quarta-feira, 21 de maio de 2014

Capítulo 49 - “...Ser pai é maravilhoso em qualquer ocasião”


Acordei com algumas vozes ressoando pelo quarto, abri os olhos mesmo contra a minha vontade, lembrei que não estava na minha casa, não tinha mais ninguém ao meu lado e me dei conta de que as vozes eram da Rafa e da Duda. Da minha visão periférica percebi que elas estavam conversando, ou melhor, tramando algo. Continuei quieta e quando elas pegaram duas almofadas não deixei que o plano se concretizasse. 
Clara - O que vocês pretendiam fazer? - ambas pularam de susto e eu ri - Bom dia pra vocês também - sorri ironicamente -
Rafa - Quem mandou acordar? Volta a dormir agora - gargalhei - Íamos te acordar de um jeitinho especial
Clara - É, acho que percebi. Talvez se vocês fossem mais silenciosas até desse certo
Rafa - Acabou com a nossa brincadeirinha, Dudoca - fizeram beicinho -
Clara - Quem sabe um outro dia...
Rafa - Sem graça! Levanta então, chega de dormir - puxou meu cobertor -
Clara - Preguiça! - coloquei o travesseiro no rosto -
Rafa - Se tivesse deixado nossa brincadeirinha ir até o fim com certeza a preguiça ia embora rapidinho. E ainda está em tempo, é só fingir que está dormindo
Clara - Você não conhece limites, Rafaela - gargalhou - Isso tudo é vontade de jogar almofadas em mim? - assentiram empolgadas - Pois então que comece a guerra - joguei dois travesseiros na direção delas, que não estavam esperando, mas revidaram imediatamente e no minuto seguinte já estávamos as três fazendo a maior bagunça em cima da cama em uma guerra de travesseiros onde ríamos mais do que outra coisa. Só paramos quando eu já estava cansada de tanto pular, me joguei na cama e elas caíram em cima de mim - Socorro, eu preciso respirar! - riram e levantaram - Agora que não levanto mesmo. Preciso de mais umas duas horinhas de sono
Rafa - Nem pense! Está todo mundo te esperando na piscina, vamos - começou a me puxar por um braço e a Duda por outro -
Eduada - É, mãe... vamos! - pediu do jeitinho que só ela sabe -
Clara - Eu vou descer, mas por favor, deixem meus braços nos seus devidos lugares - me soltaram - Muito obrigada - rimos - A Manu ainda está aí?
Rafa - Não, foi em casa mas disse que volta
Clara - Ótimo, vou pedir pra ela trazer uma roupa pra poder sair mais tarde. Acho que aqui não tem nenhuma adequada
Rafa - Vocês vão pra São Paulo mesmo? - assenti -
Clara - E tu não mudou de ideia? Vamos
Rafa - Daqui não saio, daqui ninguém me tira
Clara - Debochada - levantei e ela mostrou a língua - Filha, vai lá contar pro seu pai a bagunça que a Rafa fez na cama dele - ela riu e levantou na mesma hora -
Rafa - Até porque fui eu sozinha não é? Não vai, Duda - ela parou, olhando para nós duas sem saber quem obedecer -
Clara - Rafaela, pára
Rafa - Eu nem falei nada
Clara - Mas fazer os olhinhos do gatinho do shrek funciona com ela, então pára - rimos -
Eduarda - Eu posso ir? - perguntou com as mãozinhas na cintura, fingindo estar impaciente com a espera e nós rimos ainda mais -
Clara - Pode amor, vai lá. Mas sem correr
Eduarda - Tudo bem - sorriu pra mim e olhou pra Rafa novamente, mas não esperou que ela dissesse mais nada e saiu do quarto -
Rafa - Você está semeando a discórdia na família e isso não está certo - tentou falar sério mas não conseguiu e nós caímos na risada -
Clara - Você sabe que eu também te amo - soltei um beijo pra ela e em troca recebi um travesseiro que não chegou até o meu rosto porque peguei-o - Que violência! Não ajudo a arrumar a cama também - entrei no banheiro -
Rafa - Não! Volta aqui, eu te amo muito mais - gargalhei -
Clara - Eu sei - abri a porta e espreitei o quarto, soltei outro beijo e ela ameaçou jogar outro travesseiro mas fechei a porta antes. Tirei o meu pijama improvisado: uma camisa do Júnior, tomei um banho frio e rápido, quando terminei, peguei uma toalha, me enrolei nela e escovei os dentes. Removi os restos da maquiagem que o sono não me deixou tirar, voltei pro quarto, não vi a Rafa em nenhum cantinho, a cama já estava arrumada e minha pequena estava sentada nela, vestida com seu maiô cheio de desenhos de princesas - Falou com ele?
Eduarda - Falei. Ele deu risada, e a vovó e o vovô também - respondeu com uma expressão confusa, de quem estava esperando outras reações e não apenas... risos -
Clara - É que eles sabem que nós também bagunçamos - falei como um sigilo e ela riu. Achei um biquíni, um short e uma regatinha na pequena parte do closet dele separada para algumas roupas minhas, me vesti, entrei no banheiro de novo e penteei o cabelo. Quando voltei pro quarto, abri apenas a persiana e o sol invadiu sem pedir licença. Sentei ao lado da Duda pra ler e responder algumas mensagens com ela, entrei no twitter também bem rapidinho porque apesar de ter pensado em deletar a conta devido os comentários negativos que lia, não o fiz e acho até que já cansaram de me xingar, graças a Deus.
 clarabarcelar_Dia bom!!  
Descemos, e a mesa do café da manhã estava na área exterior, próximo a piscina e ainda recheada de coisas gostosas.
