quarta-feira, 3 de junho de 2015

Capítulo 66 - “Casa comigo?”

Olhando pra trás parece que foi ontem que meus avós renovaram os votos, quando fecho os olhos ainda consigo ver nitidamente a emoção estampada nos rostos deles da mesma forma que eu quero e espero que aconteça comigo daqui a alguns anos, mas já passaram cinco meses. Cinco loucos e maravilhosos meses! Logo depois da renovação, quando voltaram de Florianópolis, meus avós encontraram o cantinho deles; uma casa em Ponta da Praia (não muito longe de nós, graças a Deus) bem a cara deles, simples mas espaçosa, com três quartos, área de serviço ampla (a parte da casa que a Duda mais gosta) e até garagem. No começo eu confesso que fiquei com receio, não queria eles morando sozinhos de jeito nenhum mas aí surgiu a ideia de contratar uma diarista, então passei a aceitar melhor essa decisão, que eu querendo ou não, era apenas dos meus avós. A Tia Ná indicou uma diarista ótima, e esse foi só o começo da nova vida deles. 

E por falar em nova vida, no finalzinho de maio (esse mês foi realmente agitado, talvez por ser o mês das noivas...), Manu e Gil foram para o Rock in Rio USA, em Las Vegas. Até aí nada anormal, ok. Mas voltaram casados. Sim, você não leu errado. Casaram em meia hora, na famosa (e linda) Graceland Wedding Chapel com direito a Elvis Presley como padre da cerimônia, outros casais que se casariam em seguida como convidados e até um cadilac cor de rosa pra dar uma volta na cidade depois. Eu não acreditaria se não visse os vídeos. Claro que foi mais por diversão, um casamento informal, sem papel assinado nem nada, tanto que não vale no Brasil e, segundo eles, essa era a ideia já que não tinham nada programado. Queriam apenas aproveitar o momento, curtir a experiência, ser mais um casal a fazer parte da tradição de se casar em Las Vegas e poder dizer “What happens in Vegas, stays in Vegas” (O que acontece em Vegas, fica em Vegas). Esse foi um meio termo justo que eles encontraram, já que o Gil queria sim casar e a Manu achava que isso era muita responsabilidade, então um casamento não-oficial resolveu tudo. E talvez algumas mães ficassem chateadas por não presenciar ao vivo o casamento da sua única filha, certo? Não a Fatinha. Ela fez questão de demonstrar a sua felicidade de todas as formas possíveis, ficou bastante emocionada (não mais do que o Théo) quando viu os vídeos da cerimônia e no final só falou que tinha muito orgulho da sua filha ser tão parecida com ela. Essa foi a conclusão que eu cheguei também, afinal a Manu sempre falou muito da mãe sem saber que tinha mais coisas dela do que podia imaginar. Acho que posso dizer que eles voltaram diferentes dessa primeira viagem juntos, (e não, não estou falando da aliança no dedo anelar), voltaram mais maduros, mais certos do que realmente queriam, e a prova disso é que estão morando juntos desde então, até adotaram um dos filhotinhos da namorada do Luck (Nina, cadelinha da nossa vizinha do sexto andar) e pasmem, a Manu deu a ele o nome de Cebolinha. É claro que tirei muito sarro da cara dela, porque tudo que eu disse, mesmo sem nenhuma pretensão, acabou realmente acontecendo e eu nunca tinha visto ambos tão felizes antes. O amor tem dessas coisas mesmo, falo por experiência própria... mas sobre mim conto depois. 

Outra vida que deu uma volta de 360 graus nesses últimos meses foi a da Jéssica, e consequentemente, a da madrinha também. Tudo porque a Jê engravidou e o pai do bebê não se importou nem um pouco com isso, apenas sumiu do mapa assim que ficou sabendo da notícia alegando que um filho agora só atrapalharia os seus planos de subir na vida. Eu nem fiz questão de saber o nome do indivíduo ou ia passar a odiar (ou, na pior das hipóteses, bater mesmo) todos com um nome igual. A madrinha sempre foi daquelas que fingem não se importar mas na verdade são as que mais sentem, então é lógico que não virou as costas pra filha. Teve o sermão, sim, só que seguido de um pedido para que elas morassem juntas, assim uma cuidaria da outra e as duas cuidariam do bebê (que já está com três meses). E eu sabia, desde o dia que pisei em Santos para fazer a entrevista no CT, e a madrinha me levou para conhecer a sua casa, que essa era a sua maior vontade: morar com a ingrata da Jéssica - palavras dela naquele dia. O pedido foi aceito, e eu costumo dizer pra elas que essa criança ainda nem nasceu, mas já trouxe coisas boas porque hoje elas são bem mais amigas e unidas. É como a Dona Glória costuma dizer, a ordem sempre vai ser a mesma: “primeiro a chuva, depois o arco-íris.”

Os meus pais vão muito bem, obrigada. Apaixonados como sempre, juntos em tudo que fazem e com suas carreiras profissionais em ascensão. Estão vivendo o melhor momento da vida deles desde que voltaram pra Santos, e não, eles não me disseram nada disso, eu apenas sei. Conheço muito bem as pessoas que me ensinaram tudo que eu sei, por isso basta olhar para eles pra perceber que estão verdadeiramente bem e felizes.

Ok, agora eu já posso começar a falar de mim e de todas as coisas maravilhosas que Deus têm feito na minha vida. E quando eu digo minha vida é claro que isso inclui mais duas pessoinhas. Inclusive, posso começar falando dela? É que uma vez mamãe babona, sempre mamãe babona. Em agosto aconteceu o 6º Festival de Dança de Florianópolis, a Academia de Ballet Natura Essência inscreveu algumas de suas alunas e a Duda estava entre elas. A decisão final tinha que ser dos pais, mas é claro que pra gente a opinião que mais pesou foi a dela, afinal quem é que ia se apresentar? E ela quis muito ir, então depois de muito ensaio, voltamos pro lugar que a viu nascer, e que eu sempre chamaria de refúgio por ter me acolhido tão bem quando mais precisei. Só que dessa vez não estávamos sozinhas. Nós não ficamos mais sozinhas! O Júnior conseguiu nos acompanhar sem faltar a nenhum compromisso porque o evento foi no meio da semana. E posso falar sem nenhuma sombra de dúvidas que foi a noite mais importante da vida da minha pequena bailarina, que ficou em 1º lugar com uma coreografia solo de ballet clássico chamada "Fadas - A Bela Adormecida" e como se não bastasse ainda ganhou o Prêmio de Melhor Bailarina da Noite. “O primeiro de muitos”, o Júnior sussurrou ao meu ouvido cheio de orgulho, abraçado a mim enquanto eu chorava de alegria vendo e ouvindo os aplausos pra Duda. A Natura Essência classificou-se entre as 5 melhores escolas do festival também. 

Na escola ela continua não nos dando trabalho nenhum, é cheia de coleguinhas e as professoras só têm elogios pra nos dizer. Por esses e por outros 500 motivos, ela teve a festinha dos seus sonhos na semana passada, domingo (19), quando completou 5 aninhos. A minha banguelinha que acha que já pode tirar as rodinhas da bicicleta fez 5 anos! O tema não poderia ser outro, claro: Ballet Encantado. E ninguém mediu esforços para que tudo ficasse exatamente como ela queria e merecia. A decoração ficou por conta da Manu e da professora de balé da Duda que topou nos ajudar. Os tons de rosa, branco e prata deram um toque realmente meio encantado, parecia uma casinha de bailarina mesmo, o bolo foi uma atração à parte com o clássico par de sapatilhas no topo, havia fotos da Duda espalhadas por todos os lados e as lembrancinhas foram caixinhas personalizadas recheadas de surpresas e docinhos amarradas com fitas de cetim rosa claro imitando o laço dado pelas bailarinas em suas sapatilhas. Foi uma festa linda, digna da minha menina. 

Quanto à mim... Bem, se há uma semana tive a felicidade de festejar mais um aninho da Duda, agora é a minha vez de soprar vinte e duas velhinhas. Será que eu já falei que adoro fazer aniversário praticamente colada com ela? Ver o sorriso dela em todas as suas festinhas já é um presente antecipado pra mim, não preciso de mais nada, nem me sinto no direito de pedir. Muito menos nesse ano, em que tudo está dando tão certo na minha vida... o que mais posso pedir? Só tenho mesmo é que agradecer. 

No mês passado (setembro), aconteceu a festa “Melhores dos Melhores” em comemoração aos 25 anos do Prêmio Marketing Best e um júri composto por 36 membros da Academia Brasileira de Maketing tinha a missão de eleger e homenagear as empresas de maior relevância para o mercado da comunicação e/ou do marketing brasileiro. Havia jornais importantes, emissoras de televisão e até bancos riquíssimos entre os indicados, mas para a alegria da nação santista (sim, porque eu comemorei como se fosse um título), o Santos Futebol Clube levou mais esse prêmio para o Memorial de Conquistas. O orgulho que senti por saber que tinha um pedacinho de mim ali naquele prêmio foi tão imensurável que só consegui chorar enquanto o presidente discursava e agradecia a todos. Todos mesmo, sem exceções, porque o prêmio foi apenas uma consequência de um trabalho coletivo maravilhoso de ser feito. É por isso que não canso de repetir o quanto amo o meu emprego e mais importante ainda, as pessoas com quem trabalho. 

A carreira do Júnior também anda melhor do que nunca. Ele voltou a ser capa de jornais sim, inclusive estrangeiros, mas não por causa de escândalos na sua vida pessoal e sim pelo seu futebol, que é cada dia mais lindo. Ele nasceu com o dom de encantar as pessoas com a bola nos pés, isso é indiscutível. E eu tenho um orgulho imenso de ter visto o seu sonho nascer e se tornar realidade.

Saindo do campo profissional, eu poderia citar uma música para resumir o campo pessoal (amoroso), mas não consigo encontrar nenhuma. Still into you de Paramore? I love you da Avril Lavigne? Two is better than one de Boys Like Girls? Não sei, mas adoro todas elas. Talvez se juntasse as três, não necessariamente nessa ordem, poderia... Ok, é brincadeira. 
Quando a Manu e o Gil voltaram de Las Vegas decididos a morar juntos, acabaram dando o empurrãozinho que faltava pra eu e o Júnior decidirmos fazer o mesmo. Na verdade ele já passava mais tempo no apê do que na sua própria casa, então não foi um passo assim tão grande nem tão surpreendente pra ninguém. O fato de nos conhecermos tão bem, e sabermos todas as manias e defeitos um do outro ajudou bastante a nos acostumar com a nossa nova rotina. Mas não foi difícil. Não tenho o que reclamar do meu namorado. Quer dizer, eu poderia citar umas duas ou três coisinhas, como por exemplo: me esquecer completamente quando está passando algo do seu interesse na TV e depois pedir pra eu repetir tudo que estava falando, não me deixar ler os meus amados livros por muito tempo pois diz que esqueço do mundo e por último, nunca assistir uma comédia romântica comigo até o fim. Não posso falar por todos os homens, mas o meu ouve sessão pipoca e entende sessão amasso. Não que eu tenha algo contra, só que geralmente sou agarrada antes mesmo que as protagonistas dos filmes e isso é inadmissível, só não consegui fazê-lo entender isso ainda mas um dia chego lá.

Dificilmente brigamos ou até mesmo discutimos, mas é lógico que temos muitas opiniões diferentes sobre determinados assuntos, principalmente em relação a Duda, porque sei que se pudesse ele mimava e presenteava ela o tempo todo e eu juro que entendo o lado dele em querer dar pra ela tudo que não pôde ter, só que não acho isso certo pra nenhum dos dois, afinal nada em excesso é bom. Mas sabemos conversar e ouvir um ao outro também, o que é fundamental pra uma boa convivência, até porque nunca achei que ele fosse perfeito ou pedi que mudasse só por estarmos morando juntos (e vice-versa, porque sou cheia de manias irritantes, assumo), apenas aprendi a lidar com os seus defeitos, fazendo com que aos poucos as qualidades fossem sobrepondo-se sobre eles.

Apesar de ter decidido não fazer nenhuma festa e comemorar o meu dia apenas com um jantar pra família toda na casa dos meus avós, ganhei uma surpresinha do pessoal do CT, com direito a presente e tudo na sexta. São todos uns amores. Aliás, sexta-feira foi um dia muito importante pra mim, certamente não vou esquecer! 

Acordei com uma sensação de paz interior muito boa. É engraçado as peças que a vida prega na vida da gente, não é? Quando está tudo bem sempre acontece algo, seja bom ou ruim, pra nos dar uma balançada básica e, ou nos desestruturar de vez ou nos manter mais firmes ainda. Sem falsa modéstia, acho que a minha cota de balançadas ruins já esgotou! E como já mencionei anteriormente durante a minha retrospectiva, nesse ano eu não queria pedir nada, apenas agradecer. E foi o que fiz. Agradeci por mais um ano cheio de altos e baixos que serviram para me ensinar tantas coisas, pela filha maravilhosa que tenho, pelo amor da minha vida me amar tanto quanto eu o amo, pela família impecável que nunca me deixou desamparada, pelos meus amigos loucos que sempre me entenderam, pelo meu emprego, pelo presentinho muito especial que ganhei de aniversário com alguns dias de antecedência, enfim. Agradeci pela minha vida, que apesar de todos os percalços, era muito melhor do que algum dia sonhei.

