quarta-feira, 9 de julho de 2014

Capítulo 51 - “Nossos corações se pertencem”


A sexta-feira amanheceu nublada, por isso a vontade de sair da cama era quase nenhuma. Parecia que enquanto estava ali nos braços dele o mundo estava parado lá fora e só ia voltar a girar quando levantássemos. Bela teoria, pena que não era verdade. Acordamos juntos (ou eu o acordei com a minha inquietação, mas se foi isso ele não disse), levantamos apenas para escovar os dentes e deixar o Luck sair já que ele dormiu com a gente de novo. Ficamos enroscados, trocando carinhos, beijinhos aqui e ali que incitavam outros ainda mais intensos e no meu estado vulnerável era o suficiente para me fazer suspirar. Não queria que aquilo terminasse mas ele parou repentinamente depois que colocou as mãos por baixo do meu pijama e eu estremeci. Percebi o quão foi difícil pra ele parar por causa da sua respiração anelante e também porque o senti relativamente animado. Sabia por que ele tinha parado. Sabia e o admirava por isso... por pensar em mim antes de pensar nele e por ter receio de me magoar achando que estaria me forçando a fazer algo que não queria depois de me ver tão frágil no dia anterior e sabendo que ainda estava. Mas naquele momento era o que eu mais queria e precisava: me sentir amada. Isso ia fazer a mágoa e o dissabor diminuírem (talvez provisoriamente, ou não) e eu necessitava tanto disso...tanto. Olhei nos seus olhos, peguei as suas mãos e coloquei-as na minha cintura novamente. 
Neymar - Eu não... - beijei-o antes que pudesse terminar de falar e como ele não ofereceu nenhuma relutância, nossas línguas envolveram-se imediatamente, enroscando-se uma na outra, avivando ainda mais meu anseio de amar e ser amada o quanto antes - Amor... - o seu tom foi receoso e eu sabia o que vinha a seguir por isso me antecipei -
Clara - Por favor... - sussurrei contra seus lábios entreabertos e isso foi o bastante para convencê-lo. Sua boca encontrou a minha novamente e por um curto espaço de tempo os problemas nem existiam mais.
    ****
Estava terminando de me vestir quando ele começou a rir olhando para o celular.
Clara - Que foi?
Neymar - Você precisa ver o que a Duda e a Rafa fizeram na parede do quarto - franzi a testa -
Clara - Preciso ter medo? - riu e me entregou o celular.
 rafaella: Oi mãe, oi pai. Redecorei meu quartinho com a ajuda da titia, beijos!  @clarabarcelar_ @neymarjr
Clara - A cara da Eduarda é a melhor - rimos -
Neymar - É aquela típica "acabei de aprontar"
Clara - Que por acaso você conhece bem
Neymar - Aprontei quase nada
Clara - Claro, e a lua é verde
Neymar - Como? - gargalhou e só aí me dei conta do que tinha falo -
Clara - Meu avô costumava falar isso quando eu era criança e tentava esconder alguma coisa dele... eu também sempre ria e terminava contando a verdade - e lá estava eu mesma me trazendo de volta para a dura realidade -
Neymar - Ei, não fica assim - me puxou pra mais perto - Ele está bem e já deve até está em casa a essa hora
Clara - É... vamos comer. Depois vou ligar pra ter certeza - assentiu e fomos para cozinha - Será que devo me preocupar com a Manu também?
Neymar - Não. Gil mandou uma mensagem ontem à noite avisando que eles iam ficar na casa dele e ela ficou sem bateria. Vi agora de manhã
Clara - Ah, ótimo - fui colocar comida pro Luck, tomamos café, depois falamos com a Dudoca por telefone por um tempinho. Estava lavando a louça para depois ligar pro meu pai quando a campainha tocou. O Luck foi na frente e o Júnior atrás. Dois minutos depois ele estava de volta - Quem é? - olhei-o -
Neymar - Sua mãe - parei na hora o que estava fazendo e virei totalmente pra ele -
Clara - Aconteceu alguma coisa?
Neymar - Não, e como eu tinha dito, seu avô já está em casa - respirei de alívio - Mas ela quer conversar com você - enxuguei as mãos e encarei o chão sem saber muito bem pra onde olhar - Não faz isso, você sabe que ela não merece
Clara - É por isso mesmo que não sei se é o melhor momento. E se eu disser algo que me arrependa depois?
Neymar - Não fala nada, apenas escuta o que ela tem pra te dizer
Clara - Como ela está?
Neymar - Nada bem - meus olhos encheram de lágrimas - Mas tenho certeza que depois de se entender com a filha vai ficar muito melhor - aproximou-se de mim e pegou as minhas mãos - Vai lá. Vocês precisam estar mais unidos do que nunca agora - respirei fundo e concordei -
Clara - Você vem?
Neymar - Essa conversa é só de vocês. Eu fico aqui com meu parceiro - olhou pro Luck, que olhava para nós dois alternadamente e eu sorri. Saí da cozinha e assim que me viu, minha mãe levantou. Largou a bolsa no sofá e quando eu já estava perto o suficiente me abraçou forte. Eu queria, mas não esperava. Retribuí da melhor maneira possível, porque por mais magoada que estivesse nunca negaria um abraço à ela, nunca -
Débora - Me escuta - pediu com a voz rouca. Me perguntei se ela chorou a noite toda e meu peito doeu só de pensar nisso - Por favor - sua voz enfraqueceu ainda mais e só consegui pedir pra ela sentar, fiz o mesmo - Talvez hoje seja um dos piores dias da minha vida mas eu te amo. Eu te amo muito! Dediquei boa parte da minha vida te apoiando em uma decisão que você julgou como a melhor para todos, lembra? E não, não estou arrependida de nada. Só quero te fazer entender que eu, seu pai e seus avós fizemos o mesmo agora. Quando a gente ama muito uma pessoa queremos protegê-la de tudo
Clara - Me proteger? Por favor, isso é ridículo
Débora - Não fala assim
Clara - Desculpa. Mas é diferente, mãe. Totalmente diferente
Débora - Diferente por quê?
Clara - Não é obvio? Agora a vida do meu avô está em risco - doeu dizer essas palavras - Quem precisa ser protegido é ele
Débora - E é justamente por ser a vida dele que eu respeitei a decisão dele. Inconformada, indignada, com o coração na mão, mas respeitei. Ele é o meu pai...
Clara - Mesmo assim, isso não foi certo...
Débora - E você acha que foi fácil também? Acha que achei certo esconder isso de você? Sentia uma facada no meu coração toda vez que tinha que te enganar. Eles disseram que não iam conseguir fazer isso e sobrou pra mim... Virei a vilã da história mesmo sem querer
Clara - Todos vocês mentiram pra mim. Você não é vilã nenhuma
Débora - Eu ia te contar... eu queria tanto
Clara - Quando, mãe?
Débora - Eu até tentei um dia, mesmo contra a vontade do seu avô. Eu vim aqui pra te contar logo tudo de uma vez - pensei a respeito disso e minha memória me arrastou até um certo dia...
    Flashback on
 » A campainha tocou, levantei, olhei pro relógio e pensei que pudesse ser minha mãe. Saí do quarto, fui ligeiro atender e sim, era ela.
Débora - Oi, meu amor
Clara - E aí, mãezoca - riu levemente e me abraçou forte -
Débora - O que aconteceu aqui? - perguntou olhando ao redor e vendo tantas flores -
Clara - Isso aqui não é nada - ri e fechei a porta - Tem um buquêzinho até no banheiro - arregalou os olhos - É sério - ri -
Débora - Foi o Júnior? - perguntou ainda sem entender nada -
Clara - Sim, e olha - peguei o CD e entreguei pra ela -
Débora - Meu Deus, mas eu lembro de quando você fez esse CD... Quer dizer, é ele mesmo?
Clara - É ele - sorri -