Clara - Bom dia, bom dia! - saudei a todos com beijinhos no rosto. Em ordem: o tio Neymar, a tia Ná, a Joana que estava tirando/colocando algumas coisas na mesa, o Gil que já estava tomando sol e o meu amor que ainda estava comendo
Tia Ná - Dá até gosto de ver essa alegria toda - sorri pra ela e sentei ao lado do Júnior
Clara - Natal sempre foi minha festa predileta e esse ano parece que estou gostando ainda mais...
Tia Ná - Deve ter algum motivo... - respondeu sabendo muito bem a quem me referia e olhou pro Júnior e pra Duda alternadamente
Clara - E tem. Alguns motivos bem importantes - ele também olhou pra mim, sorriu e beijou minha bochecha. A Duda já estava comendo sua salada de frutas empolgadíssima, sem prestar nenhuma atenção ao que falávamos
Neymar - Fiquei sabendo da bagunça lá na minha cama 
Clara - Bagunça? Oi? Que cama? - rimos
Rafa - A cama que eu arrumei sozinha - veio da cozinha
Clara - Meu amor, bom dia - coloquei o maior sorriso do mundo no rosto apenas para provocá-la
Rafa - Cínica - rimos
Clara - Nada mais justo você ter arrumado a cama sozinha, já que subiu para me acordar com más intenções
Rafa - Más intenções? - encenou um pequeno drama - Mas eu nem sei o que é isso 
Clara - E eu que sou a cínica - rimos. Me servi com um copo de suco de laranja com morango, duas fatias de pão integral e requeijão. Na mesa estávamos somente eu, a Duda e o Júnior mesmo. A Tia Ná e o Tio Neymar estavam sentados em espreguiçadeiras na sombra. A Rafa sentou em uma outra perto do Gil. Comemos enquanto decidíamos o melhor horário para sairmos e chegamos a conclusão de que o final da tarde era a melhor opção. Quando terminamos, eles foram logo para borda da piscina, e ajudei a Joana a tirar a mesa, mesmo contra a sua vontade, afinal fui a última a levantar. Depois tirei o short, a regatinha e sentei na espreguiçadeira ao lado esquerdo do Gil. Ficamos falando sobre a Manu (vale ressaltar que ele não tirava o sorriso do rosto toda vez que pronunciava o nome dela) e até confessou que estava ansioso para conhecer pessoalmente os sogrinhos. E eu também queria vê-lo enfrentando a mãe da Manu, que na verdade é uma versão dela mais velha. Eu ri só de imaginar. Estava tudo bem até que ele entrou na piscina e ficou esguichando água em mim com a ajuda da Rafa, tive que me afastar e ir para outra espreguiçadeira porque não queria que meu cabelo molhasse, e foi só falar que o motivo era esse para insistirem ainda mais pra eu poder entrar também. Não mudei de ideia e eles ainda tiveram que parar de tentar me molhar porque sentei propositalmente ao lado da Tia Ná. O Júnior, que estava na parte mais rasa com a Duda, gargalhou ao ver que a minha estratégia deu certo - Meus pais ligaram, tia?
Tia Ná - Sim. Ligaram hoje mais cedo, se desculparam por ontem mas está tudo certo - sorriu - Chamei-os para vim aqui hoje mas não deram certeza
Clara - Sério? Então vou ligar pra reforçar o convite 
Tia Ná - Faça isso - peguei o celular em cima da mesa, marquei o número fixo deles e quem atendeu foi o meu pai no terceiro toque. 
 - início
Clara - Oi pai 
Murilo - Ah, oi pequena. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
Clara - Nossa, calma - eu ri - Aqui está tudo ótimo e aí?
Murilo - Também, meu amor
Clara - Liguei apenas pra dizer bom dia - riu levemente - Brincadeira. Foi pra reforçar o convite da tia também. Venham pra cá 
Murilo - Nós até íamos mas a Débora disse que não está com muita vontade de sair hoje
Clara - Minha mãe está doente? 
Murilo - O quê? Claro que não 
Clara - Ok. Eu não vou insistir, mas vou passar aí quando voltar de São Paulo 
Murilo - Vai pra lá ainda hoje?
Clara - Sim. Conhecer a tão falada Fonte Multimídia no Parque do Ibirapuera
Murilo - Ouvi falar que é bem bonita 
Clara - É... eu também - ficamos em um silêncio insuportável - Pai?
Murilo - Diz, minha filha 
Clara - É Natal... 
Murilo - Eu sei... 
Clara - Por favor, parem com isso ou eu vou enlouquecer 
Murilo - Está falando de que?
Clara - Você sabe de que. Não adianta mais você ou a minha mãe tentarem me enrolar porque agora eu tenho certeza que tem algo me escapando... só queria saber o que é
Murilo - Clara...
Clara - Não. Sem aquilo de dizer que é paranoia minha. Vocês nem saem de casa agora... e se estão lutando tanto pra me esconder é porque envolve a mim também. Eu não vou mais perguntar o que é, mas se eu descobrir por conta própria vou ficar bem chateada com vocês - ele não respondeu, o que só me irritou e aumentou ainda mais as minhas certezas
Murilo - Como você mesma disse, é Natal. Vai aproveitar teu dia 
Clara - Eu vou... eu vou tentar. Até mais tarde então, pai
Murilo - Até mais tarde
 - término
Tia Ná - Ei?! - olhei pra ela e percebi que o Tio Neymar também já estava na piscina. Ela me chamou para sentar ao seu lado, onde ele estava - Que carinha é essa? Eles não vão vim?
Clara - Não...
Tia Ná - E é só por isso que você está assim?
Clara - Não...
Tia Ná - Quer falar?
Clara - Estou com medo, tia
Tia Ná - Medo? - assenti e olhei pro céu, decidida a não chorar - De que?
Clara - Do desconhecido. O pior de tudo é que estou com medo do desconhecido - ela franziu a testa sem entender - Eles estão me escondendo algo e não é de hoje. A cada dia que passa sinto que é algo importante e o fato deles não me contarem me dá medo. Já pensei em tanta coisa... em tanta besteira
