quarta-feira, 17 de julho de 2013

Capítulo 5 - “Eu espero poder vê-la trabalhando aqui conosco”

Dedicado à Marcelle

 Saímos do carro, e o medo me assombrou... medo de tudo e nada. Medo do passado, do presente e principalmente do futuro. Muito medo. Se estivesse sozinha, com certeza não tinha nem entrado. Fomos caminhando e eu queria parar de encarar o chão mas sabia que por mais mudanças que fizessem ali, as lembranças ficariam pra sempre vivas... e se olhasse para os cantos daquele lugar, as lágrimas poderiam cair sem pedir licença. Sabia que seria difícil, mas estava parecendo insuportável. “Calma, foca no que você veio fazer aqui!!” - repetia pra mim mesma e graças a Deus ia funcionando.
Juliana - Esse aqui é um dos banheiros femininos para nós, funcionários. Pode ir aí - entrei, e troquei apenas a saia por uma calça jeans. Tirei o casaquinho, coloquei tudo dentro da minha bolsa e saí - Pensa em tudo mesmo, puxou a madrinha gata aqui - riu e eu sorri fraquinho. A Jú é uma autêntica criança quando quer, e não sei nem porquê ainda não reclamou por ter chamado-a de madrinha em público, porque fica querendo parecer minha irmã, nem parece que já é mãe também, mas a amo demais, desse jeitinho mesmo - Agora vamos que o Luis já está te esperando - segui-a, e fomos parar em frente a uma porta preta envidraçada. Sim... aquela... que estava mais moderna e bonita. Não queria mas... sorri ao lembrar a primeira vez que... Foco Clara, foco. Preferi nem olhar pra trás, entramos e subimos por uma escada mesmo, apesar de ter visto elevadores por ali. Ela cumprimentou um pessoal que já estava ali, e eu apenas sorri um pouco envergonhada - Bom, a sala é aquela - apontou - E como já te falei, ele está te esperando. Boa sorte - beijou minha testa. Por incrível que pareça não estava nervosa, bati na porta e tive a permissão para entrar -
Luis Álvaro - Bom dia - me cumprimentou com um aperto de mão e um sorriso simpático -
Clara - Bom dia - retribuí -
Luis Álvaro - Ana Clara, certo?
Clara - Isso
Luis Álvaro - Sente-se - apontou para cadeira que tinha em sua frente, sentou também e eu fiz o mesmo. Fixou o olhar em uns papéis e apesar de continuar tranquila, não pude evitar a vontade de roer as unhas, mas lógico me segurei - Posso começar com as clássicas perguntas?
Clara - Fica à vontade
Luis Álvaro - Porque escolheu essa carreira?
Clara - Vocação mesmo. Não é algo que veio de família, eu que sempre gostei de criar coisas novas, e inovar
Luis Álvaro - O que procura num emprego?
Clara - Desenvolvimento profissional e pessoal também, contribuição para o sucesso da empresa, novos desafios, envolvimento, participação...
Luis Álvaro - É capaz de trabalhar sobre pressão e com prazos definidos?
Clara - Já passei por isso, apesar de estar só no início, mas acho que nós temos que estar preparados pra tudo
Luis Álvaro - Na sua visão, quais suas melhores qualidades?
Clara - Me considero muito proativa, empenhada, responsável, persistente, dedicada e criativa, muito criativa
Luis Álvaro - E os pontos negativos?
Clara - Sou perfeccionista demais, e ás vezes muito auto-critica
Luis Álvaro - Qual avaliação faz da sua última experiência profissional?
Clara - Até então só tive uma experiência realmente profissional e a avaliação que faço de lá só tem pontos positivos. Não só por ter sido a primeira a me acolher e acreditar em mim mas por tudo que exerce também
Luis Álvaro - Já teve que tomar muitas decisões difíceis?
Clara - Sim - respirei fundo -
Luis Álvaro - E o que é mais importante pra você: dinheiro ou trabalho?
Clara - Dinheiro é importante sim, mas quando trabalhamos com o que gostamos, a satisfação que tiramos dele pesa bem mais
Luis Álvaro - Agora me fala um pouco mais de você - passei os minutos seguintes falando sobre mim, ele fez mais algumas perguntas pessoais, onde não escondi que já sou mãe e tive a sua atenção até o fim. Ele escreveu bastante, depois pegou uma pasta preta, tirou uns papéis lá de dentro, deu uma olhada, escreveu mais algumas coisas ali e me olhou - Geralmente, depois das entrevistas nós informamos ao candidato o tempo necessário para que a nossa decisão seja tomada. Mas hoje, contrariando tudo isso, a minha decisão já está tomada e...- pausou o que só fez o meu nervosismo aparecer - Eu espero poder vê-la trabalhando aqui conosco - não, eu não tive nenhuma reação e sim, fiquei completamente boquiaberta - Não precisa se sentir pressionada, longe de mim fazer isso. Nem precisa responder agora. Leva esses documentos pra casa, lê com calma, tira todas as suas dúvidas e se a resposta for sim, já pode trazer assinado - me entregou-os, e eu continuava inerte - Me parece que você não esperava por isso - acordei -