Débora - Mas porque tudo isso? Me conta do início fazendo o favor
Clara - Senta - ri. Nos sentamos lado a lado e mesmo contra a minha vontade porque o assunto desde o início não me agradava nada, contei... tudo -
Débora - Ainda bem que tudo terminou da melhor maneira possível. E ainda bem que vocês estão felizes - pegou nas minhas mãos -
Clara - Mãe, você está bem?
Débora - Lógico - clareou a voz -
Clara - Hum, então me diz o que tem pra falar comigo
Débora - Esqueci - falou rapidamente -
Clara - Como assim, esqueceu, mãe? Parecia ser sério
Débora - A verdade é que estava com saudades de vocês e... fiz isso pra ter certeza de que te encontraria em casa
Clara - Mãe!
Débora - É sério. Cadê a Dudoca? - percebi claramente que ela mudou de assunto mas preferi não insistir porque se fosse sério mesmo ela falaria -
Clara - Foi pra casa da Rafa, deve voltar antes de anoitecer
Débora - Acho que não vou poder esperar... tenho uns assuntos do trabalho para resolver
Clara - Se precisar de alguma coisa...
Débora - Não precisa se preocupar, filha
Clara - Então tá - fomos até a porta - Não esquece que somos uma pela outra sempre
Débora - Eu sei - sorriu e me abraçou novamente, depois deixou um beijo pra Manu, outro pra Dudoca e saiu. Fiquei com a ligeira impressão de que ela não estava me contando algo... sua expressão quando chegou parecia séria demais pra ter ''esquecido'' o que queria me falar...mas o que quer que fosse, cedo ou tarde, eu iria descobrir. «
    Flashback off
Clara - E por que não fez isso? - só podia ser aquele dia... Não consegui segurar as lágrimas... quer dizer que eu já podia estar sabendo disso a muito tempo -
Débora - Porque quando cheguei aqui você estava com o maior sorriso do mundo. Tinha acabado de se reconciliar com o amor da sua vida. A casa estava cheia de flores, seus olhos brilhando... sua felicidade quase palpável. Aí as palavras dele vieram na minha mente de novo e não consegui
Clara - O que especificamente? - perguntei entalada pelas lágrimas -
    Flashback on » Débora 
 » Débora - A Clara nunca vai aceitar isso! Nunca! 
Marcos - A decisão é minha 
Débora - Ela precisa saber 
Marcos - Minha filha... você sabe bem o que as pesquisas apontam. Achar um doador já é difícil, na família então... E o Dr. ainda nem colocou essa hipótese, graças à Deus. Falar pra ela pra que?
Débora - Mas a hipótese pode surgir - não gostava de pensar nisso mas era a verdade - E nem é só isso, ela tem o direito de saber
Marcos - Eu preciso ver a Clara feliz! Com aquele sorriso lindo, com aquela energia contagiante... é disso que eu preciso. Não quero que ela olhe pra mim como se estivesse me vendo pela última vez porque sei que é isso que vai acontecer
Débora - Não fala assim, pai. A Clara não faria isso
Marcos - Faria... eu sei que sim. Porque você faz o mesmo, minha filha - fiquei sem reação
Débora - Eu... eu só tenho medo - ele me abraçou e acho que ouvi um "eu também tenho" mas só acho, não estava em condições de prestar atenção em nada
Marcos - Já entreguei nas mãos de Deus, o que tiver que ser, será 
Débora - Mas a Clara...
Marcos - A Clara precisa ser feliz porque já perdeu muito tempo longe de pessoas que também são importantes pra ela. E é na felicidade dela e da Duda que vou buscar ainda mais forças para vê-las crescer mais e mais. Se nada der certo e a minha hora chegar... é porque já vivi tudo que tinha pra viver 
Débora - Ela não vai nos perdoar... «
    Flashback off 
Débora - Não nos odeie, por favor - foi a única coisa que falou depois de me contar tudo e eu não sabia mais de onde vinha tantas lágrimas -
Clara - Você não entende, mãe? Eu amo vocês demais pra isso. Amo demais pra acreditar que isso está realmente acontecendo
Débora - Ah, filha... - sentou mais perto de mim e me abraçou novamente - Uma pela outra sempre, lembra? - só assenti e coloquei a cabeça no seu colo. Choramos juntas e abraçadas por um tempo porque foi isso que devíamos ter feito ontem e não fizemos.
 Minha mãe não estava em condições de dirigir e saiu de táxi, por isso o Júnior nos deixou no apartamento dela, nos despedimos e ele seguiu para sua casa depois de me avisar que mais tarde passaria para me pegar com a Duda. Meu dia foi praticamente todo dedicado ao meu avô, ele parecia melhor, apesar de achá-lo um pouco pálido ainda, mas minha avó disse que era normal, devido à diminuição das defesas do organismo. Fiquei todo tempo que pude ao lado dele, enchendo-o de carinho e querendo mais que tudo recompensá-lo de alguma forma. E o melhor foi vê-lo correspondendo tudo com o seu sorriso lindo e suas habituais brincadeiras. Seu bom humor é uma das suas melhores qualidades e por causa dela ninguém diria que ele está doente.
    ****
 No dia seguinte, 28, o Júnior acordou decidido a me convencer a adiantar nossa ida para o Guarujá (acho que era mais uma das suas técnicas de me distrair, e mesmo que não fosse esquecer a dura realidade, me animava um pouco saber que ele estava tentando de todas as formas fazer com que o nosso primeiro Réveillon juntos fosse tão perfeito quanto o Natal), e se ele sozinho já consegue ser bem persuasivo, com a ajuda da Duda então... fico quase sem saída. Mas aceitei. Falei com minha mãe antes apenas pra ter certeza que eles realmente iam também no dia seguinte, arrumamos nossas coisas e fomos só nós três (e o Luck, claro) para o nosso destino de Réveillon: Jardim Acapulco, lugar que apelidei secretamente de mansão. Passamos o sábado inteiro aproveitando todos os cômodos da casa do nosso jeito (ou seja, bagunçando), inclusive o quarto da Dudoca que já estava pronto a um tempinho mas ainda não tínhamos tido a oportunidade de ver. A propósito, ficou lindo. Foi maravilhoso passarmos um tempo juntos, só a gente mesmo. Por alguns momentos parecia que estava vivendo dentro dos meus melhores sonhos: uma casa linda, o amor da minha vida, a nossa filha e um cachorro. Pensando bem, acho que nem nos meus sonhos era tudo tão perfeito. 
 O dia 29 foi, literalmente, um domingão em família. Nossos pais e meus avós - que só foram porque eu insisti muito - chegaram logo pela manhã e um pouco mais tarde a Manu, o bonde, a Fatinha e o Théo chegaram também. O lado bom de ter uma casa exageradamente grande: sempre vai caber todo mundo. Já a última segunda-feira do ano (30) foi dia de praia. A Duda foi uma das que mais gostou da ideia porque já tinha um bom tempo que não ia e aproveitou muito, ficou até com as bochechas mais coradinhas.
