- início -
XxXxXx - Alô?! - reconheci de imediato a voz de quem tanto tinha saudades -
Clara - Vó? É a Clara
Glória - Ah, oi meu amor. Bom dia - podia apostar que ela estava sorrindo e sorri também - Você não está em Paris?
Clara - Sim, estou. Mas não é por isso que vou esquecer vocês, não é? - riu levemente - Por falar nisso, vocês têm que vim conhecer aqui também, é tudo lindo demais
Glória - A gente não tem mais idade pra isso não, minha filha, essas viagens são muito cansativas
Clara - Isso é verdade, mas a gente fala sobre isso depois então
Glória - Tudo bem - riu novamente -
Clara - Eu acordei você?
Glória - Não. Que horas são aí?
Clara - Nove, pelas minhas contas aí deve ser seis ou por aí
Glória - Exatamente
Clara - Só liguei porque sabia que não estavam mais na cama
Glória - É, você sabe que nós já nos acostumamos a acordar cedinho
Clara - Eu sei, mas e meu avô? Cadê? Grudado no jornal já?
Glória - Ah... o seu avô?
Clara - Sim, vó - ri -
Glória - Ele ainda está deitado
Clara - Sério? Ele é sempre o primeiro a levantar
Glória - Pois, mas está de repouso por uns dias
Clara - Repouso porque? - senti meu coração acelerar -
Glória - Calma, não precisa se exaltar - ficou em silêncio por um tempo, talvez esperando que eu falasse algo mas não consegui, queria saber mais, acho que por isso continuou - Foi só uma pequena infecção. Mas já está tudo bem
Clara - Mesmo? Não está me falando isso só para eu ficar mais aliviada, está?
Glória - Não, Clara, se eu quisesse te deixar aliviada eu nem falava nada - respondeu depois de um tempinho -
Clara - Tem razão, desculpa. É que eu tive um sonho estranho, a minha mãe estava esquisita, e agora ouvindo isso eu... - parei de falar e ela suspirou -
Glória - Fica tranquila, confia em mim
Clara - Eu confio
Glória - A Débora estava esquisita? Como assim? - sim vó, eu sei que está mudando de assunto -
Clara - Não sei explicar, mas pra mim ela estava sim. Será que era essa intoxicação do vô que ela não queria me contar?
Glória - Ah, eu acho que não... quer dizer, não sei. Pode ter sido. Sua mãe é exagerada, você sabe
Clara - Eu acho que estamos precisando passar mais tempo juntos, essa paranoia minha deve ser saudades
Glória - Oh, meu amor, nós também estamos com muitas saudades - sua voz falhou -
Clara - Está chorando?
Glória - Não. Me conta desse sonho estranho? - balancei a cabeça e ri da sua agilidade em mudar de assunto, de novo -
Clara - Não tenho o que contar porque não lembro de nada mas acordei assustada e não consegui dormir mais
Glória - Bom, se não lembra procura não pensar nisso e vai aproveitar esse lugar que você mesma falou a poucos minutos ser: lindo demais, ok?
Clara - Compreendido, Dona Glória - ri -
Glória - Cadê a Dudoca e o Júnior?
Clara - Ambos dormindo
Glória - Deixa beijos pra eles
Clara - Pode deixar. Acho que não consigo ver vocês antes do Natal, mas antes do Réveillon eu vou tentar
Glória - Não precisa se preocupar com isso, já te falei que se você e a Duda estão bem e felizes, nós também estamos. E agora eu acho bom a senhorita desligar pra ir aproveitar o seu dia ao invés de estar perdendo tempo comigo
Clara - Quanta modéstia, nunca que falar contigo é perda de tempo - riu - Da próxima vez ligo com a Duda acordada
Glória - Ok, beijos e divirtam-se
Clara - Amo vocês, dá um abraço apertadinho no vô por mim e pela bisneta dele
Glória - Ele vai adorar - ri - Nós também amamos vocês
- término -
Meu humor mudou radicalmente, e seja lá o que tenha sido o que me acordou, não ia estragar o meu dia. Meu celular vibrou nas minhas mãos, olhei pro visor e vi nome da Marie.
- início -
Marie - Clara?
Clara - Oi, Marie. Tudo bem?
Marie - Tudo bem - respondeu com seu português sempre esforçado, fofo - Eu te acordei?
Clara - Não - ri -
Marie - E tem planos para essa manhã?
Clara - A princípio acho que não
Marie - Aceita me fazer companhia no outlet?
Clara - Claro que sim
Marie - Ah, que ótimo - riu - O Lucas vai me acompanhar até o hotel, mas vai ficar com o Neymar... você sabe...homens... - rimos. Percebi que daqui a algum tempo, principalmente pela convivência com o namorado, ela já vai falar como uma brasileira nata - Então vamos nós duas e a sua filhinha, se você quiser. Depois marcamos para nos encontrar com eles e damos seguimento aos planos do dia, isso se vocês quiserem - eu ri - Pode ser?
Clara - Perfeito
Marie - Nos vemos em breve então, um beijo
Clara - Ok, beijo
- término -
Neymar - Fazendo planos? - levei um pequeno susto por estar de costas para porta do quarto -
Clara - Bom dia pra você também - olhei-o e ele estava com o seu sorriso acabei de acordar -
Neymar - Aquela cama é muito grande só pra mim e a Duda, senti sua falta - beijou minha bochecha e meu humor atingiu o nível máximo, não sei se por causa das suas palavras ou do seu gesto - Bom dia - sentou ao meu lado, sorriu e eu retribuí -
Clara - Respondendo a sua pergunta: Sim, estava fazendo planos com a Marie
Neymar - E decidiram o quê?
Clara - Resumidamente: uma manhã de compras - sorri -
Neymar - Interessante - gargalhei da cara que fez -
Clara - A Duda ainda está dormindo, certo?
Neymar - Certo - respondeu sem entender o motivo da pergunta -
Clara - O Lucas está vindo pra cá também, vocês ficam, e vamos só nós duas. É até melhor que não precisamos acordá-la e depois a gente se encontra
Neymar - Perfeito - falou que nem eu a alguns minutos atrás e nós rimos -
Clara - Mas eu posso saber o que vocês vão ficar fazendo?
Neymar - PS3, certeza - respondeu empolgado -
Clara - Nem sei porque fiz essa pergunta, mas espero que vocês deixem a Duda brincar também, ela adora - gargalhou - E não, não fale que ela joga melhor do que eu, disso já sei
Neymar - Você nem tenta. Posso te ensinar, se quiser - sorriu depravadamente... Oh, a essa hora da manhã? Mas porque é tão lindo? -
Clara - Pode ser - sorri - Que nem ensinou pra ela? - perguntei como se não tivesse entendido onde queria chegar -
Neymar - Não. Pra você eu tenho um jeitinho especial pra ensinar
Clara - Ah tem? - assentiu e parecíamos estar disputando quem iria rir primeiro -
Neymar - Basta você dizer que quer, amor - não desgrudou seus olhos dos meus nem por um segundo -
Clara - Eu quero... - tentei parecer o mais convincente possível, o que não foi difícil porque realmente queria, porém, não naquele momento - Eu quero me arrumar porque daqui a pouco a Marie e o Lucas estão aqui - levantei rapidamente antes que os seus métodos de convencimento me impedissem - Quem sabe um dia... - semicerrou os olhos, contendo um sorriso -
Neymar - Eu vou cobrar
Clara - Tenho certeza que vai - pisquei discretamente, sorrimos e eu entrei no quarto. Minha pequena continuava dormindo e agradeci mentalmente por não ter que acordá-la, tirei sua franjinha do rosto, e ela nem se mexeu. Abri minha mala, separei uma roupinha confortável, e entrei com ela no banheiro. Me despi, tomei um banho caprichado, e lavei o cabelo. Saí, enrolei-o em uma toalha menor, me enxuguei, escovei os dentes, passei hidratante no corpo, me vesti, fiz uma maquiagem fraquinha, sequei o cabelo e penteei-o em um rabo de cavalo alto e apertado. Me perfumei, coloquei tudo que tinha usado na necessaire novamente, saí do banheiro, o Júnior deu um cheiro na minha nuca e entrou logo em seguida. Arrumei a minha bolsa, calcei um scarpin estampado, dei um beijinho na testa da Duda e fui pra sala, deixando a porta do quarto encostada. Acordei a Rafaela e fiquei conversando com ela pelo whatsapp, mandei uma mensagem pro meu pai também e bateram na porta. Fui abrir e eles me saudaram com sorrisos enormes - Oi, bom dia - cumprimentei-os com dois beijinhos. Eles entraram e antes mesmo de vê-lo, o perfume do Júnior já denunciava-o na sala. Ele cumprimentou-os da mesma forma -
Neymar - Vocês não vão nem tomar café?
Marie - Vamos, mas não aqui - olhou pra mim e sorriu discretamente -
Neymar - Olha lá pra onde sua mulher está levando a minha - falou pro Lucas. Eu repeti a sua frase pra mim mesma só pra ter certeza que ouvi bem e sorri amplamente -
Lucas - Fica tranquilo que pelo horário, pro Moulin Rouge não é - ele e a Marie gargalharam - É um cabaré - completou, percebendo que nós dois não tínhamos entendido muito bem, ficamos espantados e eles riram ainda mais -
Clara - Ok, Lucas, já que você está aqui, suponho que não preciso pedir que tenham juízo, certo?
Neymar - Talvez - riu ironicamente, fingindo estar totalmente alheio a conversa -
Lucas - Eu tomo conta dos dois, pode deixar - tentou parecer sério também, só tentou. Rimos, nos despedimos deles, a Marie falou pro Lucas onde e quando nos encontraríamos e descemos -
Clara - Vamos de metrô? - perguntei sabendo que o seu carro iria ficar, para eles -
Marie - Pensei em irmos de trem, tudo bem?
Clara - Tudo ótimo, pra onde vamos primeiro?
Marie - Hum... Café de Flore, você vai adorar - saímos do hotel e para o Café fomos caminhando mesmo. Ficamos com uma mesa ao ar livre, nos entregaram os menus, pedimos um café da manhã tradicional para duas pessoas, e não demorou nada pra chegar, com uma cestinha de pães, frutas, geléias, mel, croissants, cappuccino e café.
clarabarcelar_: Bonjour ️
Fomos nos conhecendo melhor enquanto tomávamos café, ela chegou a dizer que na sua opinião o meu sotaque é que é engraçado, e que adora as gírias brasileiras. Ou seja, rimos bastante. Ela falou um pouco da sua cultura também, depois pagamos, e fomos para estação. Pegamos o trem em direção à Marne La Vallée, uma vila, e seguimos pela rua principal até o outlet La Vallée Village. Achei engraçado o fato das lojas serem em formato de casinhas bem fofas e coloridas, é como se fosse uma avenida enorme, com banquinhos e até poste retrô entre uma loja e outra. O La Valée Village é um charme, dá vontade de morar ali dentro. Entramos em algumas lojas de sapato, de roupas infantis (a Bonpoint e a K.I.D.S quase me enlouqueceram com tanta grife linda), de malas e claro, nas lojas americanas presentes em quase todos os outlets do mundo; Tommy Hilfiger, Michael Kors, Polo Ralph Lauren e Guess. Quando saímos de lá, fomos para o Centre Commercial Val d’Europe, sim, outro shopping, e o que é melhor, um pertinho do outro. Comprei presentes pro pessoal no Brasil, ajudei a Marie na escolha de algumas roupas, e nem sou tão fanática por maquiagem mas a Sephora é de deixar qualquer mulher doida. As últimas lojas que entramos (além de uma exclusiva para presentes) foram a Zara, H&M e Bershka. O tempo voou.
clarabarcelar_: Abraço de urso instagram.com/p/jXEOsYmmP_/
Voltando para estação, passamos por uma loja (a mais linda que eu já vi) de biscoitos, caramelos e chocolates. Quase uma verdadeira fábrica de doces. Impossível é entrar e não comprar nada. Mas não demoramos, saímos logo, continuamos a nossa caminhada, pegamos o trem e voltamos para o 4º arrondissement, centro, onde iríamos encontrar os meninos e a minha pequena.
Marie - Eles ainda não chegaram - disse assim que chegamos em frente a um bistrô, o nosso ponto de encontro -
Clara - Isso porque eles falam que nós, mulheres, perdemos a noção do tempo fazendo compras mas são iguaizinhos quando estão jogando - riu -
Marie - Bom, a gente não precisa ficar aqui. Vem - com a mão livre das sacolas, ela pegou a minha também livre e atravessamos a rua. Passamos pela Catedral de Notre Dame, andamos mais um pouco e paramos próximo a Universidade Sorbonne - Gosta de livros?
Clara - Amo - sorriu -
Marie - Bienvenue - traduzindo: Bem vinda. Fez um trajeto com a cabeça, segui-o, me deparei com uma pequena loja e foi o seu nome que me chamou atenção; Shakespeare and Company. Uma livraria. Acho que devo ter ficado boquiaberta, porque a Marie riu. Ainda nem tinha entrado e só o nome me deixou encantada - Ela foi aberta em 1951 para inspirar os artistas e escritores por isso é considerada um verdadeiro romance vivo
Clara - É... o nome não deixa mentir. Vamos entrar, por favor - riu. Entramos e senti logo aquele cheiro maravilhoso de livros e mais livros misturados. Nunca a frase "Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria." fez tanto sentido. São dois andares, onde no primeiro é liberado para fotos mas no segundo, por ser mais reservado as fotos são proibidas, há diversos livros raros que não são vendidos de jeito nenhum, e um antigo piano também que eu achei que fosse apenas decoração mas a Marie disse que tocam de vez em quando. A parte mais especial ela me mostrou por último, uma espécie de mural para os visitantes deixarem recadinhos, bilhetes, poemas, músicas... enfim, surreal. Um dos melhores lugares que já visitei -
Eduarda - Mamãe! - foi a primeira coisa que ouvimos assim que saímos da loja. Eles estavam na mesma calçada que nós, e a Duda correu na minha direção. Agachei com um pouco de dificuldade por conta das sacolas -
Clara - Não precisava correr, amor - dei um beijinho no seu rosto - Você sabe que é perigoso, principalmente porque nós não conhecemos muita coisa aqui
Eduarda - Eu sei, o papai já me disse
Clara - Então...