Tia Ná - Então tenta não pensar
Clara - É difícil 
Tia Ná - Posso imaginar que sim. Mas não acho que eles iam te esconder algo pra te prejudicar
Clara - Também acho isso...
Tia Ná - Então vamos fazer um acordo: tentamos esquecer isso pelo menos por hoje, e amanhã vou falar com a Débora. Não posso garantir que ela vá falar alguma coisa pra mim, mas posso tentar... ou fazer com que ela fale com você, não sei. O que for melhor pra todo mundo
Clara - Jura que faria isso? 
Tia Ná - Isso e muito mais! - sorriu - Contanto que a senhorita mude essa carinha - sorri - Assim está melhor - sentei mais perto dela e abracei-a
Clara - Obrigada
Tia Ná - Não há de quê, mas estamos combinadas?
Clara - Sim 
Tia Ná - Ótimo! - riu - Vou resolver os preparativos do almoço para liberar a Joana mais cedo, já volto 
Clara - Precisa de ajuda?
Tia Ná - Não. Preciso que se distraia e acho que ali - apontou discretamente com a cabeça para onde a Duda e o Júnior estavam brincando - É o melhor lugar pra isso agora - sorriu, levantou e foi pra cozinha. Olhei pra eles e resolvi seguir o seu conselho. Primeiro mandei uma mensagem pra Manu explicando o que queria, deixei o celular em cima da mesa, fui até a borda, sentei, e coloquei apenas as pernas na água. Depois de ter feito ela boiar, ele a colocou sentada sobre os seus ombros e se aproximou de mim
Neymar - Tudo bem?
Clara - Sim
Neymar - Mesmo? - ergueu uma das sobrancelhas
Clara - Agora sim 
Neymar - Preciso me preocupar?
Clara - Não. Continuem brincando, por favor. Gosto de ver vocês juntos - sorriu, se aproximou de mim cuidadosamente e me deu um beijo rápido, depois abaixou um pouco e minha pequena beijou a minha testa. Eu ri - Amo muito vocês. Não esqueçam nunca! 
Eduarda - Nunquinha! - prometeu beijando a pontinha dos seus dois dedinhos indicadores que formaram uma cruz em seus lábios e eu sorri muito amplamente - Faz também, pai - pedinchou com aquela vozinha que ninguém sabe dizer não e ele repetiu o seu gesto e as suas palavras
Clara - Lembrem que eu sou uma manteiga derretida, então não queiram me ver chorando aqui e agora - rimos
Neymar - Não vai entrar mesmo?
Clara - Já estou dentro, olha - balancei os pés na água e ele riu
Neymar - Você entendeu 
Clara - Não. E a propósito, fiquem sempre pertinho de mim porque assim terei certeza que nem o Gil nem a Rafa vão tentar me molhar - rimos. Eles voltaram a brincar, e eu me tornei uma mera observadora da diversão deles que automaticamente se transformava na minha diversão também. Lógico que o Gil e a Rafa não desistiram de tentar me molhar mas consegui me esquivar de todas as tentativas. A Manu chegou um tempinho depois, agradeci por ter levado o que pedi e ela ficou me fazendo companhia enquanto pegava uma corzinha também. Perto da hora do almoço, todo mundo subiu pra tomar banho e a Rafa se prontificou a cuidar da Dudoca. Eu e o Júnior tomamos banho juntos, e apesar de não termos conseguido deixar nossas mãos quietas, conseguimos, pelo menos, ficar minimamente comportados. (In)felizmente foi apenas.... uma diversão rápida. Peguei um vestidinho branco de renda tomara que caia, me vesti e soltei o cabelo que até então estava em um simples coque.
 clarabarcelar_: Talvez o melhor enfeite de Natal seja um grande sorriso!  
Ele saiu do closet também já vestido, com o cabelo totalmente desgrenhado e eu sorri.
Neymar -  Aconteceu alguma coisa? Te vi conversando com minha mãe e parecia ser sério
Clara - Não foi nada, relaxa - tentei tranquilizá-lo. Se começasse a falar sabia onde ia acabar e não queria. Ele também não merecia ficar me ouvindo falar as mesmas coisas. É chato e cansativo -
Neymar - Coisas de mulheres? - sugeriu, mas suponho que foi apenas para me fazer sorrir e conseguiu -
Clara - Sim - ri, e sei que ele não se convenceu -
Neymar - Não vou insistir porque faço uma pequena ideia do assunto e você sabe que estou aqui pra te ouvir sempre, seja lá o que for
Clara - Eu sei, obrigada - levantei da cama e como ele estava na minha frente, ficamos bem juntinhos. Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço e os seus também rodearam minha cintura - Não vamos mais falar sobre isso porque como você mesmo disse, se eu tiver que saber, na hora certa vem à tona - avaliou minha expressão, percebeu que eu estava sendo sincera e assentiu - Até porquê temos assuntos melhores para conversar
Neymar - Qual, por exemplo?
Clara - Como está sendo seu primeiro Natal como papai? - riu -
Neymar - Posso ser sincero?
Clara - Deve
Neymar - Agora, com o ano acabando e depois de tantas experiências novas, estou percebendo que ser pai é maravilhoso em qualquer ocasião - sorri com sua espontaneidade - Mas ok, o Natal teve... algo a mais... nunca fiquei tão preocupado na hora de comprar um presente e tão ansioso pra ver a reação da pessoa - gargalhei -
Clara - Não valeu a pena?
Neymar - Valeu muito. O sorriso dela recompensa qualquer coisa