 Acordei cedo no último dia do ano e dessa vez não tinha nada a ver com sonhos estranhos ou preocupações, até porque saber que meus avós estavam dormindo em algum quarto no mesmo corredor do meu era bem tranquilizador. Mas levantei para ir ao banheiro e o sono simplesmente evaporou. Ultimamente vinha dormindo pouco e como consequência, à noite já queria dormir antes de todo mundo. O Júnior ainda dormia serenamente, agora com uma das mãos no meu travesseiro vazio. Não queria acordá-lo e se permanecesse na cama era isso que ia acontecer. Peguei um short e um biquíni, entrei no banheiro, tomei um banho rápido, escovei os dentes e me vesti. Voltei pro quarto, peguei o celular e um dos livros que estava na minha bolsa. "O Colecionador de Lágrimas", do Augusto Cury, presente que ganhei do meu pai um tempinho depois de nos mudarmos para Florianópolis e eu nunca tinha vontade de ler por, erradamente, achar que era uma espécie de autoajuda e depois que a Duda nasceu não tive tempo para ler nada que não fosse livros para mamães de primeira viagem, guias e até manual de instruções do bebê, então acabei esquecendo. Mas arrumando as coisas para a viagem, encontrei-o e decidi colocar na bolsa. Foi um presente e o meu dever era pelo menos tentar ler. Comecei no dia que chegamos mesmo, antes de dormir, e percebi logo que não tinha nada relacionado a autoajuda, era mais como um... enriquecimento psicológico. Me entusiasmei um pouco, e coloquei na cabeça que tinha que terminar. Saí na pontinha dos pés, passei no quarto da minha pequena apenas por hábito e desci. Como já era de se esperar não havia mais ninguém acordado. Até o Luck ainda dormia na sua caminha. Fui para a área externa, o sol ainda fraquinho me deu bom dia, sorri e deitei em uma rede. 
 clarabarcelar_: Pra começar bem o dia...  
Continuei de onde o marcador estava e quando percebi as últimas páginas já se aproximavam, apesar de falar sobre a Segunda Guerra Mundial, não deixa de ser um romance e por esse motivo não consegui parar. Quando terminei e ainda estava assimilando o final, meu celular tocou, me tirando dos meus devaneios. Vi o nome na tela e sorri. Atendi sem demora. 
 - início -
Clara - Oi, Di
Diego - Te acordei?
Clara - Para sua sorte, não
Diego - Ótimo, preparada para me ouvir?
Clara - Não - gargalhou - Não me venha com discursos, por favor, eu não te esqueci coisa nenhuma
Diego - Mas não liga, né?
Clara - A gente se fala por mensagens sempre, ué - tentei me defender mas ele estava certo -
Diego - Não é a mesma coisa
Clara - É... eu sei - admiti - Venho falhando com você, desculpa
Diego - Ei, não é pra tanto também, estava brincando
Clara - Não, mas você tem razão. Precisava pedir desculpas mesmo
Diego - Está desculpada, então. Melhor?
Clara - Um pouco - rimos - Como você está, DJ?
Diego - Muito bem. Acho que não tenho do que reclamar do meu 2013
Clara - Que bom. Você merece só coisas boas, apesar de ser um chato
Diego - Nossa, feriu o meu ego - rimos - Mas obrigado, e digo o mesmo. Está tudo bem por aí também né?
Clara - Sim
Diego - Sim, só?
Clara - Sim... quer dizer, aconteceu algo meio inesperado nos últimos dias mas agora está tudo sob controle
Diego - Algo sério, porque o seu tom de voz mudou
Clara - É... - sabia que meu avô não queria que ninguém soubesse a princípio mas agora todos os nossos amigos mais próximos já sabiam e ele estava lidando muito bem com isso, graças à Deus. E o Diego... bom, confiava nele o suficiente para saber que ele não ia sair espalhando para Florianópolis inteira - Meu avô está doente, Di. Aplasia medular
Diego - Nossa! Já ouvi falar, mas é uma doença que surge assim, do nada? - perguntou depois de um tempo em silêncio, acho que estava procurando as palavras certas pra dizer depois de ouvir algo que não estava esperando -
Clara - Não, na verdade já tem algum tempo que ele descobriu, eu é que só fiquei sabendo por esses dias...
Diego - Entendi. Mas ele está fazendo o tratamento certinho e está tudo bem, certo?
Clara - Tudo na medida do possível, sim
Diego - Vou ficar torcendo daqui pra que ele melhore logo
Clara - Quanto mais energia positiva melhor - ele riu, mas só pra aliviar a tensão mesmo - E mudando totalmente de assunto, como vai o namoro?
Diego - Não vai, já foi
Clara - Ah, não acredito
Diego - Verdade, e sinceramente? Estou muito bem assim. E o seu? Vai tão bem quanto a mídia faz questão de mostrar?
Clara - Não sei o que mídia mostra, mas sim, está tudo muito bem
Diego - E a Duda?
Clara - Também - um sorriso surgiu automaticamente ao falar dela - Fiquei muito feliz por você ter ligado, sério. Obrigada por lembrar de mim
Diego - Como se fosse possível te esquecer - riu levemente - E você sabe que estou aqui para qualquer coisa sempre, não sabe?
Clara - Eu sei, precisando é só chamar também
Diego - Pode deixar - riu - Então é isso, que em 2014 a gente possa se ver mais e que ele te traga ainda mais sorrisos - sorri mesmo que ele não pudesse ver -
Clara - Pra você também, Di. Se cuida e vê se ganha juízo
Diego - Tenho de sobra - rimos - Se cuida você também, beijo
Clara - Beijos
 - término -
Encerrei a chamada, joguei o celular na rede, onde ele estava anteriormente e fechei os olhos. O sol começou a esquentar um pouco mais e mesmo assim estava me fazendo bem ficar ali, sozinha com meus próprios pensamentos, revivendo mentalmente todos os acontecimentos mais marcantes do meu ano e agradecendo a Deus por eles, que quando não me trouxeram sorrisos, me fizeram aprender algo. A começar pela minha demissão ainda em Florianópolis, que parece ter sido a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Sério, foi meio que o começo de tudo. Depois veio a entrevista de emprego para trabalhar no CT, minha vinda definitiva para Santos, o reencontro com o Júnior, a ajuda que ele me deu por duas vezes quase seguidas, primeiro com uma carona depois quando me viu desmaiada na minha sala, discussões atrás de discussões, o fato dele ter pensado em tirar a Duda de mim em um momento de raiva, o que me fez ir parar na emergência de um hospital, além de um resfriado repentino que me deixou cuidar dele por uma noite. Claro, ainda teve nosso beijo proibido no vestiário do CT que foi épico pra mim. Foram tantos altos e baixos. Tudo que falávamos ou fazíamos escondiam algo parecido com: Eu te odeio com todo o meu amor, te mantenho longe de mim com toda a minha vontade de te ter por perto e te ignoro com toda a minha vontade de falar com você. Seria cômico se não houvesse tanto sofrimento. Mas depois tudo foi recompensado e acho que não posso reclamar de monotonia na minha vida, agitada ela é. 
XxX - Rindo de quê? - a rede quase virou, me derrubando de bunda no chão por causa do susto que levei já que achava que ainda estava sozinha. A gargalhada estrondosa da Manu denunciou-a e eu revirei os olhos antes mesmo de vê-la -
Clara - Sem graça, isso é jeito de me dá bom dia?
Manu - Não queria te assustar, desculpa - deu um jeitinho de sentar na rede comigo - Bom dia - beijou minha bochecha - Melhor assim?
Clara - Muito melhor - rimos -
Manu - Mas estava rindo de que mesmo?
Clara - É sério que eu estava rindo?
Manu - Sim - riu -
Clara - Estava com o pensamento longe... lembrando da roda gigante que foi o meu ano
Manu - Realmente... foi cheio de altos e baixos... mas o saldo final é positivo?
Clara - É... sim
Manu - Hum, não senti muita firmeza
Clara - É um saldo positivo, só não posso dizer que é 100% porque a aplasia do meu avô mexeu e ainda vem mexendo comigo, sabe? Ele não quer que a gente sinta pena... e eu não consigo sentir mesmo. Mas as vezes bate um medo... sei lá
Manu - Ah, amiga - me abraçou (ou melhor dizendo: se jogou em cima de mim) - Você fica pensando nisso o tempo todo, não é?
Clara - Até que não, só em alguns momentos quando estou sozinha
Manu - Então vou me certificar de não te deixar mais sozinha - rimos - É sério