Fazer aniversário é bom porque é um dia em que sorrimos por tudo e pra todo mundo sem precisar de um motivo, eu gosto disso. Mas meu primeiro sorriso do dia desvaneceu um pouco ao constatar que já estava sozinha na cama e, voltou no instante seguinte quando vi tudo que ocupava o lugar do Júnior. Levantei mais do que depressa para abraçar o buquê lindíssimo só de rosas vermelhas que estava acompanhado de uma caixinha do meu chocolate trufado predileto em formato de coração e outra caixinha preta... de veludo. Meu coração deu um pulo e tive que me controlar pra não deixar que ele saísse pela boca. Peguei-a, e chamei pelo Júnior com a esperança de que ele pudesse sair do banheiro, mas isso não aconteceu.... e se estava ali, obviamente, só podia ser para eu abrir. Contei de um até três, abri, e a única coisa que encontrei foi um papelzinho que reconheci como sendo da minha agenda. Eu não estava esperando encontrar outra coisa... Mentira, estava! Mas ele arrancou uma folha da minha agenda? Devia estar com muita pressa então... Ok, não podia deixar a frustração falar mais alto porque sabia muito bem que isso ia acontecer e tudo não passava de uma grande coincidência... pra não falar azar mesmo. Ele teria que estar presente em um compromisso oficial do Santos junto com alguns outros jogadores durante o dia; isso porque eu fiz de tudo pra fechar com a bendita patrocinadora, e ela resolveu lançar a nova camisa em pleno domingo, justo no dia do meu aniversário e claro que Neymar Júnior tinha que ser um dos modelos, que sorte a minha. Já estava ciente de tudo isso, só não achei que ele fosse sair antes que eu acordasse... Queria ter o poder de saber se ele me deu um beijo antes de ir. Sorri com esse pensamento. Eu sei que deu! Voltei minhas atenções para o papel em minhas mãos, e desdobrei-o. 
“Feliz aniversário, meu amor! 
Mil vezes obrigado por existir em minha vida.
E... eu sei que o dia é seu e teoricamente eu é que devia lhe presentear, 
mas posso abusar um pouco e te pedir uma coisa?