Clara - É que nem o seu - automaticamente sorriu também e me beijou calmamente, sem nenhuma pressa e aproveitando cada segundo. Mordi levemente seu lábio inferior e me afastei um pouco (quase nada) - Devem estar esperando apenas por nós dois e já demoramos demais, vamos - tentei passar mas só consegui nos deixar mais juntos de novo já que ele nem se mexeu - Eu não quero ter que lidar com os possíveis comentários da Manu e do Gil por causa da nossa demora, sério
Neymar - Em outras palavras, não quer ficar vermelha na frente dos meus pais - riu descaradamente -
Clara - Sim, isso também então colabora, vai - não se mexeu novamente e estava claramente se divertindo com a situação, afinal me ver que nem um tomate é quase o seu hobby favorito. Revirei os olhos e aproximei meu rosto do seu de novo dando a entender que ia beijá-lo - Por favor - sussurrei pertinho da sua boca com a voz mais doce do universo -
Neymar - Pedindo assim... - roubou mais dois selinhos, prolongando o último enquanto nos girou, de modo que não ficaria mais presa se quisesse sair porque a porta estava mais perto de mim, mesmo assim ele sorriu pra nem me deixar pensar em mais nada, pegou a minha mão e saímos do quarto. Descemos e por causa do Guilherme, do Gustavo e do Jota que tinham acabado de chegar nem a Manu nem o Gil lembraram de fazer algum comentário inapropriado. Ainda bem. Depois do almoço minha tarde voou. Passei a maior parte do tempo no térreo com a Duda, a Rafa, a Manu e o carrinho elétrico, além da Laila, a Marcela e a Tayná que chegaram depois e passaram um bom tempo conosco. Depois fomos para quadra assistir a partida amigável dos meninos que teve mais bagunça do que gols. Quando terminou, 6 a 5 para o time do Júnior (aqueles que estavam sem camisa), eu, ele, a Duda e a Rafa subimos. Os meninos (e a Manu) permaneceram lá embaixo de papo com os demais jogadores, dos quais só conhecia alguns e de vista por serem do mesmo prédio. Já as meninas, se despediram de nós e foram embora. Deixei o Júnior entrar no banheiro primeiro e fui com a Rafa pro quarto da Dudoca arrumá-la também. Já de banho tomado, vesti-a com um shortinho xadrez, uma blusinha branca e deixei separado um casaquinho para levar também porque com o anoitecer ia esfriar com certeza. Ela calçou sua sapatilha, e deixou a Rafa pentear seu cabelo. Voltei para o quarto do Júnior, a porta do banheiro já estava aberta mas ele devia estar no closet porque a carteira e o celular ainda estavam em cima da cama. Peguei a bolsa que a Manu trouxe pra mim, entrei no banheiro e tomei um banho frio. Saí, me enxuguei, me enrolei na toalha e abri a bolsa porque conhecendo-a como conheço ela não tinha colocado ali somente as roupas. E acertei. Tinha meu hidratante, apesar de já ter um que não sai mais do banheiro dele também, um dos menores estojinhos de maquiagem que tenho e um colar combinando com a roupa. Ela pensou em tudo, claro. Passei o hidratante, me vesti e do estojinho usei apenas o primer, base, corretivo, blush, sombra, lápis nude e um brilho labial. Penteei o cabelo deixando-o solto mesmo, arrumei a bagunça que sempre faço no banheiro quando me arrumo nele e voltei pro quarto. Ouvi a voz da Duda vinda do closet também, sentei na pontinha da cama, peguei o mesmo sapato da noite anterior, calcei-o e eles saíram de lá. O boné dele rapidamente me chamou a atenção. Era novo. Com "girl's dad" escrito em uma espécie de manuscrita moderna na frente. Ele percebeu que eu estava olhando, mexeu no boné propositalmente como se estivesse dizendo eu sei que é lindo e sorriu. Eu ri e não precisei dizer mais nada. Ele estava certo. 
    ****
Apesar de termos combinado que íamos bem no finalzinho da tarde, quando saímos ainda estava longe de escurecer. O Júnior disse que tinha algo para mostrar pra Dudoca antes de irmos para o Parque Ibirapuera e nos levou para a zona norte de São Paulo, mais precisamente: Shopping Center Norte. Estranhei quando percebi que estávamos indo pra lá, mas percebi o motivo antes mesmo de chegarmos perto porque de longe já se avistava o Papai Noel gigante ao lado de uma caixa de presente também enorme próximo a entrada do shopping, no canteiro da Marginal Tietê. Ele estacionou no lugar adequado, saiu, carregou-a e eu fiz o mesmo. A iluminação ainda não estava totalmente acesa e mesmo assim ele não deixava de ser lindo. A Duda ficou com a cabecinha inclinada, admirada com o tamanho dele, depois riu e quis se aproximar um pouco mais. Só a caixa de presentes devia ter uns 4 metros de altura, o Papai Noel então, uns 20. Mas como não queríamos chamar muita atenção ali, ela deu um tchau entusiasmado para o gigante bom velhinho e voltamos para o carro. Enfim, para o nosso destino principal. Quando chegamos ao Parque ainda não estava tão cheio. O Júnior ajeitou o boné, carregou a pequena de novo e entrelaçou sua mão com a minha. Havia pessoas correndo, andando de bicicleta, patins, skate, jogando bola, meditando e até fazendo piquenique. Não é à toa que o lugar é conhecido por algumas pessoas como “a praia dos paulistanos” e algo me dizia que ali ia lotar em pouco tempo. 
 neymarjr: O presente mais lindo que a vida me deu!!