Clara - Deixa de ser louca
Manu - Não é loucura. E vai terminar tudo bem, você vai ver. Vô Marcos é forte
Clara - Eu sei - respondi convicta, mas lembrei da conversa com a minha mãe, onde ela me contou o que ele achava "Se nada der certo e a minha hora chegar... é porque já vivi tudo que tinha pra viver". Balancei a cabeça para afastar isso da mente - E a Fatinha e o Théo, estão gostando daqui? - mudei de assunto porque era a melhor opção -
Manu - Sim, ainda bem! - sorriu - Mas acho que só acredito que eles vão ficar aqui comigo no dia que me disserem que já acharam um lugar
Clara - Porquê esse pessimismo todo? Senti muita convicção no Tio Théo quando ele disse que quer ficar
Manu - Mas minha mãe é doida, e ele parece não saber dizer não pra ela
Clara - Deixa ela ouvir você a chamando de doida
Manu - Ah é, esqueci que não é doida e sim "espontânea" - gesticulou as aspas, tentou imitar a voz da Fatinha e eu gargalhei -
Clara - Acho seu pai um fofo
Manu - Sério? Por quê? - riu -
Clara - Ah, é difícil ver um homem que faz de um tudo para ver sua mulher feliz hoje em dia, principalmente depois de anos casados. É raro
Manu - Modéstia à parte, meu pai é um marido maravilhoso. E é bom que o Gil vá aprendendo algumas coisinhas porque quando eu casar... - interrompeu seu discurso ao me ver erguer uma sobrancelha - Se eu casar, é claro - eu ri - Quero um relacionamento como o deles
Clara - Você sabe que as pessoas que ficam com esses discursos de "se eu casar..." são as primeiras a trocar alianças, não sabe?
Manu - Não, não sei. Quem disse?
Clara - Eu estou dizendo
Manu - Nós duas sabemos que você vai casar primeiro que eu
Clara - Por quê?
Manu - Porque você é uma romântica incurável. Já te vejo entrando em uma igreja enorme, decorada por mim, com um vestido lindo de morrer. A Duda à sua frente. O Júnior te esperando no altar e eu diva como madrinha
Clara - Criatividade não te falta mesmo - rimos - Mas, só pra te contrariar eu acho que você casa primeiro. Um casamento em Las Vegas é a sua cara - gargalhou também -
Manu - É sério? Tipo, você acha? - sorriu e eu ri - Quer dizer, claro que não - tentou parecer séria - Daqui a alguns anos a gente conversa - sorri nos imaginando mais velhas conversando exatamente sobre isso. Mas mudamos de assunto de novo e ficamos fazendo o que mais gostamos: falando besteiras e rindo. Ela me fez prometer que em 2014 íamos sair mais juntas e já começou a fazer planos, pelo menos até ficarmos com fome e decidirmos entrar. 
 clarabarcelar: "Viva cada dia como se fosse o último. Renasça a cada manhã e faça suas 24 horas valerem a pena. Conserte seus erros, ou repita-os se julgar necessário. Felicidade não é fazer as coisas certas. A vida não é uma ciência exata, é humana..." 
Fomos pra cozinha, começamos a preparar o café da manhã, aos poucos todos foram acordando e casa voltou à sua agitação habitual. Passamos a manhã na piscina e depois do almoço decidimos começar a enfeitar a casa. Sim, isso mesmo. Ideia de quem? Da Emanuelle, é claro. E ela só precisou de alguns balões prateados que achamos em uma gaveta da sala, velas, aromatizadores e abajures (ah, e de mim e da Rafa para ajudá-la ). Enchemos os balões, depois de darmos o nó, amarramos pedacinhos de fitas de cetim da mesma cor e fomos colando no teto. Arrastamos sofás e outros móveis para ampliar um pouco o espaço da sala, compramos flores para espalhar pétalas pelos cômodos junto com as velas e os aromatizadores de ambiente e para finalizar, a Manu inventou de colocar lâmpadas coloridas nos abajures, o que, por incrível que pareça, foi bem fácil de encontrar em uma boutique de decoração que achamos aberta. A casa que já estava perfeitamente arrumada pela Joana, ficou ainda mais, só que com a nossa cara. E por causa dessa decoração inusitada saímos atrasadas para o salão com a minha mãe, a Fatinha, a Tia Ná e a Dudoca que pediu pra ir junto. Minha avó ficou cuidando do jantar com a Joana para poder liberá-la o quanto antes. Os meninos foram jogar futevôlei na praia. Meu pai, meu avô, Tio Théo e o Tio Neymar ficaram jogando caixeta. Fizemos apenas as unhas, cabelo e depilação (e deixei que a Dudoca pintasse as unhas com um rosa clarinho, o que a deixou em êxtase). O sol já estava indo embora quando chegamos em casa, e ela foi a primeira a entrar correndo disposta a mostrar suas unhas a primeira pessoa que visse - e a segunda, a terceira, enfim... - A Joana já tinha ido, e tudo estava quase pronto. Fui colocar minha bolsa no quarto, e aproveitei para separar logo minha roupa com a ajuda da minha mãe. Estava em dúvida entre um vestidinho branco e outro verde, e até já sabia qual ela escolheria, mesmo assim perguntei e acabei ficando com o que ela disse ser "a cor da esperança". Ultimamente era o que mais vinha alimentando... esperança. Seria bom começar o ano de verde então. Separei logo a roupinha da Duda também. Desci procurando pelo Júnior, encontrei-o do lado de fora, em uma rede com o Luck deitado ao seu lado. Aparentemente ouvindo música mas o olhar estava longe. Quando parei na sua frente, ele tirou seus enormes fones de ouvido e sorriu. 
Clara - Também fiz isso hoje mais cedo... só que naquela outra rede ali - apontei pra ela do lado oposto ao nosso -
Neymar - Fez o que? - franziu a testa -
Clara - Pensei na vida. Ou melhor, em como meu ano foi uma montanha russa cheia de oscilações - ele sorriu de novo mas não respondeu, em vez disso puxou um pouco um lado da rede e pediu para eu deitar ao seu lado. Fiz isso, ficamos grudadinhos, ele beijou meu cabelo e entrelaçou nossos dedos -
Neymar - Acho que estava tentando imaginar como seria o término do meu ano... - deixou a frase no ar - Em comparação, acho que seria um tédio - riu -
Clara - Se eu não tivesse voltado? - olhei-o e ele assentiu cuidadosamente - Acho que você ainda estaria com a atriz lá, e sim, seria um tédio
Neymar - Acha mesmo? - fez uma careta - Pensando bem agora, é muito óbvio que nós não tínhamos nada a ver
Clara - Absolutamente nada - revirei os olhos para o que eu mesma tinha dito antes, mesmo que tenha sido ironicamente, e não consegui evitar uma cara feia também ao lembrar do olhar superior daquela garota quando me viu pela primeira vez e o que me disse da última vez. Por que você ainda lembra disso, Ana Clara? Ele me olhou confuso -
Neymar - Então, por que você disse que... - cortei-o -
Clara - Você acreditou? - gargalhei -
Neymar - Ah, claro. Você e sua ironia
Clara - Sim, eu e ela. Temos um relacionamento maravilhoso
Neymar - Melhor que o nosso? - depositou um beijinho atrás da minha orelha -
Clara - Hum, pergunta difícil
Neymar - Casa com ela
Clara - Seríamos bem felizes, só pra você saber - tentei falar sério. Ele me olhou com as sobrancelhas erguidas tentando me fazer vacilar e conseguiu porque não resisti e ri. E ele riu também. Uma gargalhada tão gostosa que seria capaz de fazer sorrir até a pessoa mais triste do mundo. Puxei o seu rosto para mais perto do meu e beijei-o calmamente. Depois repousei a cabeça no seu peito novamente, ouvindo as batidas sossegadas do seu coração - Também tentei imaginar como seria o meu ano se não tivesse aceitado o emprego aqui. Na verdade, as coisas entre nós nunca aconteceram de uma maneira convencional - rimos - Então parar pra pensar em certas coisas de vez em quando é meio que inevitável...