Clara - É... tenho que confessar que em relação a mim, sou um pouquinho pessimista - tentei sorri perante a confusão que tinha dentro de mim. Ainda ficamos conversando durante um tempo, sempre sobre publicidade mas o Luis Álvaro tinha uma reunião marcada, e essa era a oportunidade perfeita para sair dali e respirar um pouco mais aliviada. Nos despedimos, fiquei com um impressão ainda melhor dele, saí da sua sala, vi minha madrinha entretida conversando com a recepcionista e como ela não me viu, desci logo. Cheguei no piso inferior, reconheci alguns jogadores circulando por ali e me apavorei. Só queria encontrar a saída e essa parecia a cada segundo, estar mais longe de mim, mesmo assim continuei caminhando apressadamente, passando que nem bala perto das pessoas e só parei quando já estava do lado de fora. Sabia que a Jú ia me procurar mas precisava ficar sozinha, colocar minhas ideias em ordem e dar um rumo definitivo na minha vida, porque já passou da hora de fazer isso. Peguei um táxi, pedi apenas para ele me deixar na praia e me silenciei o caminho inteiro. O iPhone começou a tocar mas não me dei nem ao trabalho de ver quem era pois já sabia e deixei tocando. Por mais que parecesse estranho, queria tudo menos opiniões sobre o que eu devo ou não fazer. Chegamos, ele estacionou próximo a uma banca de revistas que logo de cara não reconheci, paguei, agradeci e saí. Bastou caminhar uns segundos para perceber que estava na Praia de Aparecida. Quanto tempo... tantos momentos bons vívidos ali... Preferi não tirar a sapatilha, então sentei na parte mais alta da calçada e som das ondas, bastante agitadas por sinal, fez questão de reacender mais uma lembrança. Como se já não bastasse estar ali.
    Flashback on
 » - Tenho uma coisa pra te dar
Clara - Não gosto quando gasta dinheiro comigo 
- É de coração, não vai aceitar? - fez bico e eu ri
Clara - Claro que vou, seu bobo - beijei-o - Mas pra você me dar isso nós tínhamos que vim pra cá? - perguntei olhando ao nosso redor. A praia estava vazia, 17h00, e uma brisa maravilhosa batia nos nossos rostos
- Eu gosto daqui, você também... logo, é um lugar especial, ou melhor, o nosso lugar - sorri amplamente
Clara - Tá, mas agora estou curiosa - ele riu, pegou uma caixinha retangular no bolso da frente da bermuda, abriu e eu fiquei encantada
- Pega - como não esbocei nenhum tipo de reação, ele mesmo pegou-a, pediu meu consentimento com o olhar para colocá-la e... fiquei apaixonada. Tão simples e tão linda - Prometo que ainda vou consegui te dar uma melhor que essa... - interrompi-o
Clara - Shiu, eu amo tudo que venha de você - sorriu - posso ser clichê? - gargalhou
- Pode
Clara - É o presente mais lindo que já ganhei... 
- Até aqui...
Clara - Até aqui não, porque nada vai superá-la. Ganhe o que ganhar - sorrimos - E eu prometo que enquanto o que eu sinto for verdadeiro, ela não saí do meu braço.. «
    Flashback off
Que ironia. Pedi pro taxista me deixar em uma praia e ele pára logo na minha... na nossa praia. Será que isso queria dizer alguma coisa? Claro que sim! Tudo não passa de uma estratégia para me fazer lembrar do quanto já fui feliz, e que se tudo que fiz foi pela felicidade de outra pessoa, abrindo mão da minha, agora está na hora de procurá-la. Também tenho esse direito, não tenho? Mas... Vou conseguir isso tão perto de alguém que deve me odiar um pouquinho mais cada vez que escuta um nome parecido com o meu? Não posso nem quero misturar vida pessoal com profissional, porém, sinto que também não posso nem devo deixar a parte pessoal interferir desse jeito no meu possível desenvolvimento profissional... É isso... tenho que parar de pensar em quem não se importa mais para pensar no que eu quero. Como se fosse fácil... ás vezes alguns sentimentos falam mais alto... Mas eu mereço me dar essa chance, nem que seja por experiência. Se quebrar a cara... bom, se quebrar a cara não vai ser a primeira vez, a gente ergue a cabeça e segue em frente por mais difícil que seja porque a vida continua... Perdi a noção do tempo que passei ali, pedindo, ou melhor implorando a Deus para me ajudar a resolver a confusão entre a minha razão, e o meu coração... Voltei a ouvir meu iPhone, e dessa vez era minha mãe. Atendi ou não voltava viva para Florianópolis.
 - início -
Clara - Oi mãe
Débora - Onde você está Ana Clara? A Jú disse que não te viu saindo do CT, ligou mais você não atendeu e veio ao nosso encontro achando que pudesse te encontrar com a gente
Clara - Mãe, calma. Respira
Débora - Como calma se minha filha volta para uma cidade depois de quatro anos sem colocar os pés nela e some?