PS: Desculpa ter saído antes de você acordar. Te vejo mais tarde. Amo você!” 
Terminei de ler com um sorriso enorme, virando o papel de um lado pro outro achando que, ou ele esqueceu de continuar escrevendo (pode não ter dado tempo, né?) ou ele realmente queria apenas me deixar curiosa, intrigada e sem entender nada. É lógico que a segunda opção era a verdadeira, a primeira não deveria nem existir, a ingenua sou eu porque de bobo ele não tem nada, nunca teve. Me deixou curiosa sabendo que não estaria por perto pra eu ficar enchendo saco com perguntas e o melhor é que nem podia ficar ligando também pra não atrapalhar (quanto mais rápido aquilo lá terminasse melhor). Precisava admitir que dessa vez ele se superou... e pronto, só isso já fez outro sorriso surgir, fazendo a frustração evaporar rapidinho; ok, ele não estava ali naquele momento mas o dia tem vinte e quatro horas, e não era exatamente um papelzinho que esperava encontrar dentro da caixinha mas o que estava escrito nele me fez esquecer até o que eu realmente esperava encontrar. Não que eu estivesse desesperada, muito longe disso, sempre conversamos sobre casamento só que nunca de maneira séria, pra definir data nem nada, tanto que em uma dessas conversas chegamos a fazer uma espécie de aposta (o tipo de coisa que só nós fazemos, eu sei, mas somos assim, fazer o quê?): eu falei que, como nunca fizemos nada do jeito convencional seria legal se eu pedisse ele em casamento. Claro que o seu orgulho masculino não gostou muito dessa ideia, e ele apostou que seria o contrário, da forma tradicional (provavelmente, esse foi o motivo do meu nervosismo quando vi a caixinha). O que apostamos? Se eu contar ninguém acredita! O fato é que tudo não passou de mais uma de nossas conversas loucas que sempre terminam em boas gargalhadas. Mas ele colocou o papel dentro da caixinha de propósito porque sabia o que eu (e qualquer outra mulher no meu lugar) iria pensar. 
Clara - Como é que ele consegue virar o jogo a favor dele mesmo sem estar aqui? Me explica, Luck! - ele levantou as orelhas ao ouvir o seu nome, estava deitadinho nos pés da cama - Vem cá - aproximou-se de mim imediatamente e quando abri os braços, ele se jogou em cima de mim. Por estar grande e pesado, acabei deitando de novo com o choque. Era como se ele estivesse me abraçando e isso me fez rir - Ok garotão, eu também te amo mas preciso respirar - consegui tirá-lo de cima de mim e lhe dei um beijinho. Levantei, fui pro banheiro, escovei os dentes e comecei a ouvir vozes. Era pra estar apenas eu e a Duda em casa, e eu não me lembro de nenhuma boneca dela que fale como um ser humano! Abri a porta pra sair do quarto de pijama mesmo e me deparei com um caminho de brinquedos, ursos e bonecas pelo corredor todo, começando bem na minha porta mesmo. Nem sabia o que ela estava aprontando mas já estava rindo. O caminho me levou até a cozinha, onde a Duda estava na companhia da Manu -
Manu - Finalmente! - enxugou as mãos em um pano de prato assim que me viu - Desde quando passou a dormir tanto? Deve ter tido uma noite bem agitada - apenas fuzilei-a com o olhar, mas não tive tempo de respondê-la porque minha pequena pulou da sua banqueta toda empolgada para me abraçar, me fazendo esquecer todo o resto. Agachei para ficar na sua altura e ela me apertou bastante -
Eduarda - Feliz aniversário, mãe! Eu te amo - falou olhando nos meus olhos sem ficar coradinha, não deu pra segurar e as lágrimas rolaram sim mas tratei de enxugá-las rapidinho para não preocupá-la -
Clara - Obrigada, meu amor. Eu também te amo muito muito muito muito - dei vários beijinhos no seu rosto enquanto ela ria -
Eduarda - Eu fiz com os brinquedos que nem o João e a Maria fizeram na história que você me contou - sorriu, os olhinhos brilhando - Gostou?
Clara - Amei! - e seu sorriso ficou ainda maior -
Eduarda - Queria fazer com docinhos mas a tia Manu não deixou - fez beicinho -
Clara - Ainda bem - ri - Mas eu adorei mesmo assim - sorri e ajeitei a sua franjinha. Olhei pra Manu e... ela também estava fazendo beicinho. Gargalhei e levantei -
Clara - Pronto, sou toda sua também- abri os braços e nós duas rimos. Ela praticamente se jogou em cima de mim e também me apertou num abraço gostoso -
Manu - Não vou fazer o discurso que você merece porque não quero te ver chorar de novo e o dia está só começando - falou toda dona de si -
Clara - Sei... - rimos -
Manu - Sim, você sabe que não sou boa com aquele blá blá blá que todo mundo fala, mas o que importa é o que a gente sente...
Clara - Olha lá, você disse que não ia me fazer chorar
Manu - Tem razão, melhor parar por aqui - rimos, e em seguida ela beijou minha bochecha. Olhei para o balcão pela primeira vez e me surpreendi com o que vi -
Clara - Você fez isso agora?
Manu - Na verdade, eu e a minha ajudante fizemos - piscou pra Duda e ela assentiu animada -
Eduarda - Aniversário não é aniversário se não tiver bolo e beijinho, mãe
Clara - Ah, claro. Como é que eu pude esquecer isso? - ela encolheu os ombros do seu jeitinho fofo - E foi você mesma que fez ou...? - perguntei pra Manu -
Manu - Não, eu não comprei nada pronto, mas pode ficar tranquila que é seguro comer - gargalhei - É sério, melhorei bastante
Clara - Certo, então vamos atacar porque estou morrendo de fome - sentei e coloquei minha pequena no meu colo - Quando você chegou o Júnior ainda estava aqui?
Manu - Não - respondeu enquanto pegava os talheres -
Clara - E como você entrou?
Manu - Vocês ainda não trocaram a fechadura, nem vão trocar que eu sei. Adoram as minhas visitinhas surpresas - sentou e colocou duas velas estrelinhas em cima do bolo -
Clara - Não acredito! - comecei a rir vendo-a acender as velas -
Manu - Tem que ter o parabéns pra você, né não Duda?
Eduarda - Sim! - começou a bater palmas e a cantar também então eu e a Manu tivemos que acompanhá-la, claro. Depois sopramos as velas juntas, e aí chegou o momento de provar o bolo. Estava lindo, era simples, de chocolate e com bastante calda, parecia está muito fofinho por dentro... e estava. Apesar de ter feito um pequeno suspense só pra provocar a Manuzinha, estava uma delícia e não consegui comer uma fatia só. O mesmo posso falar do beijinho e do suco de laranja maravilhoso que ela fez também, comi bastante e sem nenhum peso na consciência. Quem diria que minha amiga ia se tornar tão prendada? -
Manu - Ok, agora que já estamos todas muito bem alimentadas, a senhorita já pode ir se arrumar - apontou para mim -
Clara - Me arrumar pra quê?
Manu - Nós vamos sair
Clara - Não tenho nada marcado
Manu - Tem sim. Achou mesmo que eu ia deixar você passar o dia todo em casa e só sair na hora de ir pro jantar? - revirei os olhos - Comprei aquele box de livros que você está louca pra ler e não conseguia encontrar em lugar nenhum
Clara - Ah, é? Encontrou aonde?
Manu - Foi lançado na Amazon um dia desses
Clara - Está falando sério mesmo?
Manu - Lógico. É só vim comigo que ele é seu
Clara - Mas isso é... - não deixou que eu terminasse de demonstrar a minha indignação -
Manu - Isso é amor, eu sei. Agora vai logo e não demora. Eu e a Dudoca já estamos prontinhas - piscou pra minha pequena novamente e ela retribuiu, como se as duas compactuassem de um grande segredo que só eu não sabia qual era. E nem adiantaria perguntar, ou seja, não tinha saída mesmo. Olhei-as com os olhos semicerrados, e ambas fizeram carinhas de inocentes. Manu fez o seu trabalho de persuasão muito bem -
Clara - Vocês venceram! - levantei as mãos na defensiva, coloquei a Duda sentada na banqueta ao lado e assim que dei as costas elas comemoraram na maior cara de pau. Sorri e fui pro meu quarto. Arrumei a cama, deixei os meus presentinhos no mesmo lugar, abri as persianas, peguei um vestido de alcinha curto e florido, rasteirinhas, e entrei no banheiro. Tomei um banho rápido, passei hidratante no corpo, me vesti, soltei e penteei o cabelo. Olhei pro relógio pela primeira vez e ele já marcava 10h40, fiquei chocada. Passei apenas um pouco de brilho labial, coloquei o celular dentro da bolsa, peguei meu óculos e voltei pra cozinha, que por sinal já estava limpinha. A Manu não disse para onde iríamos, apenas pediu que nos despedíssemos do Luck porque ele não poderia ir, mas já no caminho, entre uma mensagem e outra que ia respondendo, percebi que estávamos indo para o salão. Nem reclamei, meu cabelo estava precisando mesmo de uma boa lavada e tinha me programado para fazer isso mais tarde. Quando chegamos fomos logo atendidas porque tínhamos horário marcado, e isso não me surpreendeu; Emanuelle não dá ponto sem nó. Lavei, hidratei e escovei o cabelo, fiz as unhas, a Manu fez as mesmas coisas que eu, e deixei que pintassem as unhas apenas das mãos da Duda com um rosa clarinho. Não pude pagar nada, porque a Manu disse que já tinha pago tudo no momento que marcou nossos horários, já que fez isso pessoalmente -
Manu - Quer ir pegar o box dos livros agora? - perguntou ao entrar no carro, depois de ter deixado eu e a Duda mofando por uns cinco minutos ali dentro enquanto conversava no celular ainda em frente ao salão -
Clara - Lógico!
Manu - Perguntei apenas por perguntar - rimos. Ela deu partida e eu achei que estávamos indo para o seu apartamento com o Gil mas me enganei totalmente porque fomos parar na casa da Fatinha e do Théo. Não perguntei nada, apenas saí do carro, abri a porta traseira e tirei o cinto da Duda pra ela sair também. Estranhei a Manu não ter estacionado na garagem e sim do lado de fora, porém continuei calada. Ela destrancou o portão, me deixou entrar primeiro com a Duda e assim que pisamos no jardim vi tantos sorrisos direcionados a mim que fiquei até meio tonta, sem saber pra quem olhar primeiro. Minha mãe, minha avó, a madrinha, a Jê com a sua barriguinha linda, Gio e mais umas meninas com quem trabalho, a Paulinha de Floripa e a própria Fatinha. Fiquei imediatamente emocionada por ver tantas mulheres importantes pra mim ali, só que não tive tempo de chorar porque fui engolida por abraços e mais abraços. E as lágrimas que foram interrompidas instantes antes, voltaram com força total ao ouvir cada parabéns sincero acompanhado de palavras tão cheias de amor que eu não queria parar de abraçá-las porque foi a única forma que encontrei de tentar agradecer. Minha mãe e minha avó estavam visivelmente emocionadas também, demais até, então abracei-as ao mesmo tempo depois beijei o rosto das duas, agradecendo mil vezes por tudo que já tinham feito por mim (e claro que elas foram as que mais me fizeram chorar, normal). Depois de ter me certificado que tinha agradecido a presença de todas, principalmente da Paulinha que veio de tão longe por minha causa, pude finalmente ver a decoração ao meu redor. Ali na parte externa estava tudo bem mimosinho, já no alpendre (a parte coberta do jardim) a decoração era totalmente diferente, cada detalhezinho tinha um toque mais... feminino. Pensando bem, tudo ali parecia uma social só para mulheres -
Manu - Esses aqui são seus presentes! - surgiu de repente atrás de mim, e eu virei. Ela estava ao lado de uma mesa grande cheia de caixas embrulhadas - Esse é o meu - apontou para uma delas - Mas... - antes que ela terminasse de falar eu já estava com a caixa nas mãos. Não estava tão pesada quanto eu achei que o meu box pesaria, então abri bastante desconfiada -
Clara - Lingerie? - comecei a rir, porque era o que me restava -
Manu - Eu tinha que ter uma desculpa cabível para te trazer pra cá, mas o box vai demorar uns dias pra chegar ainda
Clara - Tudo bem, mas por que uma lingerie?
Manu - Nunca é demais - respondeu naturalmente, encolhendo os ombros como se esse fosse o presente mais normal do mundo. Estava começando a juntar as coisas, só precisava mesmo ter certeza... Aliás, como é que eu pude pensar que a Manu ficaria sem aprontar uma das suas? -
Clara - Eu adorei a surpresa, adorei mesmo! Você conseguiu tirar a Paulinha de Florianópolis - rimos - A decoração lá fora está linda, aqui também, eu com certeza vou me acabar nos docinhos mas... não está tudo muito feminino? - olhei para a mesa com os cupcakes em formato de pequenos esmaltes e batons -
Manu - Sim! A ideia era exatamente essa
Clara - Por que?
Manu - Porque é uma festinha só para mulheres - falou o que eu queria ouvir, confirmando as minhas certezas -
Clara - Como assim?
Manu - Como assim, o que? O que é uma festa para mulheres?
Clara - Você entendeu, Emanuelle!
Manu - Não, não entendi
Clara - Ok, eu explico. O meu pai e meu avô, por exemplo, não estão mesmo aqui?
Manu - Claro que não
Clara - Mas por que isso? Eu devia estar com todos aqueles que amo no meu aniversário, não?
Manu - Você vai estar com eles também, só que não agora
Clara - Além de tudo isso aqui, o que você ainda está aprontando, Manu?
Manu - Dessa vez eu não estou aprontando nada. Você vai comemorar o seu aniversário duas vezes. Qual o problema disso?
Clara - Se eu fosse avisada não teria problema nenhum
Manu - É, só que deixaria de ser surpresa - sua voz ficou um pouco ressentida, e a culpa me assolou rapidamente - É isso! E a culpa é sua. Você é tão maravilhosa que todos ao seu redor querem te agradar de um jeito, então você meio que vai ter duas festas. É só isso - guardei mentalmente a informação mais importante: “duas festas”. Será que ela estava falando do jantar na casa dos meus avós ou...? Não queria perguntar e estragar tudo também, seja lá o que fosse -
Clara - Desculpa! Você sabe como eu fico quando percebo que estão me escondendo alguma coisa. Sendo coisa boa ou não, o impulso acaba falando mais alto
Manu - Eu sei e te entendo
Clara - Estraguei tudo?
Manu - Não, na verdade você só me ajudou mesmo sem saber - sorriu -
Clara - Como?
Manu - Não, nem adianta que eu não falo mais nada
Clara - Tá, nem eu vou perguntar também. Juro!
Manu - Isso aí - aproximou-se de mim e me abraçou novamente. Ela estava emocionada, e eu amei ver o seus olhinhos brilhando com as lágrimas que ela não queria deixar rolar - Aproveita bastante o seu dia, ok? - assenti emocionada apenas por vê-la emocionada - Quero que ele seja o mais feliz da sua vida! - não sei porque, mas acabei guardando mentalmente essas palavras também. Dei um beijo no rosto dela e levei-a comigo para o jardim, estava tocando Jessie então eu rapidamente esqueci todas as minhas paranoias e suposições. Tudo que tivesse que acontecer, ia acontecer na hora certa e eu não tinha que ficar imaginando ou tentando prever nada, mesmo que isso fosse uma mania muito antiga minha, precisava apenas aproveitar as pessoas que estavam ali comigo. E aproveitei mesmo, ao máximo, mais ainda depois que a Tia Ná, a Rafa e a Joana chegaram (uma hora depois, e por isso se desculparam umas dez vezes por terem se atrasado mas só a presença delas compensava qualquer coisa). Estava adorando cada segundo cantando, rindo, dançando, ou até mesmo só conversando com elas, mas não podia negar pra mim mesma o quanto estava sentindo falta do meu avô, do meu pai e... Meu Deus, como eu queria o Júnior ali também. Era até estranho estar me divertindo sem eles. O pior é que nenhum dos três atendiam minhas ligações (liguei escondido da Manu, é claro), só pedia pra deixar recado. Deixei um apenas pro Júnior avisando onde estava e voltei a me distrair com as brincadeiras que estavam sendo propostas pela minha pequena, que estava tão feliz quanto eu. Já perto das 15h30, depois da Manu ter me proibido de abrir o resto dos meus presentes (disse que só poderia abri-los no dia seguinte) e da minha mãe ter me feito chorar horrores com um vídeo meio retrospectivo mostrando fotos minhas desde criancinha até a mãe que também sou hoje, fui atacar a mesa dos docinhos pela segunda vez com a Jê. Sim, segunda vez! No começo da festa eu tinha pensado comigo mesma “Vou experimentar primeiro os docinhos, depois os salgadinhos” e foi o que fiz, mas os salgadinhos não me agradaram tanto, não rolou aquela química... acho que por sempre ter preferido salgados já estava meio enjoada, por isso voltei para os brigadeiros, cupcakes, whoopies, casadinhos, donuts e afins. Não sabia se era meu paladar ou minha vontade de comer, mas estava tudo tão delicioso. Meu celular, que estava em cima da mesa, deu sinal de uma nova mensagem. Peguei-o e quando vi de quem era abri-a imediatamente. 
    Pelo visto a festa está muito boa aí dentro
Olhei para todos os lados procurando por ele, mas não encontrei-o.
Onde você está????
    Bem pertinho de você, consigo até te ver
Não me torture!!!!
    Estou aqui fora, mas não deixe ninguém te ver saindo
Não vai entrar?
    Vem logo!
E a Duda?
    Tenho certeza que vai ficar em boas mãos
Procurei por ele novamente e nada, olhei pro lado de fora mas só conseguia ver o carro da Manu. Eu tinha que sair sem que ninguém me visse? Como é que ia fazer isso com o jardim tão cheio?
Clara - Jê, eu vou procurar a Duda. Já volto - ela apenas assentiu de boca cheia e eu ri. Vi minha pequena sentada com a Rafa, a Gio e seu filhote, o Joãozinho. A Manu estava conversando com a minha mãe e a Tia Ná, minha avó rindo de alguma coisa com a Paulinha, e a madrinha com a Fatinha. O caminho estava, aparentemente, livre. Entrei discretamente na casa, fui pra cozinha e por sorte a porta dos fundos estava aberta. Saí, dei a volta na casa e o vi encostado no seu carro mexendo no celular, de costas pra mim. Sorri e não aguentei, corri como uma criança, ou melhor, como a Duda correria até ele - Que saudade! - abracei-o por trás e ouvi o seu riso. Ele colocou o celular no bolso, me puxou para sua frente e sorriu. Seu olhar tinha um brilho diferente, misterioso -
Neymar - Vim te sequestrar sem direito a resgate
Clara - Eu facilito teu trabalho e vou de livre e espontânea vontade - passei os braços pelo seu pescoço e ele riu, beijou a pontinha do meu nariz, depois ficou olhando pra mim por sei lá quantos segundos ou minutos, o brilho em seu olhar se intensificando ainda mais, e me deixando bastante intrigada. Só que dessa vez a saudade falou mais alto que a curiosidade e beijei-o antes que qualquer um de nós tivesse a chance de falar outra coisa. Eu sabia que a sensação de ter os seus lábios nos meus era a que estava faltando para me sentir totalmente completa e feliz. Ele colocou as mãos na minha cintura, me puxando pra mais perto, nos girou, de modo que fiquei encostada no seu carro e me beijou de volta de uma maneira deliciosamente boa e perigosa, levando em conta o fato de estarmos na rua. É claro que sabíamos disso, mas nenhum dos dois abrandou, pelo contrário até, o momento só foi ficando mais intenso e demorado porque assim que um beijo chegava ao fim, outro surgia, como se fóssemos imãs que quando se juntam é muito difícil de separar. Por isso sempre tive a ligeira impressão de que quando estamos juntos, o resto do mundo parece deixar de existir, entramos em uma redoma de vidro só nossa e esquecemos o resto; ali, naquele momento, minha impressão passou a ser uma certeza absoluta. Eu poderia passar o resto do meu dia nos seus braços e entregue aos seus beijos - Vamos entrar - tentei falar com clareza entre um selinho e outro -
Neymar - Falei sério sobre o sequestro - gargalhei - Inclusive trouxe isso - tirou uma das mãos da minha cintura, levou-a até o bolso traseiro e tirou de lá uma máscara de dormir que nunca usei. Fiquei boquiaberta enquanto ele a balançava nas suas mãos - E aí, vamos? - o sorriso misterioso estava no modo on de novo, mas eu não conseguia identificar se ele estava apenas brincando ou falando sério -
Clara - Vou sair no meio da minha própria festa?
Neymar - Só se você quiser. Seu presente pode ficar pro ano que vem, sem problemas - sorri com a sua tentativa falhada em parecer tranquilo com o meu falso receio por causa da festa. Foi então que percebi que o seu sorriso não estava apenas misterioso, estava nervoso também, mal sabia ele que eu já queria estar dentro do carro e pior (ou melhor, não sei) minha consciência nem estava pesada por causa disso -
Clara - Vou precisar usar mesmo? - apontei pra máscara, ele assentiu calmamente, então concordei, doida pra saber como isso ia acabar. Ganhei mais um beijo antes de ter que tirar o óculos e fechar os olhos pra ele colocar a máscara em mim -
Neymar - Quantos dedos têm aqui? - perguntou depois de ter guardado meu óculos na minha bolsinha -
Clara - Onze - gargalhou -
Neymar - Ótimo, podemos ir - pegou a minha mão e me afastou da porta do carro, abriu-a, me ajudou a entrar e apertou meu cinto. Ouvi a música lá dentro da casa cessar e depois a minha porta bater. Ele entrou também, ligou o som, deixou em uma rádio qualquer e o carro começou a se movimentar. Queria aproveitar que já estávamos juntos para perguntar o propósito daquele papelzinho (incompleto) dentro da caixa de veludo, mas se ele não tocou no assunto, eu tinha certeza que teria essa resposta quando chegássemos ao tal destino secreto. Poderia tentar descobrir em que ele estava pensando pelas suas expressões faciais, só que com os olhos cobertos ficava meio difícil, também não adiantava perguntar, então decidi me distrair com as músicas da rádio. Depois de quase três que eu nunca nem tinha ouvido, sorri quando os primeiros acordes de “Pra Sonhar” preencheram o carro -