Neymar - Você viria visitar seus pais mesmo que não aceitasse o emprego, não viria?
Clara - Sim! Não é incrível que tudo parecia interligado? Tudo parecia querer me trazer pra cá... e minha avó me disse algo uma vez que... sei lá, agora parece fazer sentido
Neymar - O que ela disse?
Clara - Que os nossos corações se pertencem
Neymar - Ela disse isso? - perguntou querendo sorrir -
Clara - Disse. Uns dias depois que eu aceitei o emprego, em uma das nossas muitas conversas. Na hora foi algo tão lindo de se ouvir... mas eu não entendia porque ela achava isso já que estávamos separados e eu não via nenhuma remota possibilidade de voltarmos... Achava que quando você descobrisse tudo... - parei de falar não querendo lembrar de coisas tristes e ele levantou o meu rosto para me olhar nos olhos -
Neymar - Ainda bem que sua avó sabe o que fala - me mostrou o seu sorriso mais lindo. Ficamos ali sei lá por quanto tempo, ouvindo músicas, contando os balões que enfeitavam a piscina, rindo ou apenas curtindo a companhia um do outro.
 neymarjr: instagram.com/p/nzCST9GmCG/
    ****
A Dudoca ainda teve tempo de tirar um cochilo, só porque eu pedi muito e porque o Júnior deitou com ela (e terminou pegando no sono também, normal) mas ou era isso ou ela não ia estar acordada para ver os fogos de artifício que tanto gosta, e a Tia Ná já tinha dito que a visão do jardim é perfeita já que a praia é tão pertinho. Acordei-os perto das 22h. A Duda levantou com uma preguiça enorme, mas foi só falar em "fogos de artifício" pra ela acordar de vez. O Júnior continuou deitado na cama dela, nos observando e tirando fotos de nós duas. Fotos lindas, que vi assim que mandei a Duda pro chuveiro e passei todas pra mim.
 clarabarcelar_: Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a  
Clara - Posso saber o que o senhor ainda está fazendo aqui?
Neymar - Estava olhando vocês duas - colocou as mãos atrás da cabeça e encostou na cabeceira, totalmente relaxado -
Clara - Por que?
Neymar - Não pode? - coloquei as mãos na cintura e semicerrei os olhos, ele gargalhou - Gosto de ver vocês juntas também - sorri - Será que posso? - acrescentou, querendo que eu entrasse no seu jogo -
Clara - Claro que pode, amor - talvez eu tenha sido um pouco irônica, talvez - Mas deixa eu só te dizer uma coisa - saí da pontinha da cama e sentei mais perto dele - Hoje quem está comandando a cozinha é a minha avó e olha, a Dona Glória odeia atrasos. Isso significa que se você não sair daqui agora pra ir se arrumar, vai ficar sem jantar porque ela não vai te esperar - falei muito calmamente -
Neymar - Você acha que ela seria capaz?
Clara - Eu se fosse você não pagaria pra ver - ele se afastou da cabeceira e consequentemente se aproximou mais de mim mas antes que pudesse fazer o que tinha em mente, ouvimos a voz da Duda -
Eduarda - Mãe?
Clara - Oi - olhei pra porta do banheiro -
Eduarda - É pra molhar o cabelo?
Clara - Não. Já estou indo aí, mas não molha
Eduarda - Ok
Clara - Vai tomar banho você também, coisa chata
Neymar - Coisa chata? - fez beicinho, ri e fiz um coraçãozinho pra ele, que não resistiu e sorriu - Fico pronto em cinco minutos
Clara - Oi? Só que nunca, né? Demora mais do que eu
Neymar - Exagerada sempre - revirou os olhos -
Clara - Tá, então vai - levantei -
Neymar - Me ajuda? - esticou as mãos e eu sabia que provavelmente o seu plano era me fazer cair na cama de novo, mas arrisquei mesmo assim e só porque eu esperava uma coisa ele fez totalmente o contrário. Quando coloquei as minhas mãos nas suas e puxei-o, ele não resistiu e me puxou de volta, e sim levantou de vez nos deixando coladíssimos. De uma forma ou de outra, tudo ia terminar como eu havia imaginado (e queria) - Já falei que você fica linda fingindo não me amar por alguns segundos, e por isso adoro te ver irritadinha? - tenho quase certeza que corei, mas não tive tempo de falar nada porque ele me deu um beijo que me deixou meio tonta, atordoada mesmo, e saiu do quarto. Corri pro banheiro pra terminar a higiene da minha boneca, e ao terminar enrolei-a em uma toalha. Enxuguei-a e a vesti com seu vestidinho chiffon cor de rosa, sem manga e com uma gola redondinha, compramos ele juntas. Penteei seu cabelo fazendo uma trança meio lateral tipo espinha de peixe só que um pouco mais solta e deixei duas mechas torcidas. Calcei sua sapatilha, ela mesma se perfumou, passou um pouco do seu gloss e ficou do jeito que eu mais gosto de chamá-la: uma verdadeira boneca. Pra mim ela já é de qualquer jeito. Liguei a TV, e coloquei um DVD que ela escolheu pra ir se distraindo, já que com todo mundo se arrumando não queria que ela ficasse sozinha lá embaixo. Voltei pro quarto do Júnior e ele continuava do mesmo jeito que estava quando saiu do quarto da Duda, e olhava para suas roupas como se a qualquer momento elas fossem criar pernas ou algo do tipo. Ajudei-o selecionando dois looks pra ele escolher e fui tomar banho. Quando saí do banheiro enrolada em uma toalha ele já parecia mais decidido e eu ri porque achava que a pessoa mais indecisa do universo era eu - Essa roupa aqui - apontou para o look "calça branca, camisa branca" - Com esse boné vermelho - pegou-o - E aí? - olhou pra mim -
Clara - Perfeito - sorriu -
Neymar - Valeu - me deu um beijo rápido quando passou por mim e entrou no banheiro. Passei hidratante no corpo e me vesti ouvindo-o cantar no chuveiro: “Você é o primeiro pensamento do meu dia, se eu não te vejo quase morro de agonia. Sou dependente desse amor, seu beijo vicia, eu quero todo dia! A noite cai, o meu sonho é você, dizer te amo já tá virando clichê. Mas eu tô repetindo pra você saber, que eu adoro amar você.” Claro que ele escolheu a carreira certa, mas eu não menti quando disse que não me importo de tê-lo cantando pra mim. Gosto de verdade. Fiz uma maquiagem que destacasse meus olhos, penteei o cabelo pra um lado só, calcei o salto, coloquei a gargantilha que ele meu deu em Paris, me perfumei e estava pronta -
Clara - Já estou descendo
Neymar - Ok. Cinco minutos - interrompeu sua cantoria só pra me responder mesmo. Peguei a minha bolsinha, o celular, saí do quarto pra chamar a Duda e descemos. Só a Manu já estava na sala, e mexendo nos aparelhos de som -
Manu - Hoje é dia de todo mundo ouvir o que gosta, mas a primeira eu posso escolher, certo? - obviamente ela não estava me perguntando nada, apenas avisando - Não vou decepcionar, sou ótima como DJ - ri e ela me olhou - Sério, aprendi umas coisinhas com o Di. Até anotei no celular o nome de pelo menos uma música que todo mundo quer ouvir hoje
Clara - É sério? E por que não perguntou pra mim também?