Clara - Relaxa, estou na praia porque queria e precisava ficar um pouco só. Vocês estão juntos?
Débora - Agora sim
Clara - Manda o endereço por sms então que eu já estou saindo daqui
Débora - Ok... você está bem?
Clara - Manda o endereço mãe, beijo
 - término -
Guardei o iPhone, peguei minhas coisas, levantei e fiquei andando pela calçada a espera de um táxi. O sinal fechou, os carros foram parando e eu continuei andando, até me assustar, depois do sinal abrir novamente, com uma freada brusca. Por pouco não causou um acidente e meu coração apertou... não sei porquê. Acho que foi por não gostar de ver essas coisas... Consegui pegar um táxi, passei o endereço que minha mãe mandou, aproveitei para ir lendo algumas clausuras nos documentos que o Luis Alváro me entregou e quando chegamos percebi que o endereço se tratava de um restaurante. Paguei, agradeci, saí e fui ao encontro deles. Não foi difícil achar a mesa pois reconheci logo meu pai.
Clara - Oi - sentei ao lado dele, que me abraçou forte e deu um beijo no meu rosto. Olhei-o e sorri, minha mãe que estava do lado esquerdo, fez o mesmo, intensificando apenas a força do abraço, como se quisesse ler o que estava acontecendo, como se quisesse a resposta para a pergunta que eu não respondi pelo celular... Gesticulei um desculpa baixinho pra Jú, que estava de frente pra mim e ela sorriu -
Débora - Conta pra gente o que aconteceu lá amor, a Juliana sabe mas não abriu a boca pra nos dizer
Juliana - Ossos do ofício, minha querida - riram -
Murilo - Fala filha - peguei a pastinha com os documentos que até então estava no meu colo e entreguei-o. Ele não precisou de mais que uns segundos para entender do que se tratava, até porque o título já deixava tudo muito evidente, ''Termo de Compromisso'' e passou pra minha mãe - Então quer dizer que...
Débora - Minha filha, isso é maravilhoso!!
Juliana - Maravilhoso vai ser quando ela der sua resposta, não é Clara? - não respondi, os pedidos deles chegaram, e fiz o meu também, apesar da vontade de comer ser quase nenhuma -
Débora - Já resolveu se vai aceitar ou não?
Clara - Já
Débora - E então? - senti como se todos os olhos daquele restaurante estivessem postos em mim -
Clara - Eu vou aceitar
Juliana - E como é que pretende vim pra cá todos os dias? - sabia onde ela queria chegar, por isso resolvi dizer logo o que eles também queriam saber -
Clara - Vou me mudar também... - me olharam surpresos mas não esconderam sorrisos enormes -
Débora - É sério?
Clara - A senhora não imaginou que eu fosse criar a ponte aérea SC-SP né mãe? - sorri com a cara boba que ela estava -
Débora - Ai meu Deus, é muita felicidade - a Jú e meu pai riram - Lógico que vai morar com a gente, não é?
Clara - A princípio sim... não sei
Murilo - Porque?
Clara - Acho que a Manu também vem pra cá
Murilo - Ah mas a Manu já é de casa
Débora - Pois é, espaço não falta então isso não é problema
Clara - Tá, vamos com calma. Eu vou falar com ela e depois vemos isso - olhei para minha madrinha e ela piscou, que nem fez no aeroporto, acho que era para me fazer lembrar do ''bem vinda, de volta''... Almoçamos conversando sobre a Duda, por isso o clima foi maravilhoso. Liguei para meus avós, contei a ''novidade'' por alto por precisar conversar direito com eles, depois minha tagarelinha quis falar comigo, contou como foi na escolinha, disse que estava com saudades e eu fiquei com um sorriso bobo no rosto. Falou com os avós e com a Jú, que ela também chama de dinda, e se despediu -
Débora - Você está feliz? - me interrogou quando meu pai foi pagar a conta e a Jú foi ao banheiro -
Clara - Eu quero ficar mãe, e só estou apostando nisso pra ver se consigo
Débora - E vai conseguir, você merece - sorri -
Clara - Se fosse em outro lugar, onde o passado não me assombrasse o tempo todo, eu estaria pulando de felicidade, não que não esteja agora, mas o receio é muito grande. Nunca nem passou pela minha cabeça trabalhar pro time do meu coração. É quase um sonho
Débora - Tira esse ''quase'' daí, pode sim ser um sonho porque eles também têm partes ruins...
Clara - Aquela que nós acordamos, claro - riu - Mas é bom que não seja um sonho mesmo. Quero estar com os pés bem assentes no chão para não correr o risco de ''acordar'' - gesticulei as aspas - E quebrar a cara antes da hora - eles voltaram, e nós saímos - Para onde eu vou agora? - riram -
Murilo - Nós temos que voltar pro trabalho filha, só saímos para almoçar fora por sua causa
Juliana - Ela vai ficar comigo - passou o braço por cima do meu ombro -
Débora - Vai voltar hoje mesmo?
Clara - Vou
Débora - Tenta achar um voo mais pro fim da tarde que nós vamos com você até o aeroporto
Clara - Não precisa se preocupar com isso, eu vou só e quando chegar em casa, ligo