Enquanto esperávamos aquilo que realmente queríamos ver, ficamos passeando pelo Parque, (sim, conseguimos essa proeza, houve interrupções, é obvio, mas conseguimos) confesso que já não lembrava de muita coisa ali, além do mais as mudanças também eram muitas e notórias. Visitamos a Oca, mas não ficamos muito tempo porque a exposição do momento era “Dinos na Oca” e digamos que a Dudoca não gostou muito de ver. Fomos ao MAM - Museu de Arte Moderna também, e por estar mais vazio que a Oca ficamos lá por mais tempo, quando saímos já tinha anoitecido, o tempo já tinha esfriado e o Parque estava bem cheio, como tinha previsto. Todas as árvores decoradas com lâmpadas de LED também já estavam acesas. Vesti o casaquinho na Dudoca, comprei pipoca pra gente e ficamos pertinho do Lago pra não perder nada, e o melhor de tudo é que parecíamos meros desconhecidos ali no meio de tanta gente, o que era ótimo. Demorou mas enfim a Fonte Multimídia começou o seu show. A música de abertura foi o clássico natalino “We wish you a Merry Christmas”, cantado por um coral infantil enquanto a dança das águas e das luzes no lago ficavam cada vez mais intensas. As projeções começaram a mostrar cenas sobre o surgimento dos símbolos de Natal, como a árvore, o Papai Noel, as renas, além de imagens da noite de Natal por todo o Brasil e mensagens de otimismo e esperança. O espetáculo durou cerca de 25 minutos, utilizando todos os recursos de coreografia e cores proporcionados pela Fonte. E durante os 25 minutos acho que esqueci do mundo. Éramos só nós três ali, como se não existisse lugar melhor para estarmos naquele momento. Por fim, as águas dançantes terminou sua apresentação com um enorme gêiser de deixar qualquer um boquiaberto e encantado.
 clarabarcelar_: Show de luzes!!  
Antes que o pessoal começasse a dispersar, saímos o mais discretamente possível do nosso lugarzinho, por incrível que pareça não fomos parados por ninguém no caminho até o carro e entramos.
Neymar - Casa? - olhou pra mim depois de conferir novamente que a Duda estava totalmente segura na cadeirinha e eu ri por dentro -
Clara - Não. Falei pro meu pai que ia passar por lá antes de ir pra casa, pode ser?
Neymar - Claro - deu partida e fomos o caminho inteiro ouvindo a Duda cantar as mesmas musiquinhas natalinas da sua apresentação na escola uns dias antes do recesso. Chegamos, a nossa entrada estava liberada, ele estacionou, saímos do carro e subimos. Toquei a campainha e dessa vez quem atendeu foi a minha mãe -
Débora - Você veio mesmo! - sorriu de lado -
Clara - Sim. Mas se preferir podemos voltar daqui mesmo - nem eu mesma sei se falei brincando ou para testá-la -
Débora - Deixa de ser besta - deu espaço pra gente entrar, me abraçou, falou com a Duda e o Júnior e fechou a porta. Meu pai estava no sofá rodeado de papéis mas sorriu ao nos ver e levantou para nos cumprimentar também -
Clara - Cadê os coroas?
Murilo - No quarto
Clara - Já foram dormir?
Murilo - Não
Débora - Sim - responderam ao mesmo tempo. Percebi que ela meio que o repreendeu com o olhar e ele ficou constrangido mas preferi fingir que não vi -
Clara - Foram ou não foram dormir?
Murilo - Na verdade sim, eles disseram que já iam dormir porque seu avô não estava se sentindo muito bem - o alerta que até então estava tentando manter desligado, acendeu na hora e nem me importei com a troca de olhares deles novamente. Tentei (não sei se em vão ou não) agir como eles, o mais naturalmente possível -
Clara - E eu posso ir vê-los? Só quero desejar boa noite - meu sorriso saiu mais irônico do que eu realmente queria e sei que eles perceberam. Senti as mãos do Júnior no meu ombro, olhei-o e sabia que ele estava pedindo para me acalmar. O fato é que o clima naquela sala não era dos melhores porque não estava mais aguentando ver que eles sabiam de algo e eu não. Tentei sorrir, até mesmo pra Duda não ficar com uma impressão estranha - Posso?
Murilo - Vai lá - seu sorriso se igualou ao meu. Olhei para o Júnior novamente e ele assentiu, sentando no sofá maior logo em seguida com a Duda no seu colo. Meus pais não falaram mais nada então segui para o quarto. Bati na porta e a abri lentamente -
Clara - Posso entrar? - minha avó assentiu. Ela estava sentada em uma poltrona reclinável ao lado da cama com um livro, e meu avô deitado. Não sei se ela estava lendo em voz alta, mas sorri imaginando que sim - Passei apenas pra desejar boa noite - sorriram também - Está tudo bem?
Marcos - Sim
Clara - É mesmo? - entreolharam-se rapidamente - Já sei que você não estava se sentindo muito bem hoje, vô
Marcos - Não foi nada demais
Clara - E mesmo assim você não ia me dizer nada... - calei-os por alguns segundos - Ok, quem não está muito bem sou, desculpem. Vou deixar vocês descansarem - me aproximei mais da cama, beijei o rosto da minha avó, e fiz o mesmo com meu avô - Você está tão quente - falei espantada passando a mão no seu rosto -
Marcos - Você acha? - perguntou hesitante, olhando de relance para minha avó -
Clara - Acho não, tenho certeza. Parece febre
Marcos - É, acho que vou ficar resfriado
Clara - Resfriado?
Glória - É minha filha, também estou achando que vou ficar. Talvez por causa da mudança de temperatura, não sei