Manu - Porque não preciso te perguntar pra saber - piscou e Not a bad thing, do Justin Timberlake preencheu o ambiente - Ah, meu amorzinho - suspirou com um sorriso enorme. Sim, esse amor dela pelo JT é antigo - Melhor música - abriu os braços, fechou os olhos e começou a cantar. Olhei pra Dudoca e rimos da cena hilária que tínhamos diante de nós. Quando a música acabou, ela sentou ao nosso lado e nos mostrou a playlist especial que preparou para noite. Fiquei feliz por conhecer quase todas. Depois deixamos a Dudoca na sala e fomos acender as velas decorativas e ligar os abajures espalhados por todos os cômodos, que rapidamente ganharam um clima mais aconchegante e descontraído - Preciso te mostrar algo - pegou a minha mão e me levou para uma parte do jardim - Olha - apontou para um canto meio escondidinho e arregalei os olhos -
Clara - Isso é...??
Manu - Sim. Exatamente o que você está pensando
Clara - Balões chineses? Você fez? Como assim? Quando? - ela gargalhou -
Manu - Não, calma. Meus pais trouxeram, só não me pergunte de onde - rimos - Pensei em só contar mais tarde, mas vai ser melhor cada um levar o seu
Clara - Vamos acender na praia?
Manu - Sim, é mais seguro - sorri - Coloca uma caneta na sua bolsa pra gente poder escrever nossos desejos, pode ser?
Clara - Ah sim, agora entendi porque está me contando - rimos - Pode deixar que eu levo
Manu - Obrigada - sorriu e passou um dos braços por meus ombros - Mais um ano juntas, quem diria, heim?!
Clara - Ninguém, e isso é que é bom - sorrimos e entramos novamente. Meus pais e avós já estavam na sala fazendo companhia pra Duda. Sentei ao lado deles e a Manu deu finalmente play em sua playlist. Quando todos já estavam na sala, subi correndo (ok, o mais rápido que os saltos permitiram) pra pegar minha câmera (aproveitei para pegar quatro marcadores também e coloquei na bolsa) e com o temporizador, tiramos uma foto linda, até o Luck apareceu nela meio sem querer. E atrás dessa vieram várias outras fotos, o que já foi o começo de uma noite que prometia ser maravilhosa e inesquecível. 
 clarabarcelar_: Que o novo ano não seja como o outono da vida onde as folhas caem deixando apenas lembranças de dias bons e ruins, mas que seja como a primavera da vida que produz frutos e dos frutos sementes onde podem ser plantadas a cada dia e colhidas a cada amanhecer... 
Jantamos com a playlist da Manu de fundo, e como o cardápio foi todo feito pela minha avó, tinha de tudo e para todos os gostos. Desde comidinhas frescas e leves, patês, geleias, queijos e frios, cestinhas de pães variados, focaccias, tortas, e empadinhas à saladas de folhas e grãos na companhia de carpaccio ou tender. Em relação as bebidas, havia vários coquetéis (com e sem sem álcool), espumantes e sucos. Minha avó sabe (e gosta) de fazer festa. Natal e Réveillon em Florianópolis era certeza de mesa cheia também, muita música e até a presença dos vizinhos mais próximos, mesmo que pra mim não significasse muito. Era apenas mais uma festa, pra no dia seguinte mudarmos o calendário. Mas aí veio a Eduarda. E é só o ano novo começar a se aproximar que penso muito em todas as coisas que ela conseguiu alcançar, no quanto cresceu, se desenvolveu, e em tudo que o próximo ano já tem reservado pra ela. Aprender a ler, escrever palavras maiores, tirar as rodinhas da bicicleta, conhecer novos coleguinhas. Resumindo: ganhar uma certa autonomia que faz parte do desenvolvimento natural de toda criança. Depois que ela nasceu, o Réveillon ganhou outro significado pra mim, sempre agradeço pelo ano que passou, pela minha saúde e daqueles que eu amo, por todas as conquistas profissionais, pelas pessoas maravilhosas que convivem comigo diariamente, mas acima de tudo agradeço por ela ter mudado a minha vida mesmo sem saber. Depois do jantar, fomos para o jardim e consequentemente a música ficou mais alta, o que era bom porque a Duda se distraia dançando e cantando com todo mundo e não pensava em dormir. Quando a contagem regressiva começou junto com Auld Lang Syne saindo das caixas de som, ela já estava elétrica e mais ainda ficou quando o Júnior carregou-a, girou-a no ar e me abraçou bem na hora que os os champagnes começaram a estourar junto com os fogos de artifício. Ela começou a rir e eu comecei a chorar. Os primeiros segundos de um novo ano tinham acabado de chegar e nós estávamos juntos. Juntos. No sentindo mais literal da palavra, grudadinhos. Definitivamente não era um sonho. Ele limpou as minhas lágrimas, me deu um beijo casto e tive que rir da risada da Duda por estar apertadinha entre nós dois. Beijamos a bochecha dela ao mesmo tempo e ela nos puxou para mais perto e fez o mesmo. Depois, obviamente, só tinha olhos para os fogos que continuavam colorindo o céu das mais variadas cores. Quando a colocou no chão, ele me puxou para um abraço mais forte, muito forte. E o mais incrível era gostar de saber que o meu primeiro abraço era dele e vice-versa. 
Neymar - Nossos corações se pertencem - sussurrou com uma intensidade que chegou a arrepiar, quase fez as lágrimas voltarem e a frase ficou se repetindo na minha cabeça durante uns bons segundos, pelo menos até ouvir outra coisa, quer dizer, eu acho que ouvi porque ele falou muito mais baixo. O barulho dos fogos, a música alta, todo mundo falando ao mesmo tempo... claro que ouvi errado, ele deve ter dito qualquer coisa, menos “casa comigo?”. O ano novo nem tinha chegado direito e já estava me pregando peças... mesmo assim só tive tempo de sussurrar um “eu te amo” com toda a franqueza que existia dentro de mim antes dos meninos se jogarem em cima de nós. E aí foram abraços atrás de abraços e desejos de coisas boas. Estava conseguindo segurar a emoção até chegar a vez do meu avô me abraçar -
Marcos - Eu quero que você tenha sonhos e que todos eles se tornem realidade, minha pequena. Quero que você aproveite ao máximo os momentos da sua vida e quero que você realmente entenda o quão única e rara você é, ok? - assenti com a visão meio turva por causa das lágrimas - Não esquece nunca que o sol pode desaparecer por alguns instantes, mas nunca vai se esquecer de brilhar - sorriu, limpando minhas lágrimas. Eu só consegui abraçá-lo de novo.
    ****
A praia estava bem movimentada quando chegamos, muita gente ainda pulava as sete ondas e faziam os seus pedidos. Mas nada que atrapalhasse os nossos planos. Tivemos apenas que caminhar um pouco para achar um local mais sossegado por ser mais seguro e como mudamos de ideia e resolvemos escrever os pedidos em casa mesmo, só tínhamos que terminar o que começamos. Não estava ventando muito, nem ameaçando chover, o que era ótimo. Deixei a Duda sentadinha, e formamos duplas porque é importante que outra pessoa ajude na hora de acender o balãozinho. Por pura coincidência eu e o Júnior ficamos juntos . Ele me ajudou primeiro, depois fiz o mesmo e à medida que o ar quente enchia o balão, aquecendo-o, víamos o céu se transformando, ganhando outro encanto. 
Enquanto os balões flutuavam, só conseguia pensar no desejo que escrevi no meu: 
 "Por favor Senhor, não o tire de mim. Eu o amo, amo muito! Por favor, não permita que ele vá, não antes de mim! Faz essa sensação de que eu vou perdê-lo a qualquer momento, passar logo. É só isso que eu quero, meu único e maior desejo é vê-lo bem!"
Fechei os olhos e reforcei o meu pedido, esperando que o ano novo trouxesse realmente coisas novas e boas. E a concretização do meu desejo. Mais do que tudo, a concretização do meu desejo.