Eduarda - Não vou fazer de novo
Clara - Ótimo, agora o meu beijo - deu um beijinho no meu rosto, levantei, ela falou com a Marie e o Júnior me ajudou com as sacolas - Vocês estão atrasados - o Lucas ia falar mas ele adiantou-se -
Neymar - Já estamos aqui, isso é o que importa - respondeu descontraidamente e me abraçou de lado -
Eduarda - Meu pai me deu um castelo grandão igual o das princesas que a gente viu ontem, mãe - falou super empolgada enquanto já andávamos em direção ao restaurante -
Clara - Vocês foram fazer compras? - olhei-o e ri -
Neymar - Não, passamos por umas lojas vindo pra cá e eu vi
Clara - Ah, e deixou no carro?
Neymar - Não... voltamos pra deixar no hotel porque sabíamos que íamos encontrar vocês assim - levantou uma das mãos, mostrando as minhas sacolas e eu ri, mesmo sabendo que tinha algo me escapando ali mas isso eu descobriria depois. Chegamos no restaurante de cozinha francesa moderna, Le Bouquinistes, com um estilo bem parisiense, ou seja, totalmente romântico, sendo a mesa que nós escolhemos de frente para à Pont-Neuf, a mais antiga entre as que passam pelo Rio Sena e pelo que eu sei, um dos marcos da arquitetura da cidade. Almoçamos, a Duda se deliciou com os profiteroles de sobremesa , depois pagamos tudo e saímos. Confidenciei apenas para Marie o lugar que mais queria conhecer, ela sorriu e falou que estávamos muito perto. Caminhamos ao longo do Rio Sena, começando pela Notre Dame, alguns turistas e franceses reconheceram os meninos, pediram fotos e autógrafos, mas nada que nos atrapalhasse. E quando chegamos onde eu queria, fiquei com um sorriso tão grande que não consegui esconder, na verdade, nem queria. A Pont des Arts, ou ''Ponte dos Cadeados'' como a Duda apelidou-a assim que viu e ficou espantada com a quantidade.
clarabarcelar_: Amores trancados instagram.com/p/jM4tycmmD3/
Eram realmente muitos, de todas as formas, cores, tamanhos, detalhes...
Clara - Não está entendendo muita coisa, está?
Neymar - Não, mas acho que você vai me explicar - rimos -
Clara - Esses cadeados são colocados aqui por casais do mundo todo porque representam o amor recíproco. A lenda diz que todo casal que prender o cadeado na Ponte e jogar a chave no Rio Sena vai ficar junto pra sempre - sorriu mas não disse nada - Clichê não é? Deve ser por isso que eu acho lindo - mordi o lábio inferior receosa pela sua falta de palavras -
Neymar - Então esse é o lugar misterioso...
Clara - Como assim?
Neymar - No dia que a gente chegou você disse que queria muito conhecer uns lugares mas que eu ainda não podia saber quais...
Clara - Você lembra - fiquei relativamente corada e mexi no cabelo da Duda pra disfarçar - Sim. É esse. O outro é a Torre Eiffel pelos motivos óbvios... mas confesso que se tivesse que escolher apenas um lugar pra conhecer, ia preferir vim aqui, por mais absurdo que seja
Neymar - E porque é que nós ainda não compramos o nosso cadeado? - perguntou depois de um tempo olhando pra Ponte e me presenteou com seu sorriso maravilhoso. Sorri também, e sem que ele estivesse esperando abracei-o, muito forte, e como a Duda estava entre nós, ficou rindo. Ele me deu um beijo casto e nos separamos. O Lucas e a Marie já tinham colocado o cadeado deles ali a muito tempo, claro, mas nos acompanharam até o vendedor quase no fim da ponte. Escolhi o nosso, ele nos ofereceu uma especie de marcador permanente para que eu pudesse escrever nossos nomes ou apenas as iniciais e a data que nos conhecemos. Com essas etapas cumpridas, fomos escolher, ou melhor, achar um lugarzinho vago para o nosso cadeado, o que foi difícil mas não impossível. Abri-o, prendemos e fechamos juntos Depois entregamos a chave pra Duda porque ela não podia ficar de fora disso, e ela mesma terminou o que nós começamos. Jogou a chave no Sena.
clarabarcelar_: Reza a lenda que o casal que prender um cadeado simbolizando o amor que sentem um pelo outro, irão permanecer juntos para sempre. Então... que assim seja!! ️ instagram.com/p/i1nR2TmmJU/
clarabarcelar_: Pont de l'Amour
Marie - Eles ainda não chegaram - disse assim que chegamos em frente a um bistrô, o nosso ponto de encontro -
Clara - Isso porque eles falam que nós, mulheres, perdemos a noção do tempo fazendo compras mas são iguaizinhos quando estão jogando - riu -
Marie - Bom, a gente não precisa ficar aqui. Vem - com a mão livre das sacolas, ela pegou a minha também livre e atravessamos a rua. Passamos pela Catedral de Notre Dame, andamos mais um pouco e paramos próximo a Universidade Sorbonne - Gosta de livros?
Clara - Amo - sorriu -
Marie - Bienvenue - traduzindo: Bem vinda. Fez um trajeto com a cabeça, segui-o, me deparei com uma pequena loja e foi o seu nome que me chamou atenção; Shakespeare and Company. Uma livraria. Acho que devo ter ficado boquiaberta, porque a Marie riu. Ainda nem tinha entrado e só o nome me deixou encantada - Ela foi aberta em 1951 para inspirar os artistas e escritores por isso é considerada um verdadeiro romance vivo
Clara - É... o nome não deixa mentir. Vamos entrar, por favor - riu. Entramos e senti logo aquele cheiro maravilhoso de livros e mais livros misturados. Nunca a frase "Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria." fez tanto sentido. São dois andares, onde no primeiro é liberado para fotos mas no segundo, por ser mais reservado as fotos são proibidas, há diversos livros raros que não são vendidos de jeito nenhum, e um antigo piano também que eu achei que fosse apenas decoração mas a Marie disse que tocam de vez em quando. A parte mais especial ela me mostrou por último, uma espécie de mural para os visitantes deixarem recadinhos, bilhetes, poemas, músicas... enfim, surreal. Um dos melhores lugares que já visitei -
Eduarda - Mamãe! - foi a primeira coisa que ouvimos assim que saímos da loja. Eles estavam na mesma calçada que nós, e a Duda correu na minha direção. Agachei com um pouco de dificuldade por conta das sacolas -
Clara - Não precisava correr, amor - dei um beijinho no seu rosto - Você sabe que é perigoso, principalmente porque nós não conhecemos muita coisa aqui
Eduarda - Eu sei, o papai já me disse
Clara - Então...
Eduarda - Não vou fazer de novo
Clara - Ótimo, agora o meu beijo - deu um beijinho no meu rosto, levantei, ela falou com a Marie e o Júnior me ajudou com as sacolas - Vocês estão atrasados - o Lucas ia falar mas ele adiantou-se -
Neymar - Já estamos aqui, isso é o que importa - respondeu descontraidamente e me abraçou de lado -
Eduarda - Meu pai me deu um castelo grandão igual o das princesas que a gente viu ontem, mãe - falou super empolgada enquanto já andávamos em direção ao restaurante -
Clara - Vocês foram fazer compras? - olhei-o e ri -
Neymar - Não, passamos por umas lojas vindo pra cá e eu vi
Clara - Ah, e deixou no carro?
Neymar - Não... voltamos pra deixar no hotel porque sabíamos que íamos encontrar vocês assim - levantou uma das mãos, mostrando as minhas sacolas e eu ri, mesmo sabendo que tinha algo me escapando ali mas isso eu descobriria depois. Chegamos no restaurante de cozinha francesa moderna, Le Bouquinistes, com um estilo bem parisiense, ou seja, totalmente romântico, sendo a mesa que nós escolhemos de frente para à Pont-Neuf, a mais antiga entre as que passam pelo Rio Sena e pelo que eu sei, um dos marcos da arquitetura da cidade. Almoçamos, a Duda se deliciou com os profiteroles de sobremesa , depois pagamos tudo e saímos. Confidenciei apenas para Marie o lugar que mais queria conhecer, ela sorriu e falou que estávamos muito perto. Caminhamos ao longo do Rio Sena, começando pela Notre Dame, alguns turistas e franceses reconheceram os meninos, pediram fotos e autógrafos, mas nada que nos atrapalhasse. E quando chegamos onde eu queria, fiquei com um sorriso tão grande que não consegui esconder, na verdade, nem queria. A Pont des Arts, ou ''Ponte dos Cadeados'' como a Duda apelidou-a assim que viu e ficou espantada com a quantidade.
clarabarcelar_: Amores trancados instagram.com/p/jM4tycmmD3/
Eram realmente muitos, de todas as formas, cores, tamanhos, detalhes...
Clara - Não está entendendo muita coisa, está?
Neymar - Não, mas acho que você vai me explicar - rimos -
Clara - Esses cadeados são colocados aqui por casais do mundo todo porque representam o amor recíproco. A lenda diz que todo casal que prender o cadeado na Ponte e jogar a chave no Rio Sena vai ficar junto pra sempre - sorriu mas não disse nada - Clichê não é? Deve ser por isso que eu acho lindo - mordi o lábio inferior receosa pela sua falta de palavras -
Neymar - Então esse é o lugar misterioso...
Clara - Como assim?
Neymar - No dia que a gente chegou você disse que queria muito conhecer uns lugares mas que eu ainda não podia saber quais...
Clara - Você lembra - fiquei relativamente corada e mexi no cabelo da Duda pra disfarçar - Sim. É esse. O outro é a Torre Eiffel pelos motivos óbvios... mas confesso que se tivesse que escolher apenas um lugar pra conhecer, ia preferir vim aqui, por mais absurdo que seja
Neymar - E porque é que nós ainda não compramos o nosso cadeado? - perguntou depois de um tempo olhando pra Ponte e me presenteou com seu sorriso maravilhoso. Sorri também, e sem que ele estivesse esperando abracei-o, muito forte, e como a Duda estava entre nós, ficou rindo. Ele me deu um beijo casto e nos separamos. O Lucas e a Marie já tinham colocado o cadeado deles ali a muito tempo, claro, mas nos acompanharam até o vendedor quase no fim da ponte. Escolhi o nosso, ele nos ofereceu uma especie de marcador permanente para que eu pudesse escrever nossos nomes ou apenas as iniciais e a data que nos conhecemos. Com essas etapas cumpridas, fomos escolher, ou melhor, achar um lugarzinho vago para o nosso cadeado, o que foi difícil mas não impossível. Abri-o, prendemos e fechamos juntos Depois entregamos a chave pra Duda porque ela não podia ficar de fora disso, e ela mesma terminou o que nós começamos. Jogou a chave no Sena.
clarabarcelar_: Reza a lenda que o casal que prender um cadeado simbolizando o amor que sentem um pelo outro, irão permanecer juntos para sempre. Então... que assim seja!! ️ instagram.com/p/i1nR2TmmJU/
clarabarcelar_: Pont de l'Amour
Depois de muitas fotos e vídeos, voltamos para o carro pra deixar as sacolas e continuamos andando às margens do Sena, os muitos barcos particulares pareciam pequenas casas flutuantes e lindas, e de onde estávamos já dava para ver nitidamente a Torre Eiffel, mas preferimos embarcar em um “bateaux mouches” primeiro, os famosos barcos utilizados apenas para turismo. Compramos os bilhetes na hora, esperamos meia hora mais ou menos e o passeio começou. Foi tranquilo, e rápido, ida e volta durou praticamente meia hora também. Mas foi incrível. Desembarcamos no mesmo ponto de onde saímos, e finalmente fomos em direção a Torre Eiffel. O dia não estava tão lindo como o anterior, algumas nuvens estavam ameaçando aparecer, além do horário também, o sol estava começando a se deitar. Eu achei que ia encontrar filas quilométricas, a Manu inclusive disse que ia ser um desgaste, e estavam realmente grandes, maior do que a fila do barco, mas com um andamento bem rápido. Compramos os ingressos, e fomos para os elevadores porque não íamos subir até a 2ª plataforma de escadas, é mais barato mas haja fôlego, é alto demais. Paris é deslumbrante dali e ainda nem estávamos no topo. Aliás, quando isso aconteceu eu nem quis olhar pra baixo, motivo suficiente para duas pessoinhas começarem a rir de mim. Eduarda e Júnior juntos não deixam escapar nada (e ok, assumo, eu adoro isso)! E se do segundo andar já ficamos embasbacados, do terceiro (que por ser o topo, é menorzinho, por isso fica sempre mais cheio) podemos ver uma cidade extravagantemente linda. A vista mostra todos os locais que já visitamos e os que ainda pretendíamos visitar. Dá a impressão de estar vendo um cartão postal ao vivo. Tiramos umas mil fotos, e só quando descemos demos mais atenção aos restaurantes e boutiques que servem de distração, o Le Jules Verne era o mais movimentado no momento. Chegamos ao térreo novamente, algumas luzes da Torre já estavam sendo acesas mas quase não dava pra ver ainda e um pequeno grupo de pessoas tocavam flautas peruanas. Um som divino.
neymarjr: ️️
Como queríamos muito ver (no caso, eu, a Dudoca e o Júnior, claro, porque o Lucas e Marie veem quase frequentemente) a Torre acesa, fizemos um caminho retrocedido, voltamos pela margem do Sena, vimos inclusive um casal bem entretido entre eles, e rimos discretamente para não atrapalhá-los. Passamos pela Pont des Arts novamente, fomos para um lugarzinho, digamos que, privilegiado porque não havia muita gente e dava pra ver a Torre perfeitamente.
Neymar - Não quer sentar?
Clara - Não - estávamos sozinhos, porque a Marie disse que ia comprar algo ali perto, a Dudoca pediu pra ir junto (isso porque ainda está acesa, só vai perceber que está cansadinha quando parar mesmo) e o Lucas também foi, claro. Parece até proposital, mas não... acho eu. Ele sentou no muro e como eu não quis, fiquei entre as suas pernas, de costas, fascinada com a cena que via: no meio das poucas pessoas ao nosso redor, um homem se destacava por estar de joelhos, mas era por um motivo muito nobre. Ele estava pedindo a sua companheira em casamento, e ela disse sim, ainda bem As pessoas bateram palmas e eles se beijaram brevemente -
Neymar - Que foi? Está querendo que alguém te peça em casamento aqui também? - sussurrou no meu ouvido e o meu sorriso intensificou ainda mais -
Clara - Alguém? Hum... não sei, digamos que eu tenho uma pessoa específica em mente
Neymar - Posso saber quem?
