sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Capítulo 35 - “...Nós vamos estar pertinho um do outro independente de distância ou do que quer que seja, sempre”


    Sábado, 07h. 
Desativei o despertador, levantei e saí do meu quarto para acordar a Dudoca já que seu despertador é programado (permanentemente) para despertar apenas de segunda à sexta.
Clara - Boneca... - tirei uma mecha do cabelo que estava caída sobre o seu rosto, ela se mexeu mas nem abriu os olhos - Acorda, preguicinha - chacoalhei-a levemente -
Eduarda - Hum... Quero dormir mais um pouquinho, mãe
Clara - Ah, não quer ir para apresentação do balé, não? Tudo bem - fingi que ia sair do quarto mas nem cheguei a passar da porta porque percebi que ela levantou. Virei, olhei-a e ela já estava sentada - Tá vendo? Isso é que dar ficar enrolando pra dormir - me aproximei da cama e puxei seu cobertor - Vai acordando aí enquanto arrumo suas coisas mas nada de deitar de novo - assentiu coçando os olhos. Peguei a sua bolsa, separei tudo que ia precisar, com exceção da roupa porque ela iria se vestir no Natura Essência (onde a roupa estava) como todas as outras meninas, peguei uma roupinha confortável também e quando terminei de organizar tudo, ela já estava de pé, dançando -
Eduarda - Mãe, não olha
Clara - Não olha o quê?
Eduarda - Tô ensaiando - gargalhei -
Clara - Ah sim
Eduarda - A professora disse pra não deixar ninguém ver antes da hora
Clara - Mas nem eu?
Eduarda - Ninguém mãe - falou senhora de si e eu tive que ri -
Clara - Tá bom, não olho - coloquei as mãos no rosto e ela riu - Mas agora vamos tomar banho vai - entrou no banheiro, despiu-se, eu mesma lhe dei um banho caprichado, aproveitando para lavar seu cabelo, depois enrolei-a na toalha e ela escovou os dentes. Voltamos pro quarto, vesti-a, sequei e penteei seu cabelo em um coque, ela pediu e eu fiz uma maquiagem levinha, quase imperceptível, até porque não fazia ideia de como seria sua roupa. Ia ser tudo uma surpresa e confesso que estava gostando desse mistério todo. Ela calçou uma sapatilha da mesma cor do vestidinho, se perfumou e saímos do quarto. Ao passar pelo da Manu notei que estava tudo em silêncio e preferi não acordá-la. Fomos para cozinha, preparei seu café da manhã reforçado, deixei-a comendo e voltei para o meu quarto. Escolhi um conjuntinho black and white com uma sapatilha de salto também preta, entrei no banheiro, me despi, e tomei um banho rapidinho. Saí, me enxuguei, passei hidratante no corpo, vesti minhas peças íntimas, escovei os dentes, me vesti, penteei o cabelo em um rabo de cavalo alto por causa do calor e prendi a franja. Calcei a sapatilha, fiz uma maquiagem igualmente leve, me perfumei, coloquei o celular dentro da bolsinha de mão, abri apenas as cortinas e saí do meu quarto. Voltei pra cozinha, preparei algo rapidinho pra mim também só pra não sair de barriga vazia já que isso nunca termina bem, e enquanto comia percebi que a Duda estava um pouco cabisbaixa. Ok, podia ser apenas coisa da minha cabeça... mas podia não ser também. O fato é que nem parecia aquela que tinha acordado toda animada - O que você tem, Dudoca?
Eduarda - Tô com medo, mãe - respondeu sem me olhar -
Clara - Medo? Mas medo de quê?
Eduarda - De errar os passinhos - falou já com a voz falhando e eu estranhei porque ela nunca ficou desse jeito -
Clara - Oh, minha linda - levantei e me acerquei do seu banco - Não fica pensando nisso não. Você e suas amiguinhas não ensaiaram bastante? - assentiu - Então, vão arrasar, tenho certeza - passei a mão no seu rosto - Errar é a coisa mais natural do mundo, se isso acontecesse, ninguém ia julgar nenhuma de vocês até porque são com os nossos erros que aprendemos sempre. Mas não é a primeira vez que você se apresenta então não deve ser só isso que está te deixando assim, tristinha... Fala pra mim, o que é?
Eduarda - O meu pai... - demorou mas falou. Entendi na hora o motivo da sua súbita tristeza e meu coração ficou apertadinho -
Clara - Meu amor, a gente já tinha conversado sobre isso antes... hoje infelizmente não dá pra ele ir te ver
Eduarda - Por causa do jogo...
Clara - Isso, por causa do jogo. Mas, mais tarde nós vamos vê-lo, daí você conta tudo pra ele, detalhezinho por detalhezinho. Tá certo? - encolheu os ombros tentando parecer conformada. Sabia que isso ia acontecer... a saudade, e a vontade de tê-lo por perto sempre, que eu também sinto mas que pra ela é bem mais difícil por motivos óbvios. Terminamos de comer, coloquei a louça na pia, fui no quarto dela pegar a sua bolsa e o meu celular começou a tocar. Abri a minha, peguei-o e fiquei... surpresa quando vi de quem se tratava mas não pude deixar de sorrir. Atendi enquanto voltava pra sala, onde deixei-a me esperando.
 - início -
Clara - Mas já acordado?
Neymar - Bom dia pra você também, meu amor - ironizou e eu ri - Não esqueci da apresentação da minha filha não, apesar de não poder ir - revelou em um tom um pouco tristonho também -
Clara - Ah tá, já entendi que não é comigo que quer falar - ri e consegui fazê-lo rir também - Mas foi bom você ter ligado, a Duda está querendo mesmo te ouvir - ela me olhou assim que ouviu seu nome -
Neymar - O que aconteceu?
Clara - Espera - sentei ao lado dela, coloquei o celular no viva-voz e lhe entreguei -
Eduarda - Pai??!
Neymar - Oi, princesa. O que foi?
Eduarda - Queria que tivesse aqui - foi sincera (e direta), pelo silêncio que se instalou, ele mais uma vez não esperava ouvir isso -
Neymar - Eu também queria estar aí. Queria poder te ver dançar ao vivo pela primeira vez mas infelizmente não posso amor, pelo menos não fisicamente
Eduarda - Como assim?? - perguntou claramente confusa e eu sorri imaginando o que ele iria falar a seguir -
Neymar - Eu posso não estar lá presente mas estou no seu coraçãozinho... ou não estou? - brincou -
Eduarda - Está - riu. Seu semblante já era completamente outro, seu rosto já estava preenchido com aquele sorriso lindo -
Neymar - Assim como você também está e sempre estará no meu, então nós vamos estar pertinho um do outro independente de distância ou do que quer que seja, sempre - sim, eu já estava emocionada - Não quero saber de você tristinha, ok? Ficou tão empolgada a semana toda, ensaiou tanto... não pode desistir agora
Eduarda - É, eu sei...
Neymar - A minha filhota não desiste nunca?
Eduarda - É, não desiste nunca - sorriu. Não consegui conter as lágrimas. A relação deles - até pelo celular - conseguia ser tão... pura - Te amo, pai - e como queria estar ao lado dele também só pra poder vislumbrar o sorriso enorme que com certeza surgiu nos seus lábios ao ouvir essas três palavrinhas por livre e espontânea vontade dela. Estava completamente maravilhada. Sempre imaginei (quando estávamos separados) o bom pai que ele seria mas é incrível como me surpreendo a cada dia que passa - com os dois -
Neymar - Eu também te amo, meu amor
Eduarda - Beijo - ele respondeu e ela me devolveu o celular -
Neymar - Pára de chorar
Clara - Não estou chorando
Neymar - Eu sei que está
Clara - Ai, que chato - rimos - Tão lindos vocês dois
Neymar - Coisa feia ficar ouvindo a conversa dos outros - rimos - Mas acho que estou começando a fazer um papel digno de pai, pode falar - falou em tom de brincadeira -
Clara - Eu já falei o que eu acho mas se você está querendo ouvir só pra começar o dia muito bem, depois de um ''eu te amo'' da Dudoca, tudo bem, eu repito - riu - Você já é o melhor pai do mundo
Neymar - Vou chegar lá - rimos - Ainda estão em casa?