Marcos - Precisa se preocupar não que daqui a pouco é hora do remédio e a febre vai embora
Clara - Está tomando remédio? Mas foi ao médico?
Marcos - Não... é aquele de sempre pra mandar qualquer resfriado embora antes mesmo de chegar
Clara - Certo, então eu vou mas vocês vão ter que me prometer algo
Glória - O quê?
Clara - Qualquer coisa, por mais que vocês achem ''nada demais'', me liguem
Glória - Por quê? - perguntou receosa -
Clara - Apenas prometam, por favor
Glória - Está prometido - olhou pro meu avô - Mas, Clara... - não deixei que ela terminasse -
Clara - Não adianta falar mais nada, já está prometido e eu espero sinceramente poder acreditar em vocês
Glória - Tudo bem - respondeu um pouco surpresa -
Clara - E se cuidem, por favor - beijei o rosto deles novamente e me despedi, mesmo sem querer, com o coração apertadinho. Saí do quarto e do corredor mesmo já podia ouvir a voz entusiasmada da Dudoca falando sobre o Papai Noel gigante que viu. Claro que ela não vai esquecer isso por um bom tempo e sua animação me fez sorrir um pouco antes de entrar na sala - Vamos? - ela já estava no colo do meu pai -
Murilo - Mas já? - apertou a neta nos seus braços como se não quisesse soltá-la - Vocês já jantaram?
Clara - Não - respondi naturalmente, depois me toquei e olhei pro Júnior - É... nós ainda não jantamos
Neymar - Não - riu -
Débora - Então fiquem
Murilo - É... a presença de vocês aqui deixa o ambiente mais alegre - sorri pra ele. Olhei para o Júnior novamente, ele encolheu levemente os ombros e olhou de relance para Duda. Entendi na hora -
Clara - Tudo bem, a gente fica
Murilo - Ótimo - levantou - Vem, pequena - pegou a mãozinha dela e levou-a para sala de jantar. Minha mãe segui-os com uma expressão mais tranquila daquela que estava quando chegamos. Pelo menos isso -
Clara - Você quer ficar?  - me aproximei e ele levantou -
Neymar - Pela sua carinha, não era pra ser eu fazendo essa pergunta? - eu ri. Definitivamente não dava para enganá-lo - Como é que estão seus avós? - passou a mão delicadamente no meu rosto -
Clara - Aparentemente bem, não sei - balancei a cabeça - Não se de mais nada, mas também já disse que não vou insistir nisso porque é um tiro no escuro
Neymar - Você que sabe, eu já disse que vou te apoiar no que você decidir
Clara - Eu sei - sorri e passei os braços envolta do seu pescoço para lhe dar um beijo - Duda está com fome, não está? - assentiu - E você também
Neymar - Talvez - rimos -
Clara - Acho que esqueci que não tínhamos jantado porque na minha cabeça, meus planos eram: chegar em casa, tomar um banho e me jogar na cama - fiz uma careta interna para os meus planos em pleno natal (apesar deles não estarem assim tão errados, já que aproveitei muito e da melhor forma possível: com meus amores) - Você queria jantar em outro lugar? Ou até mesmo na sua casa...?
Neymar - Eu quero terminar o dia de hoje como comecei: com você e a Duda comigo. E se vocês estão aqui, está tudo ótimo. Sem falar que depois do clima lá na sala, é bom que você fique um pouco mais com seus pais
Clara - É, eu também acho. Por isso nem pensei em recusar quando meu pai fez o convite... não quero que eles pensem que quero distância. Aliás, distância é o que eu menos quero no momento. Mas tudo bem, vamos parar de falar e ir comer - peguei a sua mão, e me virei mas ele não saiu do lugar, ficou apenas me olhando estarrecido e sorrindo - O que foi?
Neymar - Eu te amo - não sei como mas ele sempre sabe a hora certa de dizer tudo e isso meio que me deixa orgulhosa -
Clara - Eu também te amo, amor - ri da minha própria voz que saiu um pouco chorosa, beijei carinhosamente a sua bochecha, depois seus lábios da mesma forma - Agora vamos comer porque eu não quero ser demitida por ter sido a culpada do baixo peso do camisa onze no dia da reapresentação lá no CT - gargalhou -
Neymar - Seria por justa causa - rimos. Ele passou os braços ao redor da minha cintura e fomos assim para sala de jantar. A Duda estava sentadinha ao lado do meu pai enquanto a minha mãe tirava os pratos sujos e colocava os limpos. Sim, eles já tinham jantado mas ficaram na mesa com a gente e por causa da Duda tivemos assuntos mais descontraídos para conversar. Quinze minutos depois que começamos a comer, minha avó passou para cozinha e voltou rapidinho com uma jarra de água e um copo, deu um beijinho em nós três e voltou pro quarto. Quando terminamos, minha mãe pediu a minha ajuda para tirar a mesa e eu sabia que era apenas um pretexto pra ficar só comigo. Levamos tudo para cozinha, ela lavou a louça e só quando eu já estava guardando, tomou coragem para falar -
Débora - Eu te amo, filha - paralisei. Fiquei como uma estátua mesmo, tinha acabado de colocar os dois últimos pratos no armário e olhei-a sem reação mas nem falei nada para não intimidá-la, caso tivesse mais coisas pra dizer - Tudo que já fiz e ainda vou fazer na vida sempre vai ser pensando em você, sabe disso não sabe? - de repente fiquei com um medo enorme de responder essa simples questão por causa da intensidade das suas palavras mas não queria, nem podia decepcioná-la. Respirei fundo e minha voz saiu fraca mas saiu -