Clara - Ele é um pouco reservado, não sei se ia gostar - virei, ficando de frente pra ele e encontrei-o sorrindo também -
Neymar - É uma pena, porque... - levou as mãos até um dos bolsos da frente e eu arregalei os olhos -
Clara - O que você vai fazer? - sussurrei, a verdade é que as palavras quase sumiram -
Neymar - Não está preparada pra dizer sim pra mim? - perguntou sério, fiquei atônica -
Clara - Não é isso... é só que... - não pude terminar de falar e a última coisa que vi, antes dos seus lábios tomarem os meus urgentemente, foi o seu sorriso. Então ele estava brincando? Ou falando sério mesmo e achou que fosse ouvir um não, por isso me calou? Pelas dúvidas, correspondi inteiramente e da mesma maneira intensa, tanto que só depois lembrei que não estávamos totalmente sozinhos, e senti minhas bochechas arderem mas creio que ele não tenha percebido, ainda bem. Encerrou o beijo com vários selinhos e me abraçou forte -
Neymar - A nossa hora vai chegar, só não garanto que seja aqui. Tudo bem pra você? - gargalhei -
Clara - Não brinca com isso porque eu não controlo meus batimentos cardíacos - rimos -
Neymar - Mas e se fosse verdade?
Clara - O que é que tem?
Neymar - Você diria não?
Clara - Apesar de saber que ainda é cedo, e que nós ainda temos muita coisa pra aprender, eu sei que nunca me arrependeria de dizer sim, aqui e agora - sorriu novamente e me deu mais um beijo demorado, segurando o meu rosto entre as suas mãos, depois pegou algo que realmente tinha em seu bolso - O que é?
Neymar - Acho que não foi só pra Duda que comprei um presentinho mais cedo...
Clara - Eu sabia que você não estava me contando tudo e eu sabia que ia terminar descobrindo o porquê
Neymar - Já descobriu. É seu - entregou pra mim. Era um envelope pequeno, tão lindo e com algumas coisas escritas mas em francês: ''Qu'il soit infini aussi longtemps qu'il durera'' -
Clara - Sabe o que está escrito aqui? - riu -
Neymar - Lógico. Não escolhi esse envelope por acaso
Clara - E... é o que parece?
Neymar - Depende do que parece pra você
Clara - Então fala pra mim
Neymar - Que seja infinito enquanto dure - fiquei com a lágrima prontinha pra descer mas não deixei e sorri pra ele - Abre
Clara - Calma. Depois dessa eu não posso estragar o envelope - gargalhou. Desfiz o lacinho azul e abri com cuidado - Mas... é linda - uma corrente com quatro pingentes bem parisienses, fiquei apaixonada - Nem sei o que falar... Obrigada...obrigada...obrigada e obrigada - fui agradecendo enquanto distribuía beijos por todo seu rosto e ele riu deliciado. Colocou a corrente em mim e guardei o envelope na minha bolsa. Ficamos olhando algumas das fotos que tiramos apenas com os nossos celulares, e rindo até, de algumas.
clarabarcelar_: "E o que vai ficar na fotografia, são os laços invisíveis que havia."
neymarjr: “O amor é paciente e amável. O amor não é ciumento, não exalta a si mesmo, não é orgulhoso. O amor não é malcriado, não procura seus interesses, não se irrita facilmente, não guarda mágoas. O amor não se alegra com o mal, mas alegra-se com a verdade. O amor aceita todas as coisas com paciência, tem sempre confiança e esperança, e se mantém sempre firme.” ️
A Marie, o Lucas e a minha pequena voltaram, sei lá de onde, mas com macarons au chocolat pra mim e pro Júnior também.
Eduarda - Mãe, a Marie disse que posso conhecer e brincar com a irmãzinha dela. Você deixa? - olhou pra mim suplicante. A Marie sorriu pra mim e eu retribui. A irmã dela tem seis aninhos, Amy, falamos sobre ela no café da manhã -
Clara - Se está tudo bem pra Marie, ok - ela sorriu e olhou pro Júnior, pedindo permissão também, ele piscou discretamente e seu sorriso aumentou. A noite já havia caído, ou seja, a Torre foi ficando ainda mais linda. Tirei as fotos que queria, e dali tinha ângulos perfeitos, depois fomos para o Museu do Louvre, e a sempre tão falada pirâmide de vidro do pátio central também totalmente acesa, é esplendorosa. Quando entramos a impressão que tive foi que estávamos
em um palácio, aqueles dos desenhos da Duda, ou algo do tipo. Passamos quase duas horas lá dentro e não, não conseguimos ver tudo. É muito grande. Deve ser quase impossível conhecer o museu inteiro em apenas um dia. Mas vimos obras bem famosas como a Mona Lisa do Leonardo da Vinci, a Vênus de Milo e várias outras de consagrados artistas. Saindo de lá, fomos direto para o restaurante, mas nem foi preciso andar muito (acho que foi a primeira vez no dia que andamos bem pouquinho mesmo) por ser de frente para o Louvre, com uma vista para a pirâmide. Ao terminamos, voltamos para o local onde o carro estava estacionado e de lá fomos para o hotel. Confiamos a nossa menina ao casalzinho pra ela conhecer a Amy e assim como eles prometeram cuidar dela, a Dudoca também prometeu se comportar. Então, só subimos eu e ele. Fui rapidamente colocar as sacolas no quarto e quando voltei pra sala encontrei-o olhando curiosamente para algo pela janela.
Clara - O que houve?
Neymar - Uma colisão
Clara - Sério? Mas grave?
Neymar - Parece que não - me aproximei da janela também e de onde estávamos realmente parecia que tinha sido uma batida leve, mas um atrito entre os dois carros. E o Júnior começou a rir de uma hora pra outra -
Clara - O que foi agora?
Neymar - Lembrei de uma coisa meio tosca
Clara - Ah... ok - respondi distraidamente mas ele permaneceu olhando pra mim, o que me fez rir também - Envolve a mim?
Neymar - Sim e não. Quer dizer, não sei
Clara - Como assim? Se me envolve, pode ser uma coisa meio tosca? - repeti suas palavras com um leve toque de drama e ele gargalhou -
Neymar - Esquece. Não vale a pena
Clara - Nada disso. Agora eu quero saber
Neymar - Mesmo?
Clara - Claro. Não pode ser assim tão ruim
Neymar - Não é. Digamos que... foi estranho. É melhor que meio tosco, certo?
Clara - Ok, pára de me enrolar e fala então
Neymar - Lá vai, mas não me chame de louco no final - revirei os olhos e ele riu - Não sei ao certo quanto, mas acho que foi um mês e alguns dias antes de nos reencontrarmos lá no CT... - pausou e eu já comecei a imaginar as mais diversas coisas, e nenhuma delas era boa - Eu estava voltando pra casa, mas fiz um pequeno desvio, acabando por passar por Aparecida e...
Clara - E o que? - só o fato de ter citado a nossa praia me deixou em alerta máximo -
Neymar - Eu achei ter te visto lá, andando na calçada - arregalei os olhos e meu coração acelerou quase que de imediato - Sim, eu sei que é louco e eu tentei me convencer disso na hora, mas quase causei um acidente porque não tinha percebido que o sinal já estava aberto pra mim. Lembro até da roupa que a pessoa estava usando de tão louco que isso foi - não pode ser possível... pode? -
Clara - E consegue descrever pra mim?
Neymar - Calça jeans, blusa branca e acho que estava de sapatilha também. Porque?
Clara - Você achou certo - sussurrei quase não acreditando no que estava ouvindo -
Neymar - Achei certo o quê? - riu, ainda sem perceber -
Clara - Era eu - não consegui reconhecer minha própria voz porque simplesmente as coisas se encaixavam como pecinhas de quebra-cabeça -
Neymar - O que?
Clara - Sim, era eu - o seu semblante mudou completamente -
Neymar - Mas como? Você já estava em Santos?
Clara - Não. Quer dizer...não completamente. Naquele dia eu fui fazer a entrevista. Assim que saí do CT, fui direto pra praia. Precisava pensar, porque bastava apenas uma assinatura minha e a minha vida mudaria completamente... lá era o único lugar que ainda lembrava. E eu vi o quase acidente... eu vi. Lembro como se tivesse sido agora porque... fiquei com um aperto no peito sem saber o motivo... agora eu sei. Era você.
Flashback on
» O sinal fechou, os carros foram parando e eu continuei andando, até me assustar, depois do sinal abrir novamente, com uma freada brusca. Por pouco não causou um acidente e meu coração apertou... não sei porquê. Acho que foi por não gostar de ver essas coisas... «
Flashback off
Meu Deus... nós estamos ligados de todas as formas possíveis e impossíveis.
Clara - Me desculpa - foi o que saiu quando voltei para a realidade -
Neymar - Porque? - acho que ele também fez uma pequena viajem no tempo para uns meses atrás, porque sua reposta pareceu automática -
Clara - Pelo quase acidente - riu e me puxou pra um abraço inesperado e apertado, que eu aceitei e agradeci - Foi a primeira coisa que surgiu pra falar. Acho que não sei como lidar com essas recordações
Neymar - Não precisa saber. Eu só quero perguntar mais uma coisinha e a gente esquece isso
Clara - Hum, acho um pouco difícil esquecer agora, mas faz
Neymar - Foi lá que você tomou a decisão de aceitar o trabalho? - fiquei surpresa e tenho certeza que ele notou porque demorei mais do que queria para olhá-lo. Mas esperava todo e qualquer tipo de pergunta menos essa -
Clara - Sim - confirmei. Seu olhar me dizia que ele já sabia disso - Eu lembrei da primeira vez que nós estivemos lá... - sorriu - Lembrei do quanto estava feliz e por uns instantes acho que desejei ter aquela felicidade de novo. E, bom... não foi fácil mas... aqui estamos nós, então posso dizer que foi a melhor decisão que já tomei na vida? - sorri genuinamente. É... não foi fácil... -
Neymar - Deve dizer. Porque foi, sem nenhuma dúvida - sorriu, e depois, tirando proveito da nossa proximidade, mordeu meu lábio inferior e me beijou levemente. Poderia não ter passado disso se eu não tivesse aprofundado o beijo e se ele não tivesse correspondido da mesma forma. Algo cresceu dentro de mim depois dessa descoberta inusitada. Amor ou desejo? Não sei. Talvez os dois. E isso não deve ter sido apenas comigo porque com um pequeno impulso ele me pegou no colo fazendo que com que minhas pernas automaticamente enrolassem na sua cintura. Não interrompemos o beijo nem por um milésimo de segundo mas confesso que ficar daquele jeito não era muito confortável nem pra mim e muito menos pra ele. Com a respiração fragilizada consegui pronunciar apenas a palavra ''sofá'', mas ele entendeu muito bem, me colocou no chão, empurrei-o, ele caiu sentado, surpreso e sorrindo. Eu voltei para o seu colo rapidamente pra dar continuidade ao beijo que nem eu mesma sabia que era tão urgente. Saudades. Saudades dos nossos momentos mais íntimos. E incrível porque a gente não tem noção do tamanho dessa saudade até começar a matá-la. Suas mãos desceram da minha nuca para o meu bumbum, apertou-o e minha respiração ficou presa por antecipação. Ele sorriu, começou a levantar a barra da minha blusa, não ofereci nenhum tipo de resistência e ela encontrou o chão em tempo recorde, assim como a sua camisa, que tirei logo em seguida. Tentei fazer com que ele deitasse para que eu ficasse por cima do seu corpo, isso teria dado certo se o sofá não fosse tão pequeno e... terminamos caindo. Ele por cima de mim. Foi tudo bem rápido, e começamos a rir de nós mesmos, até que ele se mexeu e pude sentir o quão animado deixei-o com a nossa brincadeira no sofá. A atmosfera mudou completamente. Os risos cessaram e nos olhávamos tão intensamente que parecia que podíamos ver além do possível. Podíamos ler a alma um do outro e isso é estranhamente bom, ás vezes. Sorri ao perceber que o seu olhar espelhava o meu. A nossa conversa, as lembranças, a descoberta... tudo pareceu ter me fragilizado de certa forma e eu só queria senti-lo. Só precisava dele de todas as formas possíveis e imagináveis -
Clara - Eu preciso de você. Eu preciso sentir você... agora - seus olhos brilharam com a minha confissão inesperada. Podia ver o mesmo amor e o mesmo desejo que também estava sentindo -
Neymar - Aqui? - perguntou divertido olhando rapidamente ao nosso redor. Fiz o mesmo e ri levemente imaginando que poderia ser uma boa lembrança... -
Clara - Aqui - riu deliciosamente contra a minha boca antes de me beijar novamente, com um fulgor diferente, renovado. Suas mãos alcançaram o zíper lateral da minha saia, de um jeito ágil e com a minha ajuda, ele a removeu do meu corpo, aproveitando a deixa dos nossos lábios momentaneamente separados para afastar a mesinha de centro e se livrar da sua calça assim como de seus sapatos e as meias. Quando nossos corpos se encontraram novamente, estando nós apenas em roupas interiores, senti um arrepio formidável. Suas mãos que já tão bem conhecem o meu corpo começaram a explorá-lo, querendo (re)descobrir caminhos que só ele tem acesso. E cada parte respondia a seu toque, querendo e ansiando por mais. Meu corpo parecia obedecê-lo mesmo sem querer. Comecei a sentir arrepios no pescoço também e tive que me concentrar pra perceber que era a sua boca; beijando, mordendo, chupando. Fechei os olhos para aproveitar ainda melhor a sensação sublime da sua boca e das suas mãos trabalhando em mim. Mas elas pararam um pouco e os beijos foram descendo, do meu maxilar, para o meu pescoço novamente, e mais embaixo... no decote do meu sutiã para minha barriga e mais embaixo... não segurei um gemido e ele mordeu um pouco acima do meu umbigo, onde estacionou a sua trilha de beijos. Arfei, e seu olhar intenso procurou o meu mais uma vez. Ele sorriu, mordeu o lábio inferior e entendi isso como um aviso prévio do que ia fazer por isso soltei um suspiro inconsciente, ele sorriu de novo com a minha reação. Continuou com os beijos, sem deixar de me olhar e dessa vez sem parar. Plantou um beijo suave e delicado por cima da minha calcinha e eu convulsionei. Tombei a cabeça pra trás e senti suas adoráveis mãos tirando lentamente a calcinha do meu corpo. Fechei os olhos mordendo os lábios imaginando o que viria a seguir e fui surpreendida. Ele beijou o mesmo lugar, onde anteriormente havia apenas o tecido fino da calcinha por cima... e beijou mais de uma vez. Eu não consegui contar. Eu não estava em mim. Só a ansiedade de quando o outro beijo viria era enlouquecedora... quando ele vinha, algo parecia explodir dentro de mim. Eram beijos delicados mas não demorou para sua língua investir também. Gemi alto, arranhando suas costas sem querer, e percebi que ele não tinha a menor intenção de parar. Seu objetivo era realmente me ver louca. O que não me parecia ser uma ideia ruim... eu queria... e não queria. Ele ia me fazer... fez. Sua língua investiu fundo e explodiu tudo dentro de mim. Um orgasmo quase precoce... ok, eu tenho que admitir que amo preliminares. A ideia de nos divertimos conhecendo o corpo um do outro é deliciosa. Ele sorriu pra mim de orelha a orelha muito satisfeito enquanto ainda me recuperava, e tentava regularizar a respiração, porém, sem sucesso. Puxei o seu rosto pra mim, beijei-o destemidamente, e sua língua atrevida invadiu a minha boca, me fazendo sentir o meu próprio gosto. O beijo foi durando, emendando outro, e outro... de certa forma eles me ajudaram a voltar ao meu estado ''normal'', entre muitas aspas. E porque ele adora me surpreender (e eu adoro ser surpreendida) em um rodopio rápido, fiquei eu por cima. Uau! Sorri amplamente, ele lambeu o lábio inferior e assim que me mexi no seu colo ouvi claramente o seu gemido, por mais baixinho que tenha sido. Desabotoei meu sutiã sob o seu olhar atento, nem piscava e isso me fez rir. Tirei-o e suas mãos voaram imediatamente até os meus seios, mimoseando-os de uma maneira que fazia com que me remexesse de forma repetitiva em seu colo e o seu membro respondia aos meus movimentos se mostrando muito alegre e receptivo à mim. Era profundamente excitante ver suas reações com as minhas pequenas ações involuntárias. Coloquei as minhas mãos sobre as suas e muito lentamente fiz elas deslizarem para baixo, provocando, claro, ele gemeu e depois tirei-as de cima de mim. Recebi o seu olhar confuso, e encolhi os ombros segurando um sorriso. Me movi novamente, mas sem nenhuma intenção de provocar, (ou talvez sim) e fiquei de joelhos, com uma perna em cada lado do seu corpo. Mordi sutilmente os seus lábios que clamavam pelos meus, ele transformou isso em mais um beijo e não neguei, porém, não prolonguei. Comecei a minha desforra com um beijinho carinhoso no sinal que ele e a Duda possuem próximo ao ombro esquerdo e eu acho lindo. Ele sorriu. Mas deixei os beijinhos inocentes e carinhosos de lado e intercalando com a língua fui descendo por todo seu tronco, parei no cós da sua cueca boxer e a expectativa gritava no seu olhar. Voltei o foco para o que estava fazendo e continuei descendo... ouvi um suspiro alto mas nem fiz questão de parar. Se ele pode, certamente eu também posso. Acariciei sua excitação por cima da cueca, e mesmo assim senti-o enrijecer sob o meu toque, ele gemeu sorrindo. Deixei a minha mão direita exatamente no lugar que lhe atraiu, e dando continuidade as carícias, fui até ao seu ouvido. Perguntei pelo preservativo em um sussurro, mordendo o lóbulo da sua orelha em seguida e deixei-o vendo navios por uns instantes para ir pegar. Não demorei nada, e quando voltei para o nosso espaço encontrei-o de olhos fechados. Retornei a posição que estava, tirei a sua boxer pegando-o de surpresa e sem nenhum receio estimulei-o lentamente até ouvi-lo implorar por mais e por mim. É gratificante. Eu mesma deslizei o preservativo fazendo-o gemer mais uma vez, ele levantou imediatamente e me colocou sentada no seu colo, para que eu comandasse os movimentos enquanto suas mãos agarravam e apertavam meus glúteos. Nosso ápice juntos não tardou em chegar e mesmo assim, ele me deitou, me fazendo sua de novo, de novo e de novo.