Clara - Sim, vamos sair agora e vou passar pra pegar a tia e a Rafa
Neymar - Então não atraso mais vocês. Quando chegar não esquece de mandar vídeo ou fotos
Clara - Não vou esquecer, agora vai dormir vai
Neymar - Talvez - rimos - Beijo, e pra não ficar com ciúmes, também te amo - riu -
Clara - Beijão chato, amo você
 - término -
Eduarda - A vovó Na também vai? - perguntou com um sorriso enorme. A conversa, sem dúvidas, fez bem aos dois -
Clara - Vai, e por isso é melhor a gente sair logo para não nos atrasarmos
Eduarda - E a Manu?
Clara - A Manu está cansada, precisando dormir mais um pouquinho. Dá próxima vez ela vai
Eduarda - Tá certo
Clara - Vamos então?
Eduarda - Vamos - peguei a minha bolsa, guardei o celular novamente, ela pegou a dela, colocou no ombro, eu ri e saímos. Chamei o elevador, entramos, descemos na garagem, destravei as portas do meu carro, ela entrou atrás, coloquei o cinto direitinho, entrei também, liguei a rádio baixinho e dei partida. Rapidinho chegamos em frente ao prédio, mandei uma mensagem pra Rafa e cinco minutos depois, elas desceram. Nos cumprimentamos e a Tia Na entrou atrás também, para euforia da Duda que agarrou-a e disse com todas as letrinhas que estava com saudades, o que deixou a vovó com uma lagriminha no canto do olho. A Rafa entrou na frente, lógico, dei partida e fomos conversando - nós duas apenas, porque as duas do fundo estavam mais entretidas entre elas - até chegarmos ao Natura Essência. Estacionei em um local próximo, entramos e já tinha bastante gente, deixei a Duda na sua sala com a professora que estava organizando/arrumando todo mundo e fomos para o auditório, que também já estava cheio mas conseguimos bons lugares. Ficamos jogando conversa fora até as apresentações começarem, a turma da minha pequena foi a terceira a entrar no palco e o tema foi: A valsa das flores. As roupinhas eram lindas, a Eduarda estava uma princesinha com uma pequena coroa como acessório no cabelo, assim como todas as outras meninas... Foi tudo lindo demais, e o mistério, com certeza, valeu a pena. Tiramos muitas fotos, e acho que a Tia babou mais do que eu. No final de todas as apresentações, fui ajudar minha pequena a se trocar, depois fomos para pracinha logo em frente, onde algumas de suas amiguinhas brincavam e ela pediu pra ficar um pouquinho também -
Rafa - Que horas são?
Clara - 11h20
Tia Na - Está cedo - olhamos pra ela - Deixando a modéstia um pouco de lado, a minha neta é um prodígio, então ela merece se divertir um pouquinho - falou com um ar totalmente orgulhoso, o que nos fez rir - e interiormente me fez sorrir também - Depois podemos almoçar por aqui mesmo - concordamos e nos sentamos próximo ao parquinho. Ficamos rindo... conversando e ás vezes, por alguns segundos, viajava para uns anos atrás quando tudo era exatamente assim... Perdíamos tempo falando apenas sobre besteiras que nos fazia rir muito ou parávamos para escutar os conselhos da Tia... Cheguei a pensar que não ia ter mais nada disso... O ombro da Rafa pra deixar cair minhas lágrimas, de alegria ou tristeza e o colo da minha segunda mãe pra tudo... mas afinal, os meus pensamentos me engaram e agora é ainda melhor porque a Duda faz parte de tudo também. Por volta das 12h10 fomos para um restaurante próximo dali, aproveitei para mandar o vídeo e algumas fotos pro Júnior, almoçamos, dividimos a conta, depois voltamos para o local onde tinha estacionado. Entramos, dei partida, deixei-as na Elleven como elas pediram, nos despedimos e eu e a Duda voltamos pra casa -
Manu - Achei que não iam mais voltar - já foi logo fazendo seu drama assim que entramos -
Clara - As apresentações demoraram, a Duda quis brincar um pouquinho com as amigas e depois fomos almoçar logo - dei um beijo no seu rosto e sentei em uma das poltronas -
Manu - E aí, Dudoca, como é que foi? - puxou-a para o seu colo e ela contou tudo sem deixar escapar nada, repetindo até uns passinhos -
Eduarda - E foi assim... a vovó até chorou sabia? - rimos - Mas ela disse que foi de alegria
Manu - Imagino. E quem mais foi?
Eduarda - A mamãe e a tia Rafa... Ah, e o meu pai também - riu e eu sorri -
Manu - Ele foi? - olhou pra mim procurando uma resposta mas não fui eu quem dei -
Eduarda - Não, tia... ops... - colocou as mãos na boca e eu gargalhei - O meu pai não foi mas ele falou pra mim que se eu tô no coração dele e ele no meu, a gente sempre vai tá pertinho um do outro. Então eu imaginei que ele tava lá - me derreti por completo ao ouvi-la e a Manu sorriu -
Manu - Que fofo - joguei uma almofada nela, que gargalhou - Posso nem mais elogiar? - perguntou zoando nitidamente -
Clara - Não, não pode - rimos. Lógico que ela não perdeu a oportunidade de zoar um pouco comigo, depois fui colocar a Duda pra tomar banho já que tinha suado pra caramba, vesti-a, e ela foi para área da bagunça, que realmente estava uma bagunça, precisando urgentemente de uma arrumação e era o que iria fazer depois. Fui pro meu quarto, tirei a sapatilha, peguei uma roupinha mais fresca, enrolei o rabo de cavalo num coque, entrei no banheiro, me despi e tomei um banho também. Saí, me enxuguei, e me vesti. Abri as minhas janelas, voltei pro quarto da Duda e foi só falar em ''arrumação'' que ela se prontificou em ajudar também - Quer me ajudar mesmo? - assentiu na expectativa do que eu ia pedir - Então vai separando aqueles brinquedos mais antigos, que você nem brinca mais e estão aqui apenas ocupando espaço
Eduarda - Pra quê?
Clara - Pra gente doar
Eduarda - Doar?
Clara - É, dar de presente pra quem precisa mais e não tem nenhum
Eduarda - Não tem porque?
Clara - Vem cá, filhota - coloquei-a sentada entre as minhas pernas, porque estava no tapete - Ás vezes, algumas mães não podem cuidar dos seus filhos por diversos motivos e por isso terminam entregando-os para uma casa onde as pessoas trabalham para cuidar deles
Eduarda - Mas... eles ficam longe da mamãe deles?
Clara - É... ficam. Mas nessas casas, eles também conhecem pessoas maravilhosas e formam outras famílias, entende? - assentiu, ainda confusa - Mais pra frente você vai entender melhor, amor. Mas essas crianças ficam muito felizes quando recebem presentes, e tem muitas da sua idade, sabia?
Eduarda - É?
Clara - Uhum
Eduarda - Então eu quero doar - sorriu -
Clara - Mas é só o que você não quer mais mesmo, ok? Não precisa ser novo, nem tão velho, são só aqueles que você não quer brincar mais e não vão fazer falta aqui mas que pode servir para outras crianças se divertirem muito
Eduarda - Tá bom - respondeu empolgada e levantou - Vamos, mãe?! - estendeu as duas mãozinhas pra mim, sorri e levantei. Fiquei primeiramente com a arrumação do quarto e deixei-a na área da bagunça, separando o que queria porque não tinha intenção de pressioná-la a nada, e por isso mesmo pedi que ela escolhesse o que não queria mais de livre e espontânea vontade. Só fiz por tudo em uma sacola grande depois - Posso ir levar com você, mãe?