Clara - Sei - ela suspirou de alívio, como se estivesse tensa a muito tempo apenas por isso. Deixei o pano de prato de lado e abracei-a bem forte, querendo que o que quer que ela estivesse sentindo passasse pra mim também... mas não passou - Eu também te amo - ouvi o seu soluçar mas ela não deixou que nenhuma lágrima caísse. Não falei, e não perguntei nada, deixei apenas que me apertasse o quanto quisesse. Quando me soltou, passei a mão no seu rosto e ela sorriu de forma contida -
Débora - Não sei o que está acontecendo comigo nessas últimas semanas... estou parecendo até uma mocinha naqueles dias - riu e eu sorri. Ok, posso fingir que acredito nisso! Melhor do que nada. Terminamos de limpar a cozinha, voltamos pra sala e depois de um tempo falando basicamente como foi a nossa manhã/tarde, eles nos levaram até a porta -
Murilo - Obrigado por terem ficado mais esse tempinho aqui com a gente. Falei sério sobre a presença de vocês deixar o ambiente mais alegre
Neymar - Que isso, sogrão, é só chamar - rimos. O clima já não era o mesmo daquele que se instalou quando chegamos, ainda bem. Nos despedimos deles, fiquei tentada a ir ver meus avós novamente mas eles prometeram ligar caso acontecesse algo, e já deviam estar dormindo também, por isso descemos -
Clara - Me deixa dirigir?
Neymar - Tem certeza?
Clara - Sim... me distrai, pelo menos
Neymar - Hum, não sei se distração e trânsito combinam - sorriu e eu tive que retribuir porque sei que foi essa a sua intenção - Pega - jogou a chave pra mim. Soltei um beijo como agradecimento, ele riu e prendeu a Dudoca na cadeirinha, para depois entrar e sentar ao meu lado. Dei partida, saí do estacionamento e segui para o apê em silêncio, aliás o carro estava tão silencioso que a Duda pegou no sono. Quando chegamos, o Júnior carregou-a porque ela acordou mas ainda estava meio sonolenta, peguei minhas coisas, travei as portas do carro deixando a bicicleta dela dentro do porta-malas mesmo para pegarmos no dia seguinte, chamei o elevador e subimos. No apartamento só o Luck estava, e mal nos viu, começou a fazer festa como sempre -
Clara - Você cuida dela?
Neymar - Sim. Vai tomar aquele banho que você queria - sorri e assenti. Ele foi pro quarto dela, tirei o salto, fui até a área de serviço apenas pra ter certeza que o Luck ficou bem abastecido o dia inteiro e voltei pra sala. Peguei minha bolsa, passei pelo quarto da Dudoca, vi ele vestindo o pijaminha nela, entrei só pra dar um beijinho de boa noite na dorminhoca e fui para o meu. Peguei logo um pijama também e entrei no banheiro. Removi toda a maquiagem, me despi, prendi o cabelo, e tomei um precioso banho frio. Me enxuguei, me vesti, escovei os dentes e me olhei no espelho. Pensando bem, não tinha o que reclamar do meu Natal. Depois de passar por tantas coisas foi o melhor, sem dúvidas e não mudaria nada, foi perfeito do jeito que foi. Voltei pro quarto, guardei todos os meus presentes, liguei a TV em um volume quase inaudível e me joguei na cama, literalmente. Peguei meu celular e deixei ao lado do meu travesseiro. É... acho que vou dá motivos para me chamarem de paranoica até descobrir o que estão me escondendo. O Luck entrou no quarto e deitou nos pés da cama, sorri e fechei os olhos. Cinco minutos depois o Júnior também entrou e fechou a porta com cuidado achando que eu já estava dormindo. Ouvi ele abrindo uma das portas do meu guarda-roupa, mexeu um pouco lá, depois entrou no banheiro. Não demorou muito, e quando saiu apenas diminuiu a intensidade da luz e logo em seguida se bateu em algum móvel, acho que foi a minha mesinha, não virei pra ver mas não consegui segurar o riso também por mais baixinho que fosse. Ele deitou ao meu lado, e me puxou para os seus braços, nos deixando de conchinha - Muito bonito ficar rindo de mim enquanto eu estava tentando fazer de tudo para evitar barulho achando que você já estava dormindo - ri ainda mais -
Clara - Desculpa. Foi totalmente sem querer
Neymar - Imagino que sim - deu um beijo demorado no meu rosto e um silêncio bom e calmo, se instalou por todo o quarto. Só conseguia ouvir as nossas respirações -
Clara - Sabe... eu realmente não estou me sentindo confortável com o fato de que algumas pessoas estão me escondendo algo e claro que preferia que isso não estivesse acontecendo mas... ontem e hoje lá no lago, eu esqueci disso - olhei-o e ele tirou a franja solta do meu rosto - No meu Natal passado, nem passava pela minha cabeça que o próximo seria com você e a Duda. Os dois pertinho de mim nessa data que é tão especial. É quase surreal... - senti o seu corpo apertar ainda mais o meu e agradeci-o mentalmente por isso. Era tudo bem real - É por isso que apesar de tudo esse foi o melhor Natal da minha vida. Não vou esquecer nunca!
Neymar - Esse foi só o primeiro dos muitos que ainda vamos passar juntos, eu prometo! - não estava mais olhando-o mas podia apostar que ele estava sorrindo e isso me fez sorrir também. O silêncio voltou a pairar e depois de um tempinho percebi que ele tinha pego no sono, já eu demorei muito para consegui adormecer porque querendo ou não estava com um certo medo de dormir e acordar com o celular tocando.