****
Eduarda - Mãe, a Marie disse que posso conhecer e brincar com a irmãzinha dela. Você deixa? - olhou pra mim suplicante. A Marie sorriu pra mim e eu retribui. A irmã dela tem seis aninhos, Amy, falamos sobre ela no café da manhã -
Clara - Se está tudo bem pra Marie, ok - ela sorriu e olhou pro Júnior, pedindo permissão também, ele piscou discretamente e seu sorriso aumentou. A noite já havia caído, ou seja, a Torre foi ficando ainda mais linda. Tirei as fotos que queria, e dali tinha ângulos perfeitos, depois fomos para o Museu do Louvre, e a sempre tão falada pirâmide de vidro do pátio central também totalmente acesa, é esplendorosa. Quando entramos a impressão que tive foi que estávamos
em um palácio, aqueles dos desenhos da Duda, ou algo do tipo. Passamos quase duas horas lá dentro e não, não conseguimos ver tudo. É muito grande. Deve ser quase impossível conhecer o museu inteiro em apenas um dia. Mas vimos obras bem famosas como a Mona Lisa do Leonardo da Vinci, a Vênus de Milo e várias outras de consagrados artistas. Saindo de lá, fomos direto para o restaurante, mas nem foi preciso andar muito (acho que foi a primeira vez no dia que andamos bem pouquinho mesmo) por ser de frente para o Louvre, com uma vista para a pirâmide. Ao terminamos, voltamos para o local onde o carro estava estacionado e de lá fomos para o hotel. Confiamos a nossa menina ao casalzinho pra ela conhecer a Amy e assim como eles prometeram cuidar dela, a Dudoca também prometeu se comportar. Então, só subimos eu e ele. Fui rapidamente colocar as sacolas no quarto e quando voltei pra sala encontrei-o olhando curiosamente para algo pela janela.
Clara - O que houve?
Neymar - Uma colisão
Clara - Sério? Mas grave?
Neymar - Parece que não - me aproximei da janela também e de onde estávamos realmente parecia que tinha sido uma batida leve, mas um atrito entre os dois carros. E o Júnior começou a rir de uma hora pra outra -
Clara - O que foi agora?
Neymar - Lembrei de uma coisa meio tosca
Clara - Ah... ok - respondi distraidamente mas ele permaneceu olhando pra mim, o que me fez rir também - Envolve a mim?
Neymar - Sim e não. Quer dizer, não sei
Clara - Como assim? Se me envolve, pode ser uma coisa meio tosca? - repeti suas palavras com um leve toque de drama e ele gargalhou -
Neymar - Esquece. Não vale a pena
Clara - Nada disso. Agora eu quero saber
Neymar - Mesmo?
Clara - Claro. Não pode ser assim tão ruim
Neymar - Não é. Digamos que... foi estranho. É melhor que meio tosco, certo?
Clara - Ok, pára de me enrolar e fala então
Neymar - Lá vai, mas não me chame de louco no final - revirei os olhos e ele riu - Não sei ao certo quanto, mas acho que foi um mês e alguns dias antes de nos reencontrarmos lá no CT... - pausou e eu já comecei a imaginar as mais diversas coisas, e nenhuma delas era boa - Eu estava voltando pra casa, mas fiz um pequeno desvio, acabando por passar por Aparecida e...
Clara - E o que? - só o fato de ter citado a nossa praia me deixou em alerta máximo -
Neymar - Eu achei ter te visto lá, andando na calçada - arregalei os olhos e meu coração acelerou quase que de imediato - Sim, eu sei que é louco e eu tentei me convencer disso na hora, mas quase causei um acidente porque não tinha percebido que o sinal já estava aberto pra mim. Lembro até da roupa que a pessoa estava usando de tão louco que isso foi - não pode ser possível... pode? -
Clara - E consegue descrever pra mim?
Neymar - Calça jeans, blusa branca e acho que estava de sapatilha também. Porque?
Clara - Você achou certo - sussurrei quase não acreditando no que estava ouvindo -
Neymar - Achei certo o quê? - riu, ainda sem perceber -
Clara - Era eu - não consegui reconhecer minha própria voz porque simplesmente as coisas se encaixavam como pecinhas de quebra-cabeça -
Neymar - O que?
Clara - Sim, era eu - o seu semblante mudou completamente -
Neymar - Mas como? Você já estava em Santos?
Clara - Não. Quer dizer...não completamente. Naquele dia eu fui fazer a entrevista. Assim que saí do CT, fui direto pra praia. Precisava pensar, porque bastava apenas uma assinatura minha e a minha vida mudaria completamente... lá era o único lugar que ainda lembrava. E eu vi o quase acidente... eu vi. Lembro como se tivesse sido agora porque... fiquei com um aperto no peito sem saber o motivo... agora eu sei. Era você.
Flashback on
» O sinal fechou, os carros foram parando e eu continuei andando, até me assustar, depois do sinal abrir novamente, com uma freada brusca. Por pouco não causou um acidente e meu coração apertou... não sei porquê. Acho que foi por não gostar de ver essas coisas... «
Flashback off
Meu Deus... nós estamos ligados de todas as formas possíveis e impossíveis.
Clara - Me desculpa - foi o que saiu quando voltei para a realidade -
Neymar - Porque? - acho que ele também fez uma pequena viajem no tempo para uns meses atrás, porque sua reposta pareceu automática -
Clara - Pelo quase acidente - riu e me puxou pra um abraço inesperado e apertado, que eu aceitei e agradeci - Foi a primeira coisa que surgiu pra falar. Acho que não sei como lidar com essas recordações
Neymar - Não precisa saber. Eu só quero perguntar mais uma coisinha e a gente esquece isso
Clara - Hum, acho um pouco difícil esquecer agora, mas faz
Neymar - Foi lá que você tomou a decisão de aceitar o trabalho? - fiquei surpresa e tenho certeza que ele notou porque demorei mais do que queria para olhá-lo. Mas esperava todo e qualquer tipo de pergunta menos essa -
Clara - Sim - confirmei. Seu olhar me dizia que ele já sabia disso - Eu lembrei da primeira vez que nós estivemos lá... - sorriu - Lembrei do quanto estava feliz e por uns instantes acho que desejei ter aquela felicidade de novo. E, bom... não foi fácil mas... aqui estamos nós, então posso dizer que foi a melhor decisão que já tomei na vida? - sorri genuinamente. É... não foi fácil... -
Neymar - Deve dizer. Porque foi, sem nenhuma dúvida - sorriu, e depois, tirando proveito da nossa proximidade, mordeu meu lábio inferior e me beijou levemente. Poderia não ter passado disso se eu não tivesse aprofundado o beijo e se ele não tivesse correspondido da mesma forma. Algo cresceu dentro de mim depois dessa descoberta inusitada. Amor ou desejo? Não sei. Talvez os dois. E isso não deve ter sido apenas comigo porque com um pequeno impulso ele me pegou no colo fazendo que com que minhas pernas automaticamente enrolassem na sua cintura. Não interrompemos o beijo nem por um milésimo de segundo mas confesso que ficar daquele jeito não era muito confortável nem pra mim e muito menos pra ele. Com a respiração fragilizada consegui pronunciar apenas a palavra ''sofá'', mas ele entendeu muito bem, me colocou no chão, empurrei-o, ele caiu sentado, surpreso e sorrindo. Eu voltei para o seu colo rapidamente pra dar continuidade ao beijo que nem eu mesma sabia que era tão urgente. Saudades. Saudades dos nossos momentos mais íntimos. E incrível porque a gente não tem noção do tamanho dessa saudade até começar a matá-la. Suas mãos desceram da minha nuca para o meu bumbum, apertou-o e minha respiração ficou presa por antecipação. Ele sorriu, começou a levantar a barra da minha blusa, não ofereci nenhum tipo de resistência e ela encontrou o chão em tempo recorde, assim como a sua camisa, que tirei logo em seguida. Tentei fazer com que ele deitasse para que eu ficasse por cima do seu corpo, isso teria dado certo se o sofá não fosse tão pequeno e... terminamos caindo. Ele por cima de mim. Foi tudo bem rápido, e começamos a rir de nós mesmos, até que ele se mexeu e pude sentir o quão animado deixei-o com a nossa brincadeira no sofá. A atmosfera mudou completamente. Os risos cessaram e nos olhávamos tão intensamente que parecia que podíamos ver além do possível. Podíamos ler a alma um do outro e isso é estranhamente bom, ás vezes. Sorri ao perceber que o seu olhar espelhava o meu. A nossa conversa, as lembranças, a descoberta... tudo pareceu ter me fragilizado de certa forma e eu só queria senti-lo. Só precisava dele de todas as formas possíveis e imagináveis -
Clara - Eu preciso de você. Eu preciso sentir você... agora - seus olhos brilharam com a minha confissão inesperada. Podia ver o mesmo amor e o mesmo desejo que também estava sentindo -
Neymar - Aqui? - perguntou divertido olhando rapidamente ao nosso redor. Fiz o mesmo e ri levemente imaginando que poderia ser uma boa lembrança... -
Clara - Aqui - riu deliciosamente contra a minha boca antes de me beijar novamente, com um fulgor diferente, renovado. Suas mãos alcançaram o zíper lateral da minha saia, de um jeito ágil e com a minha ajuda, ele a removeu do meu corpo, aproveitando a deixa dos nossos lábios momentaneamente separados para afastar a mesinha de centro e se livrar da sua calça assim como de seus sapatos e as meias. Quando nossos corpos se encontraram novamente, estando nós apenas em roupas interiores, senti um arrepio formidável. Suas mãos que já tão bem conhecem o meu corpo começaram a explorá-lo, querendo (re)descobrir caminhos que só ele tem acesso. E cada parte respondia a seu toque, querendo e ansiando por mais. Meu corpo parecia obedecê-lo mesmo sem querer. Comecei a sentir arrepios no pescoço também e tive que me concentrar pra perceber que era a sua boca; beijando, mordendo, chupando. Fechei os olhos para aproveitar ainda melhor a sensação sublime da sua boca e das suas mãos trabalhando em mim. Mas elas pararam um pouco e os beijos foram descendo, do meu maxilar, para o meu pescoço novamente, e mais embaixo... no decote do meu sutiã para minha barriga e mais embaixo... não segurei um gemido e ele mordeu um pouco acima do meu umbigo, onde estacionou a sua trilha de beijos. Arfei, e seu olhar intenso procurou o meu mais uma vez. Ele sorriu, mordeu o lábio inferior e entendi isso como um aviso prévio do que ia fazer por isso soltei um suspiro inconsciente, ele sorriu de novo com a minha reação. Continuou com os beijos, sem deixar de me olhar e dessa vez sem parar. Plantou um beijo suave e delicado por cima da minha calcinha e eu convulsionei. Tombei a cabeça pra trás e senti suas adoráveis mãos tirando lentamente a calcinha do meu corpo. Fechei os olhos mordendo os lábios imaginando o que viria a seguir e fui surpreendida. Ele beijou o mesmo lugar, onde anteriormente havia apenas o tecido fino da calcinha por cima... e beijou mais de uma vez. Eu não consegui contar. Eu não estava em mim. Só a ansiedade de quando o outro beijo viria era enlouquecedora... quando ele vinha, algo parecia explodir dentro de mim. Eram beijos delicados mas não demorou para sua língua investir também. Gemi alto, arranhando suas costas sem querer, e percebi que ele não tinha a menor intenção de parar. Seu objetivo era realmente me ver louca. O que não me parecia ser uma ideia ruim... eu queria... e não queria. Ele ia me fazer... fez. Sua língua investiu fundo e explodiu tudo dentro de mim. Um orgasmo quase precoce... ok, eu tenho que admitir que amo preliminares. A ideia de nos divertimos conhecendo o corpo um do outro é deliciosa. Ele sorriu pra mim de orelha a orelha muito satisfeito enquanto ainda me recuperava, e tentava regularizar a respiração, porém, sem sucesso. Puxei o seu rosto pra mim, beijei-o destemidamente, e sua língua atrevida invadiu a minha boca, me fazendo sentir o meu próprio gosto. O beijo foi durando, emendando outro, e outro... de certa forma eles me ajudaram a voltar ao meu