Clara - Não sei. Não sei nem pra onde isso tudo vai - olhei para os brinquedos - Mas se não for dessa, de outra vez te levo pra conhecer essas casas sim - sorriu e o meu sorriso quase não coube no rosto também, de tão feliz que estava por ela ter gostado do que fez. Levei a sacola pro meu quarto e ela ficou brincando na sua cozinha. Peguei meu celular, e marquei o número da madrinha.
 - início -
Juliana - Oi, meu amor
Clara - Oi Jú
Juliana - Tudo joia?
Clara - Tudo ótimo e contigo?
Juliana - Melhor impossível. Fim de semana com a mamãe e a filhota - a sua voz exalava alegria mesmo e eu ri -
Clara - Manda beijo pra elas e fala pra Jéssica aparecer mais
Juliana - Ela acabou de falar a mesma coisa, parece até que não têm o número uma da outra, credo - rimos - Mas me diga, qual o motivo dessa ligação, saudades já?
Clara - Talvez - satirizei -
Juliana - Ih, conheço e sei de quem é essa gíria heim - rimos -
Clara - Deixa eu falar madrinha
Juliana - Fale - riu -
Clara - Então, é que a Duda separou uns brinquedos que não quer mais, que ainda dão pra ser bem utilizados
Juliana - Quer doar?
Clara - Isso, só não sei onde
Juliana - Leva pro CT na segunda que a gente acha um destino
Clara - Ah, que ótimo. Era só isso, madrinha, aproveita teu final de semana. Beijinhos
Juliana - Beijos amor
 - término -
Antes de sair do quarto fechei as janelas novamente porque o tempo parecia estar mudando e fui pra sala.
Clara - Já almoçou?
Manu - Já
Clara - O quê? - perguntei apenas por perguntar porque podia até apostar a sua resposta -
Manu - Miojo, claro. Porque eu não existo longe de você - gargalhei -
Clara - Você não tem jeito. E a academia?
Manu - E a academia...? Pois é, nem comecei e já desisti - rimos -
Clara - Ainda vai pro jogo?
Manu - Claro, tenho motivos pra não ir?
Clara - O certo seria dizer que você achou mais um motivo pra ir, não é?
Manu - Não faço a menor ideia do que você está falando
Clara - Claro que não sabe, até porque o Gil nem vai também
Manu - Ah, ele vai? Não sabia - rimos. Ficamos conversando, depois fui pra varanda brincar um pouco com meu filhote porque nem tinha dado atenção pra ele ainda.
 clarabarcelar_:   
Fiz ele cansar, correndo atrás da bolinha de um lado pro outro ali na varanda mesmo até eu cansar também e parar. Sentei, ficando de frente para uma vista invejável, fiquei mexendo no celular e vi que o Júnior tinha editado e postado uma das fotos que mandei, curti depois entrei no twitter.
 njunior11: Princesa  instagram.com/p/arLNFPmmO9/
 @clarabarcelar_: Oi 
 @jeevelasco: @clarabarcelar_ Oi
 @clarabarcelar_: @jeevelasco hahaha aparece gata
 @jeevelasco: @clarabarcelar_ Relaxa que quando você menos esperar colo ai no seu apê que a minha mãe já falou que é lindo
 @clarabarcelar_: Modéstia à parte né? @jeevelasco
 @craqueneymar: @clarabarcelar_ Desde quando a Duda faz balé?
 @clarabarcelar_: Ela começou no finalzinho do ano passado @craqueneymar
 @youlivenjr: @clarabarcelar_ Com quanto tempo ela falou papai? 
 @clarabarcelar_: @youlivenjr Com 1 ano ela começou a falar mais compreensível, mas um pouco antes já arriscava um “pa”
 @ourloveneymar: @clarabarcelar_ Você acha mesmo que sua imagem vai melhorar respondendo alguns fã clubes? Se acha, desista queridinha :)
 @clarabarcelar_: Eu não acho nada, estou apenas tentando ser educada com quem está sendo comigo, beijos @ourloveneymar
 @rafaellabeckran: Sai do vício e vai se arrumar!!!! @clarabarcelar_ 
Só depois do tweet dela, percebi que já eram 14h41, saí do twitter mesmo, falei com a Manu, chamei a Duda, lanchamos, depois ela ainda ficou correndo pela casa com o Luck e só quando falei para onde iríamos é que parou. Já estava completamente suada de novo. Fomos para o seu quarto, e apesar de suada mesmo, lhe dei um banho rapidinho e meio morno porque o tempo tinha realmente mudado e esfriou um pouco. Enxuguei-a, ela fez questão de escolher a roupa porque disse que tinha que estar bonita pra ver o pai... enfim, vesti-a, soltei seu cabelo, penteei-o e prendi apenas a franja com um tic-tac (foi impossível não lembrar dele, totalmente confuso, achando que tic-tac era um doce). Ela calçou uma sapatilha branca e rosa, se perfumou e disse que esperaria na sala bem quietinha. Fui pro meu quarto, separei umas peças de roupa, a princípio ainda fiquei em dúvida mas escolhi uma saia preta forrada com renda bem acima do joelho, uma blusa de pano leve com um detalhe no centro e um casaquinho curto da mesma cor da saia. Guardei o resto das roupas, entrei no banheiro, me despi e tomei um banho rápido, apenas porque fiquei ''rolando'' no chão com o Luck. Saí, me enxuguei, passei hidratante no corpo, vesti minhas peças íntimas, voltei pro quarto, me vesti, calcei um sneaker preto com tachinhas, fiz a maquiagem tradicional para assistir aos jogos do Santos: preto, branco e um douradinho pra dar sorte, penteei o cabelo deixando-o solto mesmo, me perfumei, peguei minha bolsa, o celular e fui pra sala.
Manu - Vamos?
Clara - Sim, o Luck já comeu?
Manu - Já
Clara - Então vamos - saímos, chamei o elevador e entramos.
 clarabarcelar_: “O que nasceu pra ser seu, nada toma, nem o tempo, nem ninguém.”  
Descemos na garagem, a Manu entrou atrás com a Duda, dei partida, claro que enfrentamos um trânsito bem chato até São Paulo mas nada que nos atrasasse. Quando cheguei em frente ao Pacaembu, a Manu ligou pro Gil, que nos indicou onde estacionar, foi nos buscar e fomos para o camarote naquela zoação de sempre, principalmente porque eles foram de mãos dadas e a Duda perguntou se eram namorados. Falei com a Rafa, cumprimentei o Gui e a sua namorada também estava presente mas entre nós não houve nada mais do que um simples aceno educado. Não entendi muito bem o porque dessa antipatia, mas depois o Gil me falou que era bem amiga da... ex do Júnior. Ok, eu é que não ia forçar simpatia já que ela resolveu não ir com a minha cara porque causa de um problema que nem a envolve, mas enfim, tratou a Duda normalmente. O Rhauzinho, para minha enorme surpresa, também estava ali, com a sua namorada, eu aproveitei para matar as saudades dele e conhecê-la um pouco melhor porque já tinha conhecido-a formalmente no restaurante e eles passaram a conhecer pessoalmente a Duda. Ficamos de papo vendo os jogadores de ambos os times aquecerem, minha pequena estava encantada pelos mascotes do Santos, doida para vê-los de perto. Os jogadores voltaram para os vestiários e uns minutinhos depois um cara apareceu para pegar a Duda, como a Rafa falou com ele e disse que o conhecia, deixei ela ir mais tranquila... Não consegui evitar a ansiedade, ainda mais porque via todos e... ele era o último da fila. Esqueci desse pequeno detalhe. Mas acho que meu coração ficou aos pulos de tanta felicidade ao ver os dois amores da minha vida pisando no gramado de mãos dadas e rindo de algo que conversavam. Uma sensação inexplicavelmente boa... boa não, maravilhosa. Ela estava com uma camisa do Santos por cima do vestidinho, linda. O hino foi executado, no final ela deu um beijo no rosto dele, e saiu de campo com o mesmo cara que a levou... e a trouxe de volta também. Assistimos a partida abraçadinhas (ou seja, me segurei para não apelidar, carinhosamente, os zagueiros que insistiam em parar as jogadas do Júnior com faltas duras e o árbitro também porque não marcava) e o placar final foi 3 a 2... pro time mandante. Infelizmente. Ainda ficamos no camarote por mais um tempo, afinal sabíamos que o Júnior seria praticamente o último a sair do vestiário, como sempre, depois descemos para a zona dos estacionamentos privados, onde ainda circulava algumas pessoas e ficamos ali até ele dar o ar da sua graça, exalando seu perfume maravilhoso. Falou primeiro com a Duda, até porque ela não deu espaço pra ninguém antes, abraçando-o assim que o viu, depois se aproximou de mim.