Débora - Tá certo, só vou concordar porque daqui a pouquinho vou te ter bem pertinho de mim - sorriu -
Murilo - Bom, então vamos né?
Débora - Vamos - nos despedimos sem muito melodrama, afinal, felizmente (ou não) em breve eles vão me ter por perto mesmo -
Clara - Não tem que trabalhar também? - perguntei quando entramos no carro -
Juliana - Tenho e você vai comigo lá pro CT - olhei-a imediatamente e ela gargalhou -
Clara - Não sei onde é que está a piada
Juliana - Só estava te testando sua boba - deu partida -
Clara - Me testando?
Juliana - É, pra saber se está preparada para esse passo que vai dar
Clara - E percebeu que não estou
Juliana - Não diz isso. Essa decisão é sua, não só eu como seus pais também sabem o quão difícil foi optar por ela e o porquê, então ninguém tem que se meter. Quem irá sofrer as consequências, sejam elas boas ou não, é você e só você
Clara - Não vai ser fácil não é?
Juliana - Não. Não vai mas eu confio em você - sorriu e suas palavras me tranquilizaram um pouco. Chegamos em frente a um prédio bonito, ela entrou na garagem, estacionou na sua vaga, saímos, as portas travaram e pegamos o elevador dali mesmo. Subimos para o quinto andar, ela abriu a porta do seu apartamento e entramos -
Clara - Que lindo aqui - olhei ao meu redor - Só parece um pouquinho grande demais
Juliana - E é, gosto de muito espaço mesmo - rimos -
Clara - E a Jéssica?
Juliana - Ah, aquela ingrata?
Clara - Nem fala assim porque tenho certeza que basta ela só ligar pra tu se derreter
Juliana - Continuando... - riu - Aquela ingrata ás vezes lembra que tem mãe e vem pra cá
Clara - Está morando onde?
Juliana - Aqui em Santos mesmo, mas vocês hoje em dia só querem saber de ''independência'' - gesticulou e ironizou -
Clara - Vai dizer que não queria o mesmo na nossa idade?
Juliana - Claro que não.... e mesmo que quisesse. No meu tempo, que não é assim tão distante do de hoje...
Clara - Sei - riu -
Juliana - Nesse tempo só saíamos da casa dos pais para casa do marido
Clara - Que horror
Juliana - É o que nós íamos dizer se pudéssemos assistir o que vocês fazem hoje
Clara - Não generaliza Dona Juliana, não generaliza - revirou os olhos. Ficamos colocando os assuntos em dia, mas ela recebeu uma ligação importante e foi se arrumar para sair. Fiquei sozinha e aproveitei para terminar de ler, muito calmamente os documentos que tinha em mãos. Depois procurei uma caneta pela sala e não foi difícil achar. Respirei fundo, pensei e antes de querer repensar... assinei tudo que precisava. “Seja o que Deus quiser!” - pensei -
Juliana - Estou saindo mas a casa é sua, pode ir ver sua passagem e se for antes de me ver novamente deixa a chave na portaria - deu um beijo na minha testa -
Clara - Espera - me olhou - Está indo pro CT?
Juliana - Sim, porque?
Clara - Leva - estiquei os documentos e só pela sua expressão reparei que ficou sem entender nada - Eu já assinei. Ele sabe que não estou morando aqui, então só reforça que vou me resolver em Florianópolis e venho pra cá o mais rápido que consegui - falei de uma vez só -
Juliana - E porque eu tenho que levar?
Clara - Porque você está indo pra lá ué - me olhou nada convencida -
Juliana - Como se eu não te conhecesse - sorriu e pegou-os - Mas olha, não vou poder trabalhar por você não, e metade do seu dia será lá dentro
Clara - Leva, por favor
Juliana - Levo. Se cuida - assenti, ela mandou beijos e saiu. Me joguei no sofá e só depois lembrei das passagens. Peguei seu macbook, fiz o mesmo processo e consegui um voo para ás 17h30. Quando terminei, voltei a deitar, a Manu me chamou no whats, fiquei conversando com ela, por alto também, depois coloquei o iPhone para despertar e tirei um merecido cochilo. Acordei ás 16h e a casa estava do mesmo jeito. Peguei minha bolsa, fui à procura do quarto da dinda, entrei, estirei as pecinhas de roupa que só levei por precaução em cima da cama e decidi invadir o seu banheiro. Tomei um banho rápido, passei um pouco de hidratante, me vesti, soltei o cabelo e passei a escova nele. Coloquei a outra roupa dentro da bolsa, deixei meus documentos num lugar mais fácil e saí do quarto. Passei na cozinha, peguei uma maçã, tranquei tudo e desci comendo-a.
Deixei a chave com o porteiro, aproveitei para perguntar onde encontraria um ponto de táxi, mas ele fez o favor de chamar um pra mim. Agradeci e graças a Deus, nem demorou muito. Chegamos no aeroporto ás 16h50, paguei, saí e fiz o check-in, sentei para esperar e mandei uma mensagem coletiva avisando aos três que já estava indo. No horário certinho meu voo foi anunciado, entrei no avião e embarquei pra onde sempre foi e vai continuar sendo, o meu refúgio.