estado ''normal'', entre muitas aspas. E porque ele adora me surpreender (e eu adoro ser surpreendida) em um rodopio rápido, fiquei eu por cima. Uau! Sorri amplamente, ele lambeu o lábio inferior e assim que me mexi no seu colo ouvi claramente o seu gemido, por mais baixinho que tenha sido. Desabotoei meu sutiã sob o seu olhar atento, nem piscava e isso me fez rir. Tirei-o e suas mãos voaram imediatamente até os meus seios, mimoseando-os de uma maneira que fazia com que me remexesse de forma repetitiva em seu colo e o seu membro respondia aos meus movimentos se mostrando muito alegre e receptivo à mim. Era profundamente excitante ver suas reações com as minhas pequenas ações involuntárias. Coloquei as minhas mãos sobre as suas e muito lentamente fiz elas deslizarem para baixo, provocando, claro, ele gemeu e depois tirei-as de cima de mim. Recebi o seu olhar confuso, e encolhi os ombros segurando um sorriso. Me movi novamente, mas sem nenhuma intenção de provocar, (ou talvez sim) e fiquei de joelhos, com uma perna em cada lado do seu corpo. Mordi sutilmente os seus lábios que clamavam pelos meus, ele transformou isso em mais um beijo e não neguei, porém, não prolonguei. Comecei a minha desforra com um beijinho carinhoso no sinal que ele e a Duda possuem próximo ao ombro esquerdo e eu acho lindo. Ele sorriu. Mas deixei os beijinhos inocentes e carinhosos de lado e intercalando com a língua fui descendo por todo seu tronco, parei no cós da sua cueca boxer e a expectativa gritava no seu olhar. Voltei o foco para o que estava fazendo e continuei descendo... ouvi um suspiro alto mas nem fiz questão de parar. Se ele pode, certamente eu também posso. Acariciei sua excitação por cima da cueca, e mesmo assim senti-o enrijecer sob o meu toque, ele gemeu sorrindo. Deixei a minha mão direita exatamente no lugar que lhe atraiu, e dando continuidade as carícias, fui até ao seu ouvido. Perguntei pelo preservativo em um sussurro, mordendo o lóbulo da sua orelha em seguida e deixei-o vendo navios por uns instantes para ir pegar. Não demorei nada, e quando voltei para o nosso espaço encontrei-o de olhos fechados. Retornei a posição que estava, tirei a sua boxer pegando-o de surpresa e sem nenhum receio estimulei-o lentamente até ouvi-lo implorar por mais e por mim. É gratificante. Eu mesma deslizei o preservativo fazendo-o gemer mais uma vez, ele levantou imediatamente e me colocou sentada no seu colo, para que eu comandasse os movimentos enquanto suas mãos agarravam e apertavam meus glúteos. Nosso ápice juntos não tardou em chegar e mesmo assim, ele me deitou, me fazendo sua de novo, de novo e de novo.
****
Clara - Olha o tamanho dessa cama. Meu Deus, não acredito que deixamos ela aqui sozinha, praticamente abandonada, pra ficarmos no tapete da sala - tínhamos acabado de entrar no quarto. Eu apenas com a sua camisa e ele apenas de cueca boxer -
Neymar - A culpa foi sua
Clara - Eu sei. Será que foi uma fantasia? Eu posso ter sonhado né? - gargalhou fortemente -
Neymar - Bom, se há quem tenha fetiches por banheiros, porque não pelo chão?
Clara - Pára porque você sabe que foi a primeira vez
Neymar - Foi? - e de repente, o clima mudou completamente. Ele perguntou sério. E eu me arrependi de ter tocado nesse assunto - Clara?
Clara - Eu vou tomar banho - tentei passar para o banheiro, ele não deixou -
Neymar - Não. Nós ainda não terminamos
Clara - Não terminamos o que?
Neymar - Você não me respondeu
Clara - O que é que você quer que eu diga? Que não fiquei com ninguém durante o tempo em que estivemos separados? Tudo bem, eu digo: não fiquei. Satisfeito?
Neymar - Está falando sério? - nem me dei ao trabalho de responder, apenas olhei-o com uma das sobrancelhas erguida - Desculpa - ele parecia envergonhado - Eu...
Clara - Eu não preciso e nem quero saber o que você fez ou deixou de fazer. Não me interessa, sério
Neymar - Mas... - não deixei que terminasse, ou melhor, que começasse -
Clara - Nós já conversamos sobre algo parecido uma vez, e sabemos que não houve traição. Estávamos separados e cada um podia fazer o que bem entendesse - ele ficou em silêncio por uns instantes e com uma expressão serena -
Neymar - Eu queria falar uma coisa mas acho que vou estar sendo muito egoísta - um olhar bastou pra ele entender que fiquei curiosa e queria saber - Fico feliz em saber que sou o único - olhou nos meus olhos - Me sinto... honrado - falou com um certo... orgulho. Não pude deixar de rir. Homens... pensei comigo mesma. Porém, também me sinto extremamente bem com isso. Nunca me entregaria a alguém de corpo e alma se não o amasse o suficiente para tal -
Clara - Na minha opinião... você realmente deveria se sentir honrado mesmo - rimos -
Neymar - Nós conversamos sobre cada coisa...
Clara - Que bom... eu acho - sim, estávamos rindo novamente. Essa é uma das coisas que eu mais amo em relação a nós; podermos conversar abertamente sobre qualquer coisa. Fomos tomar banho juntinhos com mais brincadeiras do que atrevimentos. Me vesti, ele fez o mesmo, arrumamos a zona que deixamos na sala, peguei a caixa de chocolate que ainda restava na geladeira e devoramos no sofá assistindo um filme legendado. No final dele, ouvimos dois toques leves na porta, eu fui abrir e minha pequena estava dormindo no colo do Lucas. O Júnior pegou-a, conversamos brevemente, eles nem quiseram entrar por já ser bem tarde, então só nos despedimos, marcamos o horário já que tínhamos um amistoso para ir e eles foram embora - Nossa, esqueci da Manu
Neymar - O que tem ela? - saiu do quarto depois de trocar a roupa da Dudoca e colocá-la na cama -
Clara - Pediu uma foto nossa dedicada a ela com a Torre Eiffel de fundo - gargalhou -
Neymar - Tinha que ser ela - rimos - Mas acho que essas fotos estão na sua câmera
Clara - Ah... que preguiça - fiz beicinho, ele me puxou e me deu um selinho demorado - Tem aquela que a Marie passou pra você, não tem?
Neymar - Estilo paparazzi? Porque nós nem sabíamos que estávamos sendo fotografados - rimos -
Clara - Essa mesma
Neymar - Quer assim mesmo? Com efeito e longe?
Clara - Não tem problema, ela queria uma foto nossa com a Torre Eiffel de fundo, então ela vai ter - rimos - Posta?
Neymar - Faço esse sacrifício - brincou, eu semicerrei os olhos e ganhei outro selinho. Sorri, saí de seus braços, fui para o banheiro, escovei os dentes, ele entrou no quarto também, jogou o celular na cama e suponho que foi fazer o mesmo que eu. Deitei, dei um beijinho na minha pequena e peguei o meu celular.
neymarjr: Pra você, fã ️ @mannubarros instagram.com/p/kSeJd2GmIg/
Ri da legenda, e curti a foto.
Entre uma e outra notificação, reconheci uma recente que poderia ser da Marie e acertei. Retribuí o follow, curti a nossa foto juntas e a última que postou também. O Júnior me mostrou o castelo que comprou com a Duda pela manhã, deitou ao meu lado, ligou a TV em um volume bem baixinho, deu um beijo no meu rosto e ainda pegou no sono primeiro que eu.
clarabarcelar_: ️
****
Acordei com uma enxurrada de beijos por todo o meu rosto. Poderia acordar assim todos os dias.
Clara - Hum... estou sonhando? - ouvi a gargalhada de ambos e ri também -
Eduarda - Não, mamãe. Acorda, por favor - pedinchou com sua vozinha doce -
Clara - Não quero - cobri o rosto rindo. Eles ficaram muito quietos por um tempo, quietos até demais, pareciam estar falando em sussurros e quando eu menos esperava, começaram um ataque de cócegas em mim. A Duda ria mais do que eu e eu ria mais da sua risada do que das cócegas - Chega, por favor, parem - implorei mas de nada adiantou - Ok, eu me rendo. Vou levantar - eles pararam imediatamente. Alternei o olhar entre os dois e eles continuavam rindo - O que é que eu vou fazer com vocês agora? - mal terminei de falar e ambos pularam da cama, correndo pra sala, percebi que eles já estavam arrumadinhos. O Júnior ainda fez o favor de fechar a porta - Estou presa? - fingir estar surpresa, entrando na brincadeira deles -
Neymar - Sim. Já para o banheiro - ouvi ele falar algo mais baixinho com a Duda e em seguida ela repetiu -
Eduarda - Só saia daí arrumada, mãe, ou sofrerá consequências - gargalhei fortemente -
Clara - Vocês estão cientes de que vai ter volta, não estão? É bom que estejam - tentei falar sério mas falhei e ouvi o riso deles também. Levantei mandando a preguiça ir embora, fui até a minha mala, separei uma roupinha, arrumei a cama e deixei-a estendida ali. Entrei no banheiro, me despi, e tomei um banho morno delicioso. Quando saí, me enxuguei e me enrolei na toalha, escovei os dentes e voltei pro quarto. Passei hidratante no corpo, me vesti, penteei o cabelo deixando-o caído nos meus ombros, não passei nada além de uma base no rosto, coloquei meu relógio, arrumei minha bolsinha lateral, me perfumei, e por fim calcei uma sandália rasteira. Peguei o celular e tinha acabado de chegar uma notificação no instagram.
neymarjr: Esperando a mamãe atrasada e preguiçosa @clarabarcelar_ instagram.com/p/kP9YexGmDW/
Quando me dei conta estava sorrindo feito idiota pro celular. O jeito como os olhos deles fecham quando sorriem, pra mim, é lindo demais. Me olhei no espelho uma última vez, e abri a porta devagar.
Clara - A atrasada e preguiçosa está pronta - levantaram e olharam pra mim, depois se entreolharam -
Eduarda - Bom dia, mãe - se aproximou e me abraçou como conseguia, retribuí, é claro, apertando-a em torno de mim e dei um beijo no topo da sua cabeça -
Neymar - Bom dia, amor - aproximou-se também, cautelosamente, e beijou o cantinho da minha boca. Escondi um sorriso. Ambos agindo como se não tivessem feito nada - E aí, vamos descer?
Clara - Vamos - sorri - Mas só uma coisinha: ainda vai ter volta. Vocês preferem que seja aqui ou em Santos mesmo? - riram e eu acho que não sei ficar séria ao lado deles. O Júnior segurou o meu rosto com uma das mãos, fazendo com que meus lábios formassem um biquinho e beijou-o rapidamente -
Neymar - É por isso que eu te amo - me derreti com o seu sorriso -
Clara - Já te falei que a sua sorte é que é recíproco - riu -
Eduarda - O que é recí...re-cí-pro-co? - olhamos pra ela fascinados com a sua astúcia e inteligência, afinal ela soletrou bem devagar pra ter certeza que não erraria. Agachei para ficar na sua altura -
Clara - Você me ama?
Eduarda - Amo
Clara - Eu também te amo. Isso é recíproco
Eduarda - Entendi - sorriu satisfeita. Descemos finalmente, fomos direto para o saguão onde encontramos a Mabelle da última vez e ela estava lá. Sorridente e solícita, como sempre, caminhou para nos cumprimentar e foi um alívio saber que ela estava disponível para nós. Alguns hóspedes também brasileiros perceberam a presença do Júnior ali e acenaram pedindo uma foto e/ou um autógrafo. Ele olhou pra mim, consenti, e se afastou ligeiramente para atender a todos -
Mabelle - E o que temos para hoje? - ela me trouxe de volta para a realidade, porque eu estava perdida em pensamentos, feliz com o reconhecimento que ele tem em qualquer lugar -
Clara - Primeiro queremos tomar café da manhã, mas não aqui no restaurante do hotel - assentiu - Depois gostaríamos de conhecer uma das ruas gastronômicas porque a próxima parada será o Jardim de Luxemburgo, então precisamos ''fazer compras'' - gesticulei as aspas -
Mabelle - Entendo. Piquenique?
Clara - Isso - rimos - Pode ser?
Mabelle - Claro que sim. Depois de deixar vocês no Jardim, passo o meu número e quando quiserem voltar é só ligar, assim vocês podem ter mais privacidade...