Neymar - Não tinha nada mais curto não? - perguntou olhando diretamente para minha saia em um tom (muito) autoritário -
Clara - Ter até tinha mas preferi vim com essa, não gostou? - não me respondeu e depois de uns segundos apenas me fitando, respirou fundo e virou para falar com o resto do pessoal. Não gostei do jeito que ele se dirigiu à mim. Sei lá se era mal humor por causa da derrota... mas que culpa tenho eu? Em nenhum momento pareceu estar brincando, por isso respondi da mesma maneira - Não acredito que isso vai estragar o meu dia... - pensei comigo mesma e voltei para realidade com o próprio -
Neymar - Vamos lá em casa?
Clara - Não, obrigada. A gente conversa quando seu humor melhorar - sorri irônica -
Neymar - Por favor
Clara - Não quero ir
Neymar - Eu quero mostrar uma coisa pra Duda... e pra você também
Clara - Tem que ser lá?
Neymar - Tem... se quiser ir embora depois... tudo bem... - respirei fundo e revirei os olhos. No fundo queria ir... queria a sua companhia mas o clima não estava legal... e se piorasse? Mesmo assim cedi, dei as costas para ir em direção ao meu carro e senti a sua mão no meu braço - Desculpa - disse assim que olhei-o. Apenas fiz um sinal com a cabeça, como um ''ok'', ele soltou o meu braço e segui pra perto da Duda e da Rafa -
Manu - Amiga, vai pra casa agora?
Clara - Não
Manu - Eu também não, mais tarde a gente se vê então - riu e eu sorri levemente porque sua animação quase trouxe meu bom humor de volta. Ela deu um beijo no meu rosto, se despediu da Duda e da Rafa também e como o Gil já estava próximo ao seu carro, gesticulei apenas um ''divirtam-se'', ele sorriu e piscou. O Gui e a Júlia também se despediram, assim como o Rhauzinho e a Thaiany (não sem antes trocarmos contatos) e só ficamos nós quatro mesmo -
Clara - Vocês vão comigo?
Neymar - Pode ser?
Clara - Claro que sim - destravei as portas do meu carro, ele entrou atrás com a Duda, a Rafa na frente comigo e dei partida. Fui o caminho todo em silêncio, a Duda contou sobre a sua apresentação exatamente como tinha dito, detalhezinho por detalhezinho, e até a Rafa que assistiu ao vivo ficou atenta ao que ela dizia e riu muito algumas vezes. Cheguei no prédio, estacionei em uma vaga para visitantes, saímos, acionei o alarme, chamei o elevador, entramos e subimos -
Eduarda - Vovô!! - foi entrando, mal a Rafa abriu a porta, para abraçar o Tio Neymar que era o único que estava na sala -
Clara - Que saudades - abracei-o fortemente também, depois que ele soltou a Duda, claro -
Tia Na - E de mim? Ninguém sentiu saudades?
Clara - Nossa tia, quanto tempo - rimos. Cumprimentei-a da mesma maneira, até porque abraços da tia são sempre muito bem vindos, depois ela foi falar com a Duda -
Neymar - Mãe, está aberto lá em cima?
Tia Na - Está - sorriu - Mas o que está falando ainda não chegou e é bem provável que só chegue na segunda
Neymar - Não tem problema. Vem cá, filha - olhei-o de imediato. Era a primeira vez que escutava-o chamando ela desse jeito e... não ia esquecer nunca. Ela saiu do colo do Tio Neymar e se aproximou dele - Vem também - olhou pra mim. Começaram a subir, segui-os, ele parou em frente a uma das portas do corredor enorme, abriu-a e deu passagem para que entrássemos primeiro. Lindo é pouco para definir... era tudo simplesmente perfeito... um verdadeiro cantinho de boneca, digno da nossa... sim, nossa princesa - Gostou? - olhou-a -
Eduarda - É meu? - perguntou ainda meio que, voando -
Neymar - Lógico - riu -
Eduarda - Sério? - insistiu ainda sem acreditar e ele assentiu sorrindo - Eu vou ter dois quartos?? - seus olhinhos brilharam - Mãe, eu vou ter dois quartos!! - disse em êxtase e eu ri - Obrigada, pai - enlaçou-se nas pernas dele, que riu, se agachou pra ficar na altura dela e a abraçou -
Neymar - Você merece, princesa - deu um beijo no rosto dela - Ainda não está totalmente pronto porque é visível que falta um guarda-roupa aqui, né? - eles riram olhando ao redor - Mas pode usar, abusar, brincar, bagunçar... é todo seu
Eduarda - E eu vou poder dormir aqui também?
Neymar - Claro que vai - olhou pra mim e me flagrou com um sorriso muito bobo mas não fiz questão de esconder, estava feliz mesmo. Ouvimos dois toques na porta e em seguida a Rafa entrou -
Rafa - Gostou amor? - sentou ao lado dela -
Eduarda - Gostei
Rafa - Ainda bem. Não aguentava mais ouvir o chato do seu pai perguntando o tempo todo: "Será que ela vai gostar?'' - elas riram, eu acompanhei e ele deu um tapa de leve na testa dela - Mas sabem o que está faltando aqui? Além de uns móveis, claro - riu -
Neymar - O quê?
Rafa - Fotos de vocês três juntos - lógico que a Duda amou a ideia, tenho que admiti que eu também gostei, afinal, ainda não tínhamos nenhuma juntos. Terminamos tirando algumas, depois o Júnior aproveitou que elas estavam entretidas para me roubar porque queria falar só comigo. Fomos pro seu quarto, ele sentou em puff enorme e me puxou para sentar no seu colo -
Neymar - Que foi? - colocou uma mecha ousada do meu cabelo no seu lugar -
Clara - Nada - encolhi os ombros -
Neymar - Eu já pedi desculpas, Clara, não queria ter falo daquele jeito
Clara - E eu já desculpei
Neymar - Não parece - senti o tom a sua voz esmorecer e sem saber muito bem o porquê, beijei-o. Ele foi meio pego de surpresa mas retribuiu inteiramente e o que era pra ser um beijo curto e simples foi se transformando em algo mais, primeiro porque nenhum dos dois quis por um fim e segundo porque nossas línguas se encontraram e quiseram matar as saudades do tempo que ficaram separadas, portanto o beijo só conheceu o seu fim quando já estávamos minimamente satisfeitos - Não queria ter falo daquele jeito mesmo. Desculpa. E não quero que fique pensando que agora quero mandar em você, no que você veste... porque não é verdade. Só não gostei de ver aquelas outras pessoas que circulavam pelo estacionamento olhando... pro que é... meu - sorri -
Clara - Não tinha ninguém olhando, aliás, tinha pouquíssima gente ali além de nós
Neymar - Eu bem vi - segurei o riso -
Clara - Esquece, já passou - brindei-o com um selinho e ele sorriu -
Neymar - Gostou do quarto?
Clara - É lindo, maravilhoso... fiquei sem saber o que falar quando vi
Neymar - E isso é bom?
Clara - É - rimos -
Neymar - A Rafa e a minha mãe me ajudaram bastante porque queria que fosse uma surpresa pra você também
Clara - Eu amei, e se a Duda também gostou, fico ainda mais feliz, principalmente pela sua iniciativa. Mas não deu trabalho?
