai longe

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  27. Este comentário foi removido pelo autor.

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  28. CRL NÃO VOU ME CANSAR DE DIZER QUE VOCÊ É FODA ESCREVENDO, QUE MANDA MUITO BEM NO QUE FAZ ..
    NÃO VEJO A HORA DE VER O REAÇÃO DA DUDA QUANDO SOUBER QUEM É SEU PAI E DE VER ELES JUNTOS BRINCANDO SE DIVERTINDO *-*

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  29. vlh que perfeição, o que você ta esperando pra continuar ? *-------* Me emociono toda vez que leio *-* #PERFEITO sem mais! Quero logo o Ney e a Clara Juntos *-* Quero logo a duda chamando o ney de papai *-----------------*

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  30. PEEEEEEEEEEERFEITO , POSTA LOGO !

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  31. não vai postar hoje? poxa :((((

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  32. mds cara que história perfeita, eu estou maravilhada pelo blog, sinceramente! Se não for mt incomodo tem como você dizer o nome dessa música que está agora pfvrc ? agradeço desde já!

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  33. geeeeeete ai meu coraçaum kk , que perfeito , sinceramente chorei :( , ta muito perfeito , to louca pra ver eles 3 juntinhos >< ,ai mds quero o 22 looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooogo :D, qual nome da música que toca aqui amor?

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  34. Aiiiiiiii que perfeito muito perfeito ameeeeeeeei *--*

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  35. Tãp perfeito , to ansiosa para o encontro da duda e o nenis *-*

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