Clara - Mabelle, você é um anjo - ela ficou sem jeito e riu. Esperamos o Júnior terminar com as fotos, fomos para garagem, entramos no carro e seguimos para uma deli-café numa esquina bem movimentada e bem pertinho do Jardim de Luxemburgo, Bread & Roses. Entramos, fomos levados para uma mesa, a Duda e o seu poder de persuadir fez a Mabelle sentar conosco, e fizemos nossos pedidos. Pães rústicos, baguetes, cereais, bolos, biscoitos, sucos e leite. Além de uma encomenda de sanduíches que fiz para o piquenique. Tomamos café conhecendo melhor a nossa guia, e deixando que ela nos conhecesse também, porque apesar de ser mais velha, tínhamos coisas em comum, como o Santos Futebol Clube, por exemplo, time da sua família. Conversamos mais do que esperávamos. Quando terminamos, pagamos, saímos e voltamos para o carro. Ela deu partida falando sobre o bairro mais antigo de Paris, o 5º arrondissement, para onde estávamos indo, saindo do 6º. Chegamos à famosa rue Mouffetard, ela deixou o carro no local adequado e começamos a nossa caminhada do alto da Contrescarpe da Montanha Sainte-Geneviève, descendo para a avenida de Gobelins. O que nos impressionou é que é um antigo caminho romano. A Mabelle nos explicou toda a história do bairro, e o ambiente tem um jeito tão... interiorano, acolhedor, e autêntico. Fizemos um tour cultural primeiro que durou quase umas duas horas mas foi bem legal, levando em conta que esse tour nem estava nos nossos planos, e só depois pude focar nos mercados parisienses. A rue Mouffetard é mais turística dentre todas as outras que concentram lojas e por isso encontramos vários brasileiros, ou seria melhor dizer que eles encontraram o jogador Neymar? Porém, isso não nos atrapalhou em nada, muito pelo contrário, rendeu bons risos. A primeira loja que entramos foi de... doces. Totalmente impossível de resistir.
clarabarcelar_: Pelas ruas de Paris...
Neymar - A culpa foi sua
Clara - Eu sei. Será que foi uma fantasia? Eu posso ter sonhado né? - gargalhou fortemente -
Neymar - Bom, se há quem tenha fetiches por banheiros, porque não pelo chão?
Clara - Pára porque você sabe que foi a primeira vez
Neymar - Foi? - e de repente, o clima mudou completamente. Ele perguntou sério. E eu me arrependi de ter tocado nesse assunto - Clara?
Clara - Eu vou tomar banho - tentei passar para o banheiro, ele não deixou -
Neymar - Não. Nós ainda não terminamos
Clara - Não terminamos o que?
Neymar - Você não me respondeu
Clara - O que é que você quer que eu diga? Que não fiquei com ninguém durante o tempo em que estivemos separados? Tudo bem, eu digo: não fiquei. Satisfeito?
Neymar - Está falando sério? - nem me dei ao trabalho de responder, apenas olhei-o com uma das sobrancelhas erguida - Desculpa - ele parecia envergonhado - Eu...
Clara - Eu não preciso e nem quero saber o que você fez ou deixou de fazer. Não me interessa, sério
Neymar - Mas... - não deixei que terminasse, ou melhor, que começasse -
Clara - Nós já conversamos sobre algo parecido uma vez, e sabemos que não houve traição. Estávamos separados e cada um podia fazer o que bem entendesse - ele ficou em silêncio por uns instantes e com uma expressão serena -
Neymar - Eu queria falar uma coisa mas acho que vou estar sendo muito egoísta - um olhar bastou pra ele entender que fiquei curiosa e queria saber - Fico feliz em saber que sou o único - olhou nos meus olhos - Me sinto... honrado - falou com um certo... orgulho. Não pude deixar de rir. Homens... pensei comigo mesma. Porém, também me sinto extremamente bem com isso. Nunca me entregaria a alguém de corpo e alma se não o amasse o suficiente para tal -
Clara - Na minha opinião... você realmente deveria se sentir honrado mesmo - rimos -
Neymar - Nós conversamos sobre cada coisa...
Clara - Que bom... eu acho - sim, estávamos rindo novamente. Essa é uma das coisas que eu mais amo em relação a nós; podermos conversar abertamente sobre qualquer coisa. Fomos tomar banho juntinhos com mais brincadeiras do que atrevimentos. Me vesti, ele fez o mesmo, arrumamos a zona que deixamos na sala, peguei a caixa de chocolate que ainda restava na geladeira e devoramos no sofá assistindo um filme legendado. No final dele, ouvimos dois toques leves na porta, eu fui abrir e minha pequena estava dormindo no colo do Lucas. O Júnior pegou-a, conversamos brevemente, eles nem quiseram entrar por já ser bem tarde, então só nos despedimos, marcamos o horário já que tínhamos um amistoso para ir e eles foram embora - Nossa, esqueci da Manu
Neymar - O que tem ela? - saiu do quarto depois de trocar a roupa da Dudoca e colocá-la na cama -
Clara - Pediu uma foto nossa dedicada a ela com a Torre Eiffel de fundo - gargalhou -
Neymar - Tinha que ser ela - rimos - Mas acho que essas fotos estão na sua câmera
Clara - Ah... que preguiça - fiz beicinho, ele me puxou e me deu um selinho demorado - Tem aquela que a Marie passou pra você, não tem?
Neymar - Estilo paparazzi? Porque nós nem sabíamos que estávamos sendo fotografados - rimos -
Clara - Essa mesma
Neymar - Quer assim mesmo? Com efeito e longe?
Clara - Não tem problema, ela queria uma foto nossa com a Torre Eiffel de fundo, então ela vai ter - rimos - Posta?
Neymar - Faço esse sacrifício - brincou, eu semicerrei os olhos e ganhei outro selinho. Sorri, saí de seus braços, fui para o banheiro, escovei os dentes, ele entrou no quarto também, jogou o celular na cama e suponho que foi fazer o mesmo que eu. Deitei, dei um beijinho na minha pequena e peguei o meu celular.
neymarjr: Pra você, fã ️ @mannubarros instagram.com/p/kSeJd2GmIg/
Ri da legenda, e curti a foto.
Entre uma e outra notificação, reconheci uma recente que poderia ser da Marie e acertei. Retribuí o follow, curti a nossa foto juntas e a última que postou também. O Júnior me mostrou o castelo que comprou com a Duda pela manhã, deitou ao meu lado, ligou a TV em um volume bem baixinho, deu um beijo no meu rosto e ainda pegou no sono primeiro que eu.
clarabarcelar_: ️
****
Acordei com uma enxurrada de beijos por todo o meu rosto. Poderia acordar assim todos os dias.
Clara - Hum... estou sonhando? - ouvi a gargalhada de ambos e ri também -
Eduarda - Não, mamãe. Acorda, por favor - pedinchou com sua vozinha doce -
Clara - Não quero - cobri o rosto rindo. Eles ficaram muito quietos por um tempo, quietos até demais, pareciam estar falando em sussurros e quando eu menos esperava, começaram um ataque de cócegas em mim. A Duda ria mais do que eu e eu ria mais da sua risada do que das cócegas - Chega, por favor, parem - implorei mas de nada adiantou - Ok, eu me rendo. Vou levantar - eles pararam imediatamente. Alternei o olhar entre os dois e eles continuavam rindo - O que é que eu vou fazer com vocês agora? - mal terminei de falar e ambos pularam da cama, correndo pra sala, percebi que eles já estavam arrumadinhos. O Júnior ainda fez o favor de fechar a porta - Estou presa? - fingir estar surpresa, entrando na brincadeira deles -
Neymar - Sim. Já para o banheiro - ouvi ele falar algo mais baixinho com a Duda e em seguida ela repetiu -
Eduarda - Só saia daí arrumada, mãe, ou sofrerá consequências - gargalhei fortemente -
Clara - Vocês estão cientes de que vai ter volta, não estão? É bom que estejam - tentei falar sério mas falhei e ouvi o riso deles também. Levantei mandando a preguiça ir embora, fui até a minha mala, separei uma roupinha, arrumei a cama e deixei-a estendida ali. Entrei no banheiro, me despi, e tomei um banho morno delicioso. Quando saí, me enxuguei e me enrolei na toalha, escovei os dentes e voltei pro quarto. Passei hidratante no corpo, me vesti, penteei o cabelo deixando-o caído nos meus ombros, não passei nada além de uma base no rosto, coloquei meu relógio, arrumei minha bolsinha lateral, me perfumei, e por fim calcei uma sandália rasteira. Peguei o celular e tinha acabado de chegar uma notificação no instagram.
neymarjr: Esperando a mamãe atrasada e preguiçosa @clarabarcelar_ instagram.com/p/kP9YexGmDW/
Quando me dei conta estava sorrindo feito idiota pro celular. O jeito como os olhos deles fecham quando sorriem, pra mim, é lindo demais. Me olhei no espelho uma última vez, e abri a porta devagar.
Clara - A atrasada e preguiçosa está pronta - levantaram e olharam pra mim, depois se entreolharam -
Eduarda - Bom dia, mãe - se aproximou e me abraçou como conseguia, retribuí, é claro, apertando-a em torno de mim e dei um beijo no topo da sua cabeça -
Neymar - Bom dia, amor - aproximou-se também, cautelosamente, e beijou o cantinho da minha boca. Escondi um sorriso. Ambos agindo como se não tivessem feito nada - E aí, vamos descer?
Clara - Vamos - sorri - Mas só uma coisinha: ainda vai ter volta. Vocês preferem que seja aqui ou em Santos mesmo? - riram e eu acho que não sei ficar séria ao lado deles. O Júnior segurou o meu rosto com uma das mãos, fazendo com que meus lábios formassem um biquinho e beijou-o rapidamente -
Neymar - É por isso que eu te amo - me derreti com o seu sorriso -
Clara - Já te falei que a sua sorte é que é recíproco - riu -
Eduarda - O que é recí...re-cí-pro-co? - olhamos pra ela fascinados com a sua astúcia e inteligência, afinal ela soletrou bem devagar pra ter certeza que não erraria. Agachei para ficar na sua altura -
Clara - Você me ama?
Eduarda - Amo
Clara - Eu também te amo. Isso é recíproco
Eduarda - Entendi - sorriu satisfeita. Descemos finalmente, fomos direto para o saguão onde encontramos a Mabelle da última vez e ela estava lá. Sorridente e solícita, como sempre, caminhou para nos cumprimentar e foi um alívio saber que ela estava disponível para nós. Alguns hóspedes também brasileiros perceberam a presença do Júnior ali e acenaram pedindo uma foto e/ou um autógrafo. Ele olhou pra mim, consenti, e se afastou ligeiramente para atender a todos -
Mabelle - E o que temos para hoje? - ela me trouxe de volta para a realidade, porque eu estava perdida em pensamentos, feliz com o reconhecimento que ele tem em qualquer lugar -
Clara - Primeiro queremos tomar café da manhã, mas não aqui no restaurante do hotel - assentiu - Depois gostaríamos de conhecer uma das ruas gastronômicas porque a próxima parada será o Jardim de Luxemburgo, então precisamos ''fazer compras'' - gesticulei as aspas -
Mabelle - Entendo. Piquenique?
Clara - Isso - rimos - Pode ser?
Mabelle - Claro que sim. Depois de deixar vocês no Jardim, passo o meu número e quando quiserem voltar é só ligar, assim vocês podem ter mais privacidade...
Clara - Mabelle, você é um anjo - ela ficou sem jeito e riu. Esperamos o Júnior terminar com as fotos, fomos para garagem, entramos no carro e seguimos para uma deli-café numa esquina bem movimentada e bem pertinho do Jardim de Luxemburgo, Bread & Roses. Entramos, fomos levados para uma mesa, a Duda e o seu poder de persuadir fez a Mabelle sentar conosco, e fizemos nossos pedidos. Pães rústicos, baguetes, cereais, bolos, biscoitos, sucos e leite. Além de uma encomenda de sanduíches que fiz para o piquenique. Tomamos café conhecendo melhor a nossa guia, e deixando que ela nos conhecesse também, porque apesar de ser mais velha, tínhamos coisas em comum, como o Santos Futebol Clube, por exemplo, time da sua família. Conversamos mais do que esperávamos. Quando terminamos, pagamos, saímos e voltamos para o carro. Ela deu partida falando sobre o bairro mais antigo de Paris, o 5º arrondissement, para onde estávamos indo, saindo do 6º. Chegamos à famosa rue Mouffetard, ela deixou o carro no local adequado e começamos a nossa caminhada do alto da Contrescarpe da Montanha Sainte-Geneviève, descendo para a avenida de Gobelins. O que nos impressionou é que é um antigo caminho romano. A Mabelle nos explicou toda a história do bairro, e o ambiente tem um jeito tão... interiorano, acolhedor, e autêntico. Fizemos um tour cultural primeiro que durou quase umas duas horas mas foi bem legal, levando em conta que esse tour nem estava nos nossos planos, e só depois pude focar nos mercados parisienses. A rue Mouffetard é mais turística dentre todas as outras que concentram lojas e por isso encontramos vários brasileiros, ou seria melhor dizer que eles encontraram o jogador Neymar? Porém, isso não nos atrapalhou em nada, muito pelo contrário, rendeu bons risos. A primeira loja que entramos foi de... doces. Totalmente impossível de resistir.
clarabarcelar_: Pelas ruas de Paris...
Visitamos lojas de pães, queijos, carnes, peixes, verduras e até de vinhos, apenas por curiosidade. Conseguimos comprar uma cesta de vime linda e uma toalha bordada em uma loja de artesanato. Para comer só coisinhas leves e gostosas, incluindo crepes de Nutella, que não sei se está no quesito ''leve'' mas que está no ''gostoso'', está... e sucos naturais em garrafas térmicas. Voltamos para o carro e consequentemente para o centro também. Eu estava começando a me familiarizar com os arrondissements de Paris. O caminho foi curto, a Mabelle estacionou, entramos no Jardim de Luxemburgo e antes de qualquer coisa, ela nos apresentou cada cantinho do lugar, sempre fazendo seu papel impecavelmente, explicando um pouco da história por mais antiga que seja. Em ordem, conhecemos: La fontaine Médicis, uma fonte monumental que foi inaugurada em 1630. O jardim frutífero, com uma variedade enorme de maçãs e peras. O Le Pavillon Davioud, um pavilhão onde funciona a escola de horticultura do jardim. O Théâtre du Luxembourg, um teatrinho de marionetes. As muitas estátuas e o que mais me encantou, as estufas, que conservam patrimônios vegetais do século XIX, além das flores lindas. Me apaixonei completamente pela coleção de orquídeas. E por último a Mabelle nos levou para a área de piquenique, onde já tinha bastante gente fazendo o mesmo (e aproveitando o sol... sim, como se estivessem na praia, só que um pouco mais vestidos, foi impossível não rirmos) e ao lado vários espaços para jogos, quadras de tênis, área para jogar xadrez e claro, o que a Duda mais gostou de ver: balanços, tobogãs, carrossel, carrinhos, triciclos... uma infinidade de coisas para crianças.