Neymar - Não. Foi só transformar um quarto de hóspedes... no quarto da minha filha
Clara - Eu gosto de ver vocês dois juntos, gosto dessa relação linda que já conseguiram construir
Neymar - Eu é que gosto de ouvir isso, sinal de que estou indo bem - rimos -
Clara - É apenas a verdade - sorriu e uniu nossos lábios novamente em mais um beijo apaixonado - Olha que engraçado...
Neymar - O que?
Clara - Pode-se dizer que esse é o nosso primeiro momento como um casal de namorados normal, depois que voltamos
Neymar - Verdade - rimos -
Clara - Quer dizer, namorados entre aspas
Neymar - Como assim?
Clara - Segundo meu pai, é isso que nós somos porque ainda não houve outro pedido - gargalhou -
Neymar - Coisas que só acontecem com nós dois
Clara - Mas no final tudo vale a pena... até o momento do depósito - gargalhou. Ele ia responder mas a entrada das meninas nos interrompeu, entretanto, nem ligamos. Ficamos os quatro na maior bagunça, depois a Tia Na chamou a Duda, ela desceu, a Rafa começou a mexer no celular e eu o Júnior nos perdemos um no outro, numa troca de carinhos discretos mas tão... tão bons, que só percebemos que já estávamos sozinhos novamente quando o iPhone dele e por coincidência - ou não - o meu também apitou, dando sinal de uma notificação. Abrimos e era da Rafa.
 rafaellabeckran: Até de segurar vela de vocês, eu tinha saudades  Meus  @njunior11 @clarabarcelar_ 
 [@] rhauzinho:   
 [@] addictionnjr: omgggg aslakfjaslakfj
 [@] clarabarcelar_: doida haha  
 [@] feelingsforyou: essas suas legendas intrigam... 
 [@] patricktayna: você é hilária   
 [@ourloveneymar: desnecessária 
 [@] njunior11: toiss pretinha 
Clara - Nossa, você viu ela saindo?
Neymar - Não - gargalhamos - Estava mais entretido em outra coisa - beijou o meu pescoço. Me arrepiei, lógico mas suponho que esse tenha sido o seu propósito porque continuou até começar a me causar cócegas -
Clara - Pára - não consegui evitar o riso mas pelo menos, o fiz parar. Ele me olhou e sorriu... não sei como mas consigo me apaixonar cada vez mais por aquele sorriso... me perco fácil ali - Sou louca pelo seu sorriso - murmurei próximo ao seu ouvido porque agora era o meu rosto que estava escondido no seu pescoço -
Neymar - E eu pelo seu - inevitavelmente sorri também e voltei a olhá-lo -
Clara - Eu te amo
Neymar - Eu também te amo muito, amor - respondeu sem nunca desviar seu olhar do meu. Passei a mão delicadamente pelo seu rosto, ele fechou os olhos, sorri e beijei-o. Acho que depois que resolvemos tentar de novo cada beijo era melhor que o anterior, cada beijo era dado como se fosse... o último, e aproveitado até o segundo final... Ficamos em um clima in love, ás vezes trocando alguns beijos, outras brincando com as nossas mãos num entrelaça e desentrelaça que até nos fazia rir, ou apenas nos olhando - Vou confessar uma coisa, posso?
Clara - Deve
Neymar - Isso aqui foi o que mais me fez falta
Clara - Isso aqui...?
Neymar - É. Ficar assim com você - aproveitou o fato de estar abraçado a mim para me apertar nos seus braços... uma sensação tão boa - E te ouvir dizer eu te amo, principalmente quando não estou esperando, assim como fazia antes... - deixei escapar um sorrisinho envergonhado, mesmo sem querer e ele riu - 
Clara - Eu era muito boba... pode falar - ri -
Neymar - É pra falar mesmo? - riu e eu assenti rindo também - Foi pela boba que eu me apaixonei, foi a boba que eu amei durante quatro anos mesmo sem tê-la ao meu lado e é essa boba que eu pretendo amar pro resto da minha vida
Clara - Não faz isso comigo - voltei a esconder o meu rosto e dessa vez não só corada como emocionada -
Neymar - É boba mesmo - riu - Mas é minha boba - me fez olhá-lo e beijou a pontinha do meu nariz -
Clara - Como será que nós estaríamos hoje se... se... - hesitei mas nem precisei terminar -
Neymar - Se não tivesse acontecido tudo que aconteceu? - completou meu raciocínio. Vê-lo falar tão calmamente sobre o assunto me fazia um bem enorme também - Eu imagino que já estaríamos morando juntos... e porque não casados? Ah, e com pelo menos metade do nosso time já formado
Clara - Oi? - gargalhou - Achei que já tivesse tirado isso da cabeça
Neymar - E até tinha tirado mesmo, mas agora percebi como é maravilhoso ser pai...
Clara - E a minha opinião? Não conta?
Neymar - Diz pra mim que não quer então, diz - percorreu toda a linha do meu ombro até o meu pescoço com a pontinha do nariz, com uma intenção clara de provocação. Provocação essa que eu não ia cair -
Clara - Eu acho melhor a gente deixar pra falar sobre isso mais pra frente... bem mais pra frente - fui falando à medida que ia me afastando um pouco, o suficiente para não cometer nenhuma loucura - E agora vamos mudar de assunto
Neymar - Quer falar de quê? - riu -
Clara - Quero saber pra onde vamos amanhã
Neymar - Ah... - sorriu -
Clara - Ah... o que? Desenvolve
Neymar - Não vou falar - me deu um beijo rápido - E não adianta insistir - repetiu a proeza mas prolongou o beijo, que só foi interrompido por um barulhinho bem de leve, parecia alguém batendo na porta - É a Duda
Clara - Também tenho certeza - rimos - Entra, amor - falei um pouco mais audível e confirmamos o que já sabíamos. Ela entrou, e conseguiu sentar no meio de nós - Onde é que a senhorita estava?
Eduarda - Na cozinha. Ajudando a vovó e a Joana
Clara - Ah, claro - rimos - E o que foi que vocês fizeram?
Eduarda - Não sei - encolheu os ombros e nós dois rimos. Ficamos aproveitando um momento só nosso, depois descemos, jantamos (quase) em família e pra não esperar ficar mais tarde do que já estava, decidi ir embora. Nos despedimos dos tios, da Rafa e o Júnior desceu com a gente -
Neymar - Te pego às 19h amanhã
Clara - Às 19h? Porque tão cedo?
Neymar - Porque eu não tenho apenas um plano pra nossa noite, mas na segunda você trabalha né?
Clara - É - torci o nariz - Tenho que aproveitar com responsabilidade - ri -
Neymar - Eu sei, por isso pensei em tudo - piscou -
Clara - Quero só ver - sorri - Mas agora é melhor nós irmos, não é amor? - olhei pra Duda que ainda estava com os bracinhos rodeados na cintura dele, caindo de sono e ela assentiu. Rimos, destravei as portas do meu carro, ele a colocou atrás com o cinto, se despediu dela, e fechou a porta -
Neymar - Avisa quando chegarem
Clara - Pode deixar - tentei dar um beijo no seu rosto mas ele virou propositalmente e terminou num selinho demorado, que só terminou quando ouvimos risos - Não estava dormindo?
Eduarda - Eu não - riu e nós dois gargalhamos. Nos despedimos, entrei também, ela ainda acenou pela janela e eu dei partida. Consegui mantê-la acordada até chegarmos em casa, porque não ia ter condições de carregá-la ou acordá-la, subimos, a Manu ainda não estava, fui cuidar logo dela que adormeceu assim que caiu na cama, nem esperou ler o seu livro, depois fui pro meu quarto - Oi, meu amorzinho - o Luck estava deitado nos pés da minha cama, mas levantou e começou a abanar o rabo assim que me viu. Fiz um carinho nele, sentei e peguei o celular.