Clara - Eu amo essa música! Ela vai ser a trilha de fundo no dia que eu te pedir em casamento - ele riu prazerosamente e beijou minha bochecha, mas não me contrariou ou replicou como sempre fez, só que eu estava bem mais interessada em cantar do que em puxar conversa com ele e distraí-lo - Largo tudo se a gente se casar domingo, na praia, no sol, no mar ou num navio a navegar. Num avião a decolar, indo sem data pra voltar. Toda de branco no altar. Quem vai sorrir? Quem vai chorar? - perto da música acabar, senti uma das suas mãos na minha perna e sorri. Depois disso ficamos um bom tempo apenas ouvindo as músicas, e eu acho que o trânsito estava congestionado, não tinha certeza... ou era isso ou estávamos indo pra muito longe - Estou me sentindo naqueles carrinhos de bate-bate dos parques de diversões
Neymar - Por que? - podia apostar que ele estava me olhando -
Clara - Porque tenho a sensação de que estamos rodando a horas e não chegamos a lugar nenhum. Não é possível que esse cativeiro seja assim tão longe - riu -
Neymar - Já pode esquecer esse lance do sequestro. Você é e sempre vai ser minha, não preciso fazer isso
Clara - Muito bem! Isso é o que eu chamo de confiança - rimos. Continuei com a impressão de que estávamos andando em círculos pela cidade, mas depois do que me pareceu um século comecei a sentir um cheirinho inconfundível. Aquela teoria que diz que quando você fica sem um dos sentidos, os outros ficam muito mais aguçados é bem verdade - Posso falar uma coisa?
Neymar - Pode - sua voz agora tinha um tom diferente, mais sério -
Clara - Me perdoa se eu estragar a surpresa, ok?
Neymar - Ok - riu, e a sua risada me fez rir também -
Clara - Estou sentindo o cheirinho de maresia - ele ficou em silêncio durante uns trinta segundos -
Neymar - Você está certa - o carro parou no mesmo instante -
Clara - A festa é aqui? - comecei a rir achando uma loucura muito grande o que estava pensando porque ele não poderia fechar a praia por minha causa... poderia? Meu riso cessou quando me dei conta da burrada que tinha feito. Ops, será que falei demais? Foi por isso que ele não respondeu nada? Ouvi a porta do motorista bater, e logo em seguida a minha foi aberta - Desculpa, é que a Manu me contou mas foi sem querer, não briga com ela - ele tirou meu cinto, pegou minhas mãos e me ajudou a sair do carro -
Neymar - Sim, a sua festa é aqui!
Clara - Ai, meu Deus! - senti um friozinho inexplicável na barriga e ri novamente. Ele também riu, um riso nervoso que só fez o friozinho aumentar -
Neymar - Vou tirar a máscara, mas você vai manter o olhos fechados. Tudo bem?
Clara - Tudo bem - respondi quase imediatamente, e me arrepiei ao sentir suas mãos na minha nuca, elas foram subindo e muito lentamente tirando a máscara. Permaneci de olhos fechados como me pediu, apesar da tentação em querer abri-los logo. Ouvi seus passos se afastando um pouco, depois a porta do carro abrindo e fechando. Estava tão silencioso ao nosso redor que eu conseguia ouvir os passarinhos -
Neymar - Pode abrir. Devagar, por causa da claridade - abrir os olhos era o que mais queria desde o momento que ele colocou aquela bendita máscara em mim, mas não sei... quando fui autorizada a abri-los fiquei nervosa de repente. Não sabia o que me esperava e isso me deixava inquieta - Abre os olhos, Clara - pediu suavemente. Eu não consegui negar o seu pedido e fui abrindo aos pouquinhos, o seu sorriso foi a primeira coisa que vi - Por que está nervosa?
Clara - Não sei - olhei pra baixo com a intenção de fugir do seu olhar e acabei vendo o que estava nas suas mãos, mas não acho que ele estava escondendo porque seu sorriso aumentou ainda mais -
Neymar - Acredita que na pressa, acabei esquecendo de deixar isso aqui na sua cama também? - levantou a caixinha de veludo, vermelha dessa vez - É a outra parte do seu presente! - pegou a minha mão e colocou a caixinha sobre ela, eu só observava as suas ações sem consegui falar nada - Eu perguntei se podia te pedir uma coisa naquele papelzinho, não foi? - assenti - Posso? - assenti de forma robótica novamente. Estava começando a achar que se caso abrisse a boca, meu coração sairia pulando. Sua mão, que até então eu não tinha percebido o quanto estava suada, soltou a minha e eu soube no mesmo segundo que era um incentivo para abrir a caixa. Não quis pensar muito ou passaria a vergonha de ter um colapso nervoso na frente dele. Abri-a com as mãos trêmulas, e logo de cara vi... um papelzinho, é claro. Peguei-o disposta a ler qual era a brincadeirinha da vez, mas embaixo dele havia um par de alianças tão lindas que meu coração não aguentou, juro que se não tivesse levado a outra mão à boca, ele sairia sim. Mas sairia pulando de alegria! Olhei pra ele e seu olhar era indecifrável, mas estava direcionado para o papel, então desdobrei-o rapidamente.
“Casa comigo?”
Duas palavrinhas. Um amontoado de sentimentos dentro de mim. Eu não sabia o que queria fazer primeiro: rir, chorar ou me jogar nos braços dele gritando “SIM!”, então na dúvida fiz tudo ao mesmo tempo. Ele me segurou firme, rindo junto comigo e visivelmente mais relaxado.
Neymar - Você disse sim? - é claro que eu disse, gritei na verdade -
Clara - Sim! Mil vezes sim - comecei a dar beijos por todo seu rosto e nem sabia direito onde estava beijando, só queria beijá-lo, mostrar pra ele o quanto estava e sempre seria grata por tê-lo na minha vida -
Neymar - Agora?
Clara - O que? - franzi a testa, não entendendo muito bem o que ele quis dizer -
Neymar - Casa comigo agora? - arregalei os olhos de forma exagerada até e minha crise (nervosa) de riso voltou com tudo -
Clara - Como assim?
Neymar - Olha pra trás - foi instintivo, ele terminou de falar, eu olhei e... Meu Deus! Só não caí redonda pra trás porque ele permaneceu bem perto de mim. O friozinho que estava sentindo antes provavelmente congelou meu estômago. Levei as mãos - sim, as duas dessa vez - à boca, chocada demais pra acreditar que aquilo era real. Afinal, minha mãe, minha avó, a madrinha, a Fatinha, Manu, Tia Ná, Rafa, Joana, Jê, Gio, Paulinha e as outras meninas estavam todas na minha festinha, certo? Como é que elas iam vim parar aqui se nem sequer me viram saindo? Como é que meu pai, meu avô, o Tio Neymar e o... o que o Diego estava fazendo ali? Como podia ser possível? Será que eram hologramas? Esse pensamento em qualquer outra situação me faria rir com certeza, mas não na situação em que me encontrava. Não na hora do... meu casamento (?) Isso só faria sentindo... se todos soubessem de tudo desde o começo. E puta merda, é claro que sabiam! É claro que estavam todos juntos nessa a sei lá quanto tempo. Tudo começou a se encaixar na minha cabeça: a Manu me distraiu o dia todo; meu pai e meu avô que sempre gostaram de ser os primeiros a me desejar feliz aniversário nem atendiam minhas ligações; o Júnior fez voltas e mais voltas pra chegar aqui em Aparecida, provavelmente pra dar tempo de todos chegarem antes; e mais, não sabia o motivo do atraso da Tia Ná, da Rafa e da Joana mas já estava achando muito suspeito também. Será que elas estavam ajudando na organização? Não, espera. Ajudando quem? Saí do transe temporário que a surpresa me fez entrar e tenho pra mim que eles estavam com medo do meu silêncio porque de repente começaram a gritar e bater palmas. Queria sorrir, porém ainda estava me sentindo meio intimidada. Pisquei várias vezes e olhei ao redor, prestando atenção na decoração pela primeira vez. Estava tudo tão simples e lindo que se eu fosse sonâmbula diria que eu mesma tinha decorado tudo. Um arco de flores do campo chamava à atenção na “entrada”, ao lado havia uma mesa de som com duas caixas, as cadeiras estavam forradas com tecidos mesclando o branco e tons de marfim e ao lado daquelas que estavam na ponta do corredor haviam velas luminárias que já estavam acesas, deixando o clima muito romântico já que o final da tarde estava se aproximando. O corredor era um tapete de fibras com um caminho de pétalas por cima e o altar era de madeira (parecia bambu), decorado com tecidos também brancos e com as mesmas flores do arco da entrada, o homem baixinho que estava ali provavelmente era o juiz de paz. Uma cobertura transparente cobria tudo. Ao lado esquerdo desse cenário da cerimônia havia uma tenda branca toda fechada, já do lado direito havia outra totalmente aberta com um tapete de fibras ainda maior, almofadas combinando com as cores das flores em cantinhos estratégicos, vários penduricalhos, luzinhas também já acesas e algumas mesas recheadas de coisas, inclusive conseguia ver o bolo com dois noivinhos em cima; acreditem, dava pra ver uma bola de futebol nos pés do noivo e esse foi o baque final, o que realmente me fez acreditar que era tudo real. Percebi alguns seguranças em determinados pontos da praia também, o que era compreensível já que estávamos em um local público. Não sabia definir direito o que estava sentindo, porque a verdade é que tudo estava como eu sempre imaginei, melhor até, mas eu não participei da escolha de nada e nunca pensei que fosse gostar tanto dessa ideia; isso era o mais louco. Olhei pro Júnior novamente, e ele não estava mais tão relaxado quanto antes. Não queria vê-lo tenso, de jeito nenhum, até porque as minhas únicas alternativas para a última pergunta que me fez eram: a) sim b) claro que sim c) com certeza d) a, b ou c. Não tentei esconder as lágrimas, mas sorri para tranquilizá-lo - 
Clara - Você fez tudo isso? - mal reconheci a minha voz por conta do choro, e eu sabia que essa era a pergunta mais idiota da face da terra, mas não estava me importando com isso -
Neymar - Sim - um soluço alto escapou da minha garganta, porque sim, era isso que eu queria ouvir apesar de já saber - Com a ajuda desse pessoal todo que está aí atrás
Clara - Há quanto tempo?
Neymar - O bastante pra tentar deixar tudo do jeitinho que você sempre sonhou - não consegui tirar o sorriso do rosto, mas também não conseguia parar de chorar. Meus hormônios estavam uma loucura completa -
Clara - Não teve evento nenhum
Neymar - Não - confirmou -
Clara - Mas... como? Eu vi que a patrocinadora realmente marcou o lançamento pra hoje
Neymar - Eu sei que viu, a ideia era essa. Você é muito desconfiada, tinha que achar que eu estava lá - e foi inevitável, tive que rir -
Clara - Então suponho que você me sequestrou da minha despedida de solteira
Neymar - É, esse é o nome original
Clara - Você não teve uma, né?
Neymar - Não
Clara - Ah bom - sorriu - Você é louco!
Neymar - Eu sei. Mas quem foi que disse que nunca fazemos nada do jeito convencional? - repetiu o que eu falei no dia da nossa aposta. Então eu entendi que nós sempre pertencemos um ao outro do nosso jeito nada convencional e o que estava prestes a acontecer na presença da nossa família e dos nossos amigos era apenas uma confirmação -
Clara - Tem razão! - sorri emocionada - Vamos casar. Agora! - era tão estranho falar isso, porque há uma hora atrás eu não sabia que tinha um casamento marcado, mas ao mesmo tempo causava um frenesim gostoso dentro de mim. Ele sorriu. Eu sorri. Seus ombros relaxaram imediatamente, nos abraçamos e ouvimos o pessoal gritar de novo. Rimos, e estávamos quase nos beijando quando fomos cercados pela madrinha, a Manu, a Rafa e a Tia Ná. Todas vestidas de um jeito totalmente diferente de como estavam na festa: looks despojados, de tecidos leves, cores combinando com as flores e rasteirinhas. A Tia Ná já estava com os olhinhos marejados e sorriu pra mim -
Manu - Beijinhos agora só depois de casados - conseguiu, não sei como, entrar no meio de nós dois - Chega de conversa e podem ir se arrumar
Juliana - Rápido, antes que o juiz de paz desista de esperar
Rafa - Ele está achando que a Ana Chata não quer casar e você está tentando convencê-la, maninho - rimos -
Manu - Tá, mas vamos logo
Clara - Vamos pra onde, gente? Não vai demorar muito ir em casa e voltar? - dessa vez só eles riram, e sim, o Júnior também -
Manu - Você devia nos conhecer melhor - ela sorriu, jogando os cabelos loiríssimos pro lado, depois pegou a minha mão pra me tirar dali. Olhei pro Júnior com algumas interrogações na minha expressão mas ele apenas encolheu os ombros, gesticulou “Te espero no altar” e se deixou levar pela Tia Ná também. Na realidade fomos todos para o mesmo lugar - pro lado esquerdo, em direção a tenda branca toda fechada. Não tinha ideia do que íamos fazer ali se estavam todos esperando por nós pra cerimônia começar. Mas bastou entrar na tenda pra entender o motivo: além de um espelho enorme, havia uma mesa de madeira forrada seguindo as cores da decoração do lado de fora cheia de maquiagens, secador, chapinha, headbands, fascinators feitos com flores de tecido e vários outros acessórios não só de cabelo; uma caixinha de jóias que reconheci na hora - era da minha avó; alguns pares de rasteirinhas também; e claro, o que mais me deixou sem fala foi o vestido que estava pendurado em um cabide próximo ao espelho. Era lindo, meio creme, com flores desenhadas na renda que deram ao tecido uma textura incrível, e miniflores de metal que pareciam ter sido bordadas nas alças e no laço/faixa, deixando-o ainda mais leve e delicado. Não era daqueles tipo de princesa, com saia de tule ou calda longa mas o estilo meio vintage era tão familiar pra mim que precisei chegar mais perto e tocá-lo -
Clara - Eu conheço esse vestido! - sussurrei, balando a cabeça e tentando me livrar do meu delírio, porque aquilo seria irreal demais... não seria? Um vestido que sempre vi nos álbuns da minha família não poderia estar ali -
Débora - Eu também! - virei ao ouvir a sua voz, que acabou sendo a resposta que eu precisava. Não, não seria irreal demais! -
Clara - Mãe! - minha voz saiu chorosa, e ela não falou nada, apenas se aproximou ainda mais de mim e me abraçou. Podia sentir as lágrimas dela no meu ombro e isso abriu caminho para as minhas também - É o seu?
Débora - Não - enxugou meu rosto delicadamente - É o seu - sorriu. Eu estava começando a me perguntar se ia realmente consegui chegar ao altar, porque não estava sabendo lidar com uma surpresa a cada cinco minutos - A ideia foi da Manu, a sua avó cuidou de todas as modificações e o adaptou ao seu corpo com moldes de alguns de seus vestidos. Você não podia casar toda coberta que nem eu - rimos levemente - Portanto, é com muito orgulho que digo que ele agora é seu
Clara - Obrigada - talvez fosse muito pouco dizer só isso, mas estava achando aquilo tudo tão inesperado, tão mágico mesmo, que não conseguia nem encontrar as outras palavras pra formar uma frase digna - Eu não sei como te agradecer
Débora - Mas eu sei - se afastou de mim, foi até o espelho e pegou o cabide - Está na hora! - sorri e respirei fundo, rindo logo em seguida. Estava na hora! Casar com o vestido de noiva da minha mãe! Meu Deus, que loucura! A tenda era divida em duas partes por dentro (presumi que o Júnior estivesse do outro lado porque ouvi a sua voz), a Manu e a madrinha continuavam ali - ambas emocionadas com o momento mãe-filha que tinham acabado de presenciar - e além delas, haviam mais duas outras moças que eu não tinha visto até então mas a Manu rapidamente fez as apresentações e fiquei sabendo que a Marcelle era fotógrafa e a Elise iria me maquiar e me pentear, tudo isso em dez minutos no máximo. Nem sequer discuti, apenas sentei e passei a fazer tudo que era mandado. Perguntei pela Duda enquanto a Elise cuidava do meu cabelo, a madrinha disse que eu só a veria na hora certa mas me garantiu que ela estava tão linda quanto eu ficaria, disso eu não tinha a menor dúvida. Sorri lembrando do dia que ela ficou sabendo que meus avós iam renovar os votos, perguntou quando eu e o Júnior íamos casar e se podia levar as alianças. Parece que foi ontem... Limpei rapidamente as lágrimas que essa lembrança me trouxe porque a Elise ia começar a me maquiar. Os minutos começaram a passar depressa demais, minha mãe percebeu o meu nervosismo mas me tranquilizou bastante quando disse que a cerimônia estava marcada para às 17h, depois me ajudou com o enfeite de renda para os pés, o brinco de pérola que minha avó pediu que eu usasse e o vestido. Retiro o que disse anteriormente sobre não ser de princesa, era sim, e eu estava me sentindo uma. Ficou apenas um pouco mais justo do que deveria na região do abdômen e isso me fez sorrir mas nem falei nada com ninguém, me concentrei em ficar pronta. Consegui essa proeza em quinze minutos, o outro lado da tenda já estava completamente silencioso. Estava na hora! A Manu e a madrinha voltaram para os seus lugares lá fora, e levaram as alianças que ainda estavam comigo. Minha mãe ficou comigo enquanto a Marcelle fazia as primeiras fotos ali mesmo e antes que ela voltasse pra lá também, pedi que chamasse meu pai e meu avô. Ela sorriu, sabendo muito bem o motivo e saiu.
Quando eles entraram na tenda, precisei me segurar para não borrar a maquiagem belíssima que a Elise fez. A reação do meu pai foi linda de se ver, sua emoção era tão visível que me comoveu. Já o meu avô estava com o seu habitual sorriso largo e se aproximou de mim primeiro. Abracei-o sem demora, mas ele não me apertou muito, preocupado com o vestido. 
Marcos - Estou tão feliz por você, minha pequena - sua voz embargada também revelava o tamanho da sua emoção - Tão feliz e tão agradecido por Deus ter me dado a oportunidade de estar aqui hoje - respirei fundo, cantando interiormente o meu mantra “Não posso borrar a maquiagem! Não posso borrar a maquiagem!”. Sabia muito bem sobre o que ele estava falando e só de lembrar, uma avalanche de sensações diferentes me fazia querer chorar - Sua avó pediu pra te dizer uma coisa. Um ensinamento nosso, na verdade - senti o meu mantra começar a falhar antes mesmo de ouvir o que era - Aproveitem intensamente os bons momentos e nos ruins olhem nos olhos um do outro do jeito que só vocês sabem fazer, e resgatem o amor verdadeiro que os uniu. Ele lhes dará forças para superar e seguir sempre juntos e em frente - “Dane-se a maquiagem” foi o que pensei quando a primeira lágrima rolou rápida demais só pra não me deixar segurar
Clara - Vocês são minha inspiração! - ele sorriu e passou os dedos levemente na minha bochecha. Vi meu pai se aproximar devagarinho, estendi uma das minhas mãos e ele pegou-a
Murilo - Você está linda, meu amor - corei com o elogio, o que o fez sorrir - Feliz aniversário! - ri um pouco e eles também me acompanharam. Meu pai nunca foi o melhor amigo das palavras - sempre gostou mais de agir - então demonstrar seus sentimentos com frases feitas ou discursos de fazer qualquer um chorar não era realmente o seu forte, por isso eu sabia bem tudo que o seu simples “Feliz aniversário!” englobava. Ele não precisava me dizer mais nada
Clara - Eu quero que os dois homens da minha vida me levem até o meu futuro marido - sorri para os dois. Eles se entreolharam ainda mais emocionados do que antes, e imediatamente se colocaram ao meu lado. Peguei o buquê - a madrinha pediu umas quinhentas vezes pra não esquecê-lo - e enfim, saímos da tenda. “I'm yours” do Jason Mraz ressoava nas caixas de som e quase não acreditei quando vi que quem estava comandando a mesa de som era o Diego, sorri, ele acenou pra mim e depois apontou discretamente para uma mulher que estava sentada em um fileira na mesma direção da mesa de som. Ela sorriu timidamente pra mim e não precisei de mais nada pra entender que aquela era a Larissa. Olhei pro Diego novamente, pisquei, e ele retribuiu. A medida que íamos chegando mais perto do arco de flores, as conversas paralelas iam cessando, assim como a música também. Quando meu pai e meu avô pararam de andar, percebi que já me encontrava de frente para aquele que era dono do meu coração a muito tempo. Ele estava lindo, de camisa branca, calça também branca, um colete de cor clara que combinava com o estilo vintage do meu vestido - sem gravata e descalço como eu. O único barulho audível naquele momento era das ondas calminhas e o silêncio me deu a tranquilidade de poder observar melhor tudo e todos que estavam ao meu redor. Era final de tarde, o sol estava começando a se pôr, deixando o mar quase todo alaranjado, além de refletir nas miniflores de metal do meu vestido e nos penduricalhos que o vento também balançava levemente naquela outra tenda do lado direito. As velas luminárias estavam muito mais fortes, e automaticamente mais lindas. Olhei calmamente para cada um daqueles que estavam se levantando e direcionando sorrisos sinceros pra mim, e fiquei tão feliz por ver apenas as nossas famílias e os nossos amigos mais próximos ali, porque eles eram os únicos que realmente mereciam estar presentes. 
Murilo - Pronta? - sussurrou e eu assenti com medo de começar a tremer e nem consegui andar. Ele fez um sinal pro Diego, no mesmo instante “One and only”da Adele começou a tocar e aí eu tive certeza que as forças das minhas pernas tinham sumido de vez. Procurei pela Manu, porque isso só podia ser coisa dela e quando a encontrei seus olhos estavam brilhando e seu sorriso não tinha mais tamanho. Ela escolheu a música. A música que resumia não só aquele momento, mas a minha história inteirinha com o Júnior
Marcos - Tudo bem? 
Clara - Sim. Podemos ir agora - demos o primeiro passo em direção ao meu amor. 
Você têm ficado na minha cabeça
A cada dia eu sinto que estou gostando mais de você
Me perco no tempo só pensando no seu rosto
Só Deus sabe porque levei tanto tempo a acabar com as minhas dúvidas
Você é o único que quero