****
Passamos a tarde inteira naquele paraíso verde. Nosso almoço foi sanduíche acompanhado de suco e depois sorvete que compramos em um dos chalezinhos do Jardim. Fizemos de um tudo, exceto jogar xadrez. Joguei tênis com meu amor e fui muito bem, diga-se de passagem. A Dudoca fez tudo que tinha direito, inclusive, passeou em um pônei junto com outras crianças e um instrutor, claro; uma das atrações que mais atraía a criançada. Perto das 17h, liguei pra Mabelle porque tínhamos que estar prontos quando a Marie chegasse para irmos para o amistoso. Em quinze minutos ela chegou no mesmo local onde havia estacionado mais cedo, e mandou uma mensagem avisando. A Duda se despediu dos coleguinhas que fez (não sei como, acho que a linguagem deles era universal: se divertir) e fomos para o carro.
clarabarcelar_: Dudoca e sua coleguinha por um dia ahahaha
****
Passamos a tarde inteira naquele paraíso verde. Nosso almoço foi sanduíche acompanhado de suco e depois sorvete que compramos em um dos chalezinhos do Jardim. Fizemos de um tudo, exceto jogar xadrez. Joguei tênis com meu amor e fui muito bem, diga-se de passagem. A Dudoca fez tudo que tinha direito, inclusive, passeou em um pônei junto com outras crianças e um instrutor, claro; uma das atrações que mais atraía a criançada. Perto das 17h, liguei pra Mabelle porque tínhamos que estar prontos quando a Marie chegasse para irmos para o amistoso. Em quinze minutos ela chegou no mesmo local onde havia estacionado mais cedo, e mandou uma mensagem avisando. A Duda se despediu dos coleguinhas que fez (não sei como, acho que a linguagem deles era universal: se divertir) e fomos para o carro.
clarabarcelar_: Dudoca e sua coleguinha por um dia ahahaha
Chegamos no hotel, agradecemos imensamente a Mabelle por mais um passeio inesquecível, e apesar do lucro dela está incluso no que pagamos pela hospedagem, tentamos fazê-la aceitar uma gratificação mas ela afirmou que ficaria feliz apenas com uma foto e um autógrafo do Júnior pra mandar para família. Algo que ele aceitou sem pestanejar e subimos. Passamos a hora seguinte falando com o pessoal do Brasil, liguei para os meus avós novamente, e dessa vez eles falaram mais com a Dudoca e o Júnior do que comigo. Pela brechinha aberta da janela da sala, o vento frio que entrava indicava que a temperatura tinha baixado muito e sentimos frio, frio mesmo, pela primeira vez desde que chegamos. Mas obviamente, isso não iria atrapalhar os nossos planos para noite. Enquanto o Júnior foi tomar banho, a Duda pegou o seu lindo (e pesado) castelo porque para todos os efeitos, se ela ainda não tinha me mostrado, eu ainda não tinha visto. Quando ele saiu do quarto pronto, nós duas entramos, coloquei-a no chuveiro com a água quente, separei sua roupa e quando ela saiu, arrumei-a, deixando seu cabelo soltinho. Em seguida entrei no banheiro, enquanto tomava banho pude ouvir a voz da Marie e me apressei. Enxuguei-me, passei hidratante no corpo, me vesti, fiz uma maquiagem rápida e me perfumei. Coloquei o celular na bolsa e saí do quarto. Cumprimentei a Marie, trancamos tudo e descemos.
Neymar - Animada? - mesmo que não estivesse, depois do sorriso que ele direcionou a mim, com certeza, ficaria -
Clara - Com o jogo de futebol ou o de basquete? - rimos -
Neymar - Os dois
Clara - Estou, tu nem imagina o quanto - gargalhou -
Neymar - Porque tão irônica?
Clara - Eu não fui irônica, bobo. Pra mim, com quem estou vale mais do que onde estou - sorriu. Sabia que ele estava empolgado com isso desde que decidimos ir, e no fundo, eu também. Adoro futebol, e basquete não pode ser assim tão ruim... além do mais... minhas companhias realmente são mais importantes, independente do lugar, vou estar bem se estiver com eles. Saímos do hotel, entramos no carro da Marie, eu fui na frente com ela e seguimos para o Estádio Parc des Princes. O caminho foi rápido, quando chegamos ela nos entregou nossos ingressos (cujo valor pedido foi para financiar um orfanato em Brazzaville) e nossa entrada também foi relativamente rápida. Ocupamos nossos lugares: a Duda preferiu ficar no colo do Júnior, do meu lado direito e a Marie do meu lado esquerdo. A visão do estádio já completamente cheio era de encher os olhos, e nem era um jogo oficial, apenas um simples amistoso com o objetivo de ajudar - Uma perguntinha... - sussurrei pra ele -
Neymar - O que? - riu -
Clara - Contra quem o PSG vai jogar mesmo? - riu de mim de novo, fiz beicinho, ele parou e beijou minha bochecha -
Neymar - O Lucas disse que a iniciativa desse amistoso surgiu daqui então vai ser um time daqui também, o Monaco
Clara - Ah, sim. Muito obrigada
Neymar - Disponha sempre - rimos. Os times entraram em campo, e foram saudados com muitos gritos e aplausos. Fiquei me perguntando como devia ser o ambiente nesse estádio em um jogo de verdade -
Clara - O que eles estão gritando? - perguntei para Marie e ela sorriu -
Marie - Ici c'est Paris! - já falei que adoro o sotaque dela? Se eu realmente entendesse tudo, ia amar tê-la falando comigo em francês, acho a pronúncia muito fofa -
Clara - E o que significa?
Marie - Aqui é Paris! - falou orgulhosa - Como vocês dizem no Brasil, digamos que é o nosso grito de guerra - rimos -
Clara - Que lindo. Será que posso gostar do Manchester City e do Paris Saint-Germain ao mesmo tempo? - ela gargalhou -
Marie - Eu se fosse você ficaria apenas com a segunda opção - encolheu os ombros tentando parecer indiferente e rimos. Então, ela voltou a prestar atenção no campo... ou em um jogador específico, o camisa 29, talvez.
clarabarcelar_: Ici c'est Paris!
Neymar - Animada? - mesmo que não estivesse, depois do sorriso que ele direcionou a mim, com certeza, ficaria -
Clara - Com o jogo de futebol ou o de basquete? - rimos -
Neymar - Os dois
Clara - Estou, tu nem imagina o quanto - gargalhou -
Neymar - Porque tão irônica?
Clara - Eu não fui irônica, bobo. Pra mim, com quem estou vale mais do que onde estou - sorriu. Sabia que ele estava empolgado com isso desde que decidimos ir, e no fundo, eu também. Adoro futebol, e basquete não pode ser assim tão ruim... além do mais... minhas companhias realmente são mais importantes, independente do lugar, vou estar bem se estiver com eles. Saímos do hotel, entramos no carro da Marie, eu fui na frente com ela e seguimos para o Estádio Parc des Princes. O caminho foi rápido, quando chegamos ela nos entregou nossos ingressos (cujo valor pedido foi para financiar um orfanato em Brazzaville) e nossa entrada também foi relativamente rápida. Ocupamos nossos lugares: a Duda preferiu ficar no colo do Júnior, do meu lado direito e a Marie do meu lado esquerdo. A visão do estádio já completamente cheio era de encher os olhos, e nem era um jogo oficial, apenas um simples amistoso com o objetivo de ajudar - Uma perguntinha... - sussurrei pra ele -
Neymar - O que? - riu -
Clara - Contra quem o PSG vai jogar mesmo? - riu de mim de novo, fiz beicinho, ele parou e beijou minha bochecha -
Neymar - O Lucas disse que a iniciativa desse amistoso surgiu daqui então vai ser um time daqui também, o Monaco
Clara - Ah, sim. Muito obrigada
Neymar - Disponha sempre - rimos. Os times entraram em campo, e foram saudados com muitos gritos e aplausos. Fiquei me perguntando como devia ser o ambiente nesse estádio em um jogo de verdade -
Clara - O que eles estão gritando? - perguntei para Marie e ela sorriu -
Marie - Ici c'est Paris! - já falei que adoro o sotaque dela? Se eu realmente entendesse tudo, ia amar tê-la falando comigo em francês, acho a pronúncia muito fofa -
Clara - E o que significa?
Marie - Aqui é Paris! - falou orgulhosa - Como vocês dizem no Brasil, digamos que é o nosso grito de guerra - rimos -
Clara - Que lindo. Será que posso gostar do Manchester City e do Paris Saint-Germain ao mesmo tempo? - ela gargalhou -
Marie - Eu se fosse você ficaria apenas com a segunda opção - encolheu os ombros tentando parecer indiferente e rimos. Então, ela voltou a prestar atenção no campo... ou em um jogador específico, o camisa 29, talvez.
clarabarcelar_: Ici c'est Paris!
O jogo enfim começou e apesar de amistoso, cada chance de gol perdida fazia a torcida do PSG, incluindo a Marie, ir ao delírio. Mas terminou 2 a 2. Bom para todo mundo. Não vou esquecer nunca o fato de ter pisado naquele estádio, foi uma emoção diferente e maravilhosa. Esperamos pelo Lucas no estacionamento, e ele apareceu com o Thiago Silva, o Alex, o Maxwell, os brasucas, que também estavam em campo. O Júnior ficou feliz ao vê-los e isso foi visível pela forma como cumprimentou-os. Fomos apresentados, eles foram muito simpáticos e nos presentearam (eu, o Júnior e a Dudoca) com camisas do Paris Saint-Germain autografadas por todos os jogadores. Eles tentaram colocar os assuntos em dia (tudo se resumia a futebol, a seleção brasileira, principalmente) enquanto caminhávamos para o carro e ao chegarmos, nos despedimos deles, que também foram para os seus carros e entramos no citroën c4 da Marie. O Lucas foi dirigindo, e o Júnior foi na frente com ele, até porque a partida seria com certeza o assunto principal deles. Fomos para um restaurante não muito longe do estádio, e eu o adorei pelo estilo bem romântico. Aliás, ainda não vi algo que não seja romântico em Paris. Eu deveria me mudar, se não amasse o Brasil. Enfim, jantamos em um clima super espontâneo e descontraído, algo que conseguimos construir em tão pouco tempo. No final, dividimos a conta e voltamos para o carro porque tínhamos outro destino. Quando que eu ia me imaginar assistindo uma competição de basquete ao vivo? Pois é. Chegamos na arena do evento, o Palácio Omnisports de Paris Bercy, compramos os ingressos, e entramos. O lugar é um luxo. Ainda não estava totalmente cheio, então escolhemos nossos lugares tranquilamente. Ficamos conversando durante os trinta minutos seguintes, tempo suficiente para a arena encher, e Marie também me falou que não era tão entediante quanto a TV faz parecer, percebi que ela era mais uma fanática, principalmente quando ela se juntou aos torcedores na ovação que fizeram quando os jogadores apareceram. Tudo pronto para começar, agora bastava saber se a minha opinião iria mudar. Olhei pro Júnior a aparentemente ele parecia muito focado no início da partida, mas percebeu meu olhar e sorriu mesmo sem olhar pra mim, o que me fez sorrir também.
clarabarcelar_: Para fechar a noite...
clarabarcelar_: Para fechar a noite...
Apesar de não entender muita coisa, confesso que foi mais divertido do que imaginei, acho que por causa das minhas companhias. O certo é que não, não foi entediante. Pelo menos não ali, ao vivo. Irei tentar assistir pela TV de novo. A equipe que os meninos estavam torcendo, venceu e aparentemente a maior parte do público também estava torcendo para ela porque foi uma festa enorme. Saímos de lá bem tarde, com um frio de bater os dentes, e depois de nos deixar no hotel, nos despedimos do nosso casalzinho e eles foram embora. Subimos logo, tomamos banho quentinho, um por vez, claro, escovamos os dentes e deitamos juntinhos naquela cama enorme para assistir algo interessante. Em menos de quinze minutos a Dudoca já dormia e resolvi responder as mensagens no whatsapp.
Neymar - Não sabia que era fã do Manchester City
Clara - Ouvindo a conversa dos outros, amorzinho, que coisa feia - tirei os olhos do celular, olhei-o e ri - Mas não sou fã. Assistia os jogos quando tinha tempo, e entre o City e seus adversários, preferia ele, apenas isso
Neymar - Por algum motivo em especial?
Clara - Tipo o Negredo e o Navas...? Ah, tem o Javi também, não é? - semicerrou os olhos mas eu estava claramente brincando e tentando segurar o riso - Claro que não. Motivo nenhum
Neymar - Está me provocando, é isso mesmo? - perguntou com uma falsa ofensa -
Clara - Você acha? Nunca que eu ia fazer isso, amor - olhei pro celular novamente ou ia rir, mas ele tirou-o da minha mão e ficou por cima de mim num movimento muito rápido, o que só fez a minha vontade de rir aumentar -
Neymar - Eu acho que você está
Clara - Não estou. Todos eles são muito bem comprometidos... - pausei apenas para lhe dar a hipótese de pensar "e se não fossem?" - ... E eu também! - sorriu amplamente, como se tivesse ganhado um presente - Sinto em lhe informar mas não vai se ver livre de mim fácil desse jeito
Neymar - Te aturar é meu maior prazer - sussurrou com os seus lábios quase encontrando os meus e eu também sorri como se tivesse ganhado um presente. Nossos lábios se encontraram, primeiro rapidamente e sorrimos entre ele, depois em um molde perfeito, com a sua língua acariciando a minha mas sem nos deixar perder o controle. Já conhecemos os domínios dos nossos próprios impulsos. Ficamos apenas namorando um pouco... talvez muito. O filme terminou e nem vimos o final, mas é que realmente, ele não era mais interessante que o meu entretenimento.
clarabarcelar_: Quase não está frio!