    For: Amor    
''Já chegamos, e a tagarela já está dormindo. Boa noite amor, love u''
Tirei o sneaker, peguei meu pijaminha, entrei no banheiro, enrolei o cabelo num coque, removi o excesso da maquiagem, me despi, tomei um banho morninho, saí, me enxuguei, me vesti, escovei os dentes, voltei pro quarto e deitei com meu filhote. 
 clarabarcelar_:   

Anônimas lindas, eu não entendi a pergunta, desculpem.
Como assim, em qual personagem me inspirei? :$
Bom, está aí mais um capítulo, beijocas  

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Capítulo 34 - “É que a sua loucura combina com a minha”


 Acordei no meu horário de sempre, nem enrolei e levantei logo. Dei um jeitinho na cama, separei a minha roupa, entrei no banheiro e tomei um banho caprichado. Saí, me enxuguei, vesti minhas peças íntimas, passei hidratante no corpo, voltei pro quarto, e me vesti. Calcei uma sapatilha preta com alguns detalhes em dourado, penteei meu cabelo, fiz uma maquiagem levinha, coloquei meu relógio, arrumei minha bolsa, me perfumei, peguei o celular e saí. 
Clara - Bom dia, pequena - dei um beijo em seu rosto -
Eduarda - Bom dia, mamãe - sorriu - Me ajuda? - olhou para o tênis. Ajudei-a a calçá-lo, ajeitei seu uniforme (ou seja, quase não mexi em nada porque ela já se arruma direitinho), penteei seu cabelo em um rabo de cavalo, prendendo a franja, ela se perfumou, escolheu uma pelúcia para levar, afinal, sexta é o dia de brinquedos, pegou a mochila e fomos para cozinha. Tomamos o café da manhã conversando, depois passei no quarto da Manu só pra saber se ela já tinha saído ou se por algum motivo não tinha ido mas o quarto estava vazio. Ou seja, a dor de cabeça deve ter ido embora de vez. A Duda se despediu do Luck, como sempre, peguei as chaves, saímos, tranquei tudo, chamei o elevador e entramos.
 clarabarcelar_: Sunshine!  
  
Descemos na garagem, destravei as portas do meu carro, entramos, liguei o som e dei partida. A Dudoca, muito bem disposta e alegre foi cantando até chegarmos a escola. Levei-a até a porta de entrada e sim, senti alguns olhares, não consegui decodificá-los mas também não fiz questão. O que dizem ou deixam de dizer, graças a Deus não vai me afetar. Não mais. 
Clara - Boa aula, meu amor - sorriu. Dei um beijo no seu rosto, e ela entrou. Voltei para o meu carro, liguei-o novamente e segui para o CT. Cheguei, estacionei e subi - Bom dia, Gio - sorri, mandei um beijo pra ela e me apoderei da minha mesa -
Giovanna - Bom dia, alegria - riu. Tirei o blazer, sentei-me e liguei o notebook para me atualizar enquanto só estávamos nós duas. O Pedro e o Caio chegaram, nessa ordem, e perto das 09h notei a Gio um pouco tensa -
Clara - Que foi? - ela se aproximou e sentou na cadeira em frente a minha mesa -
Giovanna - A Luciana
Clara - O que tem ela?
Giovanna - Não veio né. Falta apenas uma entrevista pra gente fechar a edição da revista e era ela quem ia fazer
Clara - E aí?
Giovanna - Não sei... - ficou um pouco pensativa - Quer dizer, acho que você pode fazer isso
Clara - Posso? Não tenho experiência nenhuma
Giovanna - Eu também não, mas é muito fácil e sabe quem é o entrevistado?
Clara - Sei quem são os três que estão na capa mas não sei quem está faltando
Giovanna - O Neymar - riu. Claro, a entrevista que ele falou ontem... -
Clara - Opa - rimos -
Giovanna - Topa?
Clara - Claro. As perguntas já estão prontas? Porque não tenho habilidade pra isso
Giovanna - Relaxa, as perguntas já estão prontas sim, até porque foram mandadas por alguns sócios do Peixe
Clara - Ah, ótimo. Cadê? - ela foi até a sua mesa e voltou com o tablet, mexeu um pouco e me mostrou tudo que tinha que fazer e como fazer -
Giovanna - Ele já está lá embaixo
Clara - Já?
Giovanna - Sim, sabe que o tempo dele é regrado, não sabe? - rimos -
Clara - Tá certo, é na sala de sempre?
Giovanna - Yes - piscou. Levantei, deixei-a lá com os meninos e saí. Encontrei o Luis Álvaro no corredor, ele falou comigo e eu desci. Parei em frente a sala da SantosTV, olhei para o depósito e ri sozinha. Dei duas batidinhas na porta, abri-a, entrei e encontrei-o sentado, todo largadão em um dos sofás -
Neymar - Tá fazendo o quê aqui? - levantou surpreso mas não escondeu um sorriso grandioso -
Clara - Vim fazer a tal entrevista para Santástico
Neymar - Mas não era a Lu?
Clara - Ah, você prefere a Lu? Ok - lógico que usei uma pitada de sarcasmo, dei as costas, e ainda cheguei a tocar na maçaneta mas na mesma hora senti o seu corpo colado ao meu -
Neymar - É claro que eu prefiro você - sussurrou e eu ri -
Clara - Ela não veio - virei e suas mãos desceram automaticamente para minha cintura - Contente-se comigo
Neymar - E será que eu vou consegui me concentrar nas perguntas? - tentou se aproximar do meu rosto mas esquivei -
Clara - Eu acho bom que sim porque estamos aqui trabalhando. Ouviu bem? Tra-ba-lhan-do
Neymar - Sim, senhora - bateu continência e eu gargalhei -
Clara - Vamos começar então. Senta aí porque vai ser bem rapidinho - sentamos lado a lado - Vão ser apenas dez perguntas que foram mandadas pelos associados do Peixe. Posso começar?
Neymar - Pode - riu e eu acompanhei. A situação era realmente... cômica -
Clara - Qual foi seu maior gol de placa fora do futebol?
Neymar - Foi quando dei uma casa para os meus pais - respondeu e eu passei para o tablet, assim como ia fazer com todas as outras -
Clara - Em qual momento a torcida do Santos mais marcou você na sua carreira, até aqui?
Neymar - Na minha estreia, quando gritou meu nome pra eu entrar no jogo - sorri enquanto digitava -
Clara - Além do dom que Deus te deu, quais são os principais fatores para se tornar um jogador de futebol, além de não desacreditar?
Neymar - Habilidade e foco são os mais importantes
Clara - Como é a sua vida quando não está no Santos? O que costuma fazer?
Neymar - Saio com meus amigos, fico com a minha família e jogo vídeo game
Clara - Você imaginava que um dia faria tanto sucesso? E o que pensa para o futuro?
Neymar - Não imaginava que seria tão rápido mas sempre sonhei com isso. O objetivo que traço para o futuro é poder disputar os melhores campeonatos do mundo
Clara - Qual foi, até então, o jogo mais importante de sua carreira?
Neymar - Ah, todos têm a sua importância. Mas destaco dois, o primeiro pela Seleção e a minha estreia no profissional porque eu tinha que ir bem de qualquer jeito - riu -
Clara - Você sonhava em jogar com grandes ídolos de outras gerações como Giovani, Robinho e outros?
Neymar - Não. Eu sonhava jogar com o Robinho um dia, mas pela seleção, não no Santos. Foi mais que um sonho poder jogar com o meu ídolo
Clara - Qual a sensação de vestir a camisa em que já jogaram os maiores mitos do futebol?
Neymar - É uma sensação que não tem como explicar, vai muito além da alegria - sorri novamente -
Clara - Como jogador formado nas categorias de base, qual dos grandes craques do Santos teve influência no estilo Neymar e qual foi o momento mais difícil da sua carreira?
Neymar - Quem mais me trouxe influência foram o Robinho e o Diego. O momento mais difícil da minha carreira foi o começo. Para alcançar onde estou é que foi o mais difícil... mas valeu a pena
Clara - Qual a importância de Robinho e Dorival Júnior pra você?