Vocês são tão maravilhosas, socorro, nem sei o que falar  
Muito obrigada por cada palavrinha linda, vocês são as responsáveis por tudo!! Principalmente porque eu estava tão... sem rumo, sem saber o que fazer (não com a fic, mas comigo). É insuportável lembrar o que aconteceu com o Neymar, mexeu demais comigo e cheguei a pensar em coisas que nem vale a pena lembrar agora! Mas... dias de luta, dias de glória!! 

Agora, em relação à Copa... eu realmente não sei . Já estou bem convicta das minhas ideias, e quando pensei nelas não lembrei da Copa, então não sei mesmo. Agora então... mesmo que eu mude os acontecimentos, as lembranças atormentam. Mas vou ter que começar a pensar nisso, claro. Inclusive, obrigada por ter me lembrado. Espero que isso não seja um problema pra vocês... minha indecisão ultrapassa limites mesmo!

Ah, amei a sugestão, querida anônima. Está anotada! Tudo que vocês sugerem pode ser válido, fiquem à vontade para falar sempre!

PS:. Anninha, muito muito muito muito obrigada por ter compartilhado algo tão... seu. Algo tão íntimo comigo, com a gente... com a história. De verdade, muito obrigada. Me senti lisonjeada. 
PS²:. Merari Santos, sem mais. Tu realmente falou tudo aquilo que, acho eu, todas nós sentimos. 
Dois beijos pra vocês!   