Muito obrigada por todos os ''Boa Sorte''  
Os testes ainda não acabaram, mas amanhã é 
mais tranquilo então dei um jeitinho de vim aqui haha. 
Beijinhos :*

22 comentários:

  1. Que apego ♥ que lindo que tá lindoca! Continua.. hahahah' Eu amo essa sua 'inocência' pra escrever, é tão meiga, tão mulher e tão menina *-* Cada capítulo eu me encanto mais com a Clara! Tá perfeito!! @brubsolliveira

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  2. Clara está querendo dar uma de marrenta também viu?! não sou só eu não, rss. Que lindo ela lembrando ''deles'' na praia e fico até imaginando ele falando e gesticulando isso: ''- Pega - como não esbocei nenhum tipo de reação, ele mesmo pegou-a, pediu meu consentimento com o olhar para colocá-la e... fiquei apaixonada. Tão simples e tão linda - Prometo que ainda vou consegui te dar uma melhor que essa... -'' ❤❤❤ e ahh, ela tem que se mudar logo pra Santos viu? e trazer a Manu linda and diva u_u junto!!!! hahaha Maluquinha, está espetacular e só você mesmo para conseguir passar tudo o que escreve tão bem assim pra gente e conseguir tocar nos nossos sentimentos... no nosso coração! Beijos e qualquer coisa é só chamar eu e a chatinha no whats, suas leitoras fiéis e as titias mais babonas da Duda <3 hahaha Continua!

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  3. Simplesmente perfeito,vc escreve muito bem... Continua logo bjs ! ❤

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  4. perfeito como sempre <3

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  5. Leitora novaaa.
    Cara, me emocionei já no primeiro capítulo haha. Ta muuito perfeito, sério, eu estou amando.
    Continua pelo amor de Deus.
    @ItsNatalinha

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  6. cara naum vejo a hora desse encontro ... super ansiosa .
    @FlavynhaS2

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  7. Cada dia que leio me apaixono mais pelo seu blog sério é tudo perfeito tudo mesmo, não vejo a hora do cap dela já morando em Santos, perfeito demais...
    Continuua

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  8. Nem sei o que comenta, rs, é tudo tão maravilhoso que se eu disser que é perfeito to falando pouco, rs, continua loguinho =*

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  9. isso aqui é maravilhoso, continuaaaaaaaaaaa!

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  10. eu estou muito ansiosa pro Neymar ver ela

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  11. Emocionante! Eu leio e fico tentando imaginar a situação, os lugares, tudo!!!!!!! PARABÉNSSSSSSSSSSSSS

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  12. um capítulo melhor que o outro *.*

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