Neymar - Dorival Júnior foi um dos que me preparou e me deu mais confiança para jogar futebol. Sou muito grato a ele. O Robinho me deu muitos conselhos e, como é meu ídolo, só de ficar ao lado dele já me dava alegria, jogar então...
Clara - Ufa - respirei de alívio - É só - terminei e bloqueei a tela -
Neymar - Acabou? - perguntou com uma expectativa que estranhei -
Clara - Acabou
Neymar - Finalmente - ditou em gênero de desabafo, como se estivesse esperando por aquilo, não me deixou falar nada e com alguma habilidade e rapidez, ficou por cima de mim, apoiando-se no sofá e me beijou. Com certeza já estava pensando em fazer isso desde o início porque foi muito rápido mesmo. Quis resisti porque podia entrar alguém ali a qualquer momento mas... ele uniu nossos lábios com uma paixão que me fez perder completamente a razão. Nossas línguas foram se entrelaçando em um beijo cada vez mais quente, porém, ainda assim, nos mantemos comportados. Pelo menos isso. O seu toque na minha nuca me fez arrepiar, levando-o a prolongar ainda mais aquele momento que só culminou devido a nossa exaustão pela falta de ar -
Clara - Não vou mais te chamar de louco porque você parece gostar desse apelido - riu -
Neymar - Você não fica atrás
Clara - É que a sua loucura combina com a minha - sorriu e voltou a me beijar, dessa vez de forma mais contida depois escondeu o rosto no meu pescoço, aproveitando para depositar alguns beijinhos inocentes ali -
Neymar - Estou com saudades... - sussurrou e mordeu o lóbulo da minha orelha, deixando evidente o tipo das saudades mesmo assim preferi me fazer de desentendida... achando que consigo esconder algo dele -
Clara - Mas eu estou aqui
Neymar - Você sabe do que estou falando
Clara - Também estou com saudades
Neymar - Vamos sair no domingo
Clara - Vamos?
Neymar - Vamos
Clara - É um aviso ou um convite?
Neymar - As duas coisas
Clara - Só eu e você?
Neymar - Só eu e você - sorri e assenti para depois ganhar mais um beijo delicioso -
Clara - Agora eu tenho que ir e você fica porque ainda vão vim tirar as fotos para revista - saiu finalmente de cima de mim e eu levantei -
Neymar - Já pensou se vira rotina? - perguntou num tom divertido -
Clara - O quê? - retorqui com uma falsa surpresa porque tinha entendido muito bem logo de cara o que queria dizer, ou melhor, o que queria que virasse rotina e ele gargalhou - Deixa de ser safado. Eu já me arrisquei demais e a culpa é toda sua
Neymar - Toda minha? Devo estar te obrigando a alguma coisa, né? Cadê minha arma?
Clara - Idiota - semicerrei os olhos e ele riu novamente - Se não nos vermos mais hoje, estarei lá no Pacaembu amanhã com a Dudoca... Isso se ainda encontrar ingressos
Neymar - Vocês vão não ficar na arquibancada - ia abrir a boca para refilar mas nem tive tempo - Lá vai ser muito mais difícil encontrar vocês pra pegar a Duda para entrar comigo depois deixá-la com contigo de novo
Clara - É... pensando por esse lado
Neymar - A Rafa também vai, fala com ela
Clara - Tá certo - cedi. Ele sorriu amplamente e eu não tive como não pensar: "Essa é a sua arma..." O que não deixa de ser verdade. Me perco completamente naquele sorriso de tão lindo que é, e de tantas saudades que senti de ser o motivo dele - Beijinho, beijinho - soltei um beijo, ele retribuiu ainda sorrindo, eu saí e subi - 
Pedro - Que entrevista demorada - olhou para o Caio segurando o riso -
Clara - Porque que você ainda conta as coisas para esses pervertidos, Giovanna?
Caio - E os pervertidos somos nós? Ah tá - fingiu estar escandalizado e nós rimos -
Clara - São, e chatos também, muito chatos - rimos. Dedicamos toda a nossa sexta-feira no término definitivo da revista, e em uma semana ou menos acho que os sócios já vão poder tê-la. 
Só no finalzinho da tarde concluímos tudo que queríamos mesmo e recebemos a notícia que o Santos aceitou ser parceiro do GRAACC. Nos despedimos, desci e quando cheguei à garagem ainda pude ver o ônibus do Peixe saindo. Destravei as portas do meu carro, entrei, liguei som, coloquei o cd da Turma do Pagode e dei partida. Enfrentei aquele congestionamento chato de sempre, e quando cheguei em casa, para minha grande surpresa, encontrei os meus pais.
Clara - Boa - olhei para meu relógio de pulso e constatei que já passava das 17h59 - Noite - ri -
Débora - Boa noite, minha filha - sorriu. Aproximei-me, abracei-a e ela me deu um beijo carinhoso e saudoso no rosto. Meu pai fez o mesmo, depois falei com a Manu e a Dudoca, que estava brincando com a massa de modelar que ganhou da Rafa -
Clara - Que surpresa boa - sentei ao lado da Manu -
Murilo - Se não viermos aqui você não vai nos ver, não é?
Clara - Que exagero. É que os dias estão muito agitados, só isso
Murilo - Sei bem. Vocês, jovens, quando começam a namorar esquecem que tinham uma vida social antes - gargalhamos - Quer dizer, namorar entre aspas porque eu ainda não fiquei sabendo de nenhum outro pedido - tentamos, mas não conseguimos não rir -
Clara - Olha o drama, pai. Eu e o Júnior mal estamos nos vendo por causa dos nossos horários. Muito menos tendo tempo pra namorar entre aspas - ele riu - 
Murilo - Trabalhando no mesmo lugar e não estão se vendo? Tá certo - falou de um jeito engraçado e não teve como não rirmos novamente, e como eu não lembrar dos dois últimos episódios, no depósito e na sala da SantosTV -
Débora - Deixa ela, Murilo - deu um tapinha de leve no braço dele - Não liga, filha. Está ficando velho e rabugento, daí a chatice vem aumentando - rimos, inclusive ele -
Murilo - Velho nada, estou é muito antenado. Sou um homem atualizado agora
Manu - Nisso eu tenho que concordar - riu -
Murilo - Ouviram bem? - se gabou e nós rimos novamente. Matamos um pouco das saudades, eles disseram que iam ficar pra jantar e minha mãe se ofereceu para ir preparar. Deixamos, lógico. Peguei minha bolsa, fui pro meu quarto, joguei-a em um canto, peguei uma roupinha mais leve, fiz um coque mal feito no cabelo e entrei no banheiro. Me despi, tomei um banho geladinho, me enxuguei e me vesti. Passei um perfume bem levinho, saí do banheiro e minha pequena estava sentadinha na minha cama -
Eduarda - Olha, mãe - mostrou orgulhosamente um coração desajeitadinho feito com a massa de modelar - Eu que fiz
Clara - Que lindo, boneca
Eduarda - É o meu coração - eu ri -
Clara - Ah é? - assentiu - E onde é que eu estou ai?
Eduarda - Aqui - apontou para um determinado lugarzinho - E o meu pai tá aqui do seu ladinho - sorri -
Clara - Quem mais está ai?
Eduarda - A vovó Débora e a vovó Ná. O vovô Murilo e o vovô Neymar. O biso e a bisa, a tia Rafa, a Manu, a Jéssica, a tia Jú, o Di e os amiguinhos malucos do papai - falou a última parte quase como um sussurro e eu gargalhei - Ah, e os meus coleguinhas - sorriu -
Clara - Nossa, mas cabe todo mundo nesse coraçãozinho?
Eduarda - É um coração(zão), mãe - abriu os bracinhos para definir o tamanho e eu ri. Peguei o celular e voltamos pra sala.
 @clarabarcelar_: Visitinha surpresa dos papais ❤ 
A Duda foi pra cozinha, ficar com a vovó. E eu sentei com a Manu novamente.
Murilo - Quando sai a próxima revista, filha?