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Read: http://preetiin.blogspot.com.br/ • http://njramor.blogspot.com.br/

59 comentários:

  1. Ke bom que postou , nn demoro tanto pra posta nn !

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  2. TÁ TUDO PERFEITO, CONTINUA!!!!

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  3. ficou lindo como sempre, ja te disse que esse eh o melhor blog q ja li..
    continua... pfvr tenta nao demorar....

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  4. continuuuuuuuuuuuuuuuuuuuua logo!

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  5. Continua logo!!! Perfeito!!

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  6. aiiin vei muito top quero + o mais rapido possivel

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  7. Perfeito, sem mas! <3

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  8. Lindoooo, ameiiii, serião, haha *-*

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  9. Socorro que cap perfeito, continuaaa ♥

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  10. Socorrinho continua pelo amor de Deus s2

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  11. Queeee perfeeiiitooo !!! Indica amoore : neymarteam.blospot.com ?
    Coonntt poor favoor !!!

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  12. Muuuito bom. Posta logo.

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  13. Sou completamente apaixonada pelo teu blog *-*

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  14. Continua *-*-*-*-*-*-*

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  15. porra...mt perfeito!continua...

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  16. cada dia mais pfto,continua logo <3.

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  17. Meu Deus que capitulo... Nem tenho palavras para dizer, nem sei o que comentar. Rsrsrs perfeito como sempre é continua que já estou anciosa para o próximo. :) bjs

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  18. Continua flor ta perfeito..

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  19. TEU BLOG É MARAVILHOSOOOOOOO!!!!!!!

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  20. perfeito como sempre, mais porfaaaa *----* beijos :*

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  21. vc escreve mtoooo bem ... ♥ beijooooossss

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  22. FOFOOOOOOOOOOOOOOOOO! AMEI AMEI AMEI! CONTINUA! =)

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  23. maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais

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  24. to amando sua históriaaaaaaaaaaaaaaaa continuaaaaa ..
    e na minha opinião acho q a clara e o Ney deviam sair mais com o "tois"
    ir pra baladas juntos,festa de aniversario de um deles,jantar e tals

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  25. Tá faltando briguinhas.. Apimenta o blog

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  26. Cooooooooooooooooooooooontinua pfvr :/

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  27. Muito, muito, muito perfeito ! *-------*

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  28. =))) nem precisa dizer nada,né? u.u

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  29. socorro, que perfeito, continuaaa

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  30. completamente apaixonada ♥

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  31. Ufa! Cheguei até aqui.. hahahaha menina seu blog e top, serio, to apaixonada jurooooooo!

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  32. perfeito como sempre ♥

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  33. coontinua . Ta perfeito ><

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  34. Que perfeeeeito eu ameei...

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  35. amooooooo demais o seu blog , voce manda super bem s2

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  36. Amooooooooo continuaa 😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍

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  37. Concordo com uma briguinha básica nada muito grave, tá? Sua fofura na maneira de escrever é tocante. Se puder divulga:
    http://umamorquepramimeraumsonho.blogspot.com.br/?m=1

    Bj van

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  38. Gabi, como sempre minha escritora preferidaaaaaaaaaaaaaa. divulga ? leiam amores ? http://parasempre-njr.blogspot.com/

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