Eu não sei porque estou assustada
Já senti isso antes
Cada sentimento, cada palavra
Já imaginava tudo
Você nunca vai saber se não tentar perdoar seu passado e simplesmente ser meu

Te desafio a me deixar ser sua, a verdadeira e única
Prometo que sou merecedora de ficar nos seus braços
Por isso me dê uma chance para provar que eu sou a única que pode fazer essa caminhada
Até o fim começar
Acho que consegui chegar ao altar com a maquiagem intacta, mas não foi algo fácil. Os olhares, os sorrisos, a música... o momento em si era mágico demais. Meu avô beijou minha bochecha, cumprimentou o Júnior e se juntou a minha avó, a quem entreguei o meu buquê. 
Murilo - Você vai ficar em boas mãos - afirmou, depois de ter beijado minha bochecha também - Sempre esteve - completou enquanto apertava a mão do Júnior e entregando a minha à ele em seguida. Nós sorrimos, entrelaçamos os dedos e ele beijou a minha testa antes de virarmos pra frente. O juiz de paz começou a cerimônia, respondemos “Sim!” umas três vezes para as primeiras perguntas que fez, e então ele começou a ler: (Eclesiastes 4:9-12) -
Juiz de Paz - Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa - pousou a bíblia na mesa e olhou para o Júnior - Neymar Júnior, você promete, diante de Deus e destas testemunhas, receber Ana Clara, como sua legítima esposa para viver com ela, conforme o que foi ordenado por Deus, na santa instituição do casamento? Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela? Promete amá-la, honrá-la, consolá-la e protegê-la na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ela enquanto os dois viverem?
Neymar - Sim, prometo - respondeu olhando diretamente para mim e sorriu -
Juiz de Paz - Ana Clara, você promete, diante de Deus e destas testemunhas, receber Neymar Júnior como seu legítimo esposo, para viver com ele, conforme o que foi ordenado por Deus, na santa instituição do casamento? Promete saber ser amiga e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica? Promete amá-lo, honrá-lo, respeitá-lo, ajudá-lo e cuidar dele na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ele enquanto os dois viverem?
Clara - Sim - respondi, sabendo que aquela era a primeira promessa que fazia depois de ter dito que não faria mais nenhuma, porém sabendo também que aquela seria uma promessa pra vida toda, pra nossa vida - Prometo - olhei-o e sorri também, mas desviei rapidamente para não me desconcentrar. O juiz pediu as alianças, e meu coração começou a bater ainda mais rápido do que já estava batendo porque sabia que era hora de finalmente ver a Duda. “Quando Deus criou você” começou a tocar e todos olharam pra trás. A Rafa terminou de ajeitar o seu vestidinho de renda, ela sorriu olhando pra todo mundo enquanto dava passinhos que pareciam ter sido milimetricamente cronometrados - com certeza foram. Ela estava com luvas também de renda, o cabelo completamente solto enfeitado com uma coroa de flores iguais as do meu buquê, descalça e segurando uma conchinha como porta alianças. Quando chegou perto de nós, a primeira coisa que ela disse foi que eu estava parecendo uma princesa - minhas lágrimas se transformaram em risos e abaixei apenas o suficiente para dar um beijinho no rosto dela. O Júnior fez o mesmo, ouvi quando ele disse que ela também estava parecendo uma princesa e seu rosto se iluminou com um sorriso lindo. A música terminou, ela nos entregou a conchinha, o juiz pediu para que eu e ele ficássemos de frente um para o outro e trocássemos as alianças -
Neymar - Estava me lembrando como tudo começou, da estranha felicidade que senti ao esbarrar com você e que não entendi logo de cara, mas agora sei porque - seu autocontrole era tão admirável. Ele estava visivelmente emocionado e nem gaguejava - Tudo começou ali. Você me completa de todas as formas, de todos os jeitos, com todos os tipos de felicidade possíveis. Não existe vida longe do teu amor, não existe vida longe de você - queria enxugar as lágrimas que já estavam deixando minhas vistas um pouco embaçadas, mas não queria soltar a sua mão - Tem amor que parece que nasceu pra durar uma vida inteira, tipo o meu por você. Não tem como fugir, eu nasci para te amar e te quero ao meu lado para sempre - dito isso, pegou a aliança na conchinha e deslizou-a no meu anelar da mão esquerda bem devagar, como se tivesse gravando aquele momento em especial em câmera lenta. Depois olhou pra mim e sorriu satisfeito, os olhos brilhando mais do que nunca. Peguei a outra e respirei fundo antes de começar a falar -
Clara - Nós somos pessoas muito abençoadas. Abençoados por que a vida nos uniu, há tanto tempo atrás quando o teu sorriso lindo me conquistou depois de um pedido de desculpas que eu não respondi - ele riu, e aproveitou para enxugar as lágrimas que não dava mais pra segurar - E agora, quando Deus me concedeu a benção de ter você novamente. Agradeço todos os dias a Ele e ao destino por isso. Você foi a resposta das minhas orações. E agora que eu e você somos um, nunca deixarei que lhe falte um dia de alegria, nunca deixarei faltar amor porque... porque isso vai ser impossível. Estou casando com o amor da minha vida - consegui não gaguejar, mas só porque falei tudo sem nunca desviar meus olhos dos dele. Coloquei a aliança no seu dedo também e nossas mãos entrelaçaram-se -
Juiz de Paz - Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição - (Colossenses 3:12-14) - Declaro-os marido e mulher. Que este amor que os uniu permaneça para sempre em seus corações. Sejam muito felizes! - ouvimos aplausos e o juiz sorriu educadamente. Quão errada eu estava quando pensei estar totalmente feliz e completa há apenas algumas horas atrás... Feliz e completa estava ali, naquele momento, depois de beijar o meu marido pela primeira vez -
Neymar - Você perdeu a aposta - sussurrou ao meu ouvido e eu sorri sabendo que aquele era o momento certo. O momento que eu estava esperando desde sexta-feira pra poder lhe contar o verdadeiro motivo do meu cansaço extremo ao chegar do CT, dos meus pequenos ataques sem motivo causados por algumas variações de humor, das cólicas incessantes e das tonturas e dores abdominais que também senti, mas não contei. Tudo isso tinha um único motivo, eu já desconfiava qual era (por experiência própria!) mas só tive certeza na sexta -
Clara - Que bom! - peguei a sua mão e levei-a a minha barriga, mais emocionada do achei que estaria - Porque o seu prêmio já está à caminho.


Começar a escrever isso foi mais difícil do que escrever esse último capítulo. Não sabia como começar... e a felicidade extrema aliada à emoção - também extrema - não estavam me deixando nem pensar direito. Mas decidi tentar à flor da pele mesmo, sou sempre assim. Aliás, foi por ser assim que essa fanfic ganhou vida.
Então vamos lá...
Quando que eu ia imaginar que uma visita à casa da minha tia ia causar tudo isso? Pois é... nunca! Já estava indo embora até, quando a chamada de uma novela que estava sendo reprisada no Canal Viva me chamou bastante à atenção: Felicidade. Esse é o nome dela. Não podia encerrar esse ciclo sem saber o nome da causadora de tudo, então pesquisei quais tinham sido as últimas novelas reprisadas, e depois de conciliar as datas e ler o enredo tive certeza de que era ela.
A chamada que eu vi no dia era basicamente assim: a protagonista engravidava, mas como não podia ficar com o protagonista, meio que sumia do mapa e não o deixava saber da gravidez, só que depois querendo ou não eles teriam que voltar a conviver juntos. Foi apenas isso que eu vi, mas cenas e mais cenas foram surgindo na minha cabeça depois, fiquei imaginando como que essa história se desenrolaria. Comecei a colocar tudo no papel, só que nunca pensando nos protagonistas da novela e sim nos meus protagonistas, o que era meio maluco porque já tinha decidido há um bom tempo que não ia mais escrever.
Felizmente a vontade de dividir isso com vocês falou mais alto, continuei escrevendo e com mais ou menos 5 ou 7 capítulos prontos (queria juntar mais, e a ansiedade não deixou) comecei a postar, com um certo receio, assumo. Nunca tinha visto nenhuma parecida, então podia não ser bem aceita. Só que vocês sempre me surpreenderam! SEMPRE! É por isso que tudo que sinto por vocês não tem nada de fictício, é bem real.
Lembro perfeitamente do dia - um dos mais felizes dessa minha “era da escrita”, que eu descobri que uma pessoa do sexo masculino acompanhava a fic. Foi tão inacreditável que no início achei até que era uma pegadinha porque tenho amigas que acham isso uma perda de tempo... mas não foi uma pegadinha, era verdade. É verdade! Sou muito agradecida por ter ele me procurado, porque mesmo sem eu mesma saber acabou sendo um estímulo muito grande pra mim.
VOCÊS MARCARAM A MINHA VIDA! 
O carinho que recebi desde o início é algo que nunca, nunca mesmo, vou esquecer. Fui do riso às lágrimas tantas vezes lendo comentários. Quando estava me sentindo meio desanimada, não só por causa da fic, entrava aqui no blogger às vezes só para relê-los porque é incrível como a força das palavras de vocês ultrapassa a tela do computador ou do celular. Abracei mentalmente cada uma de vocês tantas vezes achando que um simples obrigada não era o suficiente... E apesar de ser clichê, a fic só chegou até aqui por causa de vocês sim. Pensei em desistir diversas vezes, algumas pessoas sabem disso porque aturaram bastante os meus dramas, choros e inseguranças. Pensei que não ia consegui terminar e era melhor passar pra outra... isso esteve perto de acontecer mas me faltou coragem na hora. Sentia como se tivesse abandonando um filho. Só conseguia pensar que, se eu comecei tudo isso eu precisava terminar, vocês precisavam de um desfecho descente. E... bem... esse foi o final que eu imaginei desde o começo. Naturalmente não vai agradar a todo mundo, eu sei, e podem compartilhar comigo como queriam ou imaginavam o final, a opinião de vocês sempre foi muito importante pra mim e é assim que eu quero que o nosso contato por aqui termine. Fiquem à vontade, como sempre!
Muitas coincidências maravilhosas - e loucas até - misturaram essa fic à vida real, e agora pra fechar com chave de ouro o que eu descobro? Que o nome da novela que tantas pessoas me perguntavam e nem eu mesma sabia é: Felicidade. E é com esse sentimento que encerro um ciclo maravilhoso que se estendeu por quatro anos na minha vida. Nunca pensei em escrever um livro, ser famosa nem nada desse tipo. Eu só queria ser lida e conquistei o meu objetivo.
Agradeço a todas que estiveram comigo no início mas por algum motivo desistiram no meio. Agradeço aquelas que nunca me deixaram nem pensar em desistir. Agradeço a quem nem comentava, mas dava uma passadinha aqui vez ou outra pra ler. Agradeço aos meus adoráveis anônimos. Agradeço a quem está começando a ler agora e a quem ainda lerá. Enfim, desculpem pelas mancadas, demoras, chatices e MUITO OBRIGADA! ❤

41 comentários:

  1. Meuuuuuuuuuuu Deus , Gabi a sua fica é maravilhosa, não sei como agradecer a VC por ter escrito ela, os clichês são os toques de amor em cada historia, amei a sua variedade de como encaixar cada um nessa historia, chorei varias vezes, mesmo não comentando em alguns caos (pesso mil desculpas), não tenho criatividade em comentar, e não queria só dizer o famoso "continua" , VC merece muito mais que isso ... Sempre que lia me sentia a irma da clara, amo a Duda e a manu e claro Ney , acabei me sentindo parte da história, eu não sei como te agradecer serio, então um grande abraço e milhões de abrigado.... Os acasos são tao engraçados ne , afinal a sua expiração veio de um: "Felicidade" é oque tive varias vezes ao ve um cap novo, então acho q e isso ne o final me pegou total surpresa e assim foi lindoook, perfeito....

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  2. Não tenho nem palavras, só dizer OBRIGADA pela tua dedicação esse tempo todo e por não ter desistido! Essa história foi maravilhosa e a cada capítulo era uma surpresa porque tu ia se superando cada vez mais. Parabéns Gabi, vou sentir saudade ♡ /flawlessnjr

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  3. PQP EU TÔ CHOROSA! ��

    Gabi meu amor, não fui a leitora que mais esteve presente nos comentários, mas eu atualizava o blogue de meia em meia hora só pra vê se tinha capítulo novo rs ... não sei nem o que te falar sobre esse capítulo, foi maravilhoso & não consigo acreditar que é o fim!
    Você é a melhor pessoa do mundo & eu torço muito pela sua felicidade, essa fanfic me ajudou bastante em diversas coisas... enfim OBRIGADA por me proporcionar momentos bons.

    DIGO & REPITO, MELHOR FANFIC NÃO EXISTE & NEM VAI EXISTIR! ����

    @_kikasfc aquim

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  4. Uouuu Amei desde o inicio!
    Adorei o fim! ❤❤❤
    #Thalita ��

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  5. Nunca imaginei que leria uma fic na minha vida, ao mesmo tempo em que nunca imaginei que seria fã do camisa 10 da seleção brasileira. Mas aconteceu, o coração falou mais alto e hoje eu o amo. Neymar, mesmo sem saber, mudou totalmente a minha vida. Ele me trouxe sorrisos, choros, angústias, mas me trouxe tantas coisas maravilhosas que eu não sei nem como descrever o quanto eu sou grata por esse homem por tudo que ele faz/fez por mim. Começou de repente, com meus quatro melhores amigos virtuais do fandom (uma das coisas maravilhosas que Neymar e Deus trouxeram para minha vida) e estávamos conversando um dia no grupo. De repente, o assunto fic surgiu e eu nem sabia o que era (para você ter noção). Logo, o Pedro disse que lia uma maravilhosa e eu até lembro que ele já estava no capítulo 32. Ele elogiou tanto a sua fic que eu fiquei tão curiosa que fui ler. Começou a apresentação, capítulo 1,2,3... Até hoje. Sim Gabriela, essa fic aqui foi a primeira que eu li na minha vida e eu estou tão emocionada por ser a primeira e a mais perfeita que eu já li. Porque você me inspirou a ir atrás de outras fics, de ler mais e ter esse hábito de leitura (que eu não tinha muito). Mas até hoje, não encontrei uma fic que toca tão profundamente no meu coração, nos meus emocionais e psicológico quanto a sua. Nesse meio tempo, eu fui ler a sua fic anterior, a da Mel... Tão incrível quanto essa e provocou tudo isso aqui que eu estou sentindo agora.
    É impossível te explicar e te agradecer por tudo que você fez por todos nós leitores. Você fez eu conhecer gente nova (que lê a fic), fez eu ficar ansiosa sempre quando você avisava pelo Twitter que tinha postado, fez eu chorar, sorrir e conhecer a Clara, e por meio de sua história me ensinar tantas coisas, tantos ensinamentos que eu aderir à minha vida. Muito obrigada do fundo do meu coração. Você é maravilhosa. Eu não sei se eu fico rindo ou se choro por ser o último capítulo mas eu só quero que fique claro que isso aqui vai ficar marcado em mim pra sempre. Gabi, você sabe que é a minha autora favorita né? E se você quiser seguir a carreira eu vou dar todo meu apoio pois o jeito que você escreve é inexplicável. Enfim, só quero que essa amizade que a gente construiu através da fic não acabe (não pense que se livrou de mim, nem da Joana e do Pedro porque ainda vamos te irritar muito hahahah) pois eu consigo enxergar o tanto que você se esforçou com essa fic, o quanto você se importou a cada momento com nós e o quanto lutou para não deixar a história sem um final. Agora eu vou te falar: você conseguiu! E foi muito mais além!
    ClaMar sempre será o meu casal, essa história sempre vai ser a melhor e será eternizada em mim. Vou reler, vou chorar tudo outra vez, sorrir tudo outra vez e chegar aqui e me deparar com esse final maravilhoso que não podia ser diferente, não é?!
    Não sei mesmo como te agradecer por tudo isso só quero dizer que amo essa fic com todas as minhas forças. Muito obrigada Gabi, por você ter criado essa simples história fictícia mas que significa o mundo pra mim.
    @njrlovers

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  6. Eu nem sei oque comentar aqui smde verdade, eu sempre acompanhei esse blog mas não comentava sempre...Gabi você é demais, eu estou sem palavras para descrever o quão eu amo essa ficar, ela sem dúvida é uma das melhores histórias que já li, se não for a melhor !!! Estou triste pq já terminou mas sei que tudo tem seu tempo e o dessa fic chegou, eu chorei, sorrir, dei risadas, fiquei com raiva, e até com vergonha, sim vergonha, vc escreve tão bem, mas tão bem q toda vez q eu entrava aqui para ler os capítulos eu me sentia dentro da história e era como se quando eu lesse a fala da personagem eu tivesse lá, vivendo tudo aquilo, um sentimento inexplicável e ao mesmo tempo tão bom ... Quero te agradecer imensamente, eu chorei rios nesse capítulo foi tão emocionante, e eles dois não mereciam final melhor que esse ❤❤ e mesmo q já tenha passado 4 anos de fic, eu ainda vou dizer " infelizmente tudo que é bom dura pouco " mesmo q na realidade 4 anos não seja tão pouco assim hahaha nesse momento to escrevendo e chorando, realmente nunca me emocionei lendo algo como esta acontevendo agora .
    Tenho certeza que em funturo muito próximo vou visitar sempre esse blog para reler e lembrar de todas as sensações boas, não sei mais oque falar kKKKKkKKKk obrigada gabi, de verdade ! Obrigada por ser uma ótima escritora, obrigada por ter escrito uma historia maravilhosa, obrigada por não ter desistido dela e ter continuado, muito obrigada ! #CLAMAR FOREVER

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    1. Desculpa pelos erros, to tão emocionada de verdade que nem reparei enquanto digitava que algumas palavras estavam com erro.. Mas o importante é que quero q vc consiga entender oque eu disse, e saiba que eu tenho uma amor inexplicável por essa fic !! Bjooos, até algum dia quem sabe ? Hahah vc tem twitter, qual seria mesmo ?

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  7. Cara foi o casamento mais lindo que eu já vi e isso porque eu nem vi só imaginei 😭😭😭😭😭 como a maioria aqui já disse eu só queria reforçar que clamar vai ser eterno em nossos corações. Não tenho palavras pra falar da história de como ela me conquistou, me envolveu, me fez sentir na pele as emoções da Clara, me fez chorar sorrir e querer agradecer a você tantas vezes por tudo isso e agradecer principalmente Gabi pelo dia que você resolveu começar a escrever seu primeiro blog, pelo dia que você resolveu ser escritora mesmo que fosse só um por certo período, porque hoje você serve de inspiração pra muitas que escrevem e que pretendem escrever, inclusive pra mim, porque eu admiro o jeito que você escreve e sei que vem da sua paixão por livros, pra escrever tão bem assim só lendo muito e eu sei que você lê. Então obrigada por clamar, obrigada por todos os conselhos da dona Glória, obrigada pela encantadora Duda, pelas atrapalhas da Manu, pelo Luck e por todos os outros personagens que nesse tempo todo foram mais reais pra mim do que você possa imaginar. Espero do fundo do meu coração que não se acabe aqui, que qualquer dia você sinta vontade de voltar a escrever e que volte porque vamos estar aqui pra te acompanhar e te apoiar. Sou tua fã ❤️❤️😍😘

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  8. Já te falei que você é maravilhosa mas não canso de repetir, obrigada por escrever a melhor história de todas sou tua fã e não abro mão ❤️ Ps: já pode escrever outra 😂😂😂

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  9. GABI( OLHA EU TENHO QUE COMENTAR EM CAPS, POR QUE NÃO DÁ, NÃO DÁ MESMO kk) POR INÚMERAS VEZES VOCÊ ME DEIXOU SEM PALAVRA MAS ESSA É A PRIMEIRA QUE EU MAL SEI O QUE DIGITAR PRA VOCÊ, POR QUE VOCÊ É DIGNA DAS MAIS BELAS PALAVRAS, É NÃO É BAJULAÇÃO OU COISA DO TIPO, É ADMIRAÇÃO, RESPEITO...Então vamos lá...primeiro antes de mais nada eu quero te agradecer: Agradecer por ter ser dedicado , e me proporcionado a leitura de duas das melhores fic's que eu já li, sim por que as suas sempre foram as minhas preferidas <3 pelo simples fato de você me causar a sensação de estar lendo um livro,e que fique claro se num futuro próximo você voltar seja com uma fic ou com um livro, eu permanecerei sua leitora. Queria agradecer pela sua paciência,por ter voltado depois da fic da Melzinha e agradecer por ter me proporcionado tudo isso, MUITO,MAS MUITO OBRIGADA... E então diante de tudo isso ,só me resta te PARABENIZAR...Por seu dona dessa escrita maravilhosa, por que isso não é simplesmente uma característica sua e sim um DOM!! Um dom lindo por sinal...Foi incrível, acompanhar cada capítulo, desde o primeiro até o último(como doí escrever isso) e esse final foi o final mais lindo e mais surpreendente que eu já li, confesso que nem imaginava que você escreveria o casamento dos dois, apenas o pedido, e pou, você vai e me surpreende(mais uma vez) posso dizer? FOI MARAVILHOSO..E não é a toa que assim como você se inspirou em uma novela pra dar vida a isso daqui eu me inspirei na sua história pra dar sequência a minha,(obrigada por isso também) "Clarinha, Junior e Dudoca estarão sempre em meu coração" doí se despedir, mas valeu a pena!<3 Karol @MyBoyNJR

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  10. Gabi eu AMEI ♥ de verdade ...
    Como assim ela pode casar no dia do aniversário e ganhar um presente maravilhoso
    Eu adoraria muito que continuasse

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  11. Gabii, cara que capítulo perfeito, final shooow! Fez eu chorar...
    Bon , eu tenho que te agradecer por todos os capítulos maravilhoso que você escrevia. Os detalhes , e sei que você fazia com muito amor!!
    Obrigada tbm que por causa do seu blog, eu consegui despertar o amor que tinha guardado e com seus textos maravilhosos eu fui ficando mais apaixonada e despertando o amor!!
    MENINAAAAAA OBRIGADAAAAAAA!! DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO , FORAM 4 ANOS MARAVILHOSOS!! BEIJOS!! #Gleice

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  12. VOCÊ E MARAVILHOSA GABII ! <3 CHOREI HORRORES ! MELHOR HISTÓRIA DA MINHA VIDA *U* UMA PENA QUE TENHA ACABADO , POR MIM NUNCA TERIA FIM EU AMARIA CE TIVESSE CONTINUAÇÃO ... FIQUEI DOIDA COM O FINAL QUERIA MUITO VER A REAÇÃO DO JUNIOR E DE TODOS ! ( APOIO UMA CONTINUAÇÃO HAHA ) .. COM CONTINUAÇÃO OU SEM SOU CASADA COM SEU BLOG E VOU LER VARIAS VEZES PRA RELEMBRAR COMO ELE E MARAVILHOSO <3 <3 <3
    FORAM 4 ANOS MARAVILHOSOS *u* OBRIGADAAAAAAAA !! #MAH

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  13. Você não tinha esse direito de me fazer chorar como um bebê.. Foram os 4 anos mais maravilhosos da minha vida.. Só te peço uma coisa: Escreve um livro, por favor! Eu tenho certeza que não sou só eu que iria comprar, você é maravilhosa demais!! Muita luz e muito amor nessa sua caminhada! Obrigada por tudo! @Sarah_Valiati

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  14. Maravilhoso Gabi!!! Ao longo da história da fic eu me emocionei por diversas vezes, me apaixonei, sofri, chorei, ri junto da Clara... Vi a Duda crescer, o Junior amadurecer... Acompanhei tudo, mesmo não comentando sempre, não perdi um capítulo. Quando você começou, eu sabia que seria perfeito, afinal a Mel ainda vive em mim... A forma como você escreve, emociona demais , é como se eu estivesse lá, passando por tudo. A verdade é que quando eu leio a sua fic (e foi assim com a Mel) eu sou a Clara, eu vou pro mundo dela, a vida dela, e é assim que eu gosto, meus livros preferidos são assim...❤ Durante o enredo quando o avô da Clara ficou doente, a minha avó, também, infelizmente adoeceu e sempre me sentia exatamente como a nossa protagonista... Fiquei muito feliz que o nosso avô se recuperou... A minha avó não está mais aqui, agora ela repousa junto de Deus e eu sinto muita falta dela... Gostei muito de poder ter o prazer de participar do grupo #TeamClamar e conhecer as minhas companheiras de leitura, e de certa forma, conviver um pouco mais com você. Muito obrigada por essa maravilhosa história que durante vários meses fez parte da minha vida e por me causar inúmeras sensações somente com a leitura... Estou toda arrepiada!!! Esse final... Haa, estou pirando,sério... P-E-R-F-E-I-T-O !!! #MelEClaraPraSempreEmMeuCoraÇao. Você é muito talentosa com a escrita, parabéns! Que Deus lhe abençoe e te mande outra ideia em breve, pois nós vamos amar! Você já faz parte da minha vida... Um grande abraço da sua leitora assídua;

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  15. MANO ESSA FIC É TUDO PRA MIM TODOS OS MOMENTOS DA CLARA DE SOFRIMENTO DE ALEGRIA FIZERAM PARTE DE MIM DESDE QUE VC COMEÇOU A FIC EU TE ACOMPANHO ESSA FIC É UMA INSPIRAÇÃO, QUANDO EU VI AQUELA FOTO NO FINAL EU NÃO ACREDITEI QUE TINHA ACABADO EU AMO ESSA FIC COM TODAS AS MINHAS FORÇAS GABI VC É UMA MENINA COM DOM DE ESCRITA VC ESCREVE TÃO BEM, VOCÊ É INCRÍVEL EU ESPERO QUE CRIE OUTRA VC É TÃO DEDICADA SUAS FICS SÃO EXTREMAMENTES PERFEITAS E PFVR CRIA OUTRA QUE VC CONTINUE ESCREVENDO ASSIM PERFEITAMENTE PARABÉNS POR ESSE BLOG QUE É UM SUCESSO EU AMO ESSA FIC FORA QUATRO ANOS NE CLAMAR VAI SER ETERNO E EU APOIO OUTRA FIC OU UMA CONTINUAÇÃO
    EU SOU COMPLETAMENTE APEGADA NESSA FIC É EU AMO ELA PARABÉNS GABI @eatmenjr Tata

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  16. Gabi, não sei por onde começa essa comentario mas acho que devo começa agradecendo por essa linda historia que me fez sentir as emoções como se estivesse vivendo tudo junto com os personagens tanto que sorrir, chorei, comemorei, sofri... com cada um deles, quando vi que você tinha postado esse capitulo confesso que bate a vontade de não ler só para não chega ao fim mas claro que eu li haha e quando o fim chegou ( em baixo de muitas lagrimas kkkk) fiquei triste e querendo uma continuação é claro pois vou sentir muita falta mas também fiquei encantada com desfecho lindo que você deu para cada personagem, você tem um talento incrível, pra você ter noção assim que terminei de ler o capitulo já comecei a reler a fanfic e tenho certeza que irei sentir as mesmas emoções e me apaixonada tudo novo como se estivesse lendo pela primeira vez, mas é isso te agradeço pela Clara, pelo "Neymar", pela Duda, pelo Luck, pela Manu, pela dona Gloria, pelo seu Marcos.... Enfim por todos, Clamar ficara pra sempre no meu coração.
    Ps: se for escreve outra não esqueça de me avisa por favor haha
    @justbcneymar

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  17. Você é maravilhosa ! É a única coisa que eu posso dizer !

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  18. Preciso de um contato com voce (11987909410) me manda MSG, sinal de fumaça kkk

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  19. Eu não sei se te amo ou se te odeio, eu não sei se te beijo ou te mato, eu não sei o que senti, eu só sei que vc me mostra todos os meus sentimentos toda vez que eu leio um capítulo dessa história linda, eu te abandonei mas acredite foi so de Abril até hj, eu não estava tendo tempo para olhar as fanfics, acredite nenhuma mesmo, e mesmo quando eu não tinha tempo as vezes eu só olhava a sua, mas desta vez não deu nem pra mim olhá-la. Sua história de todas que eu já li até hj (tirando livros) é sem sombra de dúvidas a nelhor de todas, vc é tão maravilhosa que só de mostrar o sentimentos dos personagens me faz rir, chorar, sofrer, amar tudo junto, vc faz ser real, me faz sentir.. Eu te amo por isso, porque apesar de tudo vc é forte, vc corre atras, vc sabe a real história para se criar uma, vc todos os perfis de uma escritora, vc sabe defender um ponto de vista, vc sabe olhar a fundo o ponto a ser debatido, vc é perfeita, vc é tudo de bom, por mais que tenhamos crises, aprender a contorná-las é sempre sua maior vertigem.. Agora esse último capítulo me fez chorar do início ao fim, cada palavra, cada sentimento, cada coisinha por mais simples que fosse fez ser maravilhoso, vc chegou ao ponto clímax, vc soube colocar tudo em seu devido lugar, vc sem dúvidas é uma das melhores. É mesmo uma pena tudo ter um fim, nossa e essa parte do bebê, gente eu arrepiei mais do que em qualquer outra, foram palavras perfeitas e tudo muito bom.. a única vobtade que eu chorei demais por dor de saber que acabou foi por achar um The End.. essa sem dúvidas é toda pior parte das melhores histórias, vc sempre quer ler com gula de história, mas quando se aproxima do fim, vc já sofre por antecipação.. e foi assim desde que vc anunciou que logo chegaria ao fim eu já comecei a sofrer, mas fica aquela coisa de que essa história vai ficar na memória, geralmente eu termino de ler e excluo os links, mas essa história é aquela que merece até ser impressa, imprimida e guardada com muito carinho.. Eu ainda quero relê-la, muitas e muitas vezes.. Então por favor, não exclua a página por nada.. Fico esperando, mesmo que não venha, que vc crie outra história, pq vc sabe ser a melhor... Obg pir tudo, obg por me fazer sentir tantas emoções, eu te amo por isso, pq vc consegue demostrar as emoções pela história.. muito obrigada...
    me desculpe pelos erros de português cometidos, eu comentei pelo celular...
    muito obrigada por essa história linda..