Clara - Daqui a no máximo cinco ou seis dias. Terminamos a edição dela hoje
Murilo - Que bom. E como é que é trabalhar lá? Está gostando mesmo?
Clara - Amando. O Santos Futebol Clube não é nada diferente daquilo que eu já sabia, é melhor até. E ter a madrinha ali por perto é... cômico - riu - É verdade, ela é séria quando tem que ser e nas horas vagas faz todo mundo rir
Murilo - O engraçado é que essa reviravolta toda que a sua vida deu, é culpa dela que te indicou para o emprego e fez você voltar pra cá
Clara - É...
Manu - Eu concordo mas acho que se não fosse o emprego outra coisa iria atrair a Clara pra cá de vez - olhei-a e ela continuou - Porque olhando pra história dela com o Neymar não tem como alguém dizer que foi tudo um mero acaso, porque não foi
Murilo - Foi o que a Débora também disse... que estava tudo predestinado
Manu - É o que eu também acho e como já te falei - olhou pra mim - Essa história daria um bom livro - rimos -
Clara - Tá, mas chega de falar de mim
Murilo - Vamos falar da Manuzita
Clara - Apoio - rimos - Começando pela parte profissional, pai
Murilo - Certo - riu - Como você está se saindo Manu? É o seu primeiro emprego pra valer não é?
Manu - É, e fiquei com receio por causa disso mas a empresa também era nova então fomos aprendendo juntas - riu - E agora está tudo maravilhoso, melhor seria, só se o dono fosse o Timberlake
Clara - Como assim? O Justin Timberlake tem uma empresa de design de interiores também?
Manu - Tem. Diz se não é perfeito pra mim?
Clara - Sei de nada não - meu pai gargalhou e ela mostrou a língua - Mas falando nisso, vamos para a situação amorosa da Manuzita enquanto o Timberlake não se toca que ela é a mulher da sua vida - satirizei e eles riram -
Murilo - Vamos então - riu. Ele estava adorando aquilo tudo porque é mesmo um autêntico palhaço - Como está o seu coração nesse momento? - olhou-a-
Manu - Batendo né, tio? Ou nem estaríamos conversando - rimos -
Clara - Está vendo pai? Essa boa disposição tem motivo, ou melhor, tem nome
Murilo - Quem é?
Clara - Gilmar
Murilo - O Gil? Vocês estão namorando? - olhou pra ela novamente -
Manu - Ficando
Murilo - Não é a mesma coisa? - revirou os olhos -
Manu - Não
Murilo - Qual a diferença?
Manu - A maior de todas é não ter que ficar dando satisfações. Onde está, com quem está, pra onde foi. Não tem aquela cobrança também
Clara - Mas no namoro não existe cobrança, as duas partes se doam
Manu - Ah, mas é tudo muito bonito até a gente quebrar a cara
Clara - Faz parte também...
Murilo - E seus pais, Manu? - mudou de assunto, talvez por já nos conhecer bem demais e por saber que iríamos, provavelmente ficar debatendo esse mesmo assunto -
Manu - Devem voltar, ou pelo menos vim me ver no final do ano - revirou os olhos. Minha mãe foi nos avisar que o jantar já estava pronto - Só assim mesmo para usarmos essa mesa - eu e ela rimos -
Débora - Vocês não usam? Porque?
Clara - Mãe, olha bem o tamanho dela, tem só oito lugares - ironizei - Fazemos praticamente todas as refeições no balcão da cozinha
Débora - Que horror - gargalhamos por causa da cara que ela fez -
Murilo - E depois sou eu o velho rabugento e chato
Manu - Você é muito certinha tia, acho que não ia dar pra morar com a gente
Clara - Não mesmo - rimos. Nos sentamos, minha mãe colocou as travessas na mesa e o prato da noite não podia ser melhor: Suflê de frango com batata palha, uma das especialidades dela. Amo. Jantamos em um clima maravilhoso, eles disseram que infelizmente não iam poder assistir a apresentação da Dudoca por causa de contratempos dos trabalhos de ambos, e depois do jantar ainda ficamos conversando bastante -
Débora - Ia embora sem dar o que eu trouxe pra vocês - pegou a sua bolsa e tirou três sacolinhas da sua joalheria - Toma - entregou o primeiro pra mim - Chegou lá na loja hoje, lembrei de você assim que vi - abri e fiquei encantada: uma corrente meiguinha e o seu pingente era nada mais nada menos que uma câmera fotográfica -
Clara - Ai, mãe. Amei, muito obrigada - passei meu braço direito pelo seu ombro e beijei a sua bochecha, já que ela estava ao meu lado -
Débora - Por nada, tinha certeza que você ia gostar - sorriu - E como ia trazer isso, pensei: ''Tenho que levar algo para as outras duas princesinhas'' - a Manu riu e ela lhe entregou uma outra sacolinha e a que sobrou a Duda -
Eduarda - Abre pra mim, mãe - pediu porque não estava conseguindo. Abri e era uma corrente bem mimosinha também, com o pingente de uma menininha -
Clara - É linda
Eduarda - É... obrigada vó - sentou no colo dela e lhe deu um beijo. O presentinho da Manu também foi lindo, ela agradeceu, eles ainda ficaram conosco por mais um tempinho e só foram embora perto das 22h. Depois fui por logo a Dudoca pra dormir - sim, ela quis falar com o pai antes disso - porque teríamos que acordar cedo no dia seguinte -
Manu - Tomei um susto quando entrei aqui e vi esse mural - entrei no meu quarto e ela estava parada, de frente pra ele - Fez quando?
Clara - Já estava pensando nisso a muito tempo, e aproveitei que ontem fiquei com o tempo livre pela manhã...
Manu - Ficou lindo 
Clara - Modéstia à parte... - rimos - Vamos pro jogo amanhã?
Manu - Que horas?
Clara - 16h
Manu - Vamos mas e a apresentação da Duda?
Clara - É as 09h
Manu - Se eu conseguir levantar, vou também - rimos. Ficamos de papo mais um pouco, depois ela foi pro seu quarto, fechei as janelas e as cortinas do meu, troquei de roupa, escovei os dentes, peguei o celular, deitei e fui olhar minhas notificações.
Lela         
    Annnna.
    Chataaaaaaaa!!
    Dá pra me responder?
    Ok né   
Quanto amor!!   
Já estou aqui. 
Vai ao jogo amanhã? 
    Finalmente!!  
    Vou
Com quem?
    Gui e Gil
    Vai também né?
Vou, chegando lá ligo pra um de vocês porque não conheço o Pacaembu
E o Júnior quer entrar com a Duda também
    Sério??  
    E a apresentação dela? É às 09h?
Sim, e sim  
    Passa aqui, só vamos eu e a mamis
Passo, pode deixar 
    Ai sim, vou falar com ela   
Entrei um pouco no twitter também, fiquei olhando o feed no instagram, vi algo e resolvi zoar mais um pouco com a Manuzoca.
 clarabarcelar_: Olha nossa conversa aí @mannubarros só que mais explicada hahaha  
 [@] patricktayna:  
 [@] mannubarros: Mantenho o que já te disse... é tudo lindo até quebrarmos a cara  
 [@] rafaellabeckran: Tô contigo @mannubarros 
 [@] clarabarcelar_: Sabem de nada haha @rafaellabeckran @mannubarros
Conversei um pouco com o Júnior pelo whats também, porque quando liguei mais cedo só a Duda falou com ele. Ainda fico muito boba toda vez ouço um ''meu amor'' da sua parte, apesar de já chamá-lo assim... novamente, mas é que... é como se toda vez, fosse a primeira. Acho que depois de tudo que passamos, cada momento, por menor que seja agora que nossos horários não coincidem bem, cada abraço, cada sorriso, cada risada, cada declaração, cada beijo, passa a ter uma importância muito maior. E não sei se acontece com ele, mas o meu amor, no meio de tudo isso, só cresce. Quando nos despedimos, coloquei meu celular para despertar e esperei o sono chegar.



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