56 comentários:

  1. Lindo, lindo, como sempre. Tu é demais e escreve lindamente. Parabéns, estou cada vez mais apaixonada por essa fic!!! /thais (blogdneymarzete)

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  2. Acabou com o meu emocional, esse capitulo e o anterior eu entrei dentro da história. Meu Deus, me fez chorar demais dona Gabriela !! To sem rumo sério. Estou passando pela mesma coisa que a Clara, e posso dizer que não é nada facil, ainda mais quando você é completamente apaixonada pelo seu avô, assim como eu e a Clara ! É dificil pra caramba ver a pessoa que você ama sofrer, é um sofrimento horrivel !! Então já chega de me fazer chorar ok ?! OK, ta perfeitooo macaquinhaaaa hahaha continua

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  3. Nossa simplesmente sem palavras, já pode postar o próximo *w*

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  4. continua logo please mto perfeitooooo

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  5. MEU DEUS! Que perfeito! Eu conto as horas pra ler seu blog,maravilhoso. Me fez chorar,e eu ia sugerir mais momentos romantiquinhos,mais momentos "ClaMar" e vc foi lá e fez,antes msm de ru pedir. Cara,vc escreve muito bem,inclusive,já pode começar a escrever seu próprio livro,que quando for lançado,serei uma das primeiras da fila a pegar meu exemplar. Seu blog é inspirador! Tenho certeza que muitas outras escritoras se inspiram em você. Amo ler,e gosto,claro,de ótimos escritores,e você,escreve mt bem,isso se chama talento,DOM DE DEUS,que poucos tem,mas graças a Ele,vc sabe usufruir. Espetacular! Entendo que seu tempo é apertado,como vc disse,tem várias outras coisas pra fazer,ler é uma delas,e realmente,trocar livro pela escrita é difícil. Te entendo perfeitamenre,e venho aq pra pedir-e creio q n sou a unica e/ ou a primeira a pedir isso,mas por favor tenta postar mais vezes,é q é difícil esperar tanto pra ler seu blog,mas se nao der,entenderei,afinal,vc sempre nos recompensou com capitulos grandes e maravilhosos. Obrigada por existir! Sério! Obrigada mesmo,e nunca desista de nos. Aaaa,estou amando a "playlist do blog" Timberlake arrasa. Talvez "fuja" um pouco da suavidade e romantismo q o Timberlake tras,mas queria pedir pra citar algumas musicas do Maroon 5 e mais musicas do Bruno Mars! Bom,acho q é só! Continua logo! Beijos. Ju França!

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  6. Ai,que maravilhosoooooo,cara,eu nem te conheço pessoalmente e te amo. Te amo pq vc escreve bem pakas,e isso me alegra,nunca desista de nós,NUNCA,continua logo e tenta postar mais... Bjs Laylla

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  7. Aaaai que tudo! Rs. Bom nao canso de te parabeniza. Seu blog e mais que perfeito. Ta tudo lindo aqui. E esse amor que você transmite e tão bom!! Obrigada!!

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  8. ja pode continuar hehehe

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  9. esse blog é maravilhoso!

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  10. perfeito como sempre <3

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  11. Indica meu Blog ? por favor? ~> http://loucurasdeumavidacerta.blogspot.com.br/

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  12. moooooooooooooooooooooooooooooooooorri de amores ♥________♥

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  13. AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII MEU DEUS,QUER ME MATAR DE CURIOSIDADE? TÁ PERFEITO COMO SEMPRE

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  14. To amando, continuua *---*

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  15. curiosidade exalando,to amando MUITO ♥.♥

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  16. Teu blog é 10!! ÓTIMO

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  17. nossa como eu senti falta desse blog, ta top! continua looogo

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  18. continua logo ta muito bom

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  19. Que perfeitoooo !!! Quero maixxx

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  20. Viciante esse blog HA HA.

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  21. ansiosa para o proximo capitulo!!!

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  22. Ta mt top!!! N demora n rs.. Beijossss

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  23. perfeito demais meu amor, to amandooooo

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  24. sou mt apaixonada por esse blog!! heehehe

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  25. gostei haha continua logo

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  26. Perfeito, sabe aquela história que você não consegue parar de ler um segundo ? é a sua, uhu, isso aqui é incrível e um dia quando tiver uma filha quero que ela seja assim igual a Duda ♥ Gabi você é perfeita escritora parabéns !!
    Indica? leiam gente ?
    http://viamornoseuolhar-njr.blogspot.com.br/

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  27. apaixonada ♥_♥ Continua!

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  28. Maravilhoso sinceramente vc me faz se sentir dentro da historia nao tenho palavras pra descrever o q sinto quando leio obrigado por nao dexistir da fanfic e espero q isso nunca aconteca mesmo q demore nao ligo ja ate me acostumei kk bjao e continuaaa

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  29. indica: amorpcastagnoli.blogspot.in/?m=1 , Lets aqui

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  30. tenta n demorar tanto ;s

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  31. Muito top, já pode continuar!

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  32. amando ... maaaaaaaais

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  33. pelo amor de Deus! Está maravilhoso! A forma como escreve, as palavras, tudo perfeito! Estou encantada com tudo, está divinamente lindo, mesmo.

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  34. Ta perfeito , já to querendo o proximo capitulo .. Top sem maiss, amei ..

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  35. aaaaaah que perfeito!
    Continuaa

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  36. Amando deeeemais, que tudo
    Continua *-----*

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  37. AMEEEEEEEEEI TOOP...CONTINUAAA

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  38. Gabs quero te parabenizar pelo lindo blog. Eu venho aqui todo dia pra ver se tem capitulo novo meu cada vez que tem é uma surpresa. A cada frase uma emoção ! Parabéns mais uma fez, sou completamente apaixonada pela historia. 👏👏👍😍💜

    P.s.: Queria te pedir a relação dos livros que a Clara leu ou pelo menos o nome do que ela leu quando tava voltando pra Santos. Se não for pedir mto rsrs . Obrigada e continue com as surpresas rsrs

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  39. Nunca li uma fic de 51 cap em poucos dias, pode considerar isso como uma coisa boa, MUITO BOA... Sou muito critica em relação a "leituras" , quando eu gosto eu gosto mas quando não gosto não há ninguém que me faça mudar de ideia... e eu simplesmente AMEI o seu imagine, você me fez chorar em diversas frases, imaginei como seria minha vida daqui há uns anos com minha(meu) filha(o) e meu marido, nossa vida a três e só venho me apaixonando cada vez mais e mais... Obrigada por me fazer voltar a sonhar com isso, pq eu realmente não acreditava mais no amor, agora voltei a acreditar e você faz parte desta minha decisão... Enfim, to simplesmente amando isso tudo e estou aguardando ansiosamente para o próx cáp e espero que não demore pq acho que não vou suportar hahaha (De sua leitora apaixonada pelo seu trabalho: Miriã... Vulgo @NeymaniaJ)

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