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  20. Meus dedos doeram.. kkkkkkkkk
    mas com certeza valeu a pena.. Bjoooooos

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  21. Agora me recordando aqui, as duas melhores fanfics que eu já li foram proporcionadas por vc.. sem dúvidas vc é tudo de bom.. adoraria muito que vc continuasse a escrever, pois sem dúvida vc encanta qualquer um, vc tem o dom, então aproveita que é maravilhoso e nos presenteia com histórias.. lembrando que eu não sou fã do Neymar, admiro o trabalho dele pois sei que ele joga bem, mas o meu foco é histórias, sou apaixonada e não nego, principalmente as românticas... Então se vc puder fazer esse grande favor a nação e nos deixar aproveitar todo esse seu talento, continue.. pq vc é a única que eu conheço que termina uma história quando ela é ótima.. bjokssssss

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  22. Agora me recordando aqui, as duas melhores fanfics que eu já li foram proporcionadas por vc.. sem dúvidas vc é tudo de bom.. adoraria muito que vc continuasse a escrever, pois sem dúvida vc encanta qualquer um, vc tem o dom, então aproveita que é maravilhoso e nos presenteia com histórias.. lembrando que eu não sou fã do Neymar, admiro o trabalho dele pois sei que ele joga bem, mas o meu foco é histórias, sou apaixonada e não nego, principalmente as românticas... Então se vc puder fazer esse grande favor a nação e nos deixar aproveitar todo esse seu talento, continue.. pq vc é a única que eu conheço que termina uma história quando ela é ótima.. bjokssssss

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  23. Sempre li suas histórias, sempre comentei mais nunca me identifiquei e hoje farei isso rs! Primeiro não sei por onde começar, eu sempre lia algumas fanfic mais nunca lia ate o final porque chegava no meio tava sem graça e muito fora da realidade e não achava isso legal .. agora com as suas histórias foi diferente, eu queria ler o mesmo capítulo duas vezes, eu me envolvia, eu chorava, comemorava quando as coisas dava certo, eu me apeguei dms na história! Você escreve de um jeito totalmente diferente, você é madura com as palavras .. Quantas vezes trouxe pensamentos dessa história para minha vida, quantas vezes parei e pensei "isso realmente acontece" e foi por isso que você me conquistou, você tem o dom, você escrever muitíssimo bem! Com suas história, eu não ficava pensando "isso é impossível de acontecer na vida real" claro que tem um ou outro momento que a gente pensava, mais não temos esse pensamento com a história toda. Qual casal não passa por dificuldade? mais se o AMOR prevalecer em todos os momentos, terá um final feliz assim como na história! Você arrasou desde no inicio e nl final não seria diferente, você fez um final espetacular e eu aaaaaamei! Sei que com o tempo a gente fica sem tempo pra essas coisas, mais te imploro para que não pare de escrever, faça um blog com texto sobre a vida, sobre as dificuldades, sobre qualquer outra coisa mais não deixe de mostrar esse dom lindo que você tem, e pode ter certeza que leitores não ira faltar! Não sei como lhe desejar parabéns, me falta palavras :( um parabéns é pouco pra você, mais só tenho isso a dizer PARABÉNS! que você use e abuse desse dom, porque você pode rs, qualquer coisa que você faça que tenha texto com suas simples palavras me avisa ok? serei uma leitora sem duvida alguma, um grande beijo de uma grande admirado Thaina (FCO_teamoneymar) ❤❤❤❤❤

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  24. Nunca comentei aqui, não sei pq, mas hj vi a necessidade de comentar e te falar q acompanho essa historia desde quando ela começou, chorei muito com ela, sorrir tbm, me sentia no lugar da Clara, sofria junto com ela. Tô com meu emocional abalado, pelo fato de saber q n vou ter mas aquela esperança de encontrar algum capitulo novo. Espero q algum dia vc volte a escrever, pq preciso lhe dizer q vc está de PARABÉNS pq sua fic, foi simplesmente PERFEITA, nossa tô chorando de novo, kkk. Pode ter certeza q é essa historia n vou apagar nunca do meu not, e principalmente da minha vida, pq pode parecer bobagem, mas eu aprendi muita coisa com ela, e uma delas foi sobre o AMOR, não importa quanto tempo passe, se vc realmente ama, aquele sentimento sempre vai existir, e nada vai mudar. Posso dizer q nunca amei alguém, mas quando isso acontecer, vou querer q seja do jeitinho como foi com a clara e o junior. Muito OBRIGADO por me proporcionar madrugadas maravilhosas, muito OBRIGADO por n ter abandonado essa historia, imagino q passou milhões de vezes na sua cabeça, muito OBRIGADO por me ensinar muitas coisas, com uma simples historia. Enfim, PARABÉNS, te desejo muito SUCESSO.
    ps: estou na espera de outra fic

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    1. ps: se puder me chamar no wpp 07196718736 agradeceria.
      By: Karen Elen
      bjs

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  25. Gabi, minha eterna maluquinha...
    Não sei nem como começar a me expressar diante disso tudo... Eu que sempre me achei boa nas palavras, agora me encontro em um declínio imenso. Primeiramente, lhe devo um enorme pedido de desculpas. Acho que minha vida tomou um rumo completamente diferente do que imaginava a alguns anos atrás. Não me arrependo, mas sofro pelo o que "deixei", de certa forma, para trás. E uma dessas coisas, foram as leituras daqui (principalmente). O que era o remédio para meus problemas, onde encontrava os sonhos, a felicidade, a emoção e até mesmo o choro... Desapareceu da minha vida. Inclusive meus contatos com todos que sempre me apoiaram "nesse mundo". Mas enfim, um sonho real tornou-se ainda mais forte em minha vida e fez-se presente pelo menos 10 horas diárias: meus estudos (minha futura profissão). Mas nessas férias, parece que a vida me mostrou de um jeito estranho que precisava fugir um pouco desse mundo e voltar para o que, me fez muito feliz no passado. Isso aqui!!! A melhor história que já me 'infiltrei'. Não sei se vou ter tempo para dedicar-me as outras fanfics que gostava, mas essa aqui era essencial e excepcional. Li tudo... Desde o começo. Reli até mesmo meus comentários e os da chatinha. Sempre sincronizados... Que saudade!!! (Até mesmo dos nossos áudios��❤️).
    Mas sem mais demandas... QUE EMOÇÃO!!! Volto a repetir: você é e sempre será a melhor! Não há história comparável a esta que acabo de ler, em prantos. O Júnior e a Clara são... Imperfeitos um para o outro. Não há melhor definição, com certeza. E o bom é que eles sabem disto, assim como você��. Eu confesso que quando comecei a ler esse capítulo já imaginei seu fim. Mas os seus ricos detalhes conseguem melhorar tudo! E além da criatividade, você tem um talento enorme de nos prender nas suas palavras e sentimentos. Ahhh, dona Gabi, você me fez criar milhões de planos e expectativas em encontrar um amor tão verdadeiro e intenso quanto o deles, ok?! Ou seja, se a minha vida romântica continuar indo de mau a pior, sabe a quem vou depositar a culpa, não é?? Hahahah Mas mesmo sem ter palavras para demonstrar o quanto amo Clamar, e a Dudinha também (e o nosso novo baby também), tenho plena convicção de que o amor envolvido nessa família é inacabável e incontável. É um amor inexplicável e que realmente... Eu pretendo sentir algum dia por alguém. Massss, o que falar de MaGil??? Você sabe o quanto sou fã desse casal também, e que a Manu é minha cópia fiel... Mas confesso que depois de tudo o que ela fez pela Clara e por essa família, amo ainda mais ela. E por isso, é merecedora de tudo o que foi destinado a ela. E confesso... Não iria haver final feliz melhor para os dois!�� Queria também falar sobre os outros dois casais mais apaixonados desse romance... Quem diria ter pais e avós totalmente apaixonados assim. Seriam inspirações! Mas acho que já demonstrei tudo o que tinha para demonstrar. Tudo o que eu escrever aqui não expressará o que estou sentindo. Amo todos!!! Sem exceção!!! E essa história não poderia terminar de um jeito diferente... Meu sorriso de orelha a orelha é prova concreta disto.
    Novamente, desculpo-me por ter te "abandonado" no meio disso tudo e agradeço por me dar um choque de realidade, que me mostrou que preciso valorizar as pequenas coisas na minha vida, inclusive minha família. Finalizo pedindo para Deus iluminar sempre sua vida, seus pensamentos e sua imaginação (ela é esplêndida!). Assim como a vida e o destino de seus magníficos e apaixonantes personagens! Um abraço apertado de quem de longe, te admira sempre: "A guria mais chata e marrenta do Sul, Sendy ♥" rsss (cap. 3��)

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  26. Enfim criei coragem para ler o último capítulo dessa fic maravilhosa, minha preferida! Vou sentir muitas saudades dessa família linda (Junior, Clara e Duda) ❤️❤️❤️! E agora então que já estava a caminho mais um integrante da família, um baby ❤️ Óóóh God!!!! Dar um aperto no coração de ver no final esse THE END, :'-( bem que poderia ser um CONTINUA :D mas é isso, foi bom enquanto durou e sempre irei me lembrar dessa fic, dessa família, o quão maravilhosa foi. Bjos

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  27. Bem q você poderia fazer a 2º temporada,comecei a ler no sábado e amei,amei muito.❤️

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  28. Ai nem acredito que já terminou, linda sua história muito linda, poderia continuar com uma 2º temporada, muito linda a história pra terminar ainda mais agora que a Ana Clara tá grávida, gostaria de ver a reação da Duda quando souber da gravidez da Clara, continua pff

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  29. Oii Gabi.. Passando por aqui para ver se vc voltou a escrever mas pelo jeito nada neh.. Por fabor gata.. vc é a melhor, suas histórias são lindas, apaixonantes e vc é uma escritora muiiiiiiiiiiiiiiiiiito talentosa.. Então escreve mais pra gente por favor..

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  30. Oii Gabi.. Passando por aqui para ver se vc voltou a escrever mas pelo jeito nada neh.. Por fabor gata.. vc é a melhor, suas histórias são lindas, apaixonantes e vc é uma escritora muiiiiiiiiiiiiiiiiiito talentosa.. Então escreve mais pra gente por favor..

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  31. Oi? Nao sei se lembra de me (claro que nao ) mas então queria dizer umas coisinhas, não sei se vai ler u.u!! cara passei tantos meses sem ler as fics sobre o juninho, não porque eu não quis, foi mais por falta de tempo que eu tive que parar (vida adulta não é facil) ! Sempre quando eu entro e leio so o começo dos caps sem poder continuar da um aperto no coração, uma vontade enorme de chorar ( dramatica eu ?? Magina), sabe aquelas historias em que se apegamos aos personagens? Que dá a impressão que faz parte da família? Parece que ta abandonando uma parte de se proprio, as vezes sinto que abandonei, mas como eu disse não foi porque eu quis 😭😭!!
    Mas também me traz uma sensação tão grande de nostalgia, passei uma parte basicamente da minha adolescencia lendo fics, e isso nao foi algo ruim, pra me simplesmente foi uma das melhores épocas e foi ai que "peguei" o hábito de ler livros, (eu achava chato ler) ai quebrei a cara (no bom sentido, se assim pode se dizer) e agora que estou viciada na leitura! Mas não tenho tempo!!
    E queria muitooo agradecer a todas as escritoras dos blogs/fics sobre o nosso menino o Juninho(meu orgulho ), vcs não imaginam o quanto já me ajudaram mesmo indiretamente, nos meus dias de bad,nos meus dias de solidão, e ate na minha depressão!! me fizeram rir muito!!então não vim cobrar nada kkk!!
    Eu só vim simplesmente agradecer por tudo mesmo!!
    Pra TODAAAAAS AS MENINAS que tiram uns minutos ou até horas, compartilhando a criatividade e os sentimentos que vem acompanhado nas história!!!ja me emocionei muito lendo de verdade! Então pra me faltava algo, e era isso agradecer a Vocês Meninas!!
    Obss: primeiro e ultimo comenteee, eu tinha que vim aqui de novo!!

    Um bjo pra quem quizer da kah!!

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  32. Oi gente, blog novo na área. http://thestoryofusjb.blogspot.com.br/ Fic Neymar Junior. Beijooos

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  33. Oi linda, tudo bem com você?

    Você poderia me ajudar a divulgar e se você quiser ou gostar pudesse acompanhar a minha nova fic. Desde já agradecida!!

    http://oamornosaumentanjr.blogspot.com.br/

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  34. Morro de saudade dessa fic,das suas histórias,da sua escrita. Volta a escrever pelo amor de Deus

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  35. Assim... sem pressão... Mas e aquele extra? *-*

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  36. Meuu Deus!!! O que dizer dessa fic? É a história mais linda que já li. Vc tem um dom sem igual! Como chorei e sorri com a Ana Chata.Como não se apaixonar a cada capítulo por esse amor tão incomparável, inimaginável! Obrigado. É tudo que posso dizer, obrigado ♥

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