Permanecemos entretidos em nós mesmos até o sono falar mais alto, e dormimos agarrados um com o outro.
Neymar - Não sabia que era fã do Manchester City
Clara - Ouvindo a conversa dos outros, amorzinho, que coisa feia - tirei os olhos do celular, olhei-o e ri - Mas não sou fã. Assistia os jogos quando tinha tempo, e entre o City e seus adversários, preferia ele, apenas isso
Neymar - Por algum motivo em especial?
Clara - Tipo o Negredo e o Navas...? Ah, tem o Javi também, não é? - semicerrou os olhos mas eu estava claramente brincando e tentando segurar o riso - Claro que não. Motivo nenhum
Neymar - Está me provocando, é isso mesmo? - perguntou com uma falsa ofensa -
Clara - Você acha? Nunca que eu ia fazer isso, amor - olhei pro celular novamente ou ia rir, mas ele tirou-o da minha mão e ficou por cima de mim num movimento muito rápido, o que só fez a minha vontade de rir aumentar -
Neymar - Eu acho que você está
Clara - Não estou. Todos eles são muito bem comprometidos... - pausei apenas para lhe dar a hipótese de pensar "e se não fossem?" - ... E eu também! - sorriu amplamente, como se tivesse ganhado um presente - Sinto em lhe informar mas não vai se ver livre de mim fácil desse jeito
Neymar - Te aturar é meu maior prazer - sussurrou com os seus lábios quase encontrando os meus e eu também sorri como se tivesse ganhado um presente. Nossos lábios se encontraram, primeiro rapidamente e sorrimos entre ele, depois em um molde perfeito, com a sua língua acariciando a minha mas sem nos deixar perder o controle. Já conhecemos os domínios dos nossos próprios impulsos. Ficamos apenas namorando um pouco... talvez muito. O filme terminou e nem vimos o final, mas é que realmente, ele não era mais interessante que o meu entretenimento.
clarabarcelar_: Quase não está frio!
Permanecemos entretidos em nós mesmos até o sono falar mais alto, e dormimos agarrados um com o outro.
Não queiram me matar mentalmente, por favor, apesar de suspeitar que já devem ter feito isso. Irei tentar me desculpar: Fiquei um longo período na casa da minha tia, onde a única coisa que podia fazer em relação à fic era rascunhos no bloco de notas do celular. Quando voltei, adoeci. E já minimamente bem, antes de escrever e passar pra cá as anotações do bloco, tirei um tempinho pra pensar se queria mesmo dá continuidade as ideias que vinha tendo. Bom, as minhas ideias nunca são "normais", porém... acho que darei seguimento a minha "loucura". E não se preocupem, apenas tenham um pouquinho de paciência porque eu posso demorar mas se for da vontade de Deus vou sempre voltar! Agora só preciso de um tempo para analisar o que tenho em mente e pensar como posso colocá-lo em prática. Isso é tudo, beijos e se cuidem!
Ps: O link da história da Mel pra quem pediu http://sonhoseimaginaescomneymar.blogspot.com.br/
Ps²: Não poderia terminar de outra forma... OBRIGADA! Vocês me emocionaram novamente com os comentários. É por vocês que vou dar sempre um jeito de ''aparecer'' aqui. OBRIGADA!!
Ps: O link da história da Mel pra quem pediu http://sonhoseimaginaescomneymar.blogspot.com.br/
Ps²: Não poderia terminar de outra forma... OBRIGADA! Vocês me emocionaram novamente com os comentários. É por vocês que vou dar sempre um jeito de ''aparecer'' aqui. OBRIGADA!!











Já tava com Saudade, amo muito seu blog, gosto do jeito que você escreve a história TUDO muito perfeito. :) Bjo
ResponderExcluir#OmelhorBlog #VoltaLogo <3
Continua...
ExcluirSuas loucuras são lindas e te acho tão fofa e carinhosa pela forma que escreve que dá vontade de te abraçar. O capítulo tá lindo e amoroso como sempre e confio nas suas loucuras e estou pronta e anciosa pra embarcar em todas... assim como eu já embarquei na Mel. Volta logo. Bj Van
ResponderExcluirVc escreve tão perfeitamente que a gente até esquece que ficou um mês esperando, fica parecendo que tinha capitulo todo dia, que a Clara e a Duda estão sempre do "nosso lado".
ResponderExcluirVc já deve me achar uma chata, mas repito mais uma vez, AMO sua escrita e ainda comprarei um livro seu.
ah, uma dúvida, essa história do quase acidente na praia vc já tinha pensando quando escreveu a cena, ou foi pensado agora e encaixou?
a demora não é nada quando eu vejo um post novo, arrrghhhh Gabriela tu me mata do coração profundamente, eu não mereço isso e espero que você tenha visto o meu desespero nas suas mentions hahaha. Como não amar? me fala isso, como? Não sei, você é ótima e como a menina aqui em cima falou espero um dia comprar um livro seu também, o que eu já te falei haha. Maravilhoso, perfeito, deslumbrante!! Pode demorar o tempo que for eu nunca vou deixar de ler aqui e espero que você nunca deixe de escrever também, caso contrário eu vou de Recife pra Bahia (que nem é longe assim) atras de você e obrigo você a continuar hahaha. mil beijos :*
ResponderExcluirMeu deus!!! Achei que ele ia pedir ela em casamento, ia ser muuito lindo, quase tive um ataque haha. Ta muuito perfeito! Continua
ResponderExcluirMáh
Você sabe porque eu nao me importo de demor semanas pra ler essa fic ??? Porque eu sei que quando eu ler eu vou me derreter , vou chorar , rir , ficar feliz , ficar triste e ter vontade de ler mais e mais !!!!!! Caraca você ARRASA nisso , escreve perfeitamente bem , tem uma criatividade MARAVILHOSA !!!!!! Eu fico cada vez mais apaixonada por esse blog , tudo e encantador , o jeito que você se dedica mano , SEM PALAVRAS !!!!! @robertinhaD
ResponderExcluirM A R A V I L H O S O !
ResponderExcluirMuito top! Continua logo
ResponderExcluirperfeito como sempre <33
ResponderExcluiramando demais *o*
ResponderExcluirta muito bom, já tava com saudades já rs
ResponderExcluirmaravilhoso, continua *-*
ResponderExcluirja pode continuar *-*
ResponderExcluirteu blog eh mara
ResponderExcluirseu blog é perfeito cara, tu sabe disso né? ahhaahah /Carol!!!!!!
ResponderExcluirta perfeito.continuaaaa...
ResponderExcluirperfeito, continua!
ResponderExcluirContinuaaa... ta bom d mais....
ResponderExcluirNova leitora . Amando continua...
ResponderExcluirKkkk Meu Deus Junior que dó da Clara isso não se faz quase mata a coitada do coração. Quanto às suas idéias, tenho certeza que serão sem sombra de dúvida a melhor possível, fazendo valer mais uma vez, toda a espera possível, sempre que quiser aparecer estaremos aqui te esperando, kkkk
ResponderExcluirCONTINUA THUTHUCA ;D
ResponderExcluirmeu deus... continua!
ResponderExcluirtoop
ResponderExcluirta perfeitoooooooooooo....continua logo
ResponderExcluirContinua linda , ta maravilhoso ....
ResponderExcluirMELHOR QUE NOVELA DA GLOBO! KKKKKK
ResponderExcluirTÁ PERFEITO, PARABÉNS
ta muito booooooooooom, que blog maravilhoso <3
ResponderExcluirja pode continuar amor *-*
ResponderExcluirCARALHO QUE TOP, amei esse cap !!!
ResponderExcluirPostaaa logoo , perfeitos ♥♥
ResponderExcluirPelo amor de Deeeus. continuaa essa perfeicao
ResponderExcluireles são tão lindos juntos *-*
ResponderExcluirtô xonada demais por esse blog, como pode ? heheheheh
ResponderExcluirmeu que perfeitooooooo!!!
ResponderExcluirblog foda.. continua
ResponderExcluiramando cada vez mais *-*
ResponderExcluiramo esse casal <333
ResponderExcluirCONTINUA, TA PERFEITO!!!!!!!!
ResponderExcluirperfeito demais amor!!
ResponderExcluirContinuaaa *-*
ResponderExcluircontinua pfvr too amandoo tudo ta perfeito
ResponderExcluirnunca vi blog melhor
PERFEITO CARA POSTA HOJE :(
ResponderExcluirtudo perfeitoooooo, curiosa
ResponderExcluirque TOP continua , melhor blog ♥
ResponderExcluirContinua linda , ta maravilhoso ....
ResponderExcluirnossa que top, continua logo moça hihihi
ResponderExcluirTOP,CONTINUA.
ResponderExcluirContinua, ta mt top!! Bjs
ResponderExcluirMuito top .ta otimo posta logo
ResponderExcluirPERFEITOOO u.u
ResponderExcluirDemorou mas caprichou, lindo, perfeito, sem palavras...
ResponderExcluirO importante eh que vc agora ja está melhor....
Continua siim, please... Bjos
Nossa vc escreve muito bem, ta tudo muito perfeito, essas declarações deles, essa viagem, esse blog é perfeito, da pra ver q vc escreve com a alma. Parabéns de verdade. E qual o nome da 1ª música?
ResponderExcluirApaixonada pela historia, pelo blog, vc escreve muito bem. Como chama a 1ªmusica??
ResponderExcluirOi, talvez você não me responda ou possa chegar a achar isso uma besteira.
ResponderExcluirMas te acompanho desdo 1º blog, e sabe até hoje eu juro, que até hoje quando esculto '' Em suas mãos '' eu choro me lembro da Mel, do Mateus e claro do Júnior. Á muito tempo eu estava quase depressiva, minha família ia me internar numa clínica recuperatória... Pois não estava me alimentando, dormindo, Não saia mais com minhas amigas e muitas delas se afastaram de mim. Mas aí troquei meus livros por imagines na internet, e foi quando comecei a ler o seu, que foi muito importante na minha vida... ano passado na copa das confederações fiquei observando as manias do Neymar nas comemorações e nos jogos, foi quando um certo dia voltei a ler o seu antigo imagine, e em um dia li tudo, ou melhor reli tudo de novo, comecei a seguir o Júnior no instagram, e assim fui virando Neymarzete, graças á seu imagine, seu jeito de expressar as manias do Ney, exatamente como são. E se não fosse por isso talvez eu poderia hoje está naquela maldita clinica, mas ganhei um ídolo e mais um motivo pra amar minha vida. Bom, á uns dias atrás quando meu computador chegou da manutenção eu resolvi voltar a ler de novo kkk, foi quando vi que você tinha voltado á escrever, e pode ter certeza estou apaixonada por essa história, linda. Estou sem palavras, Parabéns !
á poucos dias também desativei os antigos imagines que eu tinha, e estou com esse novo, se você quiser ler, ou divulgar, seguir ou outra coisa fico agradecida. E estou mais agradecida ainda por você me ajudar a encontrar uma nova razão pra minha vida. Sei que imagine são apenas '' HISTÓRIAS FICTICIAS '' mas o que seria da vida sem a imaginação e sonhos ?
Então posta logo, já estou seguindo e Parabéns pelo trabalho... ah e estou extremamente apegada a Duda ♥
Um abraço !
Ai, devia ser proibido vocês escreverem essas coisas, porque eu nunca sei como responder à altura. Mas ok, vamos lá:
ExcluirOi, Kamila.
Tu não nem noção da dimensão do meu sorriso ao terminar de ler teu comentário. Fiquei sem palavras... emocionada, mas muito feliz mesmo. Feliz não só pelos seus elogios, mas por saber que tu conseguiu ultrapassar uma fase ruim da tua vida com um pequeno auxílio meu. Meu Deus... isso é tão sério, tão importante, tão... íntimo, não é mesmo? É difícil de acreditar... de verdade. Li e reli, sei lá quantas vezes, as suas palavras, não consegui segurar as lágrimas, depois pensei ''putz, o que foi que eu fiz????" Não tive respostas pra isso, então continuo sem saber o que eu realmente fiz (além de uma simples fanfic que eu NUNCA imaginei que fosse ter a repercussão que ainda tem, mesmo tendo sido finalizada a tanto tempo) mas se foi algo bom... algo que te ajudou a encontrar uma nova razão pra viver, tudo certo. E sim, o que seria da vida sem a imaginação e sonhos? É por isso que estamos no mesmo barco. Nós que escrevemos temos o mesmo intuito: fugir um pouco da realidade, criar, imaginar, sonhar... e se queremos o mesmo, somos iguais. Não existe melhor, nem pior.
Te agradeço imensamente por ter perdido um pouquinho do teu tempo digitando isso pra mim... não vou esquecer nunca! E sobre ter se tornado fã do Neymar, tenho certeza que não foi só graças à mim porque ele também ''ajuda'' mesmo sem saber ahahahah.
Obrigada, obrigada, obrigada!!
Já estou acompanhado tua história também... ah, e a Duda te mandou um super beijo! ❤
Lavinia e Anônimo, a primeira música se chama ''L.O.V.E'' da Jessie J <33
ExcluirJá pode postar né? Um mês longe :(
ResponderExcluirDesculpa, amore! :(
ExcluirEstou fazendo de tudo para postar o quanto antes!!
Aiiii vc mudou o layout do blog!!!! Posta logoooo saudades da Clara, da Dudinha e do Junior💗💗
ResponderExcluiroii sera q vc pode divulgar? http://aprincesaeojogador.blogspot.com.br/ rigada, linda e eu amo seu blog.
ResponderExcluirMeu Deus, que capitulo perfeitoooo. Nem tenho palavras pra falar... Só continua ;)
ResponderExcluirvc muda tudo, atualiza plano de fundo, coloca música nova e não posta novo capítulo....
ResponderExcluir:/
Amando... Flor divulga http://njramor.blogspot.com.br/ Obrigada *_*
ResponderExcluirVocê é perfeita quando escreve. .. Tem toda uma sutileza nas palavras e expressões. .. Não dá para explicar, é de outro mundo! Me perco na sua história assim como me perco em um livro... Eu amo, viajo mesmo. ..
ResponderExcluirNão para não viu, se não eu perco o encato que é o momento que estou lendo sua fuc!
Tchau e que as fadas da imaginação te visitem muito sempre pra ela nunca faltar!
Parabéns!!!!
@leandraasilva