terça-feira, 23 de julho de 2013

Capítulo 11 - “Se já esperei quatro anos por uma resposta, posso esperar mais”


    Neymar on
Sem avistar você no panorama ótico do meu campo de visão as coisas são menos finitas. Os espaços se preenchem de entendimentos que eu não posso ignorar. É você ali e isso transforma os meus graus de miopia num blur seletivo: eu não consigo enxergar nada que esteja a sua volta. Com você no centro ou nos cantos da minha armação. Você deixa a minha visão turva e faz com que eu desmanche a postura previsível de segurança forjada. É que você me invade num contexto que só eu compreendo. É que você me desarma e, talvez, nem faça isso por querer. Só por acaso mesmo. Pior pra mim.
Se eu não ouvir o que você diz, eu faço melhor. Como se cada palavra sua fosse um guia mal informado de todas as coisas que eu deveria evitar, mas não consigo. Cada fonema sendo ditado de um jeito irregular que me deixa extasiado e eu não consigo pensar direito quando o fundo de cena é a tua voz. Seja aqui ou do outro lado da linha, eu tento me redimir internamente e me desculpar pelas vezes em que me distraio em você. Nas suas ondas sonoras que me confortam bem mais que algum mar de águas claras do litoral. É que a vibração do seu tom me desestabiliza. E o volume me desperta num sobressalto. São mais decibéis do que eu posso suportar. Em quantos Hertz bate a sua frequência? Ah, deixa pra lá. Nem o meu isolamento acústico consegue me proteger de você.
Sem você os meus abraços são menos vazios. Eu descanso a cabeça com alguma paz despreocupada e sem aperto nenhum no peito. Não tem agonia e eu não preciso me apresentar para ninguém que se entrelace nos seus dedos. Não tem ciúmes para me corroer por dentro, em silêncio, no escuro, enquanto toca alguma música alta e a minha companhia é uma taça. Não tem olhos nos olhos – os seus com os de outro alguém – me perturbando ao longe enquanto eu me pergunto que diabos eu faço ali. Eu posso ser mais gentil com você mesmo se você não estiver por perto. Deixo a irritação que me abate por ter você por perto sem nunca ter e me deixo deixar de ser. Deixo estar tudo bem. Porque com você eu sou sozinho, ainda que eu adore a sua companhia nitidamente afastada.
As coisas iam bem sem você. A paleta de cores das minhas escalas eram as mesmas e as minhas convicções mundanas continuavam firmes e fortes. A minha atmosfera era inofensiva, mas você tinha que me fazer colidir com alguma parte de você e desestabilizar o meu alinhamento. Faltou oxigênio. E a gravidade da situação era alta demais pra chegar perto de zero. Mesmo assim, eu flutuei. Fiquei sem os dois pés no chão e acho bem que você nunca reparou nisso. Sem você eu faria o mesmo movimento cotidiano de rotação sem me importar em virar de costas e esbarrar por acaso nos seus motivos. Pareço viver num paraíso infernal que é a sua presença faltosa. Despretensiosamente provocante. Insistentemente desleixada. Cheia de deixa pra lá, mas vem aqui.
A minha vida seria melhor sem você. Mas, sem você, o que é que me sobra?
Isso não pode estar acontecendo, não pode. Pra quê voltar depois de tanto tempo? Pra quê? - discutia com meus próprios pensamentos, trancado no quarto. Não saí de casa desde que cheguei do treino da manhã, onde (in)felizmente não a encontrei. Fiquei sabendo que trabalha apenas dia sim, dia não... Aquele reencontro inesperado mexeu comigo como eu não queria que mexesse. De alguma forma, conseguiu me desestruturar e é insuportável ter que assumir isso. Nem desci pra comer nada. Meus pais resolveram jantar fora, a Rafa foi junto mas eu preferi ficar. Precisava de um tempo sozinho mesmo pra colocar minha cabeça em ordem e não me deixar abater pela presença dela.
Rafa - E aí, preto - chegou animada e se jogou na cama, ao meu lado -
Neymar - E aí. Como foi o jantar?
Rafa - Maravilhoso!! - respondeu entusiasmadíssima, o que não deixou de ser estranho - Você não tem ideia de onde nós jantamos
Neymar - Onde? - perguntei sem vontade nenhuma de saber -
Rafa - Na casa da Tia Débora e do Tio Murilo - paralisei assim que ouvi esses nomes - Eles e nossos pais se reencontraram por acaso, e hoje quiseram nos juntar, eu acho - sorriu -
Neymar - Então eles também voltaram... - pensei alto -
Rafa - Como assim, eles também? Espera... você já viu a Clara?
Neymar - Já
Rafa - Ah, devia ter calculado, afinal ela está trabalhando no CT né?
Neymar - É
Rafa - Estranho vocês dois não terem dito que já se viram
Neymar - Tô dizendo agora, não tô?
Rafa - Ê, calma
Neymar - Desculpa
Rafa - Tá, mas você já sabe que a Clara tem uma... -interrompi-a. Só aquele nome me agoniava -
Neymar - Rafa, na boa, nada do que diz respeito a ela me interessa, sério. Se puder evitar falar esse nome perto de mim também, agradeço
Rafa - Ok, já entendi. Estou saindo - não me deu tempo de falar mais nada e saiu do quarto. Foi ela... claro, foi ela quem eu vi na nossa... quer dizer, na Praia de Aparecida no dia em que quase causei um acidente. Foi a Ana Clara. Então ela voltou pra ficar... Mas se acha que vai ter paz, está muito enganada!
    Neymar off
 A quarta-feira amanheceu chuvosa, fazendo um friozinho bom. Desliguei o despertador, levantei e fui cambaleando até o quarto da Duda.
Clara - Amor, acorda - passei a mão no seu rosto -
Eduarda - Hm, mas já?
Clara - Sim senhora. Já passou da hora de voltar a nossa antiga rotina - puxei seu cobertor - Vem - segurou a minha mão e eu puxei-a. Despi seu pijama, ela entrou no banheiro e enquanto tomava banho e escovava os dentes, fui passando seu novo uniforme. Se vestiu sob meus olhares bobos já que quase não precisa mais de mim pra essas coisas, ajudei-a apenas a calçar o tênis depois penteei seu cabelo num rabo de cavalo. Pegou sua mochila, colocou tudo que tínhamos comprado no dia anterior - e o que não tínhamos também - dentro dela, peguei um casaquinho, lhe entreguei, ela vestiu e fomos pra cozinha. Preparei seu café rapidinho, deixei-a comendo e voltei pro meu quarto. Separei uma roupa, entrei no banheiro, fiz minhas higienes, me despi, tomei um banho morno e escovei os dentes. Passei hidratante no corpo, me vesti, preferi não passar nada no rosto, penteei meu cabelo mas o deixei solto mesmo e me perfumei.
Revisei as coisas que estavam dentro da minha bolsa, peguei o celular e voltei pra cozinha. 
Clara - Pronto?
Eduarda - Uhum - limpou a boca. Coloquei a louça na pia, ela pegou sua mochila, saiu arrastando-a, tranquei tudo e descemos. Não estava mais chovendo porém, o dia continuava nublado. Pegamos um táxi, paramos primeiro na escola, onde deixei minha boneca saltitante e segui para o CT. Ao chegar, paguei, agradeci e saí. Apresentei meu cartãozinho na entrada, que foi liberada, entrei, fui cumprimentando o pessoal com quem já criei uma certa simpatia, depois direto pra minha sala. Passei a manhã respondendo e-mails para disponibilização de realizações de ações e eventos promocionais no Estádio da Vila. Mas em meio a tantos agendamentos, tirei uns instantes para tomar um gole de café ou não ficava em pé. Vou ter que passar a comer antes de começar a trabalhar porque se antes conseguia me manter sem nada pela manhã, agora não dá porque são bem mais coisas pra fazer. Na agência era tudo tranquilinho... Quando meus ajudantes foram chegando - sim, ajudantes porque teoricamente pode até ser que eu seja a patroa mas na prática, um precisa do outro. Se nós estivermos sempre nos ajudando, os resultados vão aparecendo - mostrei pra eles as ideias que tive e como concordaram, fomos logo colocando uma das, em ação. Criamos algumas promoções e depois delas terem sido supervisionadas pela diretoria, foram direto para o site oficial do Peixe. Quando reparei no horário e nas coisas que ainda tinha pra fazer, tive que acionar a Manu.
    For: Manu  
''Acho que não vou conseguir sair daqui por agora. Pega a Duda? O endereço está salvo no mac. Qualquer coisa, liga. Beijo!'' 
Fiquei esperando pela resposta dela, que não demorou muito a chegar e como já previa, foi positiva, então fiquei descansada. Desci pra almoçar com a Giovanna, que trabalha na mesma área que eu, é super talentosa, bem louquinha e foi com quem mais me identifiquei por já ser mãe, apesar de ser um pouco mais velha que eu. O ambiente estava bem calmo, sem muito barulho... motivo? Folga do time principal. Senti um alívio enorme quando soube disso, mesmo sabendo também que não vai ser assim sempre. Depois do almoço voltamos ao trabalho e quando tive um tempinho para respirar, a Gio entrou na sala.
Giovanna - Um dos editores da SantosTV quer falar contigo
Clara - Sério? Quem?
Giovanna - Sérgio, mas conhecido como Piratinha - riu e eu acompanhei -
Clara - Sabe onde ele está agora?
Giovanna - Na sala das entrevistas ou da SantosTV, tanto faz - fiquei sem entender nada e ela riu novamente - É que serve para as duas coisas
Clara - Ahh... continuo sem saber qual é - rimos -
Giovanna - Aquela que tem alguns jogadores desenhados na parede
Clara - Agora sim, se já tivesse falo isso no início - riu - Será que posso ir lá agora?
Giovanna - Vai, acho que ele está esperando alguém pra gravar algo
Clara - Então tá, eu vou - ela ficou lá mesmo, desci e não foi difícil encontrar a sala apesar de não conhecê-la porque foi um dos poucos lugares que minha madrinha provavelmente esqueceu de me mostrar. Mas digamos que, os nomes na porta ajudou. Dei toques leves e como não obtive resposta achei que não tivesse ninguém mas quando ia saindo ouvi barulho. Voltei, bati novamente e como, de novo não ouvi mais nada, abri a porta. Me arrependi amargamente. Era ele quem estava ali. Lindo, não posso negar mas isso também não é novidade. Tirou os fones assim que me viu e levantou num ápice quando percebeu que já estava fechando a porta novamente -
Neymar - Espera - pediu calmo. Estranhei, mas virei e por consequência ficamos muito próximos, o que nos deixou super desconfortáveis. Ele se afastou mas continuou na minha frente, não tive outra a escolha, a não ser fechar a porta e olhá-lo -
Clara - Diga
Neymar - Eu quero saber o motivo - cruzou os braços -
Clara - O motivo de quê?
Neymar - De você ter acabado com... - hesitou por alguns segundos mas continuou - A nossa história daquele jeito - notei na hora sua dificuldade em falar sobre o assunto -
Clara - Já te dei os motivos
Neymar - Quando?
Clara - Naquele dia...
Neymar - Eu continuo não acreditando em nada do que ouvi naquele maldito dia
Clara - Dane-se então - fui grossa. Mas tinha que ser ou a aquela pressão toda em cima de mim me enlouqueceria -
Neymar - Vê lá como fala - deu dois passos à frente -
Clara - Porquê? O que é que você vai fazer? - voltamos a ficar muito próximos, o que me possibilitou falar bem perto do seu rosto mas me arrependi no segundo seguinte porque sentir sua respiração na minha pele quase me fez cair -
Neymar - Será que é tão difícil assim me falar a verdade? - se afastou ligeiramente -
Clara - E será que é tão difícil assim esquecer o passado?
Neymar - Você esqueceu? - me olhou como se quisesse me intimidar e conseguiu. Mas não podia falar que não, não esqueci de absolutamente nada -
Clara - Porque não continua seguindo em frente, vivendo sua vida do jeito que fazia antes de voltar a me ver?
Neymar - Justamente por isso, porque você voltou. Você não me deixa mais seguir em frente - aumentou o tom de voz e eu me senti do tamanho de uma formiguinha - A sua presença constante não me deixa mais viver como antes - concluiu mais baixo -
Clara - Não posso fazer nada - respondi no mesmo tom, segurando as primeiras lágrimas -
Neymar - Pode. Pode acabar logo com a minha agonia e me falar a verdade
Clara - Eu já falei - gritei em surdina - Por favor, me deixa
Neymar - Não, não deixo porque não consigo acreditar em nada do que você diz - fez o mesmo e no instante seguinte meu coração arrebentou-se por completo. Vê-lo ali, segurando o choro e por minha causa, acabou com as poucas forças que ainda achava ter - Vai fugir até quando? - perguntou ao me ver com a mão na maçaneta. Olhei-o mas não respondi - Tudo bem, se já esperei quatro anos por uma resposta, posso esperar mais - saí da sala antes que pudesse ouvir mais alguma coisa, passei a mão no meu rosto e quando comecei a andar embati contra alguém -
XxX - Ana Clara?
Clara - Isso - me esforcei para parecer bem -
XxX - Prazer, Sérgio "Pirata" - sorriu e eu cumprimentei-o -
Clara - Queria falar comigo?
Sérgio - Sim, é que ouvi muitos elogios ao seu respeito - montei um dos meus melhores sorrisos - E queria saber se você topa produzir um texto, pequeno, para o novo vídeo da SantosTV
Clara - Lógico, sem pensar duas vezes
Sérgio - Maravilha. Passo lá em cima assim que terminar aqui então
Clara - Tá certo - entrou na sua sala -
XxX - Está tudo bem? - apareceu atrás de mim e eu levei um belo susto -
Clara - Que saco! Precisa aparecer assim?
Juliana - Desculpa. Mas não foge da minha pergunta
Clara - Claro que está tudo bem
Juliana - Não aconteceu nada?
Clara - Não...
Juliana - E você não tem nada pra me contar?
Clara - Não... quer dizer... - suspirei - Aqui não, madrinha
Juliana - Ok, te dou uma carona e a gente conversa na sua casa então, pode ser?
Clara - Pode
Juliana - Me espera na recepção
Clara - Certo - subi, e a Gio não estava mais. Sentei, abaixei a cabeça e assim permaneci até o Pirata aparecer. Ele me disse como queria o vídeo, que seria apenas mais uma divulgação do canal no youtube mesmo, me mostrou as imagens e confesso que sorrir com algumas em especial. Produzi o texto bem rapidinho porque realmente foi bem pequeno, e não me deu trabalho nenhum. Ele agradeceu, desceu para terminar as editações depois mandou pra mim, prontinho (...) Deu meu horário, arrumei minhas coisas, me despedi do pessoal, desci e fiquei esperando a Jú na recepção, que por um milagre conseguiu ser pontual e apareceu na hora certa. Saímos e estava garoando novamente. Entramos no seu carro, e como não precisei lhe passar o endereço por ela já saber bem onde é, fomos o caminho todo em silêncio. Quando chegamos, ela conseguiu achar uma vaga, estacionou, saímos, travou as portas e entramos no prédio. Chamei o elevador, subimos, abri a porta e a Duda estava sentada no tapete, fazendo as lições de casa com a Manu - Oi, oi - dei um beijinho no rosto das duas -
Juliana - Oi meninas - cumprimentou-as da mesma forma -
Clara - Gostou da escola nova, amor?
Eduarda - Gostei - sorriu -
Clara - Agora eu tenho que ir lá dentro resolver um problema com a dinda mas depois quero saber de tudo, tá? - assentiu animada. Fui com a Jú pro meu quarto, joguei a bolsa em cima da poltrona, tirei o salto e o blazer. Ela sentou em uma ponta da cama, e esperou que eu fizesse o mesmo -
Juliana - Eu já sei
Clara - Sabe?
Juliana - Sei
Clara - O quê?
Juliana - O que anda acontecendo pelos cantos do CT
Clara - Não tô entendendo - fiquei nervosa e isso foi visível porque comecei a balançar os pés -
Juliana - Pára, eu já sei que vocês se reencontraram
Clara - Olha madrinha, eu prometo que não vou deixar isso afetar o meu trabalho tá? É só que... - saí atropelando as palavras e só parei porque ela me interrompeu -
Juliana - Calma, respira - pegou em uma das minhas mãos -
Clara - Como soube?
Juliana - O próprio me contou - minha expressão ficou confusa na hora e ela percebeu - Quando você foi embora, ele também se afastou de mim, acho que por trazer mais lembranças suas, não sei. O fato é que ele tinha acabado de subir pro profissional, e já não andava bem... mas só eu sabia o motivo - pausou - O motivo era você, Clara, ou melhor a sua ausência. Por isso fiz ele falar comigo... desabafar... e a partir daí criamos um laço bastante forte, o tenho como um filho também
Clara - Só estou sabendo disso agora porquê?
Juliana - Ainda pergunta? Você nunca deixava falar dele quando te ligava, sempre me interrompia com desculpinhas achando que ia mudar alguma coisa aqui - apontou pro meu coração -
Clara - E...ele perguntava sobre mim? - sorriu -
Juliana - No começo sim, mas eu ainda não sabia onde você estava. Então ele decidiu que precisava viver pra ele e criou essa armadura que veste quando te ver
Clara - Armadura?
Juliana - Sim. Ele só se faz de forte na sua frente. Está magoado e quer apenas, que você sinta tudo que ele sentiu também, ou ainda sente... Pelo menos foi o que deu a entender
Clara - O que ele te disse?
Juliana - Nada que você não tenha ouvido
Clara - Se isso é uma espécie de vingança, pode parabenizá-lo por mim
Juliana - Não fala assim
Clara - As palavras dele machucam Jú, e eu juro que se não conseguisse entender o motivo dessa raiva toda, já tinha desistido de tudo
Juliana - Ei, - me abraçou - Não quero te ouvir falando em desistir nunca
Clara - É difícil
Juliana - Eu sei, mas passa - acarinhou meu rosto - Vai passar, como tudo na vida
Clara - Será?
Juliana - Claro que vai
Clara - Se ele soubesse o quanto machuca, o quanto dói...
Juliana - Mas ele sabe - olhei-a - E é por saber que está fazendo tudo isso, ele quer te ver assim
Clara - Porque está me dizendo isso?
Juliana - Porque eu amo os dois mas sei que nada do que eu possa falar vai fazê-lo mudar de ideia, então tenho o direito de pelo menos, te alertar. Para estar preparada para esses confrontos... - Nunca vou estar... - Bom, tenho que ir - olhou para o relógio de pulso - A desnaturada da minha filha vai jantar comigo - sorriu -
Clara - Manda um beijo pra ela e diz que eu quero vê-la
Juliana - Pode deixar - levantou e deu um beijo na minha testa - Se cuida - tentei sorrir -
Clara - Madrinha? - me olhou - Obrigada - apenas piscou discretamente e saiu do quarto. Levantei, ainda pensando em tudo que ouvi e cheguei a conclusão que sim, é compreensível ele querer me ver sofrer mas será que não sente nada, além de raiva, desgosto e mágoa? Separei uma roupa qualquer, entrei no banheiro, prendi o cabelo, me despi e tomei um banho bem quente porque o frio ainda era evidente e pelo barulhinho na janela, já tinha voltado a chover. Passei meu hidratante, me vesti, desembaracei meu cabelo e fui atrás do meu celular.
 clarabarcelar_: True  
Fui pra sala ficar com minhas meninas, a Manu pediu pizza e enquanto ela não chegava, ouvi com detalhes como tinha sido o primeiro dia de aula na escola nova da tagarelinha... Jantamos, assistimos as novelas, depois ela foi dormir de livre & espontânea vontade, animada porque no dia seguinte já teria aula de balé, que são apenas as segundas, quintas e em alguns sábados pra sua turma. Fiquei na sala com a Manu conversando sobre tudo, principalmente sobre a própria, que já estava de papo com o vizinho do andar de cima. 
Manu - Acho que amanhã vou aproveitar você aqui para ir à caça
Clara - Oi?
Manu - De um emprego - gargalhou -
Clara - De você eu espero tudo - jogou a almofada na minha cara -
Manu - É sério. Me interessei por umas coisas que vi na internet mas preciso conhecer antes de qualquer coisa
Clara - Faz muito bem - meu celular vibrou -
    From: (xxx) xxxx-xxxx
''Sumida, salva meu número aí, minha mãe me passou o teu. Qualquer dia a gente marca alguma coisa. Saudades, beijão! ️        Jess'' 
Salvei, respondi a doidinha da Jéssica, desejei boa noite pra Manu e fui dormir também porque meu corpo só pedia minha cama quentinha.




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20 comentários:

  1. Continuaaaaaaaaaa, tá pfto <3

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  2. é tudo tão maravilhoso,tão encantador,não consigo parar de ler,sempre quero mais

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  3. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH MEU DEUS! CADA DIA MAIS E MAIS PERFEITO! CONTINUA!

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  4. quando eu acho que não tem jeito de ficar mais perfeito você me surpreende em, Bibi!!! Ta lindooooooooo

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  5. Olha, você me surpreendeu com o ''quase'' acidente, nunca imaginei que tinha sido ele :o E que agonia de ver esses dois assim, está me deixando extremamente brava com o Júnior e sua vingancinha, viu? hahaha Clara não merece isso. E a madrinha dela, mega fofa <3 Estou necessitando de mais e quero que chegue logo o ´´grande´´ capítulo - eu sei que você entendeu u.u -... todo mundo precisa saber! hahaha quero mais encontros desses dois marrentos hein... está maravilhoso - como sempre - maluquinha! e ahh, antes que eu me esqueça: Quero mais Manu!!!! hahahaha beijinhos ;*

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    1. A marrentinha tira as palavras da mi ha boca! não vejo a hora do "grande" capitulo! hahhaha to com pena e com raiva do Júnior ao mesmo tempo, eh como se eu entendesse o que ele está sentindo :c Ah e a Manuzita hein?! só falta o tal vizinho ser algum amigo do Neymar hahaha continua maluquinha!! <3

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  6. Aaaaaaaa mais pelo amor de deus ... toop demais !

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  7. Meu Deusss!! mne surpreende a cada capitulo .. também nem passava pela minha cabeça que teria sido ele o causados do "quase" acidente kkk acho que eu necessito de Respostas muitooo mais que o Junior a curiosidade me consome a cada dia kkkk .. Preciso de MAIS!!!

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  8. Falar que esta maravilhoso ja virou cliche.
    Mas nessa historia ele esta namorando ???
    Vai para o Barcelona ??
    Essa historia se passa em que ano ??

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  9. Poxa vida em woow haha ta tudo perfeito, cada detalhe é maravilhoso, vai demorar muito pro grande dia? Kkkkkk responde prfr :D

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  10. Cara, seu blog é perfeito, como voce consegue ? Parece que tem uma facilidade. To apaixonada no seu blog, continua ele logo por favor. Vai demorar ainda para o GRANDE DIA ?

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  11. Caracas que encontro foi esse em? Pelo jeito o junior esta mesmo com raiva hahaha e esses pensamentos do junior - Então ela voltou pra ficar... Mas se acha que vai ter paz, está muito enganada! - Me deixa com medo do que ele pode fazer. Quero ver a reação dele ao saber que a Clara tem uma filha o.O
    Beijao

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  12. ai meu Deus... será que eu aguento até amanhã? rápido por favor kkkkk bjos
    PS: continua P-E-R-F-E-C-T

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  13. perfeito como sempre <333

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  14. Amando muito, muito mesmo! e olha onde eu tô de novo... http://sonhoseimaginaescomneymar.blogspot.com.br/2011/09/capitulo-3-o-jogo.html

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  15. Muito bom ja quero mais ....
    @taluzinha2

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  16. Cara, fiquei sem fôlego enquanto lia esse confronto dos dois. É tão ruim perceber que os dois se amam, mas por conta do passado hoje sofrem e não assumem para eles mesmos isso. Quase sai pulando quando vi que a Rafaela ia falar na Dudoca, mas no instante seguinte fiquei decepcionada pelo fato do Neymar impedi-lá se continuar falando.
    A Clara poderia comentar que tem acesso ao camarote para assistir ao jogo do Peixe e a Duda ao ouvir isso, insistir muito para ir ao próximo jogo. A Clara acabaria cedendo e chegando lá, encontra a família do Neymar e talvez amigos também. Depois de muita insistência ficaria no mesmo camarote que eles e o Neymar acabaria vendo ela ali, com direito a gol, quem sabe? hahaha. Depois do jogo ela poderia deixar a Vila o mais depressa possível, para não haver confronto com o Neymar novamente, ou eles se veriam e ele acabaria conhecendo